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  • Steamboy

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    Steamboy
    Otomo Katsuhiro - Sunrise
    Anime - Filme
    2004
    6 em 10


    Pela mão do criador de "Akira", esperávamos algo completamente diferente.

    A verade é que Steamboy é um filme super-produzido, mas infantil. Num mundo steampunk, andam todos de volta de uma esfera super poderosa, que poderá mudar o rumo das pessoas que interagem com ela.

    Em termos gráficos, o filme é giríssimo, com maquinaria original, cenários lindos de inglaterra e uma animação primorosa.

    Mas a história em si é bastante fraca, e não compensa.

  • Fushigi no Umi no Nadia

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    Fushigi no Umi no Nadia
    Hideaki Anno - Gainax
    Anime - 39 Episódios
    1990
    5 em 10


    Estava ansiosa por ver este anime, porque sempre tinha ouvido falar tão bem dele, e acabou por se revelar um desapontamento.

    Nadia é uma rapariga de tez escura que tem uma joia mágica desejada tanto por bandidos como por uma seita malefica. Consegue fugir graças a um novo amigo e, juntos, irão viver uma série de aventuras com submarinos e aviões, sempre perseguidos pela tal seita de gente muito má.

    Infelizmente, a maior parte dos episódios são puro filler, com muitos elementos cómicos que tiram completamente o foco da história, que podia ter sido mais interessante se não fosse tão óbvia. Também a animação é muito pouco consistente ao longo da série, apesar de os designs terem algum interesse ao início (para o fim começam a fartar).

    Enfim, temos o nome de Hideaki Anno, mas a única coisa de bom que ele fez neste anime foi o design de maquinaria. O resto, simplesmente aborrecido.

  • Almanaque Steampunk 2017

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    Almanaque Steampunk 2017
    Vários
    2017
    Vários
    Comprei o último Almanaque Steampunk porque achei que este ano queria também participar. Assim, era forma de ficar a conhecer um pouco melhor o universo e entrar numa espécie de imersão.

    Nota-se que este volume foi feito com toda a boa vontade da Liga Steampunk de Lisboa. Temos várias secções: notícias, contos, anúncios, ilustrações, poemas... No entanto, o processo editorial parece ter sido atribulado, pois existem diversos erros de tipografia e de formatação, que tornam a leitura um pouco desagradável.

    Também houve a estranha opção de inserirem na colecção contos que estão incompletos ou que foram cortados, certamente para poupar espaço.

    A qualidade do material é muito variada, entre coisas muito divertidas e outras de qualidade algo duvidosa. Nota-se que existe muito amadorismo, mas acho que isso faz parte do charme.

    Peço apenas que não façam de todas as mulheres do steampunk ruivas de olhos claros com corpetes castanhos e óculos por cima de um chapéu. Um pouco vulgar.
  • Laputa

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    Laputa - Castle in the Sky
    Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    1986
    7 em 10

    Este era o único filme da Ghibli que me faltava ver. :) Portanto, mais um grande achievement na minha vida animesca!

    Tudo começa quando uma máquina aérea, de transporte de passageiros, é atacada por piratas. Uma rapariga consegue fugir com uma pedra preciosa, que lhe dá a capacidade de flutuar. Será revelado que essa pedra contém o segredo sobre como chegar a Laputa, a ilha no céu, inspirada nas viagens de Gulliver, onde uma civilização antiga e poderosa contém uma tecnologia invejável por vários membros da sociedade.

    Este filme tem muito de extraordinário. Para começar, foi o primeiro filme inteiramente produzido pelo Studio Ghibli, com um valor de produção invejável para a época. As cenas de animação estão essencialmente perfeitas para a tecnologia que existia na altura, sendo que também existe um cuidado especial com os cenários e, sobretudo, com a maquinaria de inspiração steampunk que povoa todo o filme. Neste campo, achei apenas um defeito que foi o que me impediu de dar uma nota exemplar: as nuvens. Para um filme passado no céu, não temos imagens aéreas especialmente originais, sendo que a utilização de luz nas nuvens pode ficar um pouco aborrecida. Existem também algumas cenas em que a paleta de cores muito reduzida não contribui para a experiência, nomeadamente a cena na prisão que tinha cores demasiado quentes e sobrepostas umas nas outras.

    Os personagens são encantadores, fortes e sofrem uma caracterização e desenvolvimento muito discretos mas, ainda assim, perfeitamente conjugados com as experiências que ocorrem durante a narrativa. Gostei tanto dos personagens que, deixem-me anunciar!, fiquei com vontade de fazer cosplay da Sheeta. Aliás, fiquei ainda com mais vontade de fazer da velhota, mas ainda não tenho rugas suficientes, hahaha. ;) Infelizmente, os designs dos personagens não acompanham a sua complexidade. Houvesse um maior cuidado no seu desenho e talvez nos conseguissem transmitir um pouco mais além da simplicidade inerente a todos os personagens de Miyazaki.

    O conceito da ilha flutuante é concretizado da melhor maneira. A partir do momento em que entramos em Laputa, um novo mundo se nos revela. O detalhe dado a estas cenas é absolutamente fascinantes e, por esta última secção, vale a pena ver o filme. Existe também um discreto conceito ambientalista, caracterizado pelo robot jardineiro, o que demonstra a tendência bastante precoce do autor em abordar este tema.

    Musicalmente, temos um tema recorrente mas que é interpretado de uma série de maneiras que po tornam sempre único. Os efeitos sonoros também estão muito adequados.

    Um filme inspirador e a prova de um excelente começo para um estúdio que todos amamos!

  • Gosick

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    Gosick
    Nanba Hitoshi - Bones
    Anime - 24 Episódios
    2011
    5 em 10

    Inicio com este anime a minha nova Plan to Watch, uma lista de coisas a ver que - espero eu - seja melhor que a última. Não que este anime tenha logo dado essa informação. Inicio também, com este post, a série de coisas que vi durante os dias do Natal. Boas festas pessoas! =D

    Ora bem, este anime... Nos anos 230, um jovem Japonês estuda numa prestigiada escola europeia, num país imaginário. Conhece incidentalmente uma misteriosa menina que, com a sua capacidade lógica, resolve mistérios diversos. De mistério em mistério, chegam às origens dessa moça e a grandes conclusões. A história vai desenvolvendo-se de forma um pouco desregrada, até um final caótico em que nem tudo é o que parece. O facto de terem dedicado a maior parte do anime a falar da mãe da mocinha pareceu-me desnecessária e não contribuiu em nada para o desenvolvimento dos personagens. Estes, infelizmente, são mais uma bolacha do pacote (das de água e sal), sendo que o foco principal da sua caracterização está na relação entre os dois elementos principais.

    Dita relação recebe, logo no início, uma espécie de profecia. Calha mal, simplesmente por ser tão hiper-romântica e não acrescentar nada de importante ao que realmente se vai passar. No final, a profecia revela-se numa separação e respectivo reencontro, que não têm nada de emocionante. Assim, a caracterização dos personagens (que mesmo sendo relativa poderia ser bastante forte) cai por terra e acaba por se vulgarizar.

    A arte não tem nada de espectacular, sendo que não há grandes cenas de acção para a demonstrar. O anime não se foca nos cenários. Mas o que mais me fez confusão foi a falta de exactidão histórica nos cenários e designs. Se estamos nos anos 20, porque aparecem pessoas vestidas de anos 50? Já para não falar dos vestidos vitorianos. Se tudo isto dá uma certa aura steampunk que poderá agradar a muitos, para mim é uma incapacidade fatal de manter uma coerência gráfica.

    Na banda sonora, não há nenhuma peça que chame a atenção.

    Um anime incapaz e uma péssima estreia para a minha PtW.

  • Last Exile

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    Last Exile
    Chigira Kouichi - Gonzo
    Anime - 26 Episódios
    2003
    8 em 10

    Sem dúvida um dos animes mais interessantes que vi nos últimos tempos. Last Exile é um raríssimo exemplo de utilização de um ambiente e tema steampunk em anime, que nos leva até um universo único onde podemos assistir ao desenrolar de uma guerra entre oponentes de peso.

    Claus e Lavie são uma espécie de senhores-do-correio: na sua vanship, uma espécie de passarola movida a vapor, entregam cartas e recados variados a todos os cantos da sua terra. As suas aventuras começam quando, enquanto participam numa corrida de vanships, são interceptados por uma nave que está a cair e decidem ir ajudar. É-lhes confiada, então, a missão de levarem Alvis, uma menina, até à grande nave Silvana, que colabora com o exército de forma pouco legal. A história demora a desenvolver-se, sendo que se adicionam cada vez mais camadas na narrativa, que se atam todas num final que, sendo pouco surpreendente, foi perfeitamente satisfatório. Se a meio da série começamos a pensar que se esqueceram de personagens anteriormente introduzidos, chegamos rapidamente à conclusão de que isso não é verdade: todos têm o seu papel e tudo está interligado. Assistimos então a uma sucessão de estratégias, motivadas pelas duas partes, que são simplesmente apaixonantes.

    Já que falávamos dos personagens, devemos considerar que nem todos são aproveitados da melhor forma, apesar de todos terem uma participação importante. A alguns é dada pouca importância quando estávamos curiosos sobre eles. A outros acontece exactamente o contrário. Mas o grupo principal é explorado de forma exemplar e temos assim um grupo de personagens muito realista dentro do contexto, ao qual acabamos por nos afeiçoar e que se tornam parte integrante do nosso visionamento. A caracterização é única para cada um, sendo que se tornam pessoas vivas e mutáveis dentro do plano narrativo, que leva ao seu desenvolvimento que, apesar de ligeiro, é muito importante e uma grande motivação para nos agarrar à série. São todos pessoas muito diferentes, com passados mais ou menos misteriosos, mas com futuros que esperamos continuar a seguir. Gostei sobretudo de Al, que é desde logo apresentada como uma menina doce e sentimental mas com muita fraqueza interior, mas que cresce para ser uma personagem poderosa e mecanismo narrativo essencial.

    Outro aspecto que adorei de paixão foi a arte e animação. É um dos raros exemplos em que a animação digital funciona realmente bem. Com uma paleta de cores enferrujada, o que nos remete para o tal ambiente steampunk, toda a maquinaria e cenas aéreas estão animadas com uma renderização digital um pouco arcaica mas feita de tal forma que se torna muito realista. Isto é sobretudo agradável nas cenas de perseguição e luta, com explosões opacas que parecem realmente ter sido filmadas ao vivo. Também os desenhos do céu e nuvens fazem uso deste tipo de textura, fazendo com que todo o anime tenha um certo aspecto de quadro antigo.

    Finalmente, não podemos descurar a música. Misteriosa e evocativa, estabelece desde logo o ambiente de toda a série, adaptando-se perfeitamente às cenas e acabando por se tornar bastante memorável.

    Uma série que me deu um prazer imenso ver e que recomendarei.
  • Allison & Lillia

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    Allison & Lillia
     Nishita Masayoshi - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    2008
    6 em 10

    Ora aqui está um anime que podia ter sido muito giro. Mas que, por uma razão ou outra, não conseguiu. Manteve-me focada a cem por cento durante os primeiros seis episódios. Depois perdeu-se.

    tudo começa com o conceito. Estamos no ano três mil e troca o passo. Mas conduzimos biplanos e sidecars. Porque não estabelecer isto na época correcta? Será que iremos regredir no futuro, só para ser giro? Nada o indica. Enfim. Temos dois países em guerra e dois adolescentes envolvem-se na busca de um tesouro que poderá acabar com a guerra, de biplano. São eles Allison e Wil. Descobrem o tesouro muito rapidamente, em quatro episódios ou o que o valha. Diga-se de passagem que o tesouro não é nada de especial nem de impressionante e que só nos desenhos animados é que graças a uma coisa destas acabaria a guerra. Um casal de palestinos num biplano devia ir procurar um tesouro igual, tudo estaria solucionado! Depois descobrem uma princesa e depois passa para a segunda parte, a parte de Lillia. Que é

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    A filha de Allison e Wil. Note-se que Wil, convenientemente, morre quando ela é pequena.
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    E desenvolve-se uma história em tudo semelhante à da primeira, parte, excepto com outros personagens. A história, como se pode ver, podia ter o seu interesse se se focasse nos dramas políticos com mais seriedade, mas é tudo demasiado leve para ser levado a sério.

    Os personagens estão bem caracterizados ao início, especialmente Allison, mas não saem do mesmo sítio. Os filhos são recortes da caixa dos chocapitos. E, facto interessante, nestes dois países a quantidade média de habitantes deve ser de 10 a 15 pessoas, porque são todos filhos uns dos outros.

    Em termos de animação, temos muitas perseguições como cenas de acção. Perseguições de aviões de todos os feitios, de motas com sidecar, de jipes, de comboios, temos meios de transporte para todos. O CG só funciona de vez em quando e a maior parte das vezes está enfiado a martelo de uma forma muito desagradável.

    De música, só a OP se aproveita. É muito bonita e caracteriza bem a série. O parênquima quer dar uns ares de "sou muito épico", mas falha quando associado à animação.

    É uma série leve e divertida, mas inconsequente. Agora percebo as pessoas que desistiram dela no episódio 6.
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