• Fumiko no Kokuhaku

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    Fumiko no Kokuhaku
    Ishida Hiroyasu - Independente
    Anime - 1 Episódio
    2009
    6 em 10

    Isto é uma produção independente, um trabalho de escola, que fica aqui porque é muito curto.


    Bem, eu espero que esta pessoa tenha tido uma boa nota, porque a animação, que não tem nenhuma grande produtora para trás, é um exemplo do melhor que se pode fazer. O trabalho com as perspectivas, a velocidade e a fluidez são de nota.

    No entanto, há duas falhas essenciais, que são a história e as personagens. A história é muito simples e a conclusão tem a sua graça, e é isso o que se quer numa animação tão curta. Mas uma curta tem de ter outras características, nomeadamente o usar da sua simplicidade para tocar o público de certa forma. Nesse campo o anime não consegue cumprir com o objectivo. O mesmo se aplica aos personagens, que nutrem um sentimento básico que nunca é desenvolvido, quer pela natureza da história quer, quiçá, pela natureza dos próprios personagens.

    De resto, isto só demora dois minutos da nossa vida e não custa nada vê-lo para um show-off de grande animação. Independente, ainda por cima!
  • Saint Seiya

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    Saint Seiya
    Masami Kuramada
    Manga - 1º Volume (em 28)/1ºCapítulo (em 110)
    1986
    5 em 10

    Este livro ofereceram-me com o bilhete para o Expomanga. Desde que decidi que Manga é coisa que eu me autorizo a não ler até ao fim (por acidentes astrológicos como Loveless) não me sinto culpada por ler um manga sem o completar e, por isso, farei os meus comentários ao volume (ou volumes) que li.

    Este é o primeiro volume da super-hiper-mega-ri-famosa série Saint Seiya, também conhecida por Cavaleiros do Zodíaco. Neste primeiro volume aprendemos o que são os Cavaleiros do Zodíaco, é apresentada a primeira parte das suas aventuras (um concurso de lutas, nem mais nem menos) e os personagens principais.

    Devo dizer que não gosto da arte. Estas cabeças achatadas irritam-me, parecem-me ser todos acéfalos. As cenas de acção são confusas. No entanto gosto da maneira como as sombras estão feitas e do detalhe dado aos fundos e aos elementos de figuração.

    Os personagens não me parecem, à partida, muito interessantes. Temos um rapazito rebelde, uma mocita mimada e um gajo que gosta dela. Parece-me bem, mas não me parece que dê para os descarnar em 28 volumes, porque a sua premisa é insuficiente. Talvez dê e, se isso acontecer, este manga será de uma qualidade incomparável.

    A história, por agora, não me parece muito inteligente, se bem que está bastante bem escrita. É uma história comum, lutas e lutas, mas as explicações científicas e os detalhes estão bem construídos.

    Não irei comprar o resto dos volumes (repare-se que eu só leio coisas que tenho na mão, nada de ler na net!) mas aceito que este manga tenha sido um grande épico da sua época, pois tem todas as potencialidades para isso olhando apenas para o primeiro volume
  • O Descontrolo de Haruhi Suzumiya

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    O Descontrolo de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Este foi um dos livros que comprei no Expomanga Madrid. Eu comprei um outro livro Suzumiya (ou, como dizem os meus amigos, "Haruhi Sodomia") numa Fnac e gostei bastante, por isso decidi comprar outro. A amiga que estava comigo disse que este seria um bom, porque são apenas mais aventuras de Haruhi e a Brigada SOS. Peço desculpa desde já se o título está "errado", mas eu li a tradução Espanhola e em  Espanha o título é assim.
    Acrescento também que ler estes livros em Espanhol é um máximo, porque ficam mil vezes mais engraçados do que poderiam ser em outra língua. Mira que esa tía, eso es moníssimo, es muy chulo e coisa do género ficam mesmo muito cómicas.
    Decido com isto começar a completar a colecção das Light Novels de Haruhi. Isto é demasiado engraçado para não se ler e está muito bem escrito. As referências perdidas no texto, históricas, geográficas, científicas, são uma graça.
    Neste volume apresentam-se três histórias, o Agosto Infinito, O Síndrome da Montanha e oo Dia de Sagitário. As histórias aparecem primeiro com a situação em que a Brigada SOS está metida nesse momento. Depois Kyon volta atrás e, detalhadamente, conta como foram ali parar. E depois como vão sair do problema. Os problemas colocados são muito interessantes e as soluções para eles estão especialmente bem pensadas. No caso da história da Montanha, foi uma forma de sair da situação muito inteligente. Por vezes as confusões de tempo e espaço são complicadas de entender, mas se levarmos tudo na boa (aí está mais uma vantagem de isto estar em Espanhol!) acabamos por perceber. Basta aceitar as coisas como elas são.
    Em termos de personagens, já as conhecia (já vi o anime e o filme e já tinha lido outro volume), há uma evolução permanente de Nagato, que já se vem notando de anteriormente, mas infelizmente os outros personagens continuam estáticos. As interacções de Kyon também evoluem, mas é de uma forma muito pouco evidente.
    De resto, podem chamar-me ignorante, pois em relação a Haruhi sou bastante. No entanto posso, com toda a segurança, recomendar esta série de Light Novels, ou  - pelo menos - este volume.
  • A Virgem Louca

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    A Virgem Doida
    Arthur Rimbaud
    ????
    Teatro
    6 em 10

    O Teatro Casa Conveniente é um minúsculo espaço no Cais do Sodré, que muda frequentemente de cor e que está instalado ao lado do vidrão do Chewbacca. Lá fomos nós assistir a uma peça completamente diferente. A Virgem Louca de Rembaut está neste espaço apresentada em sessões contínuas, o que significa que podemos entrar e sair quando quisermos (convenientemente quando a peça já tiver dado a volta e estivermos a ver já uma cena repetida)

    Entrámos às apalpadelas e, num palco feito de areia, estava uma mulher nua. Depois vestiu-se. Depois despiu-se outra vez e manteve-se nua. Não posso dizer que tenha gostado muito, é uma coisa muito cansativa.

    O texto é muito bonito e gostei de terem usado uma música que gosto muito do Chico Buarque como momento de transição entre os vários personagens deste monólogo. Identifiquei-me com algumas partes do texto, como será natural tendo em conta as situações que já passei (neste meu longo caminho de vida, oh, tão longo, tão longo)

    De resto, posso apenas falar da interpretação. Não me agradou especialmente, eu pessoalmente teria feito as coisas de forma completamente diferente (começando por ter roupa) e teria apelado mais à beleza do texto. Pareceu-me um debitar de texto constante sempre na mesma tonalidade trágica, sem variações ou inflexões que ajudassem a uma melhor compreensão das palavras, sendo que a transição entre os personagens - difícil, pela ausência de roupa - foi demasiado subtil. De resto, admiro esta actriz pela sua resistência e pela sua coragem, é preciso uma grande dose de ambas para fazer o que ela fez.

    No final, senti-me envolvida num ambiente febril, quase a entrar numa alucinação.

    Recomendo para quem quiser uma experiência diferente. Não se esqueçam de devolver o berlinde no fim.

    (Quando chegar a casa vou fazer um scan do programa, para verem :)) 

     Está aqui o programa!



  • Genshiken

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    Genshiken
    Ikehata Takashi - Arms
    Anime - 12 Episódios
    2004
    5 em 10

    Definitivamente odeio a arte do início dos 00s, mas que se pode fazer?

    Ah, ainda nem sequer comecei e já estou a dizer mal! Desculpem. Bem, este anime apareceu-me na pasta de anime para ver e lá foi ele. Fui ler a sinopse e pareceu-me giro, um anime sobre um clube de anime. Tem os seus momentos de interesse, mas de resto é só mais um slice-of-life que aborda as situações de forma simples e contemplativa. Seguimos a vida em comum de um grupo de personagens que, sendo interessantes à partida, nunca saem do mesmo sítio (excepto, talvez, Saki, que começa a aceitar os outros e demonstra uma certa sensibilidade quando confrontada com a situação adversa)

    Existem alguns pontos muito engraçados e o anime levanta algumas questões, abordadas por Saki que - por ser um elemento exterior - não compreende o fascínio que uma fandom pode ter. Questões essas que muita gente nos pergunta a nós, que vivemos essa tal fandom. "Se tivesses namorada gostavas que ela fizesse cosplay?" "Esta rapariga é uma criança, como pode haver pornografia dela?" "Sentes-te atraído só por bonecos ou também por raparigas verdadeiras?" Mas de resto a história não avança, porque - na realidade - nem sequer existe.

    A arte é horrorosa, detesto. Não há muitas cenas com acções mais prolongadas e as que existem não estão especialmente bem feitas.

    A música não adiciona nada e por vezes a sua ausência faz-se notar.

    Achei muito interessante terem construído um outro anime de raiz para ser a fandom dos personagens. E os títulos dos episódios são algo de genial.

    Recomendo apenas para quem se auto-intitula "otaku". Irão identificar-se com esta série. Mais madura que Lucky Star, mas mais feia, por isso apenas os "otakus" mais old-school irão apreciar as suas nuances.
  • Barry Lyndon

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    Barry Lyndon
    Stanley Kubrick
    Filme
    1975
    7 em 10

    Ok, depois de ver este filme ardem-me os olhos. Foram quase três horas a olhar para a televisão, com uns breves intervalos para um xixi, para encher o copo com água, para comer açúcar e controlar um ataque de soluços e para comer o meu lanche. A sério, está-me a ser difícil olhar para o ecrã agora. Deveria descansar, mas eu não sei fazer coisas que não exijam usar os olhos...

    Mas, bem, foram quase três horas muito bem passadas. Barry Lyndon é um filme lindíssimo e só por isso vale a pena. A dedicação que foi dada a esta peça do cinema vale por tudo.

    É a história sobre a ascensão e queda de Barry Lyndon, um jovem labrego irlandês que após muitas reviravoltas acaba casado com uma mulher riquíssima e muito bem vestida. Andou na guerra, tornou-se croupier de mesa de jogo, virou lascivo e conquistador, virou bom pai e depois acaba só e infeliz. O filme, dividido em duas partes, detalha todos os passos definitivos do personagem, que evolui de forma graciosa e demonstra um cartel completo de emoções, com interpretação bastante boa mas um pouco indiferente. O texto tem os seus momentos irónicos, o que torna o filme um pouco mais fácil de digerir. É um pequeno "twist" Kubrickiano e torna o filme único.

    O que faz este filme distinguir-se são as imagens. Kubrick revolucionou um pouco o cinema com este filme ao usar uma nova raça de lentes para filmar cenas apenas com luz natural, e o resultado é maravilhoso. As paisagens aparecem com uma fotografia clara e bela, que nos transporta imediatamente para lá. Os interiores estão decorados de forma riquíssima e as roupas, segundo consta, foram feitas exactamente nos conformes da época (o que é bastante difícil e dispendioso). Todo o ambiente é um luxo e nenhum detalhe é esquecido.

    A música é detalhada e bastante divertida, o que adiciona aos pequenos momentos do texto.

    Pena que seja tão longo, ou estaria pronta a recomendá-lo a toda a gente. Assim, fiquemos por coisas mais fáceis, como o mais recente Maria Antonieta.

  • Fate/Zero

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    Fate/Zero
    Aoki Ei - Aniplex
    Anime - 13 Episódios
    2011
     8 em 10

    Depois de Fate/Stay Night eu não estava especialmente motivada para ver mais desta série Type-Moon. Depois de um primeiro episódio com 47 minutos, menos motivada fiquei. Mas eu sou o tipo de pessoa que dá segundas oportunidades. E terceiras e quartas e décimas segundas. Eu vejo tudo até ao fim. E mais uma vez posso provar que vale a pena.

    Fate/Zero é superior à sua sequela cronológica em todos os aspectos. Iniciando pelo facto de não ser um harem.

    Temos uma produção mais eficiente e cautelosa, com sequências de animação muito interessantes e cenas de acção vívidas e emocionantes. Há alguns momentos de CG pouco discreto, mas que se podem perdoar pelo efeito bem conseguido nas cenas em que existem. O design dos personagens melhorou e tornou-se mais apropriado, sendo que o único personagem que manteve o seu estilo Stay Night foi Saber (como personagem "principal" também não se podia mudar, ou os fãs explodiam o seu satélite pessoal)

    O anime está escrito de forma extraordinária, quer pela linguagem quer pela trama. É uma história de guerra a um nível que envolve factores originais. Não falo já da magia, mas sim dos personagens que estão envolvidos nesta guerra. O anime não dá reviravoltas alucinantes, que por vezes tiram um pouco o sentido à história, mas a evolução dos acontecimentos acontece sempre de forma inesperada e inteligente. Os diálogos estão muito bem feitos e a perspectiva em que eles acontecem tornam-nos muito interessantes e nunca aborrecidos.

    Os personagens, para mim, são o ponto alto. Temos dois grupos distintos, os Masters e os Servants. Todos têm um objectivo comum, o obter do Santo Graal, mas as razões que os movem são todas diferentes. Entre os Masters, temos uma caracterização inicial bastante sólida e acções que demonstram as suas personalidades, mas ainda não há uma definição patente. Ainda existe muito espaço para crescerem. São os Servants as estrelas da companhia. Cada um deles é um personagem histórico, um "herói". Desta vez o anime não nos pede que adivinhemos quem são, somos informados com antecedência. O design e as acções combinam perfeitamente com a informação que temos sobre estes heróis, que existiram verdadeiramente. O que os distingue verdadeiramente é que, apesar de serem lendas passadas e de estarem mortos, estes Servants ainda possuem sonhos e desejos para o futuro. Eles preferem o diálogo à luta, são civilizados, não são apenas instrumentos. A sua motivação não é a do ganhar por ganhar, é algo mais profundo. Tornar as armas em seres sensíveis é, na minha opinião, admirável.

    Enquanto que a OP e a ED são um popzinho sem sal, a banda sonora dos episódios é muito intensa e apropriada. Dá mais fervor às cenas de acção e dá ambiente aos diálogos, de forma a nunca tornar a série aborrecida.

    Sem dúvida um anime recomendado. Agora só me resta esperar que termine a segunda season para poder ver qual vai ser a conclusão. Espero sinceramente que consigam safar-se todos.

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