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  • Mort

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    Mort (A Discworld Novel)
    Terry Pratchet
    1987
    Fantasia
     
    Depois de Pyramids, quis experimentar mais Discworld. Então escolhi Mort, um livro sobre o ajudante da Morte. Bem escolhido, gostei imenso! E agora vou começar a coleccionar os livros do Discworld. Infelizmente ocorreu um erro quando comprei este livro e ele veio em Espanhol em vez de vir em Inglês. Por isso acabei por ler o Mundodisco. Mas pareceu-me estar bem traduzido, pelo que não se perdeu muito e foi igualmente hilariante.
     
    Mort é um jovem sonhador que tem mais joelhos do que é suposto (dizem). É contratado pela Morte como aprendiz e, por um erro causado pela sua bondade, acaba por alterar o curso da história e do destino. Enquanto isso, a Morte experimenta os prazeres da vida, em busca da razão que leva os seres humanos a serem felizes e a sentirem esses estranhos sentimentos que ele não compreende.

    O Mundo do Disco está construído com um detalhe discreto mais imenso. O autor fala de lendas, de correntes filosóficas, dos hábitos dos vários países deste universo, sem nunca forçar o conteúdo e sem nunca dar um excesso de informação que aborreça o leitor. As coisas decorrem neste mundo de uma forma normal, mas para nós (que vivemos no planeta Terra) as coisas são ilógicas e engraçadas. Mas o mundo tem a sua própria lógica e rege-se pelas suas próprias regras, o que é um trabalho fascinante e resultado de uma imaginação prodigiosa.

    No que respeita a este livro, houve duas coisas que me impressionaram. A primeira foi o ambiente que envolve a Morte. Como a tonalidade da situação muda completamente apenas com uma mudança no tipo de letra... Perfeito. A outra coisa foi a evolução das personagens. O crescimento de Mort até chegar à idade adulta é discreta mas acaba por culminar na sua libertação de funções de Morte. E à medida que o rapaz (Mort!) se envolve cada vez mais nessa tarefa que é matar pessoas, a Morte propriamente dita envolve-se cada vez mais nas tarefas humanas e acaba por ganhar um pouco de humanidade. Ambos os personagens ganham esta característica ao enfrentar situações que lhes eram desconhecidas, um movido pelo desespero de tentar solucionar o que fez mal (e que pode destruir a realidade) e o outro movido apenas pela curiosidade.

    Entretanto, gags engraçadíssimos e comparações que não lembram ao diabo.

    Recomendadíssima esta série de livros. O próximo que vou comprar será o Sourcery!
  • Pyramids

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    Pyramids (A Discworld Novel)
    Terry Pratchet
    1989
    Fantasia

    Bem, mais tarde ou mais cedo teria que me iniciar no Discworld. Já me tinham falado tanto disto e nunca os levei a sério porque é fantasia, género que eu abomino, mas enquanto estava à procura de um livro para dar à Fifi, convenceram-me e comprei este, que me foi recomendado pelo Tjan como um bom livro - dentro dos primeiros da colecção - para começar.

    Epá, ainda bem que eu comecei!

    Terry Pratchet é um mestre e o Discworld é o resultado de uma imaginação delirante, que vai discorrendo sem rédea ao longo de uma escrita detalhada e complexa. Os livros de Discworld podem ser lidos por qualquer ordem e Pyramids foca-se num universo bastante semelhante ao nosso Egipto antigo. Excepto que, bem, as pirâmides têm mesmo problemas a nível temporal e espacial. A história é simples, bastante louca e muito eficiente. Serve como explicação a alguma da ciência, magia e sobre-naturalidade deste disco em cima de quatro elefantes em cima de uma tartaruga, e explica muito sobre a religião e os deuses deste mundo (que só existem quando acreditamos neles o que até pode ser verdade no nosso mundo também)

    Os personagens são muito simples, com a personalidade definida através de uns quantos traços explicados em acções. No entanto rapidamente passamos a gostar deles e a querer saber o que se passa com eles. Gostei sobretudo de You Bastard, o maior matemático do mundo, que rumina matemática (literalmente).

    O melhor de tudo isto é que Pratchet escreve com tanta segurança que até as coisas mais idiotas são deliciosamente convincentes. Ele está mesmo a falar a sério, de coisas muito sérias, que acontecem serem engraçadas (por puro acaso).

    É para continuar! Digam-me lá, qual o próximo que eu vou arranjar?
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