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  • From Dusk Till Dawn

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    From Dusk Till Dawn
    Robert Rodriguez
    1996
    Filme
    5 em 10

    Um filme que são dois filmes diferentes num só.

    Começamos por acompanhar dois ladrões profissionais, gente do pior, que raptam uma família e a sua roulotte para se dirigirem ao México. São perseguidos por todos os lados e, essencialmente, terão de estabelecer uma relação de normalidade com esta família para chegarem ao seu destino. Quando lá chegam o ambiente é de stress, mas começam a revelar-se mais coisas sobre estes personagens. Existe uma cena escrita por Tarantino para ele próprio (pés). E depois... O caos!

    Porque subitamente o pessoal do bar onde estão transforma-se todo numa mistura entre monstro, vampiro e zombie (com uns efeitos práticos mesmo muito foleiros, mas divertidos) e agora eles têm de lutar pela sobrevivência, por de lado as suas divergências e, no fundo, explodir com estes monstrengos todos.

    É um filme muito divertido, cheio de humor negro, e elementos de terror que são tão feios como engraçados.

    Apesar de não ser uma obra prima, recomendo!

  • Era uma vez... Em Hollywood

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    Era uma vez... Em Hollywood
    Quentin Tarantino
    2019
    Filme
    8 em 10
    Fomos ver o novo filme de Quentin Tarantino ao cinema. E foi bom termos visto isto numa grande sala, pois este filme é quase como uma declaração de amor à própria arte do cinema.

    Rick Dalton é um actor que vive numa espiral descendente, sendo contratado para vilão em westerns e com dificuldade em adaptar-se a toda uma nova era de Hollywood, que se foca noutros aspectos de popularidade e beleza que ele já não tem. É conduzido para todo o lado pelo seu duplo e melhor amigo.

    Assim, este filme é um relato da história de amizade entre os dois homens e da forma como estes, por mero acaso, acabam por fazer um "era uma vez", concretizando a fantasia da união entre o velho e o novo, libertando Hollywood das amarras dos seus pesadelos reais e colocando este universo num lugar diferente, num lugar mágico e impossível, fora da realidade.

    Surgem várias personagens históricas, cada uma com algo a dizer sobre o próprio cinema e a função do cinema na vida das pessoas. O filme tem grande detalhe, nos lugares, nos objectos, colocando em cheque toda uma memória colectiva do que realmente aconteceu.

    Contribui para esta imagética todo um elenco de luxo.

    Valeu a pena.
  • Os Oito Odiados

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    Os Oito Odiados
    Quentin Tarantino
    2015
    Filme
    6 em 10

    Na véspera de Terça-Feira Gorda (segunda-feira, portanto) fomos ver este filme ao cinema. E eu sei que vai magoar algumas pessoas, nomeadamente o Qui, eu dar-lhe uma nota tão mediana, mas tenho de confessar que não foi o meu filme Tarantinesco preferido.

    "Os Oito Odiados" (The Hateful Eight) fala sobre o encotnro de vários personagens detestáveis numa casa, onde estão fechados devido a uma tempestade de neve. Um deles leva consigo uma mulher para ser enforcada, por razões que não são completamente desvendadas. No entanto, algo nesta casa está diferente... E à medida que se vão revelando mais elementos, a violência começa a deflagrar, terminando tudo, como habitualmente, num portentoso banho de sangue.

    Este filme recorda outros filmes do autor, nomeadamente o Reservoir Dogs: um grupo de pessoas está fechado num espaço e há alguém que não tem boas intenções. No entanto, ao contrário deste, o filme está completamente limitado aos personagens, que pouco revelam sobre si próprios para além do facto de serem seres humanos desprezíveis. Qualquer revelação feita serve apenas para insistir na ideia de que eles são realmente "hateful", odiosos, execráveis, pavorosos. E isso acaba por se tornar um pouco aborrecido, sendo que grande parte do filme se situa apenas na insistência deste ponto, um repetir do conceito que acaba por aborrecer.

    Não aborrecem os diálogos e o último terço do filme. Os primeiros porque, temos de admitir, estão muito bem executados e, sobretudo, bem interpretados. O segundo por motivos sanguinários. Falando nas interpretações, deixo a nota para a única mulher odiosa, que faz um papel soberbo, retratando em si uma violência inerente que mantém sempre um mistério imenso, já que o seu passado nunca é totalmente revelado.

    Outro aspecto importante a referir é o grafismo e fotografia. Este filme foi gravado no fantástico *Ultra Panavision 70mm*, isto é, uma fita analógica comprida e grande. Talvez tenha sido questiúncula relacionada com o cinema em si, mas as cores não me impressionaram, apesar das paisagens nevadas serem muito belas. Acredito que o filme poderia ter tido outro efeito se estas tivessem sido mais exploradas, sendo que o tamanho da fita me parece desaproveitado no único cenário interior. Talvez este dê uma sensação teatral ao filme, mas todos os outros elementos retiram essa característica.

    Finalmente, ao contrário dos outros filmes de Tarantino, este não possui uma banda sonora baseada em canções populares obscuras, mas sim instrumentais poderosos e um tema folk. Há um marcado uso do silêncio, apenas interrompido pela sempre presente tempestade.

    É um filme intenso e cujas três horas passam num instante, mas a verdade é que o achei muito inferior a outros da filmografia.

  • Kill Bill Vol. 2

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    Kill Bill Vol.2
    Quentin Tarantino
    Filme
    2004
    7 em 10

    Este filme não pode ser visto sem a primeira parte, nem a primeira parte sem este. Idealmente, terão de fazer o que eu fiz: ver os dois seguidos (e dormir às seis da manhã). Para saberem sobre a primeira parte, cliquem aqui.

    Nesta segunda parte, mais detalhes importantes são dados sobre a história, sobre as razões da "vingança". Isto é feito através de diálogos exemplares, que permitem o desenvolvimento das personagens e mais razões para todos odiarmos Bill. A acção brutal da primeira parte é substituída, então, por estas inteligentes trocas de palavras, em que ficamos a conhecer mais sobre Black Mamba, sobre Bill, sobre o seu passado juntos e sobre como cada um se tornou aquilo que é hoje. Também ficamos a saber um pouco sobre o que realmente se passou antes do "casamento" e o que levou os personagens a chegar aí.

    Para isto, o autor dá-nos momentos altamente intensos e extremamente impressionantes, em que a morte e a vida se confundem sem nunca haver, por um momento, a capacidade de perdão (excepto numa cena que tem tanto de terrível como de divertida, a da anunciação da gravidez). A obsessão da nossa personagem pela vingança é levada ao extremo, sendo que nem tudo corre de feição. Ainda assim, as soluções apresentadas estão muito bem pensadas, fazendo muito sentido tendo em conta os momentos de flashback que podemos ver ao longo desta segunda parte.

    Estes poderão ser, talvez, os momentos menos interessantes e menos credíveis, podendo até cair no exagero temático do primeiro filme. Ainda assim, contribuem muito para o desenvolvimento dos personagens e, só por isso, valem sempre a pena.

    Estas personagens não poderiam ter ganho vida se não houvesse por trás um excelente trabalho de actor. é momento para falar um pouco da actividade de Uma Thurman como Black Mamba: é perfeita. A actriz tem em conta o facto de a personagem ter saído de um coma, apresentando sempre um certo desiquilíbrio (explorado no esforço que ela fez para andar primeiramente, na primeira parte), misturado com a própria natureza de Black Mamba ser uma assassina perfeita. Assim, tão forte personagem tem sempre um elemento de fragilidade, explorado com grande subtileza, sendo o resultado extremamente fiel a esta realidade imaginada.

    Em conclusão, posso dizer que Kill Bill como um todo é um filme especial e único, mesmo dentro do universo Tarantino. No entanto, não foi dos meus preferidos e não sinto grande vontade de o rever em tempos próximos, assim como não me deixou memórias muito vívidas como o fizeram outros filmes do mesmo autor.
  • Kill Bill Vol.1

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    Kill Bill Vol. 1
    Quentin Tarantino
    Filme
    2003
    6 em 10

    Acontece que só me faltava ver um filme do Tarantino e calhou mesmo que fosse este, que está dividido em duas partes. Infelizmente, talvez tenha sido o filme do Tarantino que gostei menos. Debati-me um pouco sobre se havia de o comentar todo junto (volume 1 e volume 2 no mesmo comentário) mas depois dos argumentos do Qui achei por bem dividir.

    Se há coisa que o Tarantino sabe fazer é criar uma história fascinante. Neste filme temos uma história complexa, cheia de detalhes, que permite um desenvolvimento de personagens quase perfeito. Isto aplica-se às duas partes, sendo que a narrativa não possui um intervalo grandioso que nos permita separar perfeitamente a história num espaço-tempo. Uma mulher faz parte de um grupo de assassinos a soldo. Tudo começa com a sua "morte", no dia do seu "casamento". Na verdade, ela entra num coma, do qual acorda passados quatro anos. Quando acorda, só tem um desejo: Kill Bill. Bill foi o homem que orquestrou a sua morte e que ela amava. Para além de matar Bill, ela tem de percorrer um longo caminho e matar todos os outros participantes do espectáculo mórbido, os outros assassinos do grupo das víboras.

    Esta primeira parte tem um estilo muito kitsch. Trata-se de uma espécie de homenagem aos antigos filmes de ninjas e artes marciais. A nossa personagem obtém uma espada e usa-a para matar uma série de gente, em lutas espectaculares que servem como uma experiência, um teste à capacidade do realizador de formular coreografias complexas que envolvem uma série de artistas físicos. No entanto, pareceu-me a mim que esta homenagem acabou por falhar: senti que Tarantino pode amar este tipo de filme, mas que a sua interpretação moderna teve grandes falhas, acabando por troçar do género em vez de o elogiar.

    Contribuem para isto vários elementos. Para começar, há um uso um pouco horribilis de material digital, em CG que, apesar de moderno para a época, ficaria melhor se tivesse sido completamente evitado. Dá um aspecto irreal aos momentos, assim como todo o exagero das lutas, que são OTT numa escala pouco realista (dentro do imaginário destas lutas de espadas). O mesmo acontece com a caracterização dos personagens. Da mesma forma, as coreografias podem estar muito bem pensadas mas possuem um erro evidente: a perspectiva. Tudo está filmado da mesma perspectiva. Isto tira completamente o dinamismo das lutas e é como se o observador não estivesse realmente dentro da luta, mas sim admitidamente num cinema a ver um ecrã.

    O filme tem, no entanto, um elemento gráfico muito original: uma cena de animação produzida pelo estúdio Production I.G. que, não tendo um estilo puramente oriental, está muito bem animada e é, sem dúvida, o momento mais impressionante de toda esta primeira parte.

    Finalmente, pareceu-me também que a música foi muitas vezes anticlimática. As canções são, por si só, muito interessantes e originais. No entanto, a forma como estão usadas acaba por dar ao filme todo esse aspecto de gozo de que falei anteriormente.

    Vamos, de seguida, à segunda parte. Aguardem por mim. :)

  • Jackie Brown

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    Jackie Brown
    Quentin Tarantino
    Filme
    1997

     7 em 10


    Segue-se então um filme bem diferente do anterior, apesar de se manter na mesma temática de criminosos e gente perigosa no geral.

    Com uma estrutura um pouco diferente do habitual, este filme fala de várias histórias que se cruzam numa personagem central: Jackie Brown. Esta, é uma hospedeira de bordo que - por acaso - traz pequenos presentes (somas de dinheiro) dentro da sua bagagem. Quando é apanhada, torna-se na próxima vítima do grande chefe do tráfico de armas, que deseja matá-la para que ela não possa falar no nome dele. Tudo se vem a montar com outros personagens, desde o advogado de litígio aos parceiros do traficante.

    Com um final inesperado, é uma história original, mas aparenta ser o único filme do Tarantino inspirado num livro, isto é, não foi ele quem teve a ideia. No entanto, a força motriz deste filme encontra-se nas personagens. Cada uma delas tem um tipo de personalidade diferente, em que nada é o que parece. Pessoas muito simpáticas podem ser psicóticas e o inverso também acontece. A massa unificadora encontra-se também num personagem: o advogado. Este aparenta ser a única pessoa puramente boa, de uma forma limpa, dentro de toda esta história. Com ele, desenvolve-se uma espécie de romance impossível, que acaba por ser comovente.

    Não é um filme com grandes momentos de acção e ainda bem, pois devido ao poder humorístico e chocante do diálogo não necessitamos deles.

    Foi um filme diferente dentro do universo Tarantino e gostei muito de o ver.

  • Reservoir Dogs

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    Reservoir Dogs
    Quentin Tarantino
    Filme
    1992
    7 em 10

    E já que Domingo é o dia do Pasco (uma pessoa interessantíssima que conhecemos durante as nossas micro-férias), decidimos dedicá-lo a filmes do Quentin Tarantino. Sendo que o Qui já os viu a todos, eu continuo com o meu visionamento bastante incompleto. Aqui, então, se apresenta o primeiro filme deste autor, que iniciou com força o seu estilo e movimento e o catapultou para o sucesso.

    Um grupo de criminosos assalta uma loja de jóias. Eles têm nomes às cores. Porquê? Porque sim! Enfim, o assalto à loja corre muito mal, porque um dos assaltantes - Mr. Blonde - se passa da marmita e mata toda a gente e polícias e tudo. Os sobreviventes acabam por se reunir num armazém, onde discutem o que fazer uns com os outros, com um polícia, com os chefes e com um pobre infeliz que se está a esvair em sangue (Mr. Orange).

    Apesar da intensidade dos diálogos, é irónica a forma como ninguém chega a conclusão nenhuma e tudo se transforma numa enorme confusão, com sangue e balas à mistura. Apesar dos personagens terem receio uns dos outros, também querem sobreviver com estilo e não se deixam sublimar pela presença mais ou menos forte dos seus pares, as outras cores.

    O curioso neste filme é toda a aura minimalista que o rodeia. Os cenários são apenas os essenciais: um par de carros e um armazém. Os personagens são os essenciais. O sangue é o essencial. No fundo, está tudo muito condensado, sem abusos, sem exageros e limitado apenas àquilo que o espectador necessita para ter o seu espectáculo. Assim, em vez de um filme recheado de acção e tripas, como se veio a tornar um costume, temos um aspecto psicológico muito vivo, caracterizado por personagens de quem não gostamos mas que acabamos por aceitar como nossas.

    É o tipo de filme que se acaba com aquele sorriso culpado. O que é sempre uma coisa boa.

    Nota com Spoiler: Eu acho que morre no fim.
  • Inglorious Basterds

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    Inglorious Basterds
    Quentin Tarantino
    Filme
    2009
    8 em 10

    É verdade, eu não estou a fazer isto por ordem. Não vi este filme depois do outro e antes deste ainda vi outro, esperem pela referência. OPÁ ESTOU DESCONCENTRADA! Perdoem-me... ;___;

    Mas bem, o Tarantino faz um filme sobre cada coisa, por isso porque não um sobre a segunda guerra mundial? Mais especificiamente, sobre um grupo de soldados de vibe psicopata que andam a matar nazis sem dó nem piedade. E da agente dupla que os leva a infiltrar-se, com mais ou menos jeito, no cinema. Liderado por uma judia escondida, que tem a ambição de pegar fogo àquilo tudo quando for a estreia do filme do soldado nazi que está apaixonado por ela. Tudo interligado!

    Enfim, é um filme muito divertido. Os personagens são tanto aterrorizantes como deliciosos, e isto porque são tão bizarros, cada um com um lado maligno muito evidente. Mas é impossível não gostar de todos eles, até dos piores. Isto não seria possível sem grandes actores, ajudados pela força do argumento.

    A recriação histórica é colorida e exacta, do pouco que sei da história propriamente dita, adocicada por detalhes (como os nomes no jogo dos papéis na testa).

    Só depois de ler um bocadinho consegui descobrir onde estava o Tarantino (que aparece nos filmes todos dele). Quando descobri fartei-me de rir, tentem encontrá-lo!

    Nota: antes deste filme vimos (eu revi) A Wind Named Amnesia. Queria acrescentar que desta vez adorei a banda sonora!
  • Django Unchained

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    Django Unchained
    Quentin Tarantino
    Filme
    2012
    9 em 10

    Tinha uns bilhetes grátis para o Fonte Nova, por isso vá-de ir ver o filme do Tarantino antes que seja tarde demais. Se bem que já se viu que eu de filmes percebo patavina por isso até devia deixar de lhes dar notas, se calhar é mesmo isso que faço, mas ainda posso comentar não posso? Acho que posso, se não puder olhem não sei.

    Ora bem, eu - percebendo patavinécias - sei do Tarantino uma coisa: ele curte bués do sangue. Então até estranhei o filme porque estava com níveis muito baixos. Mas depois passa-se tudo e entrega o esperado.

    Isto é um western à moda antiga, mas em vez de ser passado com os cowboys é passado com um escravo, o Django. Ele é comprado por um caçador de recompensas, homem bem simpático, e depois mete-se na aventura de ir salvar a mulher dele, uma outra escrava.

    E o filme está mais ou menos próximo do perfeito, sempre com aquele pequenino sarcasmo do Tarantino por todo o lado. Imagens bonitas e interessantes, música feita especialmente para o ambiente que se quer transmitir. Os personagens são o melhor, cada um mais bizarro que o outro mas todos muito fortes e sólidos. Os actores fazem um trabalho estonteante para transmitir a especialidade dos seus personagens.

    O ritmo está muito bem conseguido, sem um único momento em que se perca a atenção. É um filme longo, mas manteve-me agarrada até ao fim.

    E não percebo porque é que a "comunidade negra" dos Estados Unidos se revoltou tanto com este filme. É um filme contra a escravatura! O herói é um preto que se passa contra a opressão dos brancos! É uma coisa boa! Deviam voltar a vender as action figures!
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