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  • Robot Carnival

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    Robot Carnival
    APPP
    Anime OVA - 1 Episódio
    1987
    7 em 10


    Um OVA muito interessante que se compõe de 9 histórias curtas tendo como tema focal o "robot". Cada história é única, com o estilo próprio do seu realizador, e apesar de algumas terem o seu lado cómico outras são bastante trágicas.

    Tive especial interesse pela realizada pelo director de "Kite", que conta uma pungente história de amor e separação entre um homem e o seu robot feminino, e na busca da compreensão sobre qual o verdadeiro significado do conceito do robótico e da humanidade.

    Aliás, estas pequenas histórias exploram bastante essa dicotomia do humano vs máquina, e de como a máquina pode desenvolver, ou mesmo ter de origem, características humanas.

    Um OVA que recomendo vivamente.

  • Pacific Rim: Uprising

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    Pacific Rim: Uprising
    Steven S. DeKnight
    2018
    Filme
    4 em 10

    Então a gente viu este filme. Tinha cenas de acção.

    Tinha cenas de acção horríveis.

    Tudo o que o Pacific Rim original tinha sido, pleno originalidade, aventura e robots gigantes, é o que Upirising não é nem, aparentemente, alguma vez teve pretensão de vir a ser. Este é um filme que, saindo no cinema, tem uma direcção e produção digna de um qualquer Piranha 3DDD do Sci-fy.
     
    Actores terríveis, nada localizados na realidade do filme e muito menos dentro das suas personagens, animações em CGI primitivo, designs robóticos pouco práticos e verosímeis. Uma história de amor entalada por ali e temos um filme de robots gigantes a lutar contra monstros gigantes.
     
    E é isso.
     
    Portanto, a minha recomendação é que não vejam este filme quando estiver no Netflix.



  • Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans

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    Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans
    Nagai Tatsuyuki - Sunrise
    Anime - 25 Episódios
    2015
    6 em 10

    Tenho estado um pouco ausente deste espaço porque estou numa aglomeração brutal de trabalhos diversos. Na verdade, neste momento encontro-me um pouco enlouquecida de sono. Mas em breve colocarei aqui uma série de comentários (uma dúzia, para aí, a maioria de livros). :)

    Mais uma season e não perdi o novo Gundam. Mas acho que esta foi a gota de água que me fez perder completamente a esperança neste franchise. E acabo por detectar que o problema não é a timeline: IBO é UC. O problema é que as ideias são boas, mas a execução é tão frustrante que o resultado final acaba sempre por cair no limiar da mediocridade.

    Nesta instância, assistimos a uma rebelião num local onde as crianças são obrigadas a trabalhar em esforços violentos. Depois, há grandes revoluções políticas desregradas em que as crianças se tornam independentes. Ora, isto é tudo muito bonito mas o anime esquece-se que as crianças são efectivamente infantis. Como poderia um grupo de adolescentes e miúdos liderar uma revolta política se não num universo animesco pouco inspirado? Assim, as respostas para todos os males destes personagens são sempre limitadas a um conceito de "os adultos são maus, baw". E isto irrita-me, porque eu sou um deles.

    É certo que os personagens de alguma forma evoluem. Se ao início estão um pouco perdidos, encontram o rumo e percebem o que se está a passar. Mas a inclusão de novos antagonistas, uns a seguir aos outros, ao longo de toda a série, tornam o anime repetitivo e narrativamente incoerente, sendo que tudo isto parece acontecer para que grandes lutas entre robots gigantes possam brilhar. E estas... Bem, se não temos pilotos cativantes, como nos poderão interessar estes combates? Pela animação?

    É luminosa, colorida, cheia de detalhes no respeitante a estes dados. Mas as coreografias parecem-me recicladas de outras instâncias Gundam (o que prova que há sempre uma reciclagem, em qualquer que seja o campo) e, tendo isto em conta, serão insossas para um fã mais antigo. Os designs dos personagens são um pavor, com cabelos que não lembram ao diabo mais velho e roupas que não fazem qualquer sentido dentro do contexto. Mais uma característica que infantiliza o franchise e o torna, mais uma vez, numa máquina de vender bonecos. O design da maquinaria não chama a atenção pela diferença.

    Musicalmente, temos uma banda sonora bastante normalóide que não traz nada de novo ao panorama.

    Portanto, acho que por uns tempos vou desistir do meu querido Gandamu.
  • Chappie

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    Chappie
    Neil Blomkamp
    2015
    Filme
    6 em 10

    Vimos este filme em casa. Tinha vontade de o ver depois de uma amiga o ter elogiado bastante.

    Nesta África do Sul, tão futurista mas tão próxima da nossa realidade, gangs e meliantes são destruídos e presos por uma nova tecnologia: polícias robot. No entanto, a confusão começa quando Deon, um cientista que criou um programa de "consciência" para os robots, é raptado por um estranho grupo de gangsters que o obrigam a montar o robot, para que este trabalhe para eles. Mas o robot vem com um defeito: tal como uma criança pequena, tem de ser ensinado. 

    O filme tem um tema relativamente semelhante a outro que vi do mesmo realizador, o District 9. Um encontro improvável vai oferecer-nos as diferentes perspectivas de dois mundos. No caso, o mundo agressivo da realidade dos gangsters, em que sobrevive apenas o mais forte, versus o universo familiar de um grupo de pessoas que, apesar dos problemas na vida, mantém a sua humanidade. Assim, temos uma caracterização muito interessante desta "família", em que Chappie - o robot - é ensinado a ser cada vez mais humano e obtém características completamente inesperadas. Se por um lado ele procura fazer apenas o bem, conforme a sua "mãe" e o seu "criador" lhe ensinam, na outra mão temos a maneira de lidar com a vida do seu "pai" e do amigo Amerika. Isto só pôde ser conseguido por um trabalho de actor bastante interessante, protagonizado pela banda Die Antwoord, que eu não conhecia mas na qual fiquei muito interessada. Afinal, grande parte da banda sonora é também protagonizada por eles e pareceu-me algo de fabuloso!

    Dentro desta narrativa, também não perdemos a oportunidade de ter um inimigo estranhamente psicótico, acreditavelmente assustador. Também aqui fique a nota para o trabalho de actor, pois este inimigo obsessivo e perigoso dá mais intensidade às cenas de acção do filme. Estas, infelizmente, pareceram-me demasiadas e, sobretudo, muito exageradas. A cena final, sobretudo, é exasperantemente melodramática o que, dentro do contexto, acaba por não funcionar muito bem.

    A conclusão é aterradora e dá que pensar no noss lugar enquanto humanos relativamente às maquinas. Aliás, todo o filme acaba por ser um exercício dessa possiblidade. Apesar de tudo, é amoroso e criamos rapidamente laços com os personagens. Assim, posso recomendá-lo.
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