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  • O Ano da Morte de Ravel

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    O Ano da Morte de Ravel
    Orquestra Metropolitana de Lisboa
    Concerto

    Fomos ver este concerto na Academia Almadense, que fica mesmo aqui ao pé. 

    Tratava-se de um concerto comemorando os autores que faleceram no mesmo ano que Ravel, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa. Os compositores escolhidos foram Gabriel Pierné, Karol Szymanowski, Albert Roussel e Maurice Ravel. Infelizmente, fizeram um intervalo extremamente longo entre as duas partes do concerto, o que me desmotivou imenso e, por isso, fomos embora a meio.

    Felizmente, ainda deu para ver a qualidade da orquestra e da solista ao piano, que tocou um maravilhoso bolero que adorei de cima abaixo.

    Fica a nota para a sala de espectáculos da Academia, que é enorme, com cadeiras confortáveis e muito espaçosas. :)
  • Música e Emigração

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    Música e Emigração
    Concerto
    Depois da Festa do Japão, comemos umas pizzas e seguimos para a biblioteca local, onde iria haver um concerto de Olga Prats (piano) e Alejandro Erlich Oliva (contrabaixo).

    Fomos surpreendidos por um repertório muito moderno, obras escolhidas de artistas que "migraram", isto é, que viajaram no espaço tempo, tendo isso influenciado a sua obra. Ao início, todos pensávamos ser um concerto um pouco conservador, porque a peça inicial era bastante clássica. Mas assim que passamos às música seguintes, descobrimos que vamos ter muito mais do que o proposto!
     
    Explicando com muita paixão e bom humor o significado de cada obra, ouvimos obras contemporâneas de uma artista de Espanha, radicada em Portugal, como prato de entrada. Foram peças misteriosas e oníricas, muito complexas e cheias de perguntas. Depois, passámos para algo mais tradicional, "Uma Lágrima para Violoncelo" de Rossini, uma peça muito bonita. Depois, abordaram um artista romeno, peças chamadas "Sísifo" e "Sísifo Feliz", obras terríveis e negras e também muito complexas. Finalmente, os artistas arriscaram-se em alguns tangos de Piazzola. E, claro, como não podia deixar de ser tivémos uma peça humorísatica de Fernando Lopes-Graça! 
     
    Ambos os instrumentistas demonstram a sua experiência e a capacidade de manipular o instrumento, retirando deles sons muitas vezes estranhos e difíceis com um sentido de limpeza e simplicidade que só encontramos naqueles que conhecem a fundo a arte da música.
     
    um concerto divertido e exemplar!

  • Encerramento do Mês da Música

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    Encerramento do Mês da Música
    Recital
    tinha visto um recital para violino e piano no guia da cidade e fui lá ver com o Qui. Foi a primeira vez que fomos juntos a algo relacionado com música erudita e foi imensamente divertido!

    O programa desfazia-se em elogios aos dois executantes, conforme referenciado na imagem:


    A entrada era gratuita e descobrimos depois que o programa seria dedicado a Fernando Lopes-Graça e seria comentado, pelo pianista e maestro João Paulo Santos.

    Pois bem, o que dizer do programa? Eu não conheço muito bem este compositor, mas sei que o senhor era revolucionário e comunista e que, por isso, teve uma vida bastante difícil, sendo que as suas obras foram proibidas durante uma série de tempo. As peças escolhidas são todas de reduzidas dimensões, sendo a maioria delas com uma vertente pedagógica bastante marcada. No entanto, podemos ouvir que este autor tem muito sentido de humor, lançando-nos notas aparentemente sem sentido mas que fazem lançar uma boa gargalhada. A minha pecinha preferida foi o Ditirambo.

    Foi muito engraçado também ver as explicações sobre cada peça, que nos clarificaram bastante alguns significados e texturas que, à primeira vista, passam bastante desapercebidas.

    Quanto aos executantes, não corresponderam em nada à expectativa que a descrição do programa tinha dado. O violinista, que deveria ser a estrela do espectáculo, deixou-se dominar completamente pelo acompanhante. Este, estava simplesmente a fazer uma leitura da peça. No fundo, quase parecia que estavam numa aula, em vez de num recital com público. Para além disso, podia ouvir o violinista a respirar (eu estava na segunda fila), o que me fez grande confusão. É a prova de que a sala tem uma acústica excelente!

    Uma experiência para repetir!
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