• Festa do 13º Aniversário da Kingpin Books

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    Festa do 13º Aniversário da Kingpin Books

    Mais um ano mais um aniversário, e desta vez o terceiro - que dá azar (ou sorte!). Bem podiam ter pegado no tema, teria sido giro.

    Tal como no ano passado inscrevi-me para o Casting das Caras da Kingpin. Tal como no ano passado não vou ficar Afinal tinha ficado no ano passado, tal seja a minha grande surpresa! Mas fica válido a situação de não fazer mal porque eu adoro ir a castings de todos os tipos e divirto-me sempre muito. Desta vez não houve tratamento capilar, mas fiquei muitíssimo bem maquilhada. Adorei as maquilhagens que me puseram e estou seriamente a considerar ir à Sephora comprá-las (Benefit, fica a marca). Também adorei a simpatia das moças a quem estava entregue este trabalho.

    De resto, fui tirar as fotografias, mas desta vez não me deram indicações sobre que cara fazer. Por isso fiz cara de parva em todas e caretas e coisas. Pode ser que me escolham para a "Cara da Parvoíce". :3

    De resto, a loja está sempre muito bem guarnecida. Infelizmente está guarnecida com coisas que não me interessam muito (eu gosto mais de comprar mangas que só tenham um volume, para depois não ter de comprar a colecção toda). Quando precisei de ajuda não havia ninguém para me ajudar, porque estava toda a gente nos comes e bebes. Zona que nem sequer aproveitei, porque tinha ar de estar "reservada" aos amigos e conhecidos (e eu sou só uma meio-conhecida ^^; ) Tudo o que eu queria saber era quantos volumes tinha o manga em questão, para saber se o levava ou não. Talvez volte à loja para perguntar, porque me interessou realmente (era um BL, como sempre), mas a Alameda fica-me muito fora de caminho... Daí ir tão poucas vezes à loja. Acabei por trazer um manga que nem sequer me agradou especialmente, da Natsume Ono, mas que era o único que aparentava ter um só volume. No ano passado comprei pelo mesmo critério uma Light Novel que adorei (A Wind Called Amnesia) e tinha esperança de encontrar algo semelhante este ano. Kingpin, por favor invista em boas Light Novels para eu as comprar!

    Ainda falei com algumas pessoas, mas não indo com um grupo de amigos é sempre difícil de nos imiscuirmos na conversa. Espero que eu não tenha soado desagradável para ninguém, sobretudo no meu desespero de "tenho de comprar alguma coisa, se não até parece mal!". Mas a mim parece-me. Não sou nada apologista das pessoas que vão para as lojas conviver e conversar e nunca compram nada. É uma falta de respeito para com quem está a trabalhar e contribui para que a loja acabe por desaparecer. Aceito que seja um local de encontro e de convívio, mas também ninguém vai para um café passar a tarde e pede só um copo de água.

    Uma experiência positiva e, se tudo correr bem, para o ano lá estarei de novo!

    Nota: duas pessoas diferentes perguntaram-me "estás a fazer cosplay de Kobato"? Eu ainda nem vi Kobato. Estava a fazer cosplay de mim própria. Hah!
  • Ghost Hound

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    Ghost Hound
    Nakamura Ryutaro - Production I.G.
    Anime - 22 Episódios
    2007
    6 em 10

    Bem, parece que Masamune Shirow teve algum envolvimento neste anime, fica o recado.

    Mas voltemos ao nosso exemplo preciso. Temos Ghost Hound e temos anime de terror. Ghost Hound é suposto ser um deles, mas nem me assustou nem me perturbou. Por isso passo a concluir que Ghost Hound não é anime de terror (que eu nem nunca vi nenhum, além de que detesto filmes de terror) mas sim um anime sobre psiquiatria. Isso é muito engraçado e original. Mas depois aparecem os espíritos, aparecem os biooids (?) e aparece uma seita religiosa e o anime perde-se em tanto assunto para explorar. Acaba por não explorar grande coisa de nada, mas o que fica até tem o seu interesse. Não percebo o objectivo de ter tanta misturada e depois estar tudo interligado, mas cada elemento por si só é engraçado. Todos juntos nem por isso.

    A arte é infeliz. Quase atroz. Umas florestas bonitas não é suficiente para compensar uma falta de animação e um design de personagens desleixado. Compreendo o uso de muitas cenas paradas, mas há demasiadas que são recorrentes, o que torna tudo mais lento, mais aborrecido e menos perturbador do que poderia ter sido. Achei ridículas as "formas de viagem astral" e não compreendi porque é que as fizeram assim, apenas tiram seriedade ao anime.

    Agora, o que é digno de nota é a banda sonora. Não sei se devo chamar-lhe "banda sonora", porque a realidade é que não há música. Há efeitos. Estática radiofónica, coisas a cair, efeitos muitíssimo interessantes que tornam todas as situações mais angustiantes e, por isso, mais efectivas.

    Um anime interessante, se bem que os tradutores não sabem que a hipófise se chama hipófise. Ao menos manteve-me a vê-lo até ao fim, se bem que a progressão muito lenta não ajudou em nada. Cada vez que o episódio chegava a meio eu preparava-me para desligar porque pensava que já tinha acabado...

  • Sobrevivi

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    Sobrevivi
    Immaculée Ilibagiza (com Steve Erwin)
    Relato
    2007

    Eu costumo odiar estes livros. Isto é sobre uma criatura no Ruanda que, perseguida por um holocausto, viveu numa casa de banho com mais sete pessoas durante dois meses. E descobriu Deus no processo. Por isso sim, é uma história de coitadinhos, e eu costumo odiá-las.

    Mas por alguma razão, este tocou-me. É só um relato, não está especialmente bem escrito, não tem grandes imagens que ficam coladas à nossa retina como se as tivéssemos visto. O próprio relato até parece estar um pouco afastado da realidade, tal a naturalidade com que se fala de montanhas de corpos mortos e de cães a comê-los.

    Mas por alguma razão, este tocou-me. Não percebo o que foi. Mas subitamente voltei a entender que por piores que sejam as coisas que me aconteçam, o que lhe aconteceu foi muito pior. E a força dela, de onde veio? Não veio de dentro. Não veio da positividade. Veio de Deus. Veio de uma coisa que nem sequer se sabe se existe ou não. E, seja Deus ou sejam múltiplos golpes de sorte absolutamente convenientes, funcionou. Funcionou e ela está viva. Vantagem do livro: como ela o escreveu já sabemos do início que ela não vai morrer. Hah.

    Este livro inspirou-me. Inspirou-me a ser uma pessoa melhor, a esforçar-me mais para cumprir os meus objectivos. Inspirou-me a reencontrar a minha fé. Por isso comecei um blog, que é meio privado. Um blog para servir de registro a algo que eu já queria fazer há muito tempo: reencontrar o meu caminho. É bem diferente do desta moça. Porque eu sou Pagã, e aos Pagãos Jesus não dá-de aparecer (pelo menos de túnica branca e barba). Mas é essa a grande força deste livro. No meio de todo o mal, no meio de uma carnificina sem precedentes e sem qualquer justificação moral, há alguma coisa. Esperança. Capacidade de perdoar. Não sei. Mas há aqui alguma coisa.

    E é por isso que este livro é impressionante. E me manteve agarrada até ao fim. Recomendo, porque é realmente uma experiência fora do vulgar.

    Já agora, fica aqui o meu blog da busca espiritual e cenas. Ainda não tem nada e também nunca mais vou falar dele aqui: http://chiisa-na-inori.blogspot.pt/ É meio privado e coiso. Mas é para eu aprender coisas. E eu só funciono bem quando partilho tudo o que faço. :)

  • GetBackers

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    GetBackers
    Motonaga Keitarou - Studio Deen
    Anime - 49 Episódios
    2002
    6 em 10

    Esta é uma série para a minha lista de "todos os animes BL, Yaoi, Shounen-ai e slashable". Acho eu, pelo menos tem dois gajos muito amiguinhos um do outro e mais uma série de gente gira. É engraçado por alguns momentos, mas 49 episódios disto é claramente demais.

    A animação é um ponto forte deste anime e a razão pela qual não lhe dou uma nota mais baixa. É bastante moderna para a época e tem cenas muito boas, apesar de não serem especialmente complexas. A acção está bem construída, misturando alguns elementos de comédia que tornam o ambiente mais leve. Isto pode ser um pau de dois bicos, dado que o ambiente desta série é bastante negro por defeito e envolve muitas lutas e guerras do "submundo" da máfia, dos gangs e dos yakuzas.

    Nesse aspecto, a série não sabe muito bem onde quer ir. Isto é quase um "monstro da semana", com personagens recorrentes e alguma ridicularia cómica à mistura. Mas também temos uma história de base que envolve o passado dos dois personagens principais. O principal erro na manutenção dessa história é a passagem do tempo e uma má definição de quem é exactamente o inimigo (isto é, a razão pela qual estão a lutar). Em termos de tempo, o passado destes personagens aparenta ser uma coisa longínqua. No entanto as crianças do passado não cresceram para o presente e a questão que se põe é "será que o passado deles na realidade foi há três semanas?"

    Os personagens, além de terem uns penteados profundamente irritantes e espetados, são bastante estáticos. Existem duas facetas básicas, a séria e a cómica, e os personagens limitam-se a transitar entre elas. É divertido ver as suas interacções, sobretudo com o grande grupo de personagens secundários repetentes, mas não há muito mais por onde se lhe pegue.

    Um anime com lutas interessantes e uns super poderes engraçados. Gajos giros com abundância, e maricones também. Um tipo que controla os animais, o poder que qualquer veterinário desejaria ter. Mas são quase 50 episódios desta gente à procura de coisas perdidas. Um conceito interessante, mas quye peca pela insistência. A mim bastavam-me 13 episódios que se focassem na história principal e menos serviços de encontrar coisas. Sim, um conceito interessante, que eu quando comecei a ver a série pensei que fosse super original e prático. Depois a minha amiga Andreia disse-me que já existem pessoas com esta profissão na vida real. Chamam-se detectives. :(

  • O Chá

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    O Chá: De Oriente para Ocidente
    Exposição (Museu do Oriente)
    Não me apetecendo estudar nem trabalhar na tese, achei por bem ir com a minha mãe ver esta exposição. Assim, apesar de não ter grande competência para comentar exposições, vou falar um bocadinho dela.
     
    Instalada no Museu do Oriente até dia 13 de Janeiro (2013), esta é uma exposição que nos dá a conhecer a origem do chá e como é que ele cá chegou. A cultura em volta do chá que existe nos países orientais, nomeadamente China e Japão, versus a adaptação ao ocidente. É uma exposição muito informativa. Assistimos a parte de uma visita guiada e essa ainda é mais informativa. Tanto que nos cansou logo passados cinco minutos e fomos ver a exposição por nós mesmas.

    Aqui podemos ver uma extensa colecção de bules (se bem que não vimos o que está na imagem) e chávenas. Os bules são muito giros, têm grandes, pequenos, micro-bules e macro-bules, de todas as formas e feitios, especificando as suas categorias artísticas e em que época e cultura se inserem.

    Recomendo, até porque com cartão de estudante o bilhete só custa dois euros. E fica-se com vontade de beber chá, que é tão saudável!

    Fica aqui o folheto informativo:



  • GALS!

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    GALS!
    Fujii Mihona
    Manga - 3º Volume (em 10)/4 capítulos (em 40)
    1999
    6 em 10

    E este foi o outro manga que me ofereceram com o bilhete no Expomanga! Como vêm, ofereceram um shounen e um shonjo (e havia dois à escolha, a Hota-chan ficou com o outro shonjo). Li o terceiro volume. Como são histórias independentes deu para apanhar o fio à meada com facilidade.

    A arte é muito gira. Elas têm roupinhas diferentes todos os dias que, estando desactualizadas (note-se que isto foi publicado entre 1999 e 2002) são muito engraçadas. Não há Gal que se vista assim hoje em dia (plataformas, wat?) e ganguro morreu há anos. Acho curioso que seja uma série já com 10 anos de idade, pois significa que já nessa altura existiam referências como Morning Musume e Machine. E significa que parapara não é uma coisa nova e que nós, por aqui, é que somos uns atrasados em relação às tendências. Mas enfim, arte gira! Penteados, roupas, tudo muito detalhado, até unhas. Os fundos estão também detalhados e há boas visões da área de Shibuya.

    A história, infelizmente, é uma comédia para pitas. Isto são três miúdas de 16 anos que são Gals, e que estão apaixonadas ou procuram um homem (wat) e as suas desventuras. A história baseia-se na interacção entre personagens, que estão muito presas ao seu estereótipo. Temos uma garota histérica que fala em CAPS e, pior, em CAPS A BOLD, temos uma garota tímida apelidada de mosca morta pela sua melhor amiga (a tal que fala em CAPS) e temos uma que não está ali a fazer nada. Depois temos os gajos, que são mega giros (ok) e pouco mais.

    Este manga poderia explorar muito do universo Gal. Poderia explorar o dinheiro que se gasta em roupas de má qualidade. Podia explorar as dietas malucas que envolvem comer ovos de ténia. Podia explorar as meninas que vendem as suas cuequinhas e aquelas que têm paizinhos açucarados que mantêm o seu capitalismo. Podia explorar o quão errado é tomar apenas atenção ao aspecto exterior. Mas faz precisamente o contrário. Este manga é só fachada. É muito giro, muito bonito, mas aparentemente não tem conteúdo nenhum. É divertido, mas seria mais se eu tivesse 16 anos e unhas para pintar.

    Tal como eu sou agora, infelizmente, não cola.
  • Fumiko no Kokuhaku

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    Fumiko no Kokuhaku
    Ishida Hiroyasu - Independente
    Anime - 1 Episódio
    2009
    6 em 10

    Isto é uma produção independente, um trabalho de escola, que fica aqui porque é muito curto.


    Bem, eu espero que esta pessoa tenha tido uma boa nota, porque a animação, que não tem nenhuma grande produtora para trás, é um exemplo do melhor que se pode fazer. O trabalho com as perspectivas, a velocidade e a fluidez são de nota.

    No entanto, há duas falhas essenciais, que são a história e as personagens. A história é muito simples e a conclusão tem a sua graça, e é isso o que se quer numa animação tão curta. Mas uma curta tem de ter outras características, nomeadamente o usar da sua simplicidade para tocar o público de certa forma. Nesse campo o anime não consegue cumprir com o objectivo. O mesmo se aplica aos personagens, que nutrem um sentimento básico que nunca é desenvolvido, quer pela natureza da história quer, quiçá, pela natureza dos próprios personagens.

    De resto, isto só demora dois minutos da nossa vida e não custa nada vê-lo para um show-off de grande animação. Independente, ainda por cima!
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