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  • Junho 2026: O que se Viu e O que se Papou

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    Sou uma mulher da Terra. E, como sou, gosto de costurar, embora não saiba tricotar. E também gosto de fazer estas coisas de entretenimento de que falaremos de seguida! Embora já estejamos quase um mês atrasados, vamos lá!

    Kawaii Hito - Manga com um trope que adoro, o do gajo feio com a moça gira. Foi mesmo muito fofo e leu-se bem.
    Spinal Tap 2 - Não tão divertido com o primeiro, mas uma boa homage.The Flower People are Smiling..... Vê-se bem.
    Contos da Cantuária - Porque o pessoal medieval é mesmo divertido! Lê-se bem.
    Majokko Megu Chan - Clássico mahou shoujo dos anos 70, mas que achei muito chato e muito mauzito em termos de animação, mesmo para a época. Papa-se.
    Isekai Quartet Movie - Porque é que isto existe. Nem se papa, só se tolera.
    Kanan-sama wa Akumade Choroi - Succubus tenta seduzir um parolo qualquer, com sucesso. Foi bastante terrível, só gostei dos cornos a crescer nos cornos. Papa-se.
    Highschool DXD BorN - Eu não tinha nunca visto esta série e fui logo para a terceira season. É terrível e só se papa.
    Hoppers - Pixar sobre conservação animal, divertido mas ok e só se papa.
    The 7 Habits of Highly Efficient People - Tudo muito bem até dizerem que um hábito bom é ter uma espiritualidade associada ao monodeus mau. Foda-se vocês e morram.
    Class de 2-banme ni Kawaii Onnanoko to Tomodachi ni Natta - Sou amigo da segunda miúda mais gira da turma, e é tudo giro, temos bom desenvolvimento da relação e das personagens e os seus dramas são interessantes. Viu-se bem
    Shoushimin - Anime sobre pessoas reais, e muito realista no seu drama e na sua secura.Viu-se bem.
    The Last Viking - Filme escandinavo, divertido e bonito. Não é sobre vikings. Vê-se bem.
    Asterisk - Todos são anjos, todos são gajos lindos, todos são geis. Chorei, é bonito. Lê-se bem.
    Masters of the Universe - Um filme inútil para promover um boneco que não existe desde o final dos anos 80. Papa-se.
    Spice and Wolf 15 - FINALMENTE SECSO, era tudo o que queríamos. Lê-se bem, o que já não era um hábito nesta série de novels.
    Bukiyou na Senpai. - Uma senpai apaixona-se pelo seu kouhai numa empresa, mas é muito taralhoca com os seus sentimentos. Foi muito giro, vê-se bem.
    Morte de um Caixeiro Viajante - Não me consigo convencer que não seja uma família negra. Achei extremamente irrelevante, longo e chato. Ver isto encenado deve ser uma tortura. Papa-se.

    E assim estamos nas coisas vistas e papadas de Junho! Algumas irei desenvolver mais tarde.

    Até já!
     

  • Janeiro | Fevereiro 2026: O que se viu e o que se papou

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    Nestes dois meses invernais, de chuva e tempestades, vimos uma série de coisas menos relevantes que não vamos analisar. Vamos só deixar um pequenino blurb sobre cada um, para poupar tempo de leitura e de escrita, que tem sido cada vez menos. Also, gostam do novo layout? Yay! Então vamos lá:

     

    Baoh - o OVA papa-se, o anime vê-se bem

    Mulheres que Correm com Lobos - demasiado longo e repetitivo no seu conceito. Papa-se.

    Spice and Wolf Volume 14 - Porque é que esta novel ainda existe. Papa-se.

    The Luis Ortega Survival Club - história fofa sobre abuso. Papa-se.

    Frankenstein - Filme do Guillermo del Toro em que um cientista se vê com um pet bizarro. O Frankenstein é um GIRAÇO. Vê-se bem.

    Dororo - Manga de Osamu Tezuka, fascinante mas o final é de bradar aos céus. Lê-se bem.

    Quarteto no Outono - História da vida e obra de quatro pessoas chatas. Papa-se.

    Nome de Guerra - Alucinações de Almada Negreiros. Papa-se.

    Se eu desaparecer - Romance patético que se papa.

    A Paciente Silenciosa - Thriller sobre psicologia, o SPOILER foi interessante mas papa-se.

    Stiletto - Pulp completamente doido, nem tem classificação.

    Ruy e Concha fazem um cruzeiro - Duas crianças betas fazem betices. Papa-se.

    Predator Badlands - Um Predador adolescente vê-se em apuros. Vê-se bem e o Predador é um fofo.

    Naruto Shippuden - 500 episódios a perseguir o Sasuke. Ia morrendo. Queimem-no e deitem-no ao mar.

    Ninja to Gokudou - Crianças perigosas em ácidos. Papa-se.

    Sawaranaide Kotesashi-kun - Anime ecchi sobre um fisioterapeuta que fisioterapa gajas boas. Papa-se.

    Nohara Hiroshi - O pai do Shin-Chan come coisas. Papa-se e sabe bem.

    Sanda - O pai natal existe. Vê-se bem.

    Lazarus - Cool anime com banda sonora dos Black Lotus. Vê-se bem.

    Doubutsu no Oishasan - Manga sobre veterinários. Lê-se bem.

    Eva Luna - Ditirambos de Isabel Allende. Lê-se bem.

    A Court of Silver Flames - Recuperação mental e física da Nesta, comezaina entre fados gostosos. Lê-se bem.

    Demasiada Felicidade - Pardais ao ninho. Papa-se.

    Father Mother Brother Sister Frank - Filme que vimos por acaso, foi super engraçado. Lê-se bem.

    Avatar 3 - Fora o 3D, já não tem novidade nenhuma. Papa-se.

    Haganai - Vamos fazer amigos através de jogos, excepto que isto está cheio de ecchi. Viu-se bem até à segunda season e depois se papou.

    The Snow Queen - Fabuloso filme de animação dos anos 30, russo. Vê-se excelentemente bem.

    Princess Bride - Um desapontamento, a princesa não faz um cu para ajudar. Papa-se.

    Rental Family - O Japão é um lugar estranho, mas também é bonito. Vê-se bem.

    Muchen Gacha - Gajo tem o pior poder do mundo, que é tirar gachas random. Os gachas são todos gajas boas. Papa-se.

    Futari Solo Camp - Anime sobre acampar e comer. Aprendi a acampar. Papa-se.

    Muchou Sa, Kimi ni - Anime calmo com expectativa de romance que não se concretiza. Vê-se bem.

    Morrem mais de mágoa - Livro Nobel, quem sabe porque, porque é totalmente inconsequente. Lê-se bem.

    Apothecary Diaries Season 2 - Então tu não vês que o gajo te quer comer? Vê-se bem.

    Fatal Fury - Só não. O filme é melhor. Papa-se.

    O Comboio da Linha Hankyu - Para o Clube de Leitura, várias pessoas se cruzam num comboio e aprendem coisas da vida. Lê-se bem.

    Equal Rites - Discworld é sempre fantástico, sobretudo quando mete feminismo. Lê-se bem.

    Onde as pêras caem - Livro checoslovaco sobre um orfanato em que as crianças são porcas, suja e más. Papa-se.

    Cai a noite em Caracas - Muito violento e esclarecedor sobre a situação social na Venezuela. Lê-se bem.

    Goong - Manga coreano, não ata nem desata, mas quando ata é o máximo. Papa-se.

    28 Anos Depois (2) - Muito divertido, mas o Voldemort carrega o filme inteiro. Papa-se.

    Sirat - Pai e filho viajam com os freaks com consequências trágicas. Papa-se.

    Valor Sentimental - Não lhe encontrei valor. Papa-se.

    A Pequena Amelie - Filme de animação muito bem feito e com animação giríssima. Vê-se bem.

    Saigo ni Hitotsu dake Onegai - Uma bacana parte para a porrada nas melhores ocasiões. Papa-se.

    Onikimaru - OVA ultraviolento dos anos 90. Vê-se bem.

    Arslan Senki 2 - Continuação da história. Vê-se bem.

    Dead Dead Dead Demons - Viva La Revolucion. Vê-se bem.

    If I had Legs I'd Kick You - Quando temos um filho doente crónico e já não o conseguimos aturar. Vê-se bem.

    Sorry Baby - História de abuso. Papa-se

     

    Assim concluímos o novo segmento VÊ-SE BEM/PAPA-SE de Janeiro/Fevereiro 2026

     

    Esta metodologia de classificação foi criada e aprimorada pelo Zé Gato. Crédito onde se deve creditar, que é aqui.


     

     

  • Spice and Wolf 13

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    Spice and Wolf 13
    Isuna Hasekura
    2009
    Light Novel


    Comecei por ler o volume 12, quando percebi que já o tinha lido. Então passei para o volume 13, quando percebi que - ora bolas - era uma porcaria de uma treta de um livro filler com contos à parte.

    São três contos. Um fala sobre a estúpida da Nora, de que ninguém quer saber, e que já devia ter morrido há uma série de volumes atrás, e que continua a aparecer por obra de sei la quem.

    Outro conto fala de como Lawrence faz um negócio através do trabalho árduo de acarretar produtos de um lado para o outro. E outro fala de um outro bizz também muito bom que eles fazem.

    Enfim, é um livro que não ata nem desata, que não serve para avançar na história, que não acrescenta nada ao desenvolvimento das nossas personagens e que não nos ajuda nada na leitura desta série.

    Detestei.

  • Spice and Wolf Volume 12

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     Spice and Wolf Volume 12
    Isuna Hasekura
    2009
    Light Novel


    Continuando a interminável saga de Spice and Wolf, chegamos ao décimo segundo volume com uma história pequenina sobre um mapa e uma aldeia. Neste volume conhecemos uma personagem nova (que teria a pele bem morena, ao contrário do que as ilustrações nos indicam) que está a tentar descobrir um mistério sobre a tal aldeia.

    No fundo parece que este livro está a construir uma história para um mini climax, que apesar de tudo tem um conjunto de imagens muito belas. Não ajuda muito no desenvolvimento das personagens que já conhecemos, e ficamos na dúvida se Fran - a nova - vai continuar as aventuras ou não.

    Esta série quase parece perdida dentro de si própria, dando um passo para a frente e dois para trás. Vai demorar a terminar, isso vai.

  • Maoyuu Maou Yuusha

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    Maoyuu Maou Yuusha
    Takahashi Takeo - Arms
    Anime - 12 Episódios
    2013
    6 em 10


    Este anime estava em freeleech num site que uso, e foi só por isso que o saquei. Revelou-se uma boa surpresa, embora com menos qualidade do que esperava de uma série que foi tão famosa na sua época.

    O tema e setting lembram um pouco Spice and Wolf: temos uma rainha demoníaca que faz um pacto com um aventureiro e, a partir daí, tentará tornar as relações políticas e económicas entre os demónios e pessoas uma realidade.

    Temos muita conversa política que teria mais interesse se não estivessemos num universo tão semelhante à série citada. De resto, o mais interessante acaba por ser a relação entre a demónio e o aventureiro, que se encontram e desencontram até nascer uma fagulha de amor irresistível.

    A animação tem muito poucos momentos de nota, mas os designs são bastante interessantes e quase me deram vontade de os construir em cosplay, não fosse a série tão pouco digna de atenção.

  • Spice and Wolf 10

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    Spice and Wolf 10
    Isuna Hasekura
    2009
    Light Novel


    Para variar um pouco, uma Light Novel. Desta vez acompanhamos as aventuras de Lawrence, Holo e o seu novo companheiro Col numa nova cidade, uma ilha no Norte profundo deste mundo. Procuram os ossos que poderão ter pertencido a alguém da alcateia de Holo e, assim, dar uma nova pista na descoberta da aldeia de Yoitsu.

    O ponto que para mim teve mais interesse neste volume foi a aparição de um outro deus desconhecido, um deus pagão que é uma ovelha. Esta personagem irá ajudar a nossa equipa a chegar a novas conclusões e a resolver problemas económicos com a igreja local. A descrição desta criatura é muito interessante e curiosa e deixa-nos água na boca para descobrirmos mais e mais sobre estes antigos deuses.

    De resto, temos mais uma aventura económica com Lawrence, sendo que Holo é mais uma vez remetida ao silêncio a maior parte do tempo. Também não há grandes desenvolvimentos na sua relação, mas consideremos que ainda faltam muitos volumes para terminar esta história.

    Foi um volume satisfatório que me deixou com vontade de ler mais e mais.



  • Spice and Wolf (9)

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    Spice and Wolf (9)
    Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel
    Mais um volume desta novel, que se aproxima do seu final (graçadeuz). Este volume vem na continuação directa do anterior, já que deveriam ter sido - segundo o autor - publicados num único objecto.

    Aqui, é-nos dado um desenvolvimento mínimo a outras personagens que aparecem e desaparecem, sendo que as negociatas em que Lawrence se envolve desta vez apenas servem para perder mais e mais tempo. Todo este volume é inconsequente, pois Holo quase não aparece, Lawrence quase não aparece e quem está realmente envolvido na narrativa são personagens que não interessam.

    Mais um volume que não acrescenta nada à viagem de Holo e Lawrence e a busca da primeira pela sua família. Se por um lado pensávamos que estávamos atrás de uma pista, por outro lado terminamos o livro a pensar "ok, então agora vamos voltar tudo para trás?"

    Está a ser uma leitura extremamente frustrante e, agora, cada vez mais reparo em rerros narrativos e pequenos detalhes que me irritam. Causa-me uma grande pena que o autor tenha decidido deixar Holo, uma excelente personagem, para perseguir outras que não têm nem de perto nem de longe o interesse e o mistério da primeira.

    Já faltou mais, portanto vamos a ver.

  • Anisama 2018

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    Anisama 2018
    Evento
    E, à terceira semana, os deuses disseram: "vais a mais um evento de anime e cosplê a ver se te atinas" :p Então, fomos ao Anisama! Depois de ter ido no seu primeiro ano, ainda num outro espaço, estava bastante curiosa sobre como seria esta edição. Preparei um skit, pus o fato no corpo e.... Lá fui eu ver se me atinava! xD

    Confesso que acordámos um pouco tarde. De todos os modos, graças ao meu talentoso GPS, chegámos a tempo e horas e encontrámos um lugarete para o carrete mesmo à porta do evente. Chovia como pequeninos potes de barro e lá fomos nós, com as peças do fato ainda por vestir e o meu cenário (uma caixa de cartão que, no passado, serviu para transportar ração para pequenos animais domésticos). À porta, após pequena fila, constatamos que não existe à vista uma lista de convidados e que, por isso, ninguém sabe se eu posso entrar sem pagar ou não.

    Chovia, pois. Chovia e então eu irritei-me e dei os dez paus para a mão dos jovens da bilheteira e recebi a mais chunga das pulseiras de papel plastificado. Informei-os de que seria interessante saberem alguma coisa sobre os participantes dos concursos, mas procedi a entrar sem mais reclamações.

    Entrada, busquei algum tipo de dado sobre o concurso em que iria participar. Perguntei às várias queridas pessoas dos meus conhecimentos, mas ninguém sabia nada. Então, achei uma voluntária, que me informa da localização do auditório e, também da localização dos balneários. Vazios, acabo de vestir o fato e vou em busca de um lugar onde possa deixar os meus objectos, cenários e props em geral. 

    Encontro outra voluntária que, caridosamente, me informa que não sabe nada mas que pensa que posso deixar tudo no bengaleiro. Paga-se o bengaleiro? Pois, claro que se paga! No meu choque, o choque de uma participante que tem de pagar para guardar uma caixa de cartão e uma maçã, decidi com o Qui que íamos deixar a caixa nos balneários, em cima de um armário, a fingir que fazia parte do cenário.

    E, portanto, procedemos a pesquisar o evento.

    Trata-se de um evento de diminutas dimensões, mas com uma grande variedade de ofertas. De certa forma, senti que o espaço poderia ter sido melhor aproveitado se mais partes da escola tivessem sido utilizadas. Da forma como estava, as bancas diluíam-se umas nas outras e, por vezes, tornava-se difícil distinguir quem era quem e quais os limites de cada um. Assim, o evento limitava-se a um longo corredor com bancas de artistas (que são bons artistas), com um pequeno espaço de convívio (que, à nossa chegada, estava bastante vazio) e uma sala de workshops.




    De todos os modos, não podemos negar que o que era oferecido era bastante diferente do habitual. Com comidas variadas, incluindo uma família coreana com suas comidinhas caseiras, um espaço de jogos que reunia tanto os retro como os mais actuais, um espaço exterior... Tinha tudo para correr bem. Não vi a sala de workshops, infelizmente, pois acabei por não assistir a nenhum. Gostaria de ter ido ao workshop dos The Forge Cosplay, mas não cheguei a horas. De todos os modos, soube que esse primeiro workshop se atrasou um pouco, o que é uma coisa que a organização deve rever no futuro. 

    Quanto ao auditório, era uma estrutura bastante infeliz. Para começar, não tinha um palco. Mas, mesmo ao nível do chão, as coisas podem ser melhor localizadas e focadas. Por exemplo, disponibilizar mais cadeiras para o público e organizá-las em anfiteatro ou, pelo menos, meio círculo. Remeter o espaço a ser utilizado à limitação das colunas e ecrã, em vez de o prolongar e, assim, retirar o foco ao que está atrás. E o grande problema do excesso de luz, que não permitiu ver os vídeos. Penso que poderiam ter usado outra zona da escola como auditório, o que é mais uma coisa a considerar. ;)


    Fomos andando e conversando com as queridas e variadas pessoas. Com grande pena minha, gastara o meu dinheiro todo a comprar os bilhetes para entrar e, por isso, nem numa rifa me podia arriscas :< Perdão às meninas da banca onde sempre compro a rifa, mas nem um eurico tinha para amostra D: Observando atentamente as bancas dos artistas, que são bons artistas, não posso deixar de constatar algo que me parece bizarro. Com isto, quero referir-me à quantidade macroscópica de fanart de jovens coreanos que cantam (?) e dançam (?) em bandas (?), sendo que muitas dessas fanartes os mostravam em intimidades e tudo o mais. Nada contra fanart com intimidades entre gajos giros, mas o que me faz verdadeira confusão é quando os gajos giros existem mesmo na realidade. Acho bizarro fazer fanart erótica de pessoas que existem mesmo... :/ Talvez eu esteja desactualizada, não me liguem nenhuma. :p

    No meio disto tudo, encontrei uma banca, da Anihome (acho) que estava a fazer um quizz de anime. Fui tentar a minha sorte. Afinal, com a quantidade gargantuesca de animes que vejo e vi, alguma coisa haveria de saber. Errei duas em três ;D Errei o estúdio do Sword Art Online (anime que eu mal recordo, por sinal) e errei o ano de Sailor Moon. Sei que é a data que está no MAL, mas mesmo assim acho que está MAL. :3 Não curti muito da atitude do pessoal satélite que lá estava, que dizia coisas como "se seguires a página ficas a saber estas informações". Certamente que, meu amiguinho, saberás que se eu quisesse saber as informações não precisaria de ir à vossa página, né? ;)  Curti também de responder ao inquérito meio absurdo que tinham lá, com perguntas como "quando começaste a ver anime?". Como é que alguém sabe quando começou a ver anime? Qual é o primeiro anime de uma pessoa? É quando se saca um da net? Quando se vê com legendas? E nós, as pessoas antigas que não tinham net? Enfim, eu respondi "anos 90", porque acho que foi aí que comecei a ver anime. Afinal trata-se de uma parte muito integrante da minha vida. Nunca pensei que fosse importante quantificar a longevidade dessa parte da vida. :/

    Aproximava-se a hora do concurso de cosplay e, por isso, lá fui para o pretenso auditório em busca de informações. Separei-me do Qui por longos tempos (ele esteve a jogar Castlevania enquanto eu vegetava -__- ) e aproveitei para actualizar conversetas com mais pessoas de elevada beleza e inteligência e tirar fotografias às mesmas. Questionávamo-nos sobre quando começaria o concurso, sobre quando chegaria a nossa vez, sobre todos os elementos inerentes - naturalmente - a um concurso. Mas ninguém sabia nada. Nem um voluntário sabia uma informação e não havia membro da organização que estivesse presente com esta. Acabou por ser a Manon, membro do júri que nos iria avaliar, que encontrou a solução para os problemas através das suas fichas de avaliação.

    No meio desta desorganização suprema, ficámos a saber que o concurso não tinha apresentador e que, por isso, escolheram uma moça. Ora, sem descrédito para a moça, foi a pior apresentadora de sempre que vi num concurso de cosplay. De sempre. Obrigou os cosplayers a apresentar-se e ainda a dizer coisas que denotavam a nossa falta de paciência (a minha estava na ponta das minhas oorelhas, diga-se), sob o pretexto de que não entendia a letra do papel que tinha (porque é que não tinha uma coisa impressa?). Não motivou minimamente o público a participar e interagir. E, no geral, não se percebia nada do que dizia. Portanto, moça, se para o ano quiseres apresentar o concurso peço-te que pratiques um pouco. Teríamos todos passado vergonha se não estivesse toda a gente tão na boa, a sério...

    Quanto ao que fiz... Falar do que fiz é bom, né? Bem, eu fiz um dos sukitos que sempre tinha sonhado para esta personagem, a Holo, de Spice and Wolf. Queria fazer algo sobre libertação, fuga e encontro, com a música do final da série. Penso que correu tudo bem e as pessoas ficaram satisfeitas e bem dispostas, que é o mais importante! =D Gostei mesmo muito de fazer este skit e fiquei muito surpreendida com o prémio que ganhei! "Melhor utilização dos materiais", wowowowowowowowow =D =D =D =DDDDD

    Se quiserem ver o meu sukito e os das outras pessoas (o Qui gravou), mantenham-se atentos à minha página no Facebook e ao meu canal do Youtube, pois irão acontecer coisas neles. :)

    Ah sim, o meu sukito favorito foi o de Gintama vs YoI, matei-me a rir enquanto comia o meu prop. <3 Aliás, conforme lhes disse, foi o tipo de skit que fiquei com inveja de não ter sido eu a pensar e a fazer, hahaha! ;)

    No meio disto tudo, penso que gostariam de ver 

    FOTOFOTOSDELINDASGENTES







     Super simples e super original!


     Estivemos montes de tempo à conversa sobre os avessos das armaduras xD Vai moça, tu consegues! =D

     Belos naites sim sanhora!

     Pessoainhas todas malucas a dançar, weee! =D








    EDIT FANTÁSTICO

    No meio das reclamações todas esqueci-me completamente de dizer algo muito importante: no final do evento, após a Ana-san (que tinha dado um workshop) ter falado à organização, DEVOLVERAM o valor do bilhete. Ainda foi um tempo de espera, em que a moça chefa dos voluntários me explicou algo sobre os voluntários, que há-de correr melhor para o ano, mas tive CINCO AÉRIOS de BOLTA. =D

    Obrigada <3


    Em jeito de conclusão, não posso negar que tenha sido um evento divertido. Foi, foi divertido e falei com montes de gente gira e fiz montes de coisas giras (até aquelas que me desagradaram um pouco, até essas foram giras ;) ). No entanto, ainda existem muitos aspectos que têm de ser melhorados para que a quarta edição seja um estrondoso sucesso. E vocês conseguem! =D

    Portanto, obrigada pelo dia e... Até para o ano! =D
  • Spice and Wolf (8)

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    Spice and Wolf (8)
    Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel

    Para os volumes anteriores, carreguem neste local ;)

    Finalmente, após uma irritante pausa na narrativa, Hasekura volta a falar-nos das aventuras de Lawrence e Holo. Após voltarem para trás, encontram um segredo que lhes poderá dar uma pista sobre a localização de Yoitsu, a terra natal de Holo. Assim, nesta nova cidade, tentarão utilizar a sua rede de conexões para descobrir mais sobre este tema proibido, sendo que o livro acaba por ser uma descrição do funcionamento e dramas internos desta cidade mais do que alguma contribuição para a história propriamente dita.

    Mais uma vez, o autor anda às voltas sobre si mesmo. O conhecimento que tinham obtido anteriormente revela-se completamente obsoleto. Portanto, porquê dar-lhes esse conhecimento? As personagens tomam atitudes erráticas dentro da sua caracterização, estabelecendo laços de amizade com pessoas que anteriormente os haviam traído. Para mim, o que me estragou realmente foi ver Holo a ter ataques de ciúmes inadequados à sua personagem, sobretudo porque se revelam infundados a cada momento. Aí está um "wisewolf" que sabe tantas coisas que se perde de ciúmes, está bem, está...

    Também existem erros de edição estranhos, como o facto de numa página estarem num local e na outra já estarem noutro sítio. Mas o mais irritante é mesmo quando os personagens fazem uma série de coisas que se vêm a revelar inúteis. Porque é que o autor os faz dar tantas voltas sem justificação?

  • Spice and Wolf (7)

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    Spice and Wolf (7)
    Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel

    Sobre os volumes anteriores, carreguem aqui. ;)

    Este sétimo volume da saga de Holo e do seu companheiro foi a maior irritaação que apanhei nos últimos tempos. Porque o sétimo vlume não avança de todo com a história. Se no volume anterior já tinhamos tido a crise de voltarmos para trás quando já estávamos quase chegados ao destino, este não vai nem para trás nem para a frente. É uma pausa.

    É um volume que reúne uma novela e duas histórias curtas. Mas estas não acrescentam nada à caracterização dos personagens, nada que já não soubéssemos antes, limitando-se a insistir nos conceitos, que se começam  a tornar muito repetitivos.

    Para além disso são referidos elementos que, não vindo a ser usados em volumes futuros, mostram uma incapacidade de planeamento atroz pela parte do autor.

    Vamos ver como é o oitavo volume, senão...
  • Spice and Wolf (6)

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    Spice and Wolf (6)
     Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel

    De regresso ao Kobo, estou a tentar fazer uma manutenção na minha lista de Manga do MAL e eliminar coisas em espera. Portanto, lá continuei com as aventuras de Holo e Lawrence.

    Só que, desta vez, o autor fez uma coisa que me irrita solenemente: começou a esticar a história. Neste volume, o que é que os nossos viajantes fazem? Voltam para trás! Mas voltam de barco, o que sempre é uma variação interessante.

    Ficamos a conhecer um pouco de como se processam os negócios fluviais neste universo e também um pouco sobre os estudantes e escolásticos. Isto porque eles acabam por conhecer um novo companheiro de aventuras, um miúdo cheio de dívidas que quer ganhar dinheiro com os conselhos de Lawrence.

    Infelizmente, este novo personagem tem uma caracterização muito fraca. Ficamos sem saber se ele na realidade é muito inteligente ou se, por outro lado, sofre de algum problema cerebral. O seu discurso é estranhamente infantil dentro do contexto e as decisões parecem todas forçadas.

    Pelo menos temos uma belíssima descrição de Holo a dançar. :)

    Para os comentários sobre os volumes anteriores, cliquem aqui.

  • Fantasporto 2017

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    Fantasporto 2017
    Festival de Cinema

    Pois é, pois é... Fomos ao Porto de novo! Desta feita, fomos de viagem ao Fantasporto, o m+itico festival de cinema de terror, fantasia e outras secções alternativas. Porquê? Porque, inusitadamente, a eliminatória do Eurocosplay portuguesa foi feita neste evento. E eu, por mim, queria imenso paticipar.

    Devo dizer que a minha participação não era, de todo, motivada pelo prémio de ir (mais uma vez) a Inglaterra representar este quintal à beira mar plantado. Na verdade, eu queria unicamente receber algum feedback sobre o meu fato de Holo (de Spice and Wolf), que deu um trabalho medonho a fazer.

    Pela primeira vez, atravessámos o país de avião. é muito barato e conveniente, desde que não se tenha bagagem para despachar. Era o meu caso. Descobrimos da pior maneira que a minha mala tinha excesso de peso, pelo que tivemos de transferir coisas de um lado para o outro e levar um saco grande do continente como bagagem de mão... Muito chato. Acabei por perder, na segurança do aeroporto, um creme de corpo, uma tesoura e um x-acto... Ficámos no mesmo alojamento local onde havíamos estado pela ocasião da Comic Con, que se revelou muito confortáve, sobretudo porque éramos só duas pessoas.

    No nosso primeiro dia de estadia, fomos dar um passeio pelo Bolhão e comemos uma francesinha (para mim vegetariana) num bar onde já estivemos várias vezes. Deitámos cedo, depois de ver um filme (do qual já falei anteriormente) e acordei plenamente energizada e descansada para fazer o meu skit.

    Portanto, lá fomos nós a caminho do Rivoli, dez a vinte minutos a pé do sítio onde estávamos alojados. :)

    La chegados, encontrei imediatamente outra concorrente e uma pessoa da organização, que nos fez passar por múltiplas portas cheias de códigos e seguranças até chegarmos aos camarins. Estes, tinham excelentes condições, embora fizesse falta uma sanita para os meus xixis. Tinham espelhos, umja boa iluminação, lugar para toda a gente se sentar e, sobretudo, estava tudo muito limpo.

    Depois de me vestir buscámos um lugar para tomar café e um espaço e terior para jos esfumaçarmos. Abrimos uma porta. Imediatamente, aparece um rapaz que nos diz que trabalha ali e não podemos abrir aquela porta. Com toda a simpatia e disponiboilidade, levou-nos até à porta da segurança, passando pelo backstage do auditório. Por dentro, o Rivoli é absolutamente gigantesco! Uma maravilhosa sala de espectáculos. Conseguem imaginar a minha excitação e orgulho por fazer um skit, bem, por fazer o que quer que seja, num palco desta categoria? Isto não acontece todos os dias!! :o

    Depois foi a parte que eu realmente queria: a avaliação. Foi muito bom, tirei apontamentos e tudo, pois recebi exactamente o feedback que queria. Fiquei a saber os pontos fortes do meu fato e as partes que não funcionaram exactamente bem, nomeadamente alguns acabementos (poucos, em comparaão com os meus fatos do passado!) e as orelhas, que foi uma experiência que tentei e acabou por não correr muito bem. Após o skit, recebi mais feedback, mas não consegui esclarecer que dois pontos que foram considerados a melhorar eram propositados. Nomeadamente: a cor da camisola (escolhi um azul mais claro para ser exacto historicamente) e o retirar a saia no skit (não era uma mudança de roupa, era suposto ser demorado e difícil, pois a personagem é um lobo e não usava roupa até há bem pouco tempo, lol) Conheci também a organizador ado Fantasporto, coisa que me fascinou porque ainda no outro dia a tinha ouvido na rádio! Queria ter ficado a falar com ela mas, naturalmente, estava cheia de ocupações em que pensar e não deu para conversar sobre coisas. :p

    O ambiente no backstage e camarins foi perfeito, toda a gente muito simpática, disponível e sempre pronta a atrofiar! Assim é que eu gosto: a carga competitiva praticamente desapareceu e ficámos todos muito mais relaxados com a converseta. :) Depois fomos para fazer os nossos skits. Um rapaz simpático estava encarregado de colocar as minhas coisas no palco e esforçou-se bastante por colocar tudo bem. Apesar de tudo, tem sempre de haver melhorias nestes aspectos (ou deixarem-me ser eu a por as coisas), pois um dos meus cenarios ficou muito longe e cortou com o ritmo do skit. Tudo bem, dá para improvisar na mesma, mas começo a ficar cansada de ter de improvisar em *todos* os skits por haver sempre um problema qualquer. A culpa não é do rapaz, diga-se. A culpa não é de ninguém! Isto devia era estar organizado de maneira diferente. Crítica válida para todos os eventos!

    Fora isso, o meu skit correu lindamente. Pedi ao Qui que gravasse na parte lateral do palco, já que não o deixaram ir para o público. Eu tinha pedido que o deixassem para que pudesse gravar todos osm skits, sendo que me informaram que todos seriam gravados por uma voluntária. Qual o meu espanto quando chego a casa e vejo no facebook do evento que houve um problema (não sei qual) e que só deu para gravar os três primeiros skits! Por um lado... Eu era a terceira. Calhou mesmo bem. Por outro lado, queria ter gravado os skits de toda a gente... :(

    Deixo-vos, então, a gravação que fizeram. O skit? Bem, cada uma das secções e objectos representava uma estação do ano. A Primavera, em que celebramos as flores, o Verão, onde comemos e bebemos em festa, o Outrono, em que celebramos o desaparecimento das coisas e o Inverno, onde está frio. Chegados ao Inverno, Holo poderá (talvez) encontrar a sua família e os seus amigos lupinos. Ainda não cheguei a essa parte da novel, portanto é só uma suposição. :p De todos os modos, espero que tenha uivado correctamente! =D


    Queríamos ter ido ver um filme às seis horas, mas as juradas demoraram sete mil milhões de anos a tomar a sua decisão, pelo que não deu tempo. Essa parte foi a mais aborrecida, porque não havia lugar onde sentar Depois, fomos ao exterior tirar umas fotografias. O Qui ficou retido no backstage, não se sabe porque razão. Porque não deixaram os nossos helpers vir com a gente? Eu pensava que ele tinha sido assassinado! Estava muito preocupada! D:

    Enquanto esperávamos pela decisão, tirei fotos às pessoas. São elas:






    Os prémios foram excelentemente atribuídos e muito merecidos. Todos os fatos estavam maravilhosos, embora tenha pena de não ter visto os skits! Fique a nota que a grande vencedora merecia realmente o prémio e perdeu uma aposta. :) Fiquei mesmo feliz por todos e espero que façam um excelente trabalho no futuro (sem pressãaaao xD ) Aliás, qualquer coisa que eu saiba e em que possa ajudar, é só gritarem que eu venho logo! =D

    Depois fomos por as coisas a casa, fomos jantar num tourist trap (o café Tupi, onde queríamos ir, fechava às oito) e vimos um filme.

    No dia seguinte fomos embora, quase sem souvenires.

    Em resumo: amei a experiência e para o ano quero voltar! Faz-me bem ir a estes concursos sem competir, só receber críticas e aprender coisas. :) Faz-me bem ir a concursos onde está toda a gente na boa. E estou absolutamente fascinada com o facto de ter feito um skit... no Rivoli! Obrigada! Obrigada!

    Sou eu! =D
  • Spice and Wolf (5)

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    Spice and Wolf (5)
    Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel

    Para saberem mais sobre os volumes anteriores, vejam aqui. :)

    Estamos cada vez mais perto de Yosui, o destino da nossa viagem, terra natal da nossa amiga Holo. E vivemos mais aventuras económicas, agora numa cidade cuja troca principal é a indústria de peles. Holo e Lawrence estão prestes a separar-se e, mais uma vez, se coloca em causa este elemento. Afinal, gostam tanto de conversar um com o outro que, pelo menos na perspectiva de Lawrence, o ideal é ficarem juntos para sempre.

    Este volume pouco ou nada adiciona à história principal. Há mais um ligeiríssimo desenvolvimento na relação entre os dois personagens, sendo que aparece uma nova personagem que poderá enganar toda a gente. Esta, tem um certo desenvolvimento e caracterização, mas, no respeitante à negociata, tem uma presença absolutamente inconsequente.

    Para além disso, o livro cada vez mais se esforça por ser um anime. Temos frases desnecessárias que poderiam ter sido suprimidas numa melhor revisão, como por exemplo: "ela fechou os olhos; depois abriu-os" e outras que tais.

    A caracterização do ambiente também é muito limitada.

    Espero que este volume seja apenas uma fase de transição e que o próximo se revele um pouco melhor.

  • Anicomics Lisboa 2016

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    Anicomics Lisboa 2016
    Evento

    Já vou atrasada a escrever este portentoso comentário. Aliás, começo a escrevê-lo hoje, Segunda-Feira, e não tenho a certeza de que o consiga terminar em tempo coerente por motivos de cansaço. Na verdade, termino-o agora, Quarta-Feira. Ontem cheguei a casa e não me mantinha em pé, porque realmente foi um evento muito agitado para mim. Mas, falemos aqui de toda esta situação!
    Ora, tudo começou muito antes do evento propriamente dito. Começou no início do ano, quando decidi fazer um novo fato para participar no concurso normal do Anicomics. Subitamente, a minha colega marca férias para o Sábado do evento! Não! Mas eu pensei... "Ainda posso ir ao ECG!" Porque tudo o que eu queria, queria mesmo, era fazer um sukito. Qual o meu horror quando soube que o ECG também ia ser no Sábado! Ora, em casual conversa na zona de fumantes do Iberanime, encontrei a mente que ordena e manipula os acontecimentos deste evento, o Mário. E disse-lhe isto e ele disse "olha, mas podes ir ao show :)" E eu fiquei... Yay! Passado um tempo, confirmei que realmente a situação era verdadeira e podia efectivamente ir ao show: como se uma pessoa mediocremente miserável como eu, mero insecto na grande escala divina da humanidade, tivesse realmente a importância devida para participar em coisa de tal importância! Portanto, preparei-me da melhor forma possível para fazer um sukito que tinha planeado há séculos, anos talvez!
    Assim, terminei o meu fato (embora tenha ocorrido um acidente com as orelhas) e na Sexta-Feira fui ao local ensaiar. Infelizmente, o meu cérebro é do tamanho de um tremoço e fui estacionar na Alameda. De lá, vim carregada com um malão com o fato, um escadote e uma cesta com uma maçã... Para chegar ao local e ver lá escrito, em grandes letras "Assembleia Municipal". E o meu cérebro diminuto pensou... "isto não deve ser aqui, aqui eles devem estar a debater o aborto ou outra coisa qualquer". Felizmente, encontrei a Leonor (Grácias) a meio do caminho e ela disse-me que era realmente ali, que eles só debatiam as coisas uma vez por semana.
    Lá chegada, reparei logo que o espaço era bem diferente do que o Anicomics sempre nos habituou. A própria estrutura aparentava ter capacidade para muito mais pessoas, o que seria uma coisa boa: afinal, a crítica principal nos anos anteriores era a falta de espaço. Entrando no auditório, vi que havia muito mais lugares sentados e que o palco era muito maior do que o habitual. Infelizmente, o palco - sendo maior - não era melhor que o anterior. Não sei, sempre nutri um carinho muito especial pelo palco da Biblioteca Orlando Ribeiro, que era acolhedor, simpático e, na realidade, excelente. Este novo palco tem muito potencial para muitos feitos, mas vi desde logo que o meu skit era muito pouco elaborado para o seu tamanho. Enfim, lá entreguei o meu audio ao Nhocas, que como sempre é o dominador do campo sonoro :) História curiosa, esta do audio: tinha ido almoçar com o meu pai e, quando me estava a ir embora, ocorreu-se-me que não tinha levado uma pen com o ficheiro. Assim, pedi à unidade parental masculina que me emprestasse uma pen e me deixasse ir ao seu computador sacar o ficheiro de um e-mail. A pen está cheia de discursos políticos destilando ódio, o que me parece algo excelente e merecido de ser partilhado. Talvez numa outra ocasião! =D
    Tinha planeado ser a primeiríssima a chegar, mas tinha um grupo e um rapaz à minha frente, devido ao percalço da Alameda. Mas fiz a minha cena duas vezes, sendo que a dúzia de pessoas que estava a assistir pareceu achar-lhe graça. A Fátima (coração do Anicomics) deixou que eu abandonasse o meu escadote aos cuidados dos voluntários, sendo que o deixei disponível caso fosse necessário subir para algum local moderadamente alto.
    Depois fui sair um bocadinho com o Qui e fui dormir para casa.
    Sábado acordei com dores pavorosas no corpo todo e fui trabalhar. Provavelmente devido ao facto de ter carregado um escadote ao ombro. Depois o Qui deu-me um banho de Voltaren, para que eu me sentisse melhor e funcionou mais ou menos.

    E assim chegamos ao

    Evento Propriamente Dito

    Cheguei por volta do meio-dia e fazia-se sentir um calor atroz. Desta feita, estacionei por debaixo do Fórum Lisboa. Pela primeira vez, reparei que havia um jardim, pleno de pessoas caninas que brincavam umas com as outras. Isso relaxou-me logo, pois amo estas criaturas inanas. Fui deixar a minha maleta pesada nos camarins e recuperar o meu escadote, que foi transferido para uma sala cheia de adereços, props, cenários e outros objectos fascinantes. Comentei que as pessoas, no geral, levam sempre coisas muito grandes, já que eu sou apreciadora do minimalismo cénico. No entanto, quem sou eu para falar o que quer que seja?! Eu tinha um motherfucking escadote! Um escadote inútil! Pesado e inútil!

    Depois vagueei por aqui e por ali, em busca de pessoas para tirar fotos e com quem trocar dois ou três dedos (dedos a sério, não de conversa!). Assim, obtive um lamiré do espaço, agora com habitantes. Estava, sem dúvida, bem estruturado. Na entrada, podíamos partir para dois lados. Num deles estavam jogos, coisa que não me cativou de sobremaneira. Para o outro lado, encontrávamos imediatamente uma loja com belas t-shirts e,de seguida, um bar com comidas e bebidas. Depois, de um dos lados, uma imensa banca da Kingpin, recheada de BD e bonecos de grandes cabeças (Pops é o nome?), enquanto que do outro lado ilustradores e artistas (que são bons artistas). A grande vantagem deste espaço é que estava relativamente fresco, perante o calor que se sentia, e tinha lugar suficiente para todos nós.

    Espaço por dentro 

     Espaço por fora

    Apenas mais tarde, depois de ter encontrado a Ana-san (tínhamos combinado que eu lhe emprestaria o meu computador portátil, de nome Asimov, para ela dar o seu workshop de Japonês), descobri que no andar de cima também havia artistas (que são bons artistas). Tinha na minha posse um cartão multibanco e cinco euros em moedas, que gastei nos seguintes artigos:

    • Um livro chamado "Vampiros", BD tuga
    • Uma rifa da Bubble Tea que me deu direito a umas bolachas de koala
    • Uma rifa em que ganhei um marcador da Haruhi e um ceno para o telefone (o gato)
    • Um porta-chaves com uma disquete, já que o Qui havia pedido um subenire
    • Diversos cartões de pessoas giras
    • O booklet do evento
    • Algures no tempo e no espaço perdi a minha credencial :(
    Ainda arrisquei perguntar a uma artista (que é boa artista) se tinha multibanco, já que lhe queria comprar a banca toda, mas ela olhou para mim como se eu fosse um tremoço com olhos. Era a moça que tem trajes típicos portugueses desenhados em estilo mega fixe.

    Ora, tanto gastei os meus cinco euros em moedas que fiquei sem dinheiro para comprar água e lanche. O que revela a minha inteligência superior, um perfeito exemplo de Mulher Sapiens... Entretanto encontrei uma série de pessoas amorosas, com as quais estive conversando e actualizando as actualidades do universo cosplaico. Conheci as mocinhas que ganharam o ECG, que eram do Porto e que, como corresponde às pessoas do Porto, eram extremamente simpáticas e fofinhas e bem vestidas. No entretempo apoderei-me de uma garrafa de água que havia ficado abandonada perto destas pessoas benevolentes, afirmando para mim mesma que "o dono desta garrafa certamente que não tem herpes!" Encontrei as minhas amiguinhas piriri (que tenho a certeza que nunca sabem quem é que eu sou, porque estou sempre de fatos diferentes xD ) e estivemos a debater quem venceria num combate mortal, se a Elsa ou a Sailor Rita. Mais tarde, divertiram-se a puxar-me a cauda: fiquei muito feliz por esta ter sido um sucesso junto das pessoas baixinhas! =D

    Pelas três horas da tarde fui-me vestir e saber quando deveria estar no backstage para o show. Disseram-me às quatro, sendo que depois me disseram às cinco (pois houve um atraso, o que é natural). Mas enfim, fui vestir-me.

    E ia morrendo.

    O meu fato, Holo de Spice and Wolf, consiste em três a quatro camadas de tecido. De lã, para ser mais exacta. Felizmente que a camisola era malha e tinha uns buraquinhos por onde entrava uma ligeira brisa. Achei por bem não por as orelhas, porque ficaram pavorosas (experimentei uma técnica nova, que não funcionou nada bem), mas o resto da construção do fato poderão analisar no meu Cosplay Portfolio, que actualizarei um dia destes. :)

    Suando que nem uma lula gigante do oceano pacífico, mantive-me conversando com as pessoas simpáticas, que aturam a minha incapacidade social com toda a mestria (tomem um coração <3 ) e tirando fotografias diversas a pessoas diversas. O desapontamento despontava quando progressivamente constatei que ninguém me iria tirar uma foto. O que me deixa sempre um pouco triste, porque este cosplay deu uma trabalheira medonha e porque todos deviam ver esta série e ler as novels porque é uma série fixe. Mas olhem, faz parte da vida e assim ela continua. Se uma pessoa se for importar demasiado com estas coisas, acaba por não se divertir nada e ficar demasiado frustrada para continuar a progredir nos objectivos em que acredita. :)

    Finalmente, fui para os camarins, onde um ar condicionado mantinha o ambiente minimamente habitável. Lá, diverti-me com as outras participantes a aparvalhar solenemente com o universo ao redor, partilhando canções memoráveis, como o techno cristão que um amigo descobriu no SoundCloud. Chegou perto de nós uma gaja mesmo linda vestida de WonderWoman e só muito mais tarde (para aí uns dez minutos depois de estar a falar com ela) é que percebi que era a Fátima e fiquei passada porque o fato lhe ficava belíssimo e eu não estava à espera e wow! Depois entrámos e a coisa foi mais ou menos assim:



    Ora bem, foi a Ana-san que gravou e quando ela chegou ao backstage para me devolver a câmera disse que não tinha percebido nada. Fiquei horrorizada! Para começar, fiquei horrorizada porque os meus objectos não estavam nas posições facilitadas que tinha planeado e fiquei cheia de medo de ter feito figura de palerma no palco, ainda por cima numa situação tão importante como o show... Isto porque, por maior que seja a boa vontade dos voluntários (que merecem um forte abraço na cabeça <3 ), o cenário nunca fica exactamente montado como nós idealizamos em casa. Daí ser importante ter cenários minimalistas, o que não foi o caso. No entanto, depois de ver o vídeo, fiquei mais aliviada porque afinal até está com bom ar :) Agora, o facto de não se ter percebido é que me estranha, porque realmente não havia nada que perceber. Era apenas uma música sobre lobisomens (que é quase o caso da Holo, não fosse ela um lobo transformado em rapariga) para as pessoas baterem palminhas e dançarem com seus rabos nas cadeiras. Infelizmente, aconteceu algo que eu havia previsto mas que, de qualquer forma, não queria: não houve adesão e não houve palminhas nem rabos dançantes. Isto é, não houve o efeito multidão que se tinha no espacinho antigo: era tudo tão aconchegado que se uma pessoa se ria, toda a gente começava a rir também. Aqui, era tudo tão grande que, me parece, os números ficaram diluídos. Quero dizer que, apesar de ter a certeza de que o público foi tão vasto como em anos anteriores, o local era enorme o suficiente para parecer que não estava quase ninguém no evento... Algo a pensar para o futuro, talvez :)

    De resto, a Ana-san cometeu a loucura simpática de gravar os skits todos do Show :) Portanto, deixo-vos aqui para os observarem! =D

    Eu vi este sukito das laterais e vi o pânico que ocorreu. Portanto, gostaria de deixar a mensagem às meninas que o resultado final está maravilhoso, apesar do senão! :)

    O meu foi o segundo e estaria aqui se eu não tivesse posto antes

     Sukito estreante para muitos participantes, que fixe! =D


     

     Quando ouvi os estrondosos gritos do público perante este sukito, percebi que a minha ideia do efeito multidão talvez fosse absolutamente despropositada... Confesso que me senti um pouco injustiçada, mas como pode o Ney vencer uma música como o LERIGOO? lool De resto, adorei ver estes vídeos e adoro aquele Olaf, só dá vontade de o comer!

    Depois, procedi a tirar toda a minha roupa e ficar de roupa interior a apanhar fresco. Contemplei ir assim para a rua e dizer que era um cosplay de pepino. Preparei tudo para me ir embora, recuperei o escadote e carreguei-o por ali abaixo até ao parque de estacionamento (cuja conta final foi exorbitante!)

    Cheguei a casa, tomei banho e dormi que nem um pedregulho com mil anos.

    Só depois vi as fotos que tirei. Fotos? Ela disse fotos?

    Sim.

    VIVA A FOTOFOTO!!





















    E assim vos deixo, com mais um pedido de desculpas pelo atraso na composição desta missiva. Foi um evento muito interessante e uma excelente experiência num novo palco! Espero que tenham todos apreciado, desde os participantes aos voluntários, passando por qualquer eventual plantelminte foliácio! =D Para o ano há mais e espero poder voltar a participar de alguma forma!

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