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  • Museu de Serralves

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    Museu e Parque de Serralves
    Museu
    Ainda com os pés feridos à conta da Milady, propus-me a encetar o caminho a pé, desde o centro da cidade do Porto até Serralves. Ignorando o facto de que nos perdemos, íamos morrendo sem pés e eu precisava fazer xixi e que precisámos apanhar um Uber para chegar lá afinal de contas, até é um caminho que se faz bem.

    Fomos com o objectivo principal de ver a famigerada exposição de Robert Mapplethorpe, que ficou entre nós conhecida por ter sido censurada neste museu. Esta exposição estava organizada numa sala com um circuito muito concreto, que mostrava as várias fases da fotografia do artista, desde as suas naturezas mortas e fotografias de artistas, até às estranhas composições góticas e passando pela fase quasi-pornográfica a que ficou sempre associado.

    Se o corpo nu pode incomodar, e se o acto do corpo pode ser violento, a imagem tem tudo para  mostrar equilíbrio, calma e preparação, o olhar frio e analítico de quem procura o belo através da destruição. As fotos de artistas talvez sejam as menos relevantes neste quadro, sendo que destacaria muito mais as naturezas mortas e os auto-retratos como a verdadeira cronologia do artista. Não irei colocar aqui as fotos que possuem genitalia, mas era mais ou menos assim:






    De seguida, passámos a uma sala cheia de maquetes. Eram as maquetes de Anish Kapoor, o artista convidado para o parque, e mostravam estranhos edifícios, todos eles muito pouco plausíveis mas, de certa forma, encontrando um conformismo dentro do espaço e do oposto ao espaço. Se quiserem saber mais, sugiro que visitem um novo blog: BICHOLUA.




    Ainda passámos por uma salinha com uma exposição de dois artistas europeus.


    Ainda comprei uma recordação na livraria do museu, que tinha muitos catálogos de exposições e coisas igualmente interessantes mas para as quais não tenho espaço.

    Vale a pena a visita! Fiquei com pena de não termos podido visitar o parque detalhadamente, mas já estava a ficar escuro e tivemos medo... ;)
  • Centro Português de Fotografia

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    Centro Português de Fotografia
    Museu
     
    Como será do conhecimento de alguns, estivemos no Porto a propósito de uma competição de cosplay, no Iberanime. Desta vez, irei apenas falar das nossas visitas a locais e museus, sem contemplar muitos aspectos do dia a dia, que foram de sobremaneira estranhos e satisfatórios. Começo pelo Centro Português de Fotografia (erradamente nominado como "Museu de Fotografia do Porto), onde fomos ver uma exposição de fotografias da Frida Kahlo.

    Localizado numa antiga prisão, onde vários famosos de séculos idos estiveram encarcerados, possui uma série de salas de conformação meio labiríntica onde estão expostas as fotografias temporárias e os objectos permanentes. Esta exposição da Frida Kahlo era uma retrospectiva das fotografias da colecção privada da artista, incluindo fotografias da família, dos amigos, dos amantes, numa ordem cronológica que, aliada às explicações das paredes, ajudam o público a perceber um pouco melor o percurso enquanto pessoa desta mulher.

    Apenas três das fotografias foram tiradas por ela, sendo que muitas outras influenciaram temas dos seus quadros, utilizadas como modelos e como inspiração. Temos um conjunto de fotografias do seu pai, que - fascinado pelo tema político de esquerda - fotografou algumas revoltas comunistas, figura que influenciou muito a artista na sua forma de ser. Também temos fotografias que foram "censuradas", com a cabeça recortada e esquecida noutro lugar qualquer. Porquê? Quem sabe... E, finalmente, temos algumas fotografias mais íntimas de amigos e amantes, que nos dão a conhecer a vida boémia em contraste com as fotografias da longa hospitalização de Kahlo.





    Depois, visitámos a secção permanente. Não tirei muitas fotografias, mas os objectos que a compunham eram, sobretudo, máquinas fotográficas. Este acervo de máquinas mostra-nos a história da fotografia através do objecto, isto é, através do material utilizado ao longo dos tempos para se captar a imagem.

    Desde as primeiras máquinas gigantescas até às máquinas de espiões, escondidas em relógios ou maços de tabaco, passámos por muitos objectos bizarros, que pareciam que vinham de um outro mundo de contornos steampunk, utilizados para a revelação das fotografias e o seu tratamento.

    Deixo aqui uma foto com estas micro-máquinas fotográfias (e a minha cara), que adorei!


    Vale a pena a visita a este museu, ou Centro (como lhe quiserem chamar :) ). O bilhete só custa 8€ e e é um passeio muito divertido!
  • MUDE

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    Museu do Design e Moda

    Já lá tinha ido, como podem ver aqui, mas desta feita foi na companhia do Qui.

    Agora, vi com mais atenção a exposição principal. Não tinha reparado da primeira vez, mas tem muitas informações sobre a evolução do design e moda, com listas de datas marcantes na história. Infelizmente, os textos são por vezes muito rebuscados, o que torna difícil de compreender exactamente o que se passou.

    Essencialmente os materiais expostos são os mesmos, mas destaco um vestido preto com laços e uma secretária toda às cores dos anos 90. É interessante ver a evolução dos padrões, formas e cores, do início do século até aos 00. Será uma exposição sempre a actualizar-se.

    Não tenho fotografias porque estavam lá umas moças a vigiar-nos e não deu para tirar. Note-se também que fomos à mesma hora de uma visita de estudo, pelo que tivemos de ouvir muitos adolescentes gritando.

    Encontramos uma escadinha e subimos à exposição temporária, de artigos Japoneses. Infelizmente, subimos pela escadinha errada, pelo que vimos a exposição de trás para a frente.

    Assim, vimos primeiro a utilização do alumínio em objectos quotidianos do pós-guerra, como objectos de cozinha, brinquedos e material de escritório. Gostei especialmente de uma mini máquina de costura, mesmo pequenina. Estes objectos estavam descaracterizados, o que dava um ar um pouco mórbido a toda a exposição, como se nessa altura toda a gente vivesse em tons de cinzento.

    Depois, passámos para uma exposição do Boro. O Boro é a roupa que se usava pelos gentios mais  pobres que, não tendo acesso ao algodão e a outros materiais deliciosos para fazer roupa, usavam restos de tecidos e farrapos em geral para fazer roupa. Aparentemente, segundo o que dizia lá, isto é um percursor do movimento punk, apesar das roupas terem um aspecto mais freakalhóide do que outra coisa. Aqui, consegui tirar uma fotografia de mim própria com um destes objectos:

    Com a camisola que comprei no Nihon Sekai :)

    Continuemos para cima e encontramos uma exposição do IKEA disfarçada de relato dos hábitos caseiros dos portugueses. Não tinha muito interesse, pois para ver coisas do IKEA vamos à loja do IKEA, excepto o momento em que confundimos os escritórios do museu com a exposição e os invadimos (mandaram-nos embora).
    Para baixo, dentro da caixa forte, estava uma exposição de óculos. Fiquei desapontada, porque eram quase todos óculos escuros. Os meus preferidos foram uns triangulares, pois adoraria ter uns óculos triangulares (adoro triângulos). Mais uma vez, conseguimos tirar uma fotografia de mim própria no local:


    E assim terminou a visita, já estava o museu quase a fechar.

    Foi uma tarde bem passada e, mais uma vez, insisto que visitem este espaço. É grátis pessoal!
     
  • MUDE

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    Museu do Design e Moda
     
    A propósito de fazer horas e de eu sempre ter sonhado ir ao MUDE, fomos ao MUDE. É um museu gratuito e recomendo-o a toda a gente, pois -  mais que coisas interessantes - tem coisas divertidas.
    Começamos pela Exposição Permanente. Aqui apresentam peças de mobília, decoração e vestuário com designs característicos e originais de cada década. Existem objectos que conhecemos bem, mas outros que são muito interessantes pela sua originalidade e por terem influenciado o design como uma arte. Apesar de ser chamada de "permanente" há a troca frequente de algumas peças, por isso vale a pena voltar mesmo que já se tenha visitado.

    No segundo andar temos mais duas exposições:

    Diz-me do que gostas dir-te-ei quem és é uma interessante colecção de moda que nos permite conhecer um pouco dos designers por trás das peças. Juntamente com vestidos e peças de roupa (das quais eu usaria mais de metade) aparece uma pequena colecção de objectos pessoais que inspiram os autores. Também há uma micro-entrevista a cada um. Uma pequena exposição introspectiva.

    Tesouros da Feira da Ladra é uma coisa divertidíssima. É uma exposição de objectos bizarros encontrados na Feira da Ladra, uma homenagem ao anónimo.

    Finalmente, no terceiro andar, um andar de paredes cimentadas nuas, está a colecção Onde Nascem as Ideias. Cadernos de Equilibrista. Manuel Estrada. É um conjunto das ilustrações de Manuel Estrada e os seus cadernos pessoais. Foi ilustrador de capas de livros e tem trabalhos muito interessantes (sobretudo para quem conhece os livros em questão)

    Recomendo a visita a este museu. É rápido. É grátis. É giro. Porque não?
     




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