• Gravion

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    Gravion
    Obari Masami - Gonzo
    Anime - 13 Episódios
    2002
    5 em 10

    Cometi o erro de ir olhar para a sinopse antes de começar a ver isto. Logo, comecei a ver isto sem o mínimo esforço para me concentrar. Mas não valia a pena de qualquer forma. É só mais um daqueles tristes casos em que não há nada que se aproveite. A menos que se goste muito de mecha (mesmo muito). Ou um bocadinho de ecchi.

    Porque essencialmente é isto. Um rapaz feliz da vida está à procura da sua irmã e descobre as peças de Gravion, um robot gigante movido a gravidade (no dia em que a gravidade for força energética aproveitável, acabarão todas as guerras). Enfim, o planeta é todos os episódios invadido por uma maquineta alienígena e todos os episódios o nosso guerreiro e um grupo de miúdas montam o robot para lutar com ela. O nosso amigo conduz um pé, o que é de certa forma original.

    De resto, não há nenhuma história nem nenhum desenvolvimento de personagem, nem nenhum nada. Só meninas fofas a correr de um lado para o outro e lutas entre maquinaria de guerra. Nenhum destes aspectos está especialmente bem animado. As cores brilhantes acabam por ser excessivas e perturbar o visionamento, pois é difícil de associar a identidade de cada personagem. Existem tantas meninas com tantas roupas diferentes que eu já não sabia quem era quem.

    A música tem aquele ar vagamente épico que tanto gostam de meter no anime, mas não tem originalidade ou interesse de maior.

    Um anime para passar à frente.
  • Hedwig and the Angry Inch

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    Hedwig and the Angry Inch
    John Cameron Mitchell
    Filme
    2001
    7 em 10

    Tínhamos escolhido este filme da lista do IMDB de "Filmes para ver quando se está super alto". Já não estávamos tão altos assim, mas foi um filme deveras atrofiante.

    Hedwig é o tipo de traveca que evoluiu ao ponto de ser transsexual. Sobrou-lhe apenas a "Angry Inch", conforme ela explica numa das suas músicas. Sim, porque Hedwig é a vocalista de uma banda cheia de agressividade e está a fazer uma tour pela América numa cadeia de restaurantes familiares. O que não se conjuga muito bem com a sua atitude, mas foi o melhor que se arranjou. Ao mesmo tempo, persegue o seu ex-amante, que lhe roubou as músicas e teve sucesso com elas (apesar de lhe faltar o charme). O filme intercala os concertos com a perseguição e com flashbacks estranhíssimos que contam a vida deste "it" e como se tornou num "hit" internacionalmente ignorado.

    O filme é surreal. Os flashbacks são por demais bizarros e estão misturados com sequências de animação geométrica, baseados nos desenhos do diário de Hedwig, que não trazem mais sentido à história. Por vezes até o tiram. O filme atinge o seu ponto de non-sense na cena final, que acredito que seja um sonho em que a personagem se despoja da sua máscara para revelar que, na realidade, é apenas um rapazinho que gosta de rock ocidental.

    Isto foi inspirado num musical, por isso é também um musical. As músicas variam entre as muito boas e as muito estranhas (como o caso da "I put on my wig", que tem karalhoke e tudo). Fica aqui um pequeno exemplo do que podem esperar:


    E aqui fica demonstrada outra coisa que queria referir: o trabalho de actor. O realizador é o actor principal, na personagem Hedwig, e tem momentos extraordinários de travequice, sobretudo durante os concertos. Nas sequências de flashback nem tanto, mas o actor brilha dentro da personagem em algumas ocasiões e acho que vale a pena ver.

    Mas não sei se o filme tem tanto impacto se não estiverem "super altos". Ou se calhar até tem, visto que ganhou uma série de prémios, incluindo no Sundance. Digam de vossa justiça!
  • Mr Bean em Férias

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    Mr. Bean em Férias
    Steve Bendelack
    Filme
    2007
    7 em 10

    Era um momento verde. Depois de passear os freaks, vamos ver um filme. Escolhemos um, mas enquanto ele estava a sacar (e ouvíamos um concerto da Florença e das Máquinas, ai o vestido tão lindo) decidimos que íamos ver este primeiro.

    É um filme que eu adoro. Mr. Bean é daqueles pequenos ícones da comédia britânica que serão sempre lembrados. E nesta última aventura, o personagem trás um conforto ao público. É um filme feliz.

    O filme tem diversas perspectivas, sendo a mais original a câmara do Mr. Bean. Não tem nenhuma técnica especial, é só alguém a divertir-se com uma câmara de filmar. Assim, temos uma série de cenas que só aparecem no final, na estreia do filme em Cannes (spoiler: ele chega lá) e que dão uma graciosidade ao final que não poderia ser obtida de outra forma.

    O eixo central desta narrativa é o actor. Rowan Atkinson (escrevi bem?) é um mestre na arte do teatro físico. Por todo o filme temos gags do género e todos eles são engraçados. Alguns são hilariantes, como o peditório na feira com a ópera. Deixo-o aqui, pois não consigo resisitir:


    Enfim, um excelente filmezinho para estas alturas. Faz rir e faz as pessoas felizes. Queremos mais que isso?


  • Little Witch Academia

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    Little Witch Academia
    Yoshinari You -  Trigger
    Anime - Filme
    2013
    7 em 10

    Todos os anos o governo Japonês dá alguns milhões de ienes para a indústria do anime. Nomeadamente para ajudar animadores em treino a fazerem a sua arte. Little Witch Academia é um dos resultados deste ano, que serão quatro ao todo.

    E é um filmezinho cheio de charme, sem dúvida.

    A história é muito simples e poderia ter sido mais desenvolvida. É o tipo de história que merece mais episódios. Mas é uma história amorosa, com personagens de que gostamos imediatamente, apesar de não sofrerem um desenvolvimento muito pertinente. Não é um anime que nos ensine grandes coisas sobre a vida, mas podia tê-lo feito, quiçá com um pouco mais de tempo.

    O grande enfoque do filme, que só tem meia hora (diga-se de passagem), é a animação. Os designs dos personagens são muito simples, mas mexem-se com uma leveza quase humorística. Os grandes momentos estão no espectáculo inicial que depois se reproduz na luta com o dragão. É, literalmente, uma explosão de cores e de alegria. Adicione-se a música instrumental e temos um efeito espectacular. A música é muito simples e quase lugar-comum, mas funciona muito bem.

    É muito curto, é um prazer de ver, recomendo.
  • Vassalord

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    Vassalord
    Nakazawa Kazuto - Production I.G.
    Anime OVA - 1 Episódio
    2013
    6 em 10

    É, já há muitos anos, meu hábito nunca falhar um release da Aarinfantasy. É um grupo de subs com o qual simpatizo muito já que, ao participar no fórum, vejo as dificuldades porque passam. Além de que a própria Aarinfantasy é muito disponível. Por isso não perco uma. E aqui está Vassalord. De BL tem pouco, mas é bastante slashable.

    É uma história de vampiros, muito sintética. A história aparenta ser apenas uma pequeníssima parte da fonte original (um manga, suponho), mas está bem estruturada. Os personagens são apresentados e definidos claramente e o desenvolvimento é rápido mas eficiente. Não existe grande desenvolvimento, por falta de tempo, mas aparentam ser personagens bastante divertidos. Esta diversão pode, por vezes, ser anti-climática. E porque é que o vampiro robot usa óculos? Já deveriam ter tecnologia para o por a ver bem... Será para o estilo?

    A arte é limpa e fluída, com um grande destaque para as cenas de acção. Temos duas, a luta entre os personagens principais e a luta com a pequena vampira. Têm alguns momentos que não primam pelo detalhe, mas no geral dão para entreter.

    A música tanto trás o clima como o tira. A ED foi quase uma música pop portuguesa dos anos 80, o que talvez até combine com o final leve e despreocupado.

    Um OVA interessante para fãs do original e para fãs de vampiros bonitos.
  • A Caixa em Forma de Coração

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    A Caixa em Forma de Coração
    Joe Hill
    2007
    Terror

    Quando apareceu este livro no BookCrossing e me inscrevi para participar no BookRing (círculo de empréstimos) eu pensava que ia ser uma coisa completamente diferente. Não li a sinopse, fui pelo título. Assim, foi com grande surpresa que descobri que é um livro de terror!

    Jude Coyne é guitarrista e vocalista de uma banda de metal. Ou era, os membros da sua banda foram morrendo. Um dia, compra um fato de um homem morto num site de leilões parecido com o Ebay. E com o fato vem o fantasma, para o assombrar. Assim se começa a desenvolver uma história de fuga do fantasma e sobre como o enfrentar para se livrarem dele para todo o sempre.

    A escrita é fluída e interessante, mas o valor do livro encontra-se no desenvolvimento dos vários flashbacks que contam a história da vida de Jude, da sua namorada Georgia (ou Marybeth), da ex-namorada e do próprio fantasma. As histórias são por vezes contemplativas, mas o seu culminar é surpreendente. Na narrativa  nunca sabemos o que vai acontecer, mas a parte que me interessou mais foram os "sonhos" de Jude com interferências do fantasma. Também a própria natureza do personagem é interessante, eu pessoalmente nunca tinha lido nada em que o personagem principal fosse dumaw.

    Sendo um livro de terror e tendo eu muito medo de filmes de terror, não estava nada à espera que o livro me assustasse. Seja anime, seja livro, não me assusto, com filmes é que não aguento. Mas a primeira parte do livro, até eles fugirem de casa, foi bastante perturbadora.

    Manteve-me agarrada, apesar de ser tão inesperado. Bem bom.
  • Phantom - Requiem for the Phantom

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    Phantom - Requiem for the Phantom
    Kamo Ayumi - Bee Train
    Anime - 26 Episódios
    2009
    6 em 10

    Um anime que me desinteressou logo ao minuto três. Apareceram umas mamas, que depois farão parte integral de uma personagem. Enfim. Isto é sobre uns assassinos da máfia. Um deles foi em tempos um pobre turista Japonês nos EUA que, ao assistir a um crime, foi apanhado e levado para ser lavado cerebralmente e se tornar ele próprio num assassino. Coisa que faz imenso sentido, certo. E o anime esforça-se por explorar a coitadinhez dos personagens e a sua relação, mas não o faz muito bem. E porquê? Porque "dois anos depois"... TORNAM-SE ESTUDANTES DA ESCOLA SECUNDÁRIA! O quê? O que é isto? Um disfarce? Mas que idade é que eles têm? Se isto é dois anos depois e eles estão na escola... São assassinos a soldo de quinze anos?

    E foi neste momento, circa episódio 20, que tudo o que a série teria para me dar se desmoronou. Eu não consigo levar isto a sério. Uma história de assassinos que depois vira romance colegial que depois vira história de assassinos com romance colegial. É defeito meu, mas não sou capaz de acreditar que isto exista e que seja bem recebido pelo público em geral.

    Em compensação, daí a nota que lhe dei, a arte e a música são bastante boas. A arte é muito moderna, com designs típicos da década e boas sequências de animação. As lutas são bastantes, há tiros, há facas, há murros, tudo o que o regular fã de shounen adora. Talvez seja por isto que a série foi bem recebida. Em termos musicais, temos uma boa ilustração do ambiente e participação de Ali Project, coisa de que gosto sempre.

    De uma forma ou de outra, um anime execrável.
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