O Chá
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O Chá: De Oriente para Ocidente
Exposição (Museu do Oriente)
Não me apetecendo estudar nem trabalhar na tese, achei por bem ir com a minha mãe ver esta exposição. Assim, apesar de não ter grande competência para comentar exposições, vou falar um bocadinho dela.
Instalada no Museu do Oriente até dia 13 de Janeiro (2013), esta é uma exposição que nos dá a conhecer a origem do chá e como é que ele cá chegou. A cultura em volta do chá que existe nos países orientais, nomeadamente China e Japão, versus a adaptação ao ocidente. É uma exposição muito informativa. Assistimos a parte de uma visita guiada e essa ainda é mais informativa. Tanto que nos cansou logo passados cinco minutos e fomos ver a exposição por nós mesmas.
Aqui podemos ver uma extensa colecção de bules (se bem que não vimos o que está na imagem) e chávenas. Os bules são muito giros, têm grandes, pequenos, micro-bules e macro-bules, de todas as formas e feitios, especificando as suas categorias artísticas e em que época e cultura se inserem.
Recomendo, até porque com cartão de estudante o bilhete só custa dois euros. E fica-se com vontade de beber chá, que é tão saudável!
Fica aqui o folheto informativo:
By : ladyxzeus
GALS!
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E este foi o outro manga que me ofereceram com o bilhete no Expomanga! Como vêm, ofereceram um shounen e um shonjo (e havia dois à escolha, a Hota-chan ficou com o outro shonjo). Li o terceiro volume. Como são histórias independentes deu para apanhar o fio à meada com facilidade.
A arte é muito gira. Elas têm roupinhas diferentes todos os dias que, estando desactualizadas (note-se que isto foi publicado entre 1999 e 2002) são muito engraçadas. Não há Gal que se vista assim hoje em dia (plataformas, wat?) e ganguro morreu há anos. Acho curioso que seja uma série já com 10 anos de idade, pois significa que já nessa altura existiam referências como Morning Musume e Machine. E significa que parapara não é uma coisa nova e que nós, por aqui, é que somos uns atrasados em relação às tendências. Mas enfim, arte gira! Penteados, roupas, tudo muito detalhado, até unhas. Os fundos estão também detalhados e há boas visões da área de Shibuya.
A história, infelizmente, é uma comédia para pitas. Isto são três miúdas de 16 anos que são Gals, e que estão apaixonadas ou procuram um homem (wat) e as suas desventuras. A história baseia-se na interacção entre personagens, que estão muito presas ao seu estereótipo. Temos uma garota histérica que fala em CAPS e, pior, em CAPS A BOLD, temos uma garota tímida apelidada de mosca morta pela sua melhor amiga (a tal que fala em CAPS) e temos uma que não está ali a fazer nada. Depois temos os gajos, que são mega giros (ok) e pouco mais.
Este manga poderia explorar muito do universo Gal. Poderia explorar o dinheiro que se gasta em roupas de má qualidade. Podia explorar as dietas malucas que envolvem comer ovos de ténia. Podia explorar as meninas que vendem as suas cuequinhas e aquelas que têm paizinhos açucarados que mantêm o seu capitalismo. Podia explorar o quão errado é tomar apenas atenção ao aspecto exterior. Mas faz precisamente o contrário. Este manga é só fachada. É muito giro, muito bonito, mas aparentemente não tem conteúdo nenhum. É divertido, mas seria mais se eu tivesse 16 anos e unhas para pintar.
Tal como eu sou agora, infelizmente, não cola.
GALS!
Fujii Mihona
Manga - 3º Volume (em 10)/4 capítulos (em 40)
1999
6 em 10
A arte é muito gira. Elas têm roupinhas diferentes todos os dias que, estando desactualizadas (note-se que isto foi publicado entre 1999 e 2002) são muito engraçadas. Não há Gal que se vista assim hoje em dia (plataformas, wat?) e ganguro morreu há anos. Acho curioso que seja uma série já com 10 anos de idade, pois significa que já nessa altura existiam referências como Morning Musume e Machine. E significa que parapara não é uma coisa nova e que nós, por aqui, é que somos uns atrasados em relação às tendências. Mas enfim, arte gira! Penteados, roupas, tudo muito detalhado, até unhas. Os fundos estão também detalhados e há boas visões da área de Shibuya.
A história, infelizmente, é uma comédia para pitas. Isto são três miúdas de 16 anos que são Gals, e que estão apaixonadas ou procuram um homem (wat) e as suas desventuras. A história baseia-se na interacção entre personagens, que estão muito presas ao seu estereótipo. Temos uma garota histérica que fala em CAPS e, pior, em CAPS A BOLD, temos uma garota tímida apelidada de mosca morta pela sua melhor amiga (a tal que fala em CAPS) e temos uma que não está ali a fazer nada. Depois temos os gajos, que são mega giros (ok) e pouco mais.
Este manga poderia explorar muito do universo Gal. Poderia explorar o dinheiro que se gasta em roupas de má qualidade. Podia explorar as dietas malucas que envolvem comer ovos de ténia. Podia explorar as meninas que vendem as suas cuequinhas e aquelas que têm paizinhos açucarados que mantêm o seu capitalismo. Podia explorar o quão errado é tomar apenas atenção ao aspecto exterior. Mas faz precisamente o contrário. Este manga é só fachada. É muito giro, muito bonito, mas aparentemente não tem conteúdo nenhum. É divertido, mas seria mais se eu tivesse 16 anos e unhas para pintar.
Tal como eu sou agora, infelizmente, não cola.
By : ladyxzeus
Fumiko no Kokuhaku
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Fumiko no Kokuhaku
Ishida Hiroyasu - Independente
Anime - 1 Episódio
2009
6 em 10
Isto é uma produção independente, um trabalho de escola, que fica aqui porque é muito curto.
Bem, eu espero que esta pessoa tenha tido uma boa nota, porque a animação, que não tem nenhuma grande produtora para trás, é um exemplo do melhor que se pode fazer. O trabalho com as perspectivas, a velocidade e a fluidez são de nota.
No entanto, há duas falhas essenciais, que são a história e as personagens. A história é muito simples e a conclusão tem a sua graça, e é isso o que se quer numa animação tão curta. Mas uma curta tem de ter outras características, nomeadamente o usar da sua simplicidade para tocar o público de certa forma. Nesse campo o anime não consegue cumprir com o objectivo. O mesmo se aplica aos personagens, que nutrem um sentimento básico que nunca é desenvolvido, quer pela natureza da história quer, quiçá, pela natureza dos próprios personagens.
De resto, isto só demora dois minutos da nossa vida e não custa nada vê-lo para um show-off de grande animação. Independente, ainda por cima!
By : ladyxzeus
Saint Seiya
1
Saint Seiya
Masami Kuramada
Manga - 1º Volume (em 28)/1ºCapítulo (em 110)
1986
5 em 10
Este livro ofereceram-me com o bilhete para o Expomanga. Desde que decidi que Manga é coisa que eu me autorizo a não ler até ao fim (por acidentes astrológicos como Loveless) não me sinto culpada por ler um manga sem o completar e, por isso, farei os meus comentários ao volume (ou volumes) que li.
Este é o primeiro volume da super-hiper-mega-ri-famosa série Saint Seiya, também conhecida por Cavaleiros do Zodíaco. Neste primeiro volume aprendemos o que são os Cavaleiros do Zodíaco, é apresentada a primeira parte das suas aventuras (um concurso de lutas, nem mais nem menos) e os personagens principais.
Devo dizer que não gosto da arte. Estas cabeças achatadas irritam-me, parecem-me ser todos acéfalos. As cenas de acção são confusas. No entanto gosto da maneira como as sombras estão feitas e do detalhe dado aos fundos e aos elementos de figuração.
Os personagens não me parecem, à partida, muito interessantes. Temos um rapazito rebelde, uma mocita mimada e um gajo que gosta dela. Parece-me bem, mas não me parece que dê para os descarnar em 28 volumes, porque a sua premisa é insuficiente. Talvez dê e, se isso acontecer, este manga será de uma qualidade incomparável.
A história, por agora, não me parece muito inteligente, se bem que está bastante bem escrita. É uma história comum, lutas e lutas, mas as explicações científicas e os detalhes estão bem construídos.
Não irei comprar o resto dos volumes (repare-se que eu só leio coisas que tenho na mão, nada de ler na net!) mas aceito que este manga tenha sido um grande épico da sua época, pois tem todas as potencialidades para isso olhando apenas para o primeiro volume
By : ladyxzeus
O Descontrolo de Haruhi Suzumiya
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O Descontrolo de Haruhi Suzumiya
Nagaru Tanigawa
Light Novel
2004
Este foi um dos livros que comprei no Expomanga Madrid. Eu comprei um outro livro Suzumiya (ou, como dizem os meus amigos, "Haruhi Sodomia") numa Fnac e gostei bastante, por isso decidi comprar outro. A amiga que estava comigo disse que este seria um bom, porque são apenas mais aventuras de Haruhi e a Brigada SOS. Peço desculpa desde já se o título está "errado", mas eu li a tradução Espanhola e em Espanha o título é assim.
Acrescento também que ler estes livros em Espanhol é um máximo, porque ficam mil vezes mais engraçados do que poderiam ser em outra língua. Mira que esa tía, eso es moníssimo, es muy chulo e coisa do género ficam mesmo muito cómicas.
Decido com isto começar a completar a colecção das Light Novels de Haruhi. Isto é demasiado engraçado para não se ler e está muito bem escrito. As referências perdidas no texto, históricas, geográficas, científicas, são uma graça.
Neste volume apresentam-se três histórias, o Agosto Infinito, O Síndrome da Montanha e oo Dia de Sagitário. As histórias aparecem primeiro com a situação em que a Brigada SOS está metida nesse momento. Depois Kyon volta atrás e, detalhadamente, conta como foram ali parar. E depois como vão sair do problema. Os problemas colocados são muito interessantes e as soluções para eles estão especialmente bem pensadas. No caso da história da Montanha, foi uma forma de sair da situação muito inteligente. Por vezes as confusões de tempo e espaço são complicadas de entender, mas se levarmos tudo na boa (aí está mais uma vantagem de isto estar em Espanhol!) acabamos por perceber. Basta aceitar as coisas como elas são.
Em termos de personagens, já as conhecia (já vi o anime e o filme e já tinha lido outro volume), há uma evolução permanente de Nagato, que já se vem notando de anteriormente, mas infelizmente os outros personagens continuam estáticos. As interacções de Kyon também evoluem, mas é de uma forma muito pouco evidente.
De resto, podem chamar-me ignorante, pois em relação a Haruhi sou bastante. No entanto posso, com toda a segurança, recomendar esta série de Light Novels, ou - pelo menos - este volume.
By : ladyxzeus
A Virgem Louca
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A Virgem Doida
Arthur Rimbaud
????
Teatro
6 em 10
O Teatro Casa Conveniente é um minúsculo espaço no Cais do Sodré, que muda frequentemente de cor e que está instalado ao lado do vidrão do Chewbacca. Lá fomos nós assistir a uma peça completamente diferente. A Virgem Louca de Rembaut está neste espaço apresentada em sessões contínuas, o que significa que podemos entrar e sair quando quisermos (convenientemente quando a peça já tiver dado a volta e estivermos a ver já uma cena repetida)
Entrámos às apalpadelas e, num palco feito de areia, estava uma mulher nua. Depois vestiu-se. Depois despiu-se outra vez e manteve-se nua. Não posso dizer que tenha gostado muito, é uma coisa muito cansativa.
O texto é muito bonito e gostei de terem usado uma música que gosto muito do Chico Buarque como momento de transição entre os vários personagens deste monólogo. Identifiquei-me com algumas partes do texto, como será natural tendo em conta as situações que já passei (neste meu longo caminho de vida, oh, tão longo, tão longo)
De resto, posso apenas falar da interpretação. Não me agradou especialmente, eu pessoalmente teria feito as coisas de forma completamente diferente (começando por ter roupa) e teria apelado mais à beleza do texto. Pareceu-me um debitar de texto constante sempre na mesma tonalidade trágica, sem variações ou inflexões que ajudassem a uma melhor compreensão das palavras, sendo que a transição entre os personagens - difícil, pela ausência de roupa - foi demasiado subtil. De resto, admiro esta actriz pela sua resistência e pela sua coragem, é preciso uma grande dose de ambas para fazer o que ela fez.
No final, senti-me envolvida num ambiente febril, quase a entrar numa alucinação.
Recomendo para quem quiser uma experiência diferente. Não se esqueçam de devolver o berlinde no fim.
By : ladyxzeus
Genshiken
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Genshiken
Ikehata Takashi - Arms
Anime - 12 Episódios
2004
5 em 10
Definitivamente odeio a arte do início dos 00s, mas que se pode fazer?
Ah, ainda nem sequer comecei e já estou a dizer mal! Desculpem. Bem, este anime apareceu-me na pasta de anime para ver e lá foi ele. Fui ler a sinopse e pareceu-me giro, um anime sobre um clube de anime. Tem os seus momentos de interesse, mas de resto é só mais um slice-of-life que aborda as situações de forma simples e contemplativa. Seguimos a vida em comum de um grupo de personagens que, sendo interessantes à partida, nunca saem do mesmo sítio (excepto, talvez, Saki, que começa a aceitar os outros e demonstra uma certa sensibilidade quando confrontada com a situação adversa)
Existem alguns pontos muito engraçados e o anime levanta algumas questões, abordadas por Saki que - por ser um elemento exterior - não compreende o fascínio que uma fandom pode ter. Questões essas que muita gente nos pergunta a nós, que vivemos essa tal fandom. "Se tivesses namorada gostavas que ela fizesse cosplay?" "Esta rapariga é uma criança, como pode haver pornografia dela?" "Sentes-te atraído só por bonecos ou também por raparigas verdadeiras?" Mas de resto a história não avança, porque - na realidade - nem sequer existe.
A arte é horrorosa, detesto. Não há muitas cenas com acções mais prolongadas e as que existem não estão especialmente bem feitas.
A música não adiciona nada e por vezes a sua ausência faz-se notar.
Achei muito interessante terem construído um outro anime de raiz para ser a fandom dos personagens. E os títulos dos episódios são algo de genial.
Recomendo apenas para quem se auto-intitula "otaku". Irão identificar-se com esta série. Mais madura que Lucky Star, mas mais feia, por isso apenas os "otakus" mais old-school irão apreciar as suas nuances.
By : ladyxzeus



