• Mr Bean em Férias

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    Mr. Bean em Férias
    Steve Bendelack
    Filme
    2007
    7 em 10

    Era um momento verde. Depois de passear os freaks, vamos ver um filme. Escolhemos um, mas enquanto ele estava a sacar (e ouvíamos um concerto da Florença e das Máquinas, ai o vestido tão lindo) decidimos que íamos ver este primeiro.

    É um filme que eu adoro. Mr. Bean é daqueles pequenos ícones da comédia britânica que serão sempre lembrados. E nesta última aventura, o personagem trás um conforto ao público. É um filme feliz.

    O filme tem diversas perspectivas, sendo a mais original a câmara do Mr. Bean. Não tem nenhuma técnica especial, é só alguém a divertir-se com uma câmara de filmar. Assim, temos uma série de cenas que só aparecem no final, na estreia do filme em Cannes (spoiler: ele chega lá) e que dão uma graciosidade ao final que não poderia ser obtida de outra forma.

    O eixo central desta narrativa é o actor. Rowan Atkinson (escrevi bem?) é um mestre na arte do teatro físico. Por todo o filme temos gags do género e todos eles são engraçados. Alguns são hilariantes, como o peditório na feira com a ópera. Deixo-o aqui, pois não consigo resisitir:


    Enfim, um excelente filmezinho para estas alturas. Faz rir e faz as pessoas felizes. Queremos mais que isso?


  • Little Witch Academia

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    Little Witch Academia
    Yoshinari You -  Trigger
    Anime - Filme
    2013
    7 em 10

    Todos os anos o governo Japonês dá alguns milhões de ienes para a indústria do anime. Nomeadamente para ajudar animadores em treino a fazerem a sua arte. Little Witch Academia é um dos resultados deste ano, que serão quatro ao todo.

    E é um filmezinho cheio de charme, sem dúvida.

    A história é muito simples e poderia ter sido mais desenvolvida. É o tipo de história que merece mais episódios. Mas é uma história amorosa, com personagens de que gostamos imediatamente, apesar de não sofrerem um desenvolvimento muito pertinente. Não é um anime que nos ensine grandes coisas sobre a vida, mas podia tê-lo feito, quiçá com um pouco mais de tempo.

    O grande enfoque do filme, que só tem meia hora (diga-se de passagem), é a animação. Os designs dos personagens são muito simples, mas mexem-se com uma leveza quase humorística. Os grandes momentos estão no espectáculo inicial que depois se reproduz na luta com o dragão. É, literalmente, uma explosão de cores e de alegria. Adicione-se a música instrumental e temos um efeito espectacular. A música é muito simples e quase lugar-comum, mas funciona muito bem.

    É muito curto, é um prazer de ver, recomendo.
  • Vassalord

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    Vassalord
    Nakazawa Kazuto - Production I.G.
    Anime OVA - 1 Episódio
    2013
    6 em 10

    É, já há muitos anos, meu hábito nunca falhar um release da Aarinfantasy. É um grupo de subs com o qual simpatizo muito já que, ao participar no fórum, vejo as dificuldades porque passam. Além de que a própria Aarinfantasy é muito disponível. Por isso não perco uma. E aqui está Vassalord. De BL tem pouco, mas é bastante slashable.

    É uma história de vampiros, muito sintética. A história aparenta ser apenas uma pequeníssima parte da fonte original (um manga, suponho), mas está bem estruturada. Os personagens são apresentados e definidos claramente e o desenvolvimento é rápido mas eficiente. Não existe grande desenvolvimento, por falta de tempo, mas aparentam ser personagens bastante divertidos. Esta diversão pode, por vezes, ser anti-climática. E porque é que o vampiro robot usa óculos? Já deveriam ter tecnologia para o por a ver bem... Será para o estilo?

    A arte é limpa e fluída, com um grande destaque para as cenas de acção. Temos duas, a luta entre os personagens principais e a luta com a pequena vampira. Têm alguns momentos que não primam pelo detalhe, mas no geral dão para entreter.

    A música tanto trás o clima como o tira. A ED foi quase uma música pop portuguesa dos anos 80, o que talvez até combine com o final leve e despreocupado.

    Um OVA interessante para fãs do original e para fãs de vampiros bonitos.
  • A Caixa em Forma de Coração

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    A Caixa em Forma de Coração
    Joe Hill
    2007
    Terror

    Quando apareceu este livro no BookCrossing e me inscrevi para participar no BookRing (círculo de empréstimos) eu pensava que ia ser uma coisa completamente diferente. Não li a sinopse, fui pelo título. Assim, foi com grande surpresa que descobri que é um livro de terror!

    Jude Coyne é guitarrista e vocalista de uma banda de metal. Ou era, os membros da sua banda foram morrendo. Um dia, compra um fato de um homem morto num site de leilões parecido com o Ebay. E com o fato vem o fantasma, para o assombrar. Assim se começa a desenvolver uma história de fuga do fantasma e sobre como o enfrentar para se livrarem dele para todo o sempre.

    A escrita é fluída e interessante, mas o valor do livro encontra-se no desenvolvimento dos vários flashbacks que contam a história da vida de Jude, da sua namorada Georgia (ou Marybeth), da ex-namorada e do próprio fantasma. As histórias são por vezes contemplativas, mas o seu culminar é surpreendente. Na narrativa  nunca sabemos o que vai acontecer, mas a parte que me interessou mais foram os "sonhos" de Jude com interferências do fantasma. Também a própria natureza do personagem é interessante, eu pessoalmente nunca tinha lido nada em que o personagem principal fosse dumaw.

    Sendo um livro de terror e tendo eu muito medo de filmes de terror, não estava nada à espera que o livro me assustasse. Seja anime, seja livro, não me assusto, com filmes é que não aguento. Mas a primeira parte do livro, até eles fugirem de casa, foi bastante perturbadora.

    Manteve-me agarrada, apesar de ser tão inesperado. Bem bom.
  • Phantom - Requiem for the Phantom

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    Phantom - Requiem for the Phantom
    Kamo Ayumi - Bee Train
    Anime - 26 Episódios
    2009
    6 em 10

    Um anime que me desinteressou logo ao minuto três. Apareceram umas mamas, que depois farão parte integral de uma personagem. Enfim. Isto é sobre uns assassinos da máfia. Um deles foi em tempos um pobre turista Japonês nos EUA que, ao assistir a um crime, foi apanhado e levado para ser lavado cerebralmente e se tornar ele próprio num assassino. Coisa que faz imenso sentido, certo. E o anime esforça-se por explorar a coitadinhez dos personagens e a sua relação, mas não o faz muito bem. E porquê? Porque "dois anos depois"... TORNAM-SE ESTUDANTES DA ESCOLA SECUNDÁRIA! O quê? O que é isto? Um disfarce? Mas que idade é que eles têm? Se isto é dois anos depois e eles estão na escola... São assassinos a soldo de quinze anos?

    E foi neste momento, circa episódio 20, que tudo o que a série teria para me dar se desmoronou. Eu não consigo levar isto a sério. Uma história de assassinos que depois vira romance colegial que depois vira história de assassinos com romance colegial. É defeito meu, mas não sou capaz de acreditar que isto exista e que seja bem recebido pelo público em geral.

    Em compensação, daí a nota que lhe dei, a arte e a música são bastante boas. A arte é muito moderna, com designs típicos da década e boas sequências de animação. As lutas são bastantes, há tiros, há facas, há murros, tudo o que o regular fã de shounen adora. Talvez seja por isto que a série foi bem recebida. Em termos musicais, temos uma boa ilustração do ambiente e participação de Ali Project, coisa de que gosto sempre.

    De uma forma ou de outra, um anime execrável.
  • Como (Quase) Namorei Robert Pattinson

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    Como (Quase) Namorei Robert Pattinson
    Carol Sabar
    Romance
    2011

    Este é o meu subenire Brasileiro para a Ana! Com este título não podia deixar de o ler primeiro! Fica o comentário em espera até eu oferecer o presente para não estragar a surpresa. :3 Tinha-o visto à venda e amado o título (porque é simplesmente tão ridículo) e depois vi-o com desconto na Bienal do Livro de São Paulo. A empregada da loja disse que era super fofo e divertido, mas eu fiz questão de dizer que não era para mim xD

    Ora portantos, Duda é uma Crepuscólica. Apesar de ter 19 anos, o que torna tudo um pouco improvável. E vai para os States. E lá conhece um gajo que é a cara chapada do Robert Pattinson. E apaixona-se por ele. E é isso. Entretanto tem três amigas doidonas, um Espanhol sensual atrás dela, um médico que lhe dá tchau na janela da frente e um stalker.

    São 400 páginas muito engraçadas, mais compostas dos pensamentos pessimistas de Duda do que de acção propriamente dita. Duda lembra-me um pouco a Princesa dos Diários da Princesa, a quem todas as coisas acontecem e não sabe lidar com nenhuma. Escrito de maneira enérgica e leve, parece que estamos a ver a Malhação, mas com Nova York a fazer de cenário da Globo. Não está mal escrito, sem bem que por vezes Duda confunde tempos verbais no seu discurso. O facto de tudo ser narrado no presente dá uma dinâmica muito boa ao livro.

    Existem alguns problemas. A infantilidade da personagem principal (também, estava-se à espera do quê de uma fã de Twilight?). A improbabilidade dos factos, sobretudo no final. A passividade de Pablo. O final feliz.

    Mas ainda assim, deu para uma viagem de comboio muito agradável.

    Vou agora escrever a dedicatória:

    Vindo directamente do Braziw para a Ana Não-Crepuscólica. Mordidas Envenenadas <3
  • The Big Lebowski

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    The Big Lebowski
    Joel Coen
    Filme
    1998
    8 em 10

    Mais um daqueles filmes que para mim acontece associado a grande carga emocional. Mas o filme não tem carga emocional nenhuma.

    Jeffrey Lebowski gosta de se conhecer como "The Dude". Então um dia um grupo de niilistas, confundindo-o com um Lebowski muito rico, faz-lhe chichi no tapete. Na saga para recuperar o seu tapete, Dude vê-se envolvido com uma mala cheia de dinheiro, que se perde e que toda a gente quer encontrar. E procede-se a uma série de desgraças e de grandes alucinações. E coisas com montes de piada.

    Tudo corre mal, mas tudo corre mal devido à natureza dos personagens principais. The Dude é um gajo permanentemente broado (que faz coisas bonitas, como tomar banho de imersão a ouvir o canto das baleias). O seu amigo é um tarado do Vietname que está sempre a falar do Vietname. A mim deu-me a impressão de que ele na realidade nunca esteve no Vietname... Depois há uma feminista maluca, um milionário, o ajudante do milionário, o amigo do bowling que nunca pode falar, uma série de gente. Todos muitos bem definidos. The Dude sofre uma evolução na sua atitude à medida que as desgraças vão acontecendo, quase se entregando ao desespero mas nunca perdendo a sua personalidade perfeitamente pacifista, em que o diálogo é sempre preferível ao conflito.

    Temos sequências muito interessantes quando The Dude sofre as suas alucinações (sofre? Não sofre. Grandes trips.), com técnicas que são bastante incomuns na época. Diga-se de passagem, são um delírio. E todas têm bowling.

    Rimuito, é essa a conclusão. Vale a pena, porque é uma comédia diferente.
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