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  • Suburbicon

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    Suburbicon
    George Clooney
    2017
    Filme
    5 em 10

    Tinha ouvido falar sobre este filme na rádio e, só por isso, fiquei com vontade de o ver. :) E foi curioso porque, já que estávamos numa onda de direitos civis, este filme também trata um pouco sobre isso. Mas a sinopse que deram na rádio é completamente diferente!

    Suburbicon é uma cidade maravilhosa, em que toda a gente vive feliz e contente. Quando uma família de negros se muda para lá e um crime estranho acontece na casa do lado, todos relacionam uma coisa com a outra. Mas há mais mistério do que se possa imaginar.

    Este é um argumento dos irmãos Coen, que tinha ficado na gaveta por muitos anos apenas para ser recuperado por George Clooney, agora tornado realizador de cinema. A tentativa é boa: o argumento tem aquele humor típico dos irmãos, a crítica social, o americanismo intenso. Mas a execução fica um pouco aquém das expectativas.

    Para começar, toda a cidade, todo o ambiente, as personagens, até mesmo os actores, tudo parece falso, construído, exagerado. Uma caricatura de um estereótipo que poderia servir bem como uma piada social se fosse simplesmente um pouco mais realista. Isto faz com que muitas cenas supostamente violentas sejam muito engraçadas e cenas supostamente muito engraçadas não nos toquem de todo.
     
    Assim, acaba por ser uma experiência muito estranha, embora divertida. Clooney ainda tem muito caminho a percorrer.

  • The Martian

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    The Martian
    Ridley Scott
    Filme
    2015
    6 em 10

    E subitamente, mais um filme em que temos de salvar o Matt Damon! O que é que lhe acontece desta vez... É simples: ele é apenas um astronauta que vai a Marte ver as vistas. Infelizmente, depois de uma tempestade de areia, ele fica lá sozinho, sendo que todos os seus companheiros estão convencidos de que ele está morto.

    O que sucede de seguida é a parte mais interessante do filme: como sobreviver num planeta completamente inóspito? São as soluções apresentadas que tornam esta película numa grande aventura. Tudo o que pode correr mal, corre mal. Mas com a inteligência humana e alguns materiais mínimos, tudo é possível! Não me alongarei muito sobre isto para não contar o que se passou, mas achei a maioria das coisas simplesmente geniais.

    Achei também curioso o uso da tecnologia, que está num futuro muito próximo (eu pensava que o filme era muito mais antigo) e que, por isso, é muito realista. Também temos paisagens paradisíacas de Marte, que parecem estar bem fundamentadas no pouco que se conhece até agora.

    Infelizmente, não temos personagens ao nível desejado. O nosso perdido em Marte está desesperado mas tem semelhante ego que acaba por ser aborrecido. Poderiam ter usado esse traço da personalidade para provocar uma evolução patente da personagem, mas não o fizeram. Quanto ao resto dos personagens, não têm muita identidade.

    Um filme divertido para festa de ano novo.

  • O Talentoso Mr. Ripley

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    O Talentoso Mr. Ripley
    Anthony Minghela
    Filme
    1999
    7 em 10

    Visto esta tarde na companhia da minha mãe, que fez o favor de me ir informando do que ia acontecer mais para a frente, O Talentoso Mr. Ripley é um grande filme com uma das melhores representações de Matt Damon (actor que aprecio muito, fiquem sabendo).

    Mr. Ripley é um miserável que toca piano mas que é um vigarista. E acontecem várias coisas e ele acaba por se apoderar de uma identidade, a de um playboy Americano que está como turista na Itália, a desfrutar das coisas boas da vida. E assim o filme divide-se em duas partes partidas por um zénite emocional: o conhecer os maneirismos de Dickie e o crescer da atracção versus a manutenção da farsa e o arrependimento. É um filme muito denso em emoções, bastante espesso (palavra retirada do próprio filme) no que respeita a sensações.

    Mas o melhor deste filme é sem dúvida o actor. Mais que a imitação dos vários personagens, ele realmente se torna nelas. O mais interessante é que Ripley, não Damon, continua a cometer alguns erros, o que torna tudo mais verosível.
     
    Belas imagens da Itália no final dos anos 50, excelente guarda roupa e caracterização. No entanto o filme encontra algumas falhas de argumento, prova de que o Talentoso Ripley afinal não é tão esperto como devia ser. Música pouco interessante, excepto partes em piano.

    Filme recomendado pelos grandes actores. Até dá gosto ver coisas assim.

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