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Outfest 2025
Outfest 2025
Festival de Música
Mais um ano, mais um Festival de Música Exploratória do Barreiro. Curiosamente, estava pleno de pessoas a falar em inglês, e eu questiono-me sempre o que raio vêm fazer turistas ao Barreiro.
O primeiro concerto foi de Leila Bordreuil, uma rapariga que tocava contrabaixo e o misturava, com um som muito aterrorizante e etéreo. Foi sobretudo bonito ouvi-lo misturado com o barulho dos comboios que passavam, dava um ar mesmo industrial.
Depois, vimos o DJ Niggafox (que já se alimentou e está mais gordinho), com os Wolf Eyes. Foi muito interessante, apesar de não ser a grande festa do nosso DJ sozinho, mas tinha uma série de misturas que me permitiram dançar muito lentamente.
Finalmente, foi a vez de Billy Woods, que tinha o baixo tão alto que mandou abaixo o sistema eléctrico e, para pânico do artista, colocou-se a possibilidade de ele cantar à capella. Mas não foi preciso e acabamos por assistir a um óptimo concerto, com letras fortíssimas, e também dancei.
Dançar, dançar, dançar, eu amo dançar.
Happy Mondays
Happy Mondays
Concerto
Fomos ver este concerto de uma banda que eu nem conheço muito bem, mas foi divertido.
Espantei-me por o público ser só kotas, mas depois pensei que nós somos os kotas. Por todo o espaço, que estava mais ou menos vazio, havia um ligeiro aroma a peido, que só podia estar relacionado com a idade do intestino do público.
De resto, a banda é bastante incrível e deu para dançar bastante, mas o vocalista bebeu tanto e drogou-se tanto que não se entendia uma única palavra do que dizia, parecia tudo gibberish irlandês, e eu só me ria.
Entretanto, tive uma conexão fofinha com o gajo das maracas, que olhou para mim e começamos a fazer a mesma dança.
Foi giro.
Festa do Avante! 2025
Festa do Avante! 2025
Festival
Mais uma vez fomos ao Avante e, no processo, perdi uma combinação e tudo. Passei o tempo quase todo a ler o livro das fadas, pelo que deveria parecer um bocadinho freak lá no meio da Festa.
Enfim, eu gosto muito do Avante, tem um espaço maravilhoso, tudo muito barato e bom, e tudo muito bem organizado. Às vezes questiono-me, se o PCP ganhasse as eleições será que Portugal seria tipo um Avante? Tudo bem organizado, troca de bens, processo anti-capitalista e tal?
Quanto à música, vimos muita coisa mas confesso que não conhecia quase nada. O que mais me impressionou foi o Coro de Mulheres, até chorei. E desta vez houve uma mini-rave no palco da Liberdade, e foi muito fixe dançar enquanto comia queijo alentejano. Vimos uma banda punk da América Latina, vimos uma banda brasileira a tocar covers maravilhosas.
E ainda ganhei um frasquinho de fazer bolhinhas numa rifa! E, fabuloso, havia uma loja de coisas em segunda mão mega baratas!
Gostei imenso e para o ano lá estou de novo, como sempre.
Sid & Nancy
Sid & Nancy
Alex Cox
1986
Filme
6 em 10
Diz o subtítulo do filme que o amor pode matar, e parece que é precisamente isso que acontece na relação entre Sid (Vicious, baixista dos Sex Pistols) e a sua namorada Nancy. Esta é uma história de amor literalmente tóxico, porque ambos estavam agarradíssimos ao cavalo, e constantemente broados e sem fazer sentido nenhum.
A juventude de ambos, que é uma pena, é também a causadora de tamanha irresponsabilidade. Eram quase duas crianças que se consumiram até uma morte trágica, não juntos mas num grande mistério de "quem deu a facada em Nancy".
De resto, o filme está suportado por excelentes actuações, transmitindo o verdadeiro sentido do punk, o ser contra o regulamentar e a favor de uma certa revolução social. Infelizmente, estes dois personagens famosos ficaram para a história como um amor drogado, e não como elementos importantes da cena musical.
Filme triste.
Girls Band Cry
Girls Band Cry
Sakai Kazuo - Toei Animation
Anime - 12 Episódios
2024
6 em 10
Quando falamos de animação moderna, não podemos ignorar a tendência de fazer animação digital 3D. Nisto o Japão distingue-se, porque apesar de os modelos humanos parecerem sempre um pouco estranhos, devido à pintura em cel conseguem dar a volta.
Este anime é sobre uma banda de meninas em que cada elemento terá de enfrentar o seu passado e os seus traumas para poder tocar e cantar e, assim, se profissionalizar. Até aqui parece tudo bem, a verdade é que está tudo bem até aos episódios finais, pois a nossa protagonista - apesar da sua evolução patente - simplesmente *fala demais*. Imagine-se o que é ir a um concerto e a vocalista começar a discursar sobre o bullying que sofreu no passado e nunca mais se calar, atrasando a música- que afinal de contas é o mais importante.
Devido a esta protagonista, ao início interessante e mais para o fim insuportável, o anime acaba por ficar apenas dentro da média. Ainda assim, fica a nota para a banda sonora excelente e algumas sequências de animação realmente boas.
Primavera Sound Porto 2025
Primavera Sound Porto 2025
Festival
Fomos de fugida ao Porto para ver alguns concertos do Primavera Sound.
O espaço estava um pouco diferente daquilo que eu conhecia de anos anteriores, e os patrocínios também mudaram, deixando de ser a NOS para ser a Vodafone e o maldito banco Revolut. A compra dos bilhetes foi muito muito complicada, porque para ter desconto nos bilhetes tinhamos de fazer uma conta na porra do banco e, consequentemente, começar a pagar juros. O que me parece uma forma muito sketchy de fazer business, mas ok, cada um faz conta no banco que entender.
As bebidas caríssimas, comida pouco variada, pequenas quantidades e muito caras também. Mas passemos aos concertos (fora algumas bandas que vimos só alguns minutos):
Fountaines DC foi um excelente concerto, muito emocionante, animado e revolucionário, com muitos gritos a favor da Palestina. Havia apenas alguns fãs espalhados pelo público, que não estava especialmente motivado sem ser mesmo lá à frente. Também a banda não comunicou muito, tocando as músicas umas a seguir às outras e sem encore (nada teve encore, o que é estranho)
Anohni foi o pior concerto, e o pior é que a culpa nem foi da senhora. A culpa foi dos técnicos de som, que puseram um concerto intimista num volume tão baixo que por mais atenção que déssemos, não dava, simplesmente não dava. Queríamos ouvir a Dona Anohni e nada, silêncio cá atrás.
Charli XCX fez a festa sozinha, lançou os foguetes, apanhou as varetas, meteu-as nos olhos e ainda continuou a dançar por aí. A rapariga é louca, e dancei tanto, tanto, tanto que fiquei uns dias sem me conseguir mexer devido a bolhas nos pézes. Ainda assim, o público não estava nada motivado, ela até dizia "scream FUCK!!" Mas ela sozinha, sem dançarinos, sem banda, sem nada, teve uma energia tal que me cativou completamente.
Finalmente, Caribou para fechar a festa. Caribou está diferente, muito mais dançável e menos contemplativo. Dancei sentada.
Depois ainda tivemos um filme no dia seguinte a voltar para casa, por causa do mal cheiroso do Flixbus. Antes disso estivémos no Castelo do Queijo, que não é feito de queijo, não tem queijo, nem tem souvenires de queijo. Desapontante.
Epic: The Musical
Epic: The Musical
Jorge Rivera-Herrans
Musical
Eu nunca faço reviews de albums, mas abro uma excepção para Epic porque tem uma animação muito gira no youtube, que vimos em groupwatch.
Então, esta é uma interpretação da Odisseia, mas musical. A animação é feita por vários artistas, todos identificados no vídeo, e varia muito de estilo e de design conforme os artistas, mas isso dá um efeito muito engraçado e cativante.
No entanto, as músicas acabam por ser um pouco repetitivas, ao longo de quase duas horas e meia, e sem as danças dos actores no palco (que nunca existiu e talvez nunca existirá, porque isto parece extremamente difícil de encenar) acaba por ficar muito moroso.
Fiquei fascinada com Atena, e gostaria talvez de a adicionar aos meus planos de cosplay.
Kneecap
Kneecap
Rich Peppiatt
2024
Filme
6 em 10
Um filme muito engraçado (e revolucionário) sobre a formação da banda irlandesa Kneecap, com os artistas enquanto actores a fazer de si mesmos.
Quem diria que uma língua poderia ser uma ferramenta de revolução? É precisamente isso que se passa com o irlandês e a razão da formação desta banda de hip hop. Numa irlanda que tenta apagar a sua história, que tenta apagar os seus pecados, e que tenta apagar a sua língua original, esta banda aparece como uma pedrada no charco, ou mesmo como um "kneecap", método de tortura.
Toda esta história é contada de forma muito dinâmica e divertida, apesar de o tema não ter graça nenhuma. O facto de que o próprio governo irlandês despreza a língua original do seu país, faz com que a atitude desta banda seja absolutamente manifesta, e o melhor é que as músicas são mesmo boas.
Fiquei com vontade de ouvir a banda.
Moonage Daydream
Moonage Daydream
Brett Morgen
2022
Filme
7 em 10
Estávamos para ver este documentário desde que saiu, mas só agora surgiu a oportunidade. Um documentário muito diferente do habitual.
Para começar, não temos entrevistas a amigos e familiares, nem muitas entrevistas de Bowie ele mesmo, o que significa que a estrutura do documentário é completamente diferente daquilo a que estamos habituados. O documentário, com uma banda sonora extraordinária que mistura músicas do artista com vários efeitos sonoros, mostra-nos pequenas vinhetas da vida de Bowie, pequenos momentos, em que vamos aprendendo como ele evoluiu e cresceu e viveu e morreu, mas de uma forma quase onírica, despedaçada e desestruturada.
Isto torna o filme numa experiência visual e sonora únicas, e assim posso dizer que este documentário tem algo de mágico, embora também seja um pouco confuso.
DJ Zanova
DJ Zanova
DJ-Set
Começamos o ano com Mandy e com a DJ Zanova no seu DJ Set em Cacilhas pela noite de ano novo.
Desta vez o fogo de artifício não me assustou tanto porque estava com umas pessoas a descrever as diarreias dos seus respectivos bebés. Depois começou o concerto e eu quis logo ir lá para a frente.
Não é que esta DJ faça um trabalho espectacular, mas a verdade é que deu para dançar horrores. Ela passa sons populares de electrónica e até rock clássico com um pequeno twist das suas máquinas, e a verdade é que faz uma grande festa.
E foi assim a festa, em que dancei tanto que umas miúdas ficaram especadas a olhar para mim. Por isso ainda dancei mais, woo
Air
Air
Concerto
Fomos ao EDP CoolJazz em Cascais para, essencialmente, o nosso único concerto "oficial" do ano, os Air. Fiquei muito feliz com este concerto, porque tocaram na totalidade o album "Moon Safari" que é o meu preferido, e diverti-me imenso.
Depois tocaram mais alguns extras, mas esses não me interessaram tanto.
Moon Safari é um album maravilhoso, que vive rent free na minha cabeça desde que o ouvi há cerca de 1000 anos. Então fiquei muito surpreendida e feliz quando me apercebi que o iam tocar na totalidade e sem qualquer interrupção e sem qualquer alteração.
Do sítio onde estávamos não dava para ver grande coisa, mas não faz mal porque o que interessa é ouvir e dançar e foi isso o que fiz.
Fiquei mesmo contente, afinal, por ter ido a este concerto.
Oshi no Ko
Oshi no Ko
Yamashita Shinpei - Doga Kobo
Anime - 11 Episódios
2023
8 em 10
Devo dizer que fiquei muito impressionada com este anime. Aquilo que eu CHOREI no primeiro episódio (que tem uma hora e vinte, surpreendentemente) foi chocante.
Quando falamos de idols, costumamos pensar numa vida maravilhosa de sucesso, danças e alegria. Mas nem tudo é o que parece. Hoshino Ai é a maior estrela da sua geração, mas tem um segredo: está grávida. E a partir daí vai desenvolver-se uma história que tanto é de mistério e policial, como sobre o desmontar e revelar de uma indústria violenta e sem escrúpulos, que é a do entretenimento no Japão.
A verdade é que este anime está muito bem feito. Hoshino Ai encantou-me de tal maneira que eu própria virei fã das B-Komachi em uma hora. O carisma e a energia da personagem transparecem pelo ecrã, e fui conquistada. Quando o palco é ocupado por Aqua e Ruby, o carisma hereditário mantém-se, mas há-que lutar por isso, e agora vamos ver o terror que é trabalhar neste universo de traições, de estigmas e de máscaras.
Com uma animação competente e uma banda sonora que lhe cai que nem uma luva, este anime leva-nos para um seio familiar que tomamos como nosso, e vibramos com as vitórias e derrotas destas personagens, que passam a ser parte do nosso dia a dia, pelo menos enquanto estamos a ver a série.
Apesar de no final a season ter perdido um pouco o gás, sou agora uma fã inveterada de Oshi no Ko. Venha mais!
Maestro
Maestro
Bradley Cooper
2023
Filme
5 em 10
Um filme feito por Bradley Cooper, escrito por Bradley Cooper, com Bradley Cooper no principal papel, que é sobre Bradley Cooper, aliás, sobre um Maestro. Mas que mania destes realizadores de fazer filmes sobre pessoas que exisitirem e de falar sobre tudo menos a pessoa em causa.
Este filme sobre Leonar Bernstein fala sobre tudo menos o trabalho de Bernstein. Fala da mulher de Bernstein, que quase que é a personagem principal (a actriz, aliás, faz um papel muito mais competente que Cooper), fala dos amantes de Bernstein, mas... E a música? Do trabalho de Bernstein não fala quase nada.
Isso choca-me.
É um filme longo, aborrecido até a um estado de quase morte, e que entre as curiosidades de Bernstein ser um taradão gay, não nos conta mais nada sobre a vida do grande artista.
Falha redondamente.
Yoake Tsugeru Lu no Uta
Yuasa Masaaki - Science SARU
Anime - Filme
2017
6 em 10
Filme novo do Yuasa Masaaki, realizador cujo estilo nem aprecio grandemente. Este fala sobre um rapaz que tem uma banda e que conhece uma bicharoca, uma espécie de sereia, que ganha pernas com a música porque tudo o que quer é dançar.
Com um estilo inconfundível e momentos de animação altamente coloridos e confusos, este é um anime musical que se esforça por colocar em oposição os dois mundos, da terra e do mar, que se unem através da dança. Apesar de ser um filme divertido, não deixo de me questionar o porquê de fazerem mais um filme sobre sereias que não traz nada de novo a esse contexto.
Não ajuda eu não ser a fã número 1 do realizador, mas que se há-de fazer. O filme é muito doido, mas com uma infantilidade tal que não lhe achei assim tanta graça.
Trafaria Bluegrass
Trafaria Bluegrass
Festival de Música
Uma amiga estava a voluntariar neste evento, então fomos lá ver. Eu nunca na vida inteira tinha ido à Trafaria, apesar de ser tão perto, e não fiquei especialmente impressionada. O festival em si passava-se na praça central da vila, e não havia nenhum sítio para estar sentado (aliás, havia mas estava tudo ocupado). Foi uma tragédia para encontrar um restaurante com lugares para nós.
Quanto à música, este é um estilo com o qual não estou familiarizada: música típica americana, com instrumentos de época e sem carga de bateria. A música era agradável e divertida, parecia que estávamos num bar em New Orleans, mas o cansaço era tal que - não podendo estar sentada - não consegui apreciar bastante.
Ainda ficámos com uma caneca de metal muito bonita, mas cuja tinta lascou logo no primeiro momento em que caiu ao chão.
Kono Oto Tomare!
Kono Oto Tomare!
Ryouma Mizuno - Platinum Vision
Anime - 13 Episódios
2019
6 em 10
Um anime sobre clubes da escola mas um pouco diferente. Um rapaz deseja revitalizar o clube de koto, um instrumento musical clássico essencialmente desconhecido no ocidente, mas que é uma espécie de harpa horizontal, e que tem um som muito bonito. No entanto, quem se inscreve para o clube são os delinquentes da zona e uma rapariga prodígio que os vai orientar. Delinquentes a tocar koto é bem giro, não é?
Gostei do desenvolvimento das personagens e da forma como cada uma delas se relaciona com o instrumento, e como forma uma nova relação com a música e com a arte, apesar das suas personalidades antagónicas e violentas.
Felizmente o anime tem bastante música, que é um dos problemas principais deste tipo de tema, e agrada-me sempre ouvir este instrumento. Como sempre, não fazia ideia de que no Japão há competições musicais de todos os tipos, e o koto não é excepção.
Foi um anime interessante, e talvez veja a segunda season
Festa do Avante! 2023
Festa do Avante! 2023
Festa
O Kalorama foi sexta e domingo lá fui eu arrastada em braços, essencialmente obrigada, a ir ao Avante, porque temos de ir ao Avante ninguém sabe porquê. Eu estava ultra cansada, e mal me conseguia mexer, mas sobrevivi com muita calma.
Começámos por beber um Pisco em Cuba, que tinha um sabor um bocado estranho, uma espécie de caipirinha de ovo, e depois ficámos a ver o comício à chuva, porque todos sabemos que no Domingo do Avante é obrigatório ver o comício. Achei curioso que desta vez falaram imensos jovens, e o delegado parlamentar ou lá quem é remeteu-se ao silêncio a maior parte do tempo. Mas lá que foi bonito foi, aquelas bandeiras vermelhas todas à chuva
Depois vimos um concerto que se atrasou horrores, e que era de música tradicional reinterpretada para tempos modernos. À nossa frente estava uma senhora muito bezana, e foi mais divertido olhar para ela do que para o concerto.
Depois fomos ver a Mísia, que afinal é uma senhora velhinha, que conhece montes de gente e para quem montes de gente escreve letras. Ela canta lindamente, mas foi uma coisa um bocado mortiça.
Finalmente fomos em busca de comida, mas quando chegámos à área internacional já tinha acabado a comida nos países quase todos, e acabámos por nos abastecer de hamburgueres, que é a coisa mais capitalista que existe.
Depois foi uma tragédia para apanhar um uber, mas conseguimso chegar a casa e só por isso é que estou aqui a escrever, se não ainda lá estava, escondida até para o ano dentro do pavilhão do espaço ciência.
Meo Kalorama 2023
Meo Kalorama 2023
Festival de Música
Com muita contrariedade minha, lá fomos para este festival. Organizado no Parque da Bela Vista, é uma pura canseira andar de um palco para o outro por aquelas colinas e vales infinitos, e eu estava mesmo muito mal disposta e cheia de fome quando lá cheguei. Arrebatei um hambúrguer carérrimo antes de darmos conta da zona com mais comidas, que era no canto oposto. O sistema de pagamentos digitais é uma merda, e o preço das bebidas é outra merda maior, o meu orçamento mensal desapareceu todo nesta porcaria.
Mas valeu a pena porque vimos bons concertos. Primeiro apanhámos Tamino, que estava a dar ao mesmo tempo que a Florence. Mas a mim não me interessa nada a Florence e gostei mais disto, que deu para aquecer um pouco os passos de dança. Depois seguimos para ver Arca, que foi um epectáculo fenomenal. Elu não passou os seus próprios sons, foi mais um DJ set das coisas que elu mais gostava, com vídeos de gatinhos fofinhos a passar por trás e uma estranha e fascinante performance num baloiço. Mas depois tivemos de fugir porque estava para começar a única razão pela qual eu tinha ido a um festival num dia de trabalho: Aphex Twin. Espectáculo visual fascinante, com música bem frita para eu dançar, acabámos por ficar quase à frente porque quanto mais ácida ficava a música mais pessoas fugiam em debandada. Deviam ser os jovens do ticatuca que pensavam que o Aphex era um fofinho e não sabiam da existência de coisas como o Ventolin.
Dancei tanto que fiquei essencialmente paralisada no regresso, e com muitas muitas muitas dores. Mas valeu a pena, porque devo ter gasto milhões de calorias. Depois o Aphex veio cá abaixo dizer olá às pessoas, porque se ele não viesse até podíamos acreditar que não estava lá ninguém a tocar no cubo gigante.
Obrigada RDW, gosto muito de ti.
Feira de Corroios 2023
Feira de Corroios 2023
Festival
Como sempre lá fomos a Corroios ver a Feira e, desta vez, um concerto de Peste e Sida.
A Feira continua igual a si própria, embora este ano tenha sentido a falta da novidade do ano passado, a Heimdall Geek Store. Vi uma t-shirt de Sailor Moon muito gira, mas não tinha dinheiro trocado e acabei por não a trazer. Um dia destes ainda compro a que diz "Back to Corroios" em modo Back to the Future, porque acho giríssima.
Quanto ao concerto, vimos lá de longe para eu me poder sentar, porque ando muito cansada. A banda foi muito divertida, estavam sempre a dizer piadas, mas muitas vezes as piadas eram autodepreciativas para a banda, o que acabou por ser muito estranho. Coisas como "o baterista não sabe esta música", "a banda está bezana" ou "não me lembro da letra" calharam um bocado mal, apesar de ser engraçado. Mas lá tocaram chutacavalochutacavaloEMORRERÁS, e ficámos todos felizes.
Para o ano há mais!
Super Bock Super Rock 2023
Super Bock Super Rock 2023
Festival de Música
Dado que a Spring It foi cancelada, tivemos oportunidade de ir ao SBSR, que era no mesmo fim de semana.
Decidimos ir para lá de transportes. Ora, os comboios estavam em greve e, por isso, esse amigo estava cheíssimo. Apanhámos mesmo à justa. Depois esperamos longamente numa fila para o autocarro de transfer, no qual o passe não era válido por razões que me transcendem. A viagem foi demorada, porque havia imenso trânsito no único acesso.
Chegámos, descemos uma rampa gigantesca, e fomos parar a um lugar pequeno, meio vazio, coberto de palhinhas. Revistaram todas as minhas bolsas e bolsinhas e conseguimos ainda apanhar um bocadinho do concerto do Nile Rogers. que deu logo vontade de dançar. Um dos membros da banda que vinha a seguir, e o que tinhamos ido realmente ver, também participou nesse concerto. Depois foi a vez deles: os Wu Tang Clan. Por essa altura começamos a reparar que havia imensa gente americana no público, possivelmente porque lhes fica mais barato vir aqui do que à tour da terra deles. O concerto foi fantástico: eu sei que não é muito suposto dançar-se com hip-hop, mas eu dancei loucamente.
Depois foi tempo de dar uma volta para passear e descansar. O espaço era realmente pequeno, mas como estava pouca gente não havia fila para quase nada. Uma nota para as casas de banho, que eram aqueles porta-pottys horrorosos, em que uma bacana não tem capacidade de fazer xixi sem se encher de xixi a menos que toque com as suas partes pudendas no xixi dos outros. Não percebo porque continuam a insistir com estas coisas, que são tão pouco práticas. Nem tinham urinóis para os bacanos, pelo que rapidamente os cantos das coisas ficaram cheios de urina humana.
Comemos um kebab hiperfacturado e um maravilhoso croquete de queijo.
Entretanto vimos alguns concertos, mas o nosso foco principal era a Caroline Polacheck. A rapariga tem uma voz extraordinária, e as suas danças estranhas encantaram-me, mas por essa altura eu já estava muito cansada. Assim que ela terminou o album e passou para outras músicas novas decidimos ir comer mais croquetes e partir.
Foi uma noite muito bem passada, e felizmente que estava tudo bem organizado.








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