Amnesia
0
Amnesia
Ohashi Oshimitsu - Brains Base
Anime - 12 Episódios
2013
4 em 10
E o primeiro anime da season de Inverno de 2013 é possivelmente o mais deprimentemente deprimente de que há memória desde que comecei a acompanhar seasons (que foi no Outono, por isso não era muito difícil).
Isto é sobre uma gaja atrasada mental que cada vez que lhe dão um encontrão vai para um universo paralelo. A única diferença entre os universos paralelos é o gajo com quem ela anda. Então a badalhoca anda de gajo em gajo durante todos os episódios (porque são uma data deles) e no fim o mistério afinal é culpa do único que não apareceu. Ah sim, e ela tem uma fadinha (um fado) chamado Orion, que também é meio atrasadinho, coitadinho.
Enfim, história pouco temos e personagens ainda menos. A única coisa que os distingue uns dos outros é a cor da roupa e o cabelo, porque de resto foram todos recortados da mesma resma de papel cavalinho. E estes designs, alguém é capaz de me explicar o que se passou na cabeça desta gente? É que eu não quero fumar o que eles fumaram, não me quero tripar de maneira assim tão estúpida! Parece que foram desenhados por uma fã americana de J-rock que pensa que numa banda de visual-kei cada um tem de ter a sua cor. Uma coisa eu vos garanto: não há banda de visual-kei que tenha tão mau gosto para se vestir.
Música? A única coisa gira era o turuturu a meio do episódio. A dizer o intervalo. Acho que o intervalo devia ser a melhor parte desta série.
E arte? Isto foi feito a partir de um jogo para meninas e parece mesmo um jogo. Porque de animação temos pouco ou nada. Está toda a gente parada. As cores são horríveis, os olhos não fazem sentido, o cabelo em degradé não funciona nem nunca funcionará fora do ecrã de um jogo manhoso para gajas sem mais nada que fazer.
Um anime horrível. Desesperante porque a "heroína" nunca morria, apesar de tantas oportunidades que tiveram para a matar. Uma perda de tempo e um desperdício de recursos que podiam ter sido usados para me comprar um palacete no Príncipe Real.
By : ladyxzeus
Coelho Radioactivo
0
Coelho Radioactivo
Concerto
E passou-se a noite e eu não dormi. Por boas razões, mas começava a bater a ressaca, lentamente, como uma onda (uma onda morna). Mas o que fazer num domingo à tarde? Porque não ir a outro concerto? E lá fui eu mais um amigo até um bar/restaurante/café chamado Dedecadente (ou só decadente, não sei bem), ver o Coelho Radioactivo. Engraçado que no decadente encontrei a servir às mesas um colega meu do grupo de teatro. Fiquei feliz por o ver, gostaria de lhe ter perguntado se sempre é verdade que pintou um vidrão.
Adiante.
Foi um concerto bom para a ressaca, porque são músicas calminhas e aparentemente o próprio coelho estava na mesma situação que nós. Obrigada, somos pessoas reais. Mas por vezes as coisas que dizia pareciam um pouco inconvenientes. Acho que teria gostado mais de silêncio.
E depois a história do amigo que ele não via há seis meses (ou seria um ano?), que foi tocar e cantar também, mas estava todo desafinado, e o coelho também. Diz que o dream pop é suposto ser assim, se é suposto ser assim então o que é que eu hei-de fazer do dream pop?
Seguiu-se busca por sítio para jantar e a ruína total.
Fica aqui para vocês ouvirem:
By : ladyxzeus
Norberto Lobo
0
Norberto Lobo
Concerto
O Teatro Municipal de Almada tem coisas fantásticas. Nomeadamente uns concursinhos em que toda a gente ganha, no Facebook. E, tal como toda a gente, ganhei um par de bilhetes com desconto para o concerto de Norberto Lobo. Eu já tinha visto um concerto, no LX Factory, mas não tinha sido com muita atenção. Este foi com mais atenção. Rápido e indolor.
Meia dúzia de músicas e um encore, foi o que este concerto durou. O Norby, como o apelidei mais tarde, sabe tocar o seu instrumento, por isso pode fazer o que quiser. Fez coisas impressionantes, só a brincar. O que mais me chocou foi quando ele desafinou a guitarra e no final ela terminou afinada. Que magia foi esta?
Faz todos os efeitos sonoros só com um instrumento, uma guitarra, por isso deve ter passado muito tempo sozinho com ela. Pareceu ser uma pessoa simpática, mas terá a sua pancada (todos nós temos). As gravações não fazem jus ao que assistimos neste concerto, mas ainda assim fica aqui uma, apenas para conhecerem o artista (que é um bom artista).
Enjoyate.
By : ladyxzeus
Rurouni Kenshin: Tsuiokuhen
0
Rurouni Kenshin: Tsuiokuhen
Furahashi Kazuhiro - Studio Deen
Anime OVA - 4 Episódios
1999
8 em 10
Quatro episódios, como são quatro as estações do ano. Tuiokuhen, as memórias, é a prequela de Rurouni Kenshin, o samurai da nossa infância. Mas desta vez não é o Samurai-ai-ai-ai que nos fazia rir com as suas patanisquices. Esta é a história da sua origem, de como obteve a sua famosa cicatriz em cruz.
É um anime exemplar em todos os aspectos. A história tem as suas nuances, mas resume-se a um romance trágico. A evolução dos personagens faz este curto OVA valer a pena. Kenshin apresenta-se como um assassino sem dó nem piedade, quase sem alma, que cresce em função do amor de Tomoe, uma mulher que ele encontra uma vez na rua e que adopta como sua por força das circunstâncias. Esta, por sua vez, tem uma faceta vingativa, que empalidece perante os sentimentos que crescem na sua convivência com o assassino. É a paixão a força motriz de todo o anime e o seu culminar é mortificante, no sentido literal. É com esta história que nasce o Kenshin de muitos segredos que todos conhecemos e é esta história que o torna num personagem ainda mais interessante do que se poderia pensar inicialmente.
A arte é algo de extraordinário. Numa mistura de aguarelas com fotografias, dá-nos paisagens de uma beleza quase poética, que imprimem memórias de um Japão clássico como só o vimos na literatura. Temos algumas lutas animadas de excelente forma, mas elas não são o enfoque principal do anime. Sangue em grandes quantidades, mas a maneira como ele aparece não é desadequada nem exagerada, é algo que surge com naturalidade e como consequência dos sentimentos das pessoas envolvidas.
Tal como as paisagens, a música remete-nos para os sentimentos nipónicos, com grande ênfase nos instrumentos tradicionais do país. Está sempre enquadrada nas cenas e adiciona-lhes o tempero tão necessário para que o público partilhe das emoções transmitidas.
Pode ser visto por qualquer um, mesmo que não tenha visto a sequela original. Assim, recomendo vivamente. São duas horas que se passam muito bem.
By : ladyxzeus
Koutetsushin Jeeg
0
Koutetsushin Jeeg
Kawagoe Jun - Actas
Anime - 13 Episódios
2007
5 em 10
Mais uma voltinha, mais um mecha genérico sem graça nenhuma!
Realmente, porque é que eu me ponho a ver estas coisas? A minha sorte desta vez é que eu não sabia que isto era uma sequela, então não me ocorreu sequer ver o original, que ainda por cima é dos 70s.
Então temos uns miúdos que andam de mota muita bem. E uma má muito má que faz rituais malévolos enquanto canta "jabajabajabajaba". Essa má muito má envia monstros super fortes e muito maus. Sorte destes miúdos que existem umas miúdas em fatos de latex que lhes acentuam as formas do corpo, dentro de aviões, que os ajudam a vencer os maus muito maus. E a mota transforma-se num robot todo colorido e com a força da amizade vão poder vencer! Já vimos esta ideia oito mil novecentas e cinquenta e três vezes na nossa vida. Já chega!
Nada na história ou nos personagens é original ou interessante. Os arquétipos são sempre os mesmos e as conclusões são sempre as mesmas.
A animação é decente, é certo, mas estamos a falar de um anime dos 00s. É de esperar que seja decente. É tudo muito épico, grandes explosões e mísseis de mamas (arma de destruição maciça muito prática, sugiro à Coreia do Norte que experimente). A música adiciona ao épico e é a parte mais divertida, porque é nostálgica e lembra o exagero dos 70s. Mas é parca, repetitiva e vulgar.
Ainda falta muito mecha nos meus planos de visionamento, mas espero sinceramente que não seja todo tão mau como isto.
By : ladyxzeus
Tatakau Shisho: The Book of Bantorra
0
Tatakau Shisho: The Book of Bantorra
Shinohara Toshiya - Geneon Universal Entertainment
Anime - 27 Episódios
2009
6 em 10
(Que giro, vi dois animes do mesmo estúdio de seguida ^__^)
Eu vejo anime em quantidades copiosas. Especialmente ultimamente, que não tenho muito mais coisas para fazer. Mas só muito raramente é que um anime me prende de tal maneira que eu o vejo com atenção do início ao fim, sem me distrair com conversas no IRC ou outras conversas em sítios mais modernos. Finalmente, após tanto tempo, aqui está um anime que me divertiu do início ao fim! E agora é altura de perguntarem: "então se gostaste porque é que lhe deste uma nota tão mediana?" E eu respondo, como sempre digo: não precisamos de gostar só de coisas boas e há coisas boas que não precisamos de gostar. Este anime encaixa-se no primeiro estatuto.
Book of Bantorra passa-se num universo paralelo quase fantástico, mas não exactamente (porque continua a ter aviões, como os universos normais). Neste mundo, as pessoas quando morrem transformam-se em livros de pedra que, ao ser tocados com as mãos nuas, revelam toda a vida da pessoa. E existe uma biblioteca, a Biblioteca de Bantorra, onde guardam esses livros. E existem os Bibliotecários Armados, que são quem toma conta da biblioteca. Entretanto, existe uma igreja do sétimo dia "vamos afogar-nos nas graças de deus" que tem uns atritos com os bibliotecários de Bantorra. A história é-nos revelada sobretudo em flashbacks, isto é, pessoas que lêem os livros umas das outras, e a narrativa está dividida em pequenos arcos que se dedicam um pouco a cada uma das personagens mais importantes. Por vezes a história parece pouco fluída, com uma transição pouco clara, sobretudo entre cada arco.
Os personagens são interessantes, mas apenas Hamyut, a bibliotecária directora, sofre evolução. Evolução essa totalmente dependente dos flashbacks do seu passado. Todos os outros estão bem definidos à partida, sobretudo pelos seus poderes, sofrendo alguns um bocadinho mais de pintura interior nos seus arcos. No geral, gostei de toda a gente e estava sempre à procura de um que fosse um bocadinho mais denso para ver se podia fazer cosplay dele. Mas não, não tenho ideias para nenhum. A Ireia mais nova fascinou-me (ia ser tão difícil fazer semelhantes roupagens!) mas não posso fazer nada com ela num palco, por isso fica para outra pessoa que se lembre. :3
A arte é muito díspar. Temos grandes momentos de animação, com lutas excelentes, mas por outro lado temos outras cenas ridiculamente mal feitas, sobretudo quando há uso de CG. Logo no primeiro episódio, aqueles barcos mais pareciam caixas de cartão. Os designs de personagens são engraçados, mas continua a fazer-me espécie que... Bem... Se todos os bibliotecários têm uma farda porque é que os personagens principais podem usar a sua própria roupa? E porque é que têm de ser todas tão mamalhudas?
Musicalmente, nada de especial: uma música coral, uma música com uma gaja da ópera, um piano, um violino e tá feito. Nenhuma das duas OPs ou EDs me prendeu especialmente, apesar da primeiríssima animação da OP ser muito interessante. A música chegava a ser anti-climática e era muito repetitiva.
Enfim, uma série que eu adorei, mas à qual não posso dar uma nota superior ao 6. Seis significa, claro está, "na média". Mais uma vez a prova fatal de que nem tudo precisa de ser bom para ser divertido! =D
By : ladyxzeus
Gun X Sword
0
Gun X Sword
Taniguchi Goro - Geneon Universal Entertainment
Anime - 26 Episódios
2005
6 em 10
Então estava eu muito contente a ver um anime que parecia um western. Tinha tudo para ser um western. Mas de repente, aparecem mechas. O que me leva a questionar a validade da minha Plan to Watch actual (era para dizer "nova PtW", mas já não é nova, já ando nela há um par de meses). Eu sabia que tinha mecha, mas nunca imaginei que tivesse tanto. Enfim, não se podem só ter coisas boas. Não é que eu desgoste de mecha, mas mecha à paulada já cansa um bocadinho.
Este anime fala de uma arma e de uma espada. Aliás, das pessoas que as carregam. São elas uma miúda que procura o seu irmão mais velho e um homem à guisa de anti-herói que procura vingar a sua noiva, assassinada no dia do seu casamento por um homem conhecido por "Claw" (porque só o conseguem reconhecer pela garra que ele tem em vez de mão). Seguem por um universo desértico, com cidades perdidas pelo meio como oásis, onde têm aventuras e vão descobrindo a história por trás do malfeitor. Nisto o anime é interessante, no universo, apesar de ser muito (muito) semelhante a Trigun. Não é original, mas é giro e cada cidade tem um conceito muito bem definido que por vezes é muito divertido. Os personagens também não têm nada de original, quer na personalidade quer no design, mas têm os seus momentos. Por vezes, são mais interessantes os personagens secundários do que a espada e a arma, diga-se de passagem.
E diga-se de passagem também que este anime tem uma das mascotes mais fofas de sempre, uma tartaruga que é uma jóia, que é um colar e anda pendurada ao pescoço da miúda e que faz uns barulhinhos fofinhos (pouco naturais para tartaruga, é certo)
A animação é bastante fluída e os designs dos mechas são originais e divertidos (especialmente aquele com cara de gato). Temos algumas cenas de luta muito bem coreografadas, mas por vezes um excesso de brilhantina tira o realismo às situações.
Em termos musicais não me pareceu nada de extraordinário, apesar de a música ser variada. Temos não uma, nem duas, mas SEIS EDs! A OP estabelece um ritmo de western que depois não é entregue, como visto anteriormente. No meio, umas cordas épicas para as lutas e pouco mais. Muito insosso.
No geral um anime divertido, mas não o suficiente para eu o recomendar.
By : ladyxzeus