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The Uncommon Reader
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The Uncommon Reader
Alan Bennet
2007
Novela
Um livro muito divertido que recebi pelo BookCrossing, e que li num instantinho!
Um dia, a Rainha de Inglaterra encontra uma biblioteca itinerante no seu palácio. Por mera obrigação, decide requisitar um livro. A partir daí, vai descobrir um novo prazer: a leitura. No entanto, este hobbie não é apreciado por toda a gente no palácio...
Escrito de forma simples, com discursos adequados mas divertidos, este livro representa precisamente o prazer que esta "leitora incomum" tem: o prazer de ler, de ter um livro entre mãos e de nos perdermos na sua narrativa, acreditando nela e torcendo pelos que estão nela.
Este livro é um exemplo perfeito de uma história bem contada, inesperada e encantadora.
Recomendo vivamente!
By : ladyxzeus
Um Quarto com Vista
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Um Quarto com Vista
Edward Morgan Forster
1903
Romance
Os romances desta época têm uma tendência muito incomodativa de me chatearem de morte, sobretudo quando são escritos por senhores ingleses que admiram a sua capacidade de serem senhores ingleses.
Este livro é um resumo da vida quotidiana do meio rural britânico, tendo como mote a visita a Itália de uma rapariga que, se a pudermos caracterizar em uma palavra, é parva. A viagem a Itália, que aparentava ser o foco principal do livro, acaba por se remeter à irrelevância perante os acontecimentos que atingem os personagens no seu regresso à sociedade inglesa. Esta é retratada de uma maneira plena de orgulho próprio e um certo patriotismo bacoco, mas ainda assim com uma certa dose de autocrítica, na medida em que a rapariga parva acaba por descobrir que sofreu alterações emocionais fatigantes na sua viagem.
Outro aspecto que não gostei é o facto de o livro estar narrado da perspectiva feminina e ainda assim conseguir ser essencialmente machista, dominador e redutor. Quando a personagem diz que se sente inferiorizada pela ideia de que "sou mulher e deveria estar sempre a pensar em homens", os quea rodeiam, homens e mulheres, levam-na ainda mais ao ridículo, provando que sendo fekminina é precisamente esse o único pensamento que tem.
Não apreciei de todo este livro, embora compreenda a sua importância histórica.
By : ladyxzeus
O Moinho à Beira do Rio
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O Moinho à Beira do Rio
George Elliot
1860
Romance
Variemos um pouco o estilo literário e viajemos até à época vitoriana. Que, como caracterizei no outro dia, era habitada por umas pessoas muito grunhas.
Este romance acompanha a vida de dois irmãos, nas suas aventuras e desventuras, na bonança e na pobreza, em amores e desamores, fazendo um retrato mais ou menos fiel da sociedade da época. Infelizmente, na sociedade da época, era toda a gente chata como só. Não se podia fazer nada.
A primeira parte é um aborrecimento muito grande, pois fala de uma infância assim como assim feliz, mas cheia de regras. A partir do momento em que os nossos personagens vão crescendo, a coisa começa a ter um pouco mais de interesse. Mas o estilo, altamente floreado e cheio de elocuções morais que não interessam nada para o contexto da história, torna tudo numa aventura bastante maçadora.
Os personagens têm atitudes estranhas e erráticas, movidos pelas suas "emoções" que, pelos vistos, são também estranhas e erráticas. A autora (George Elliot é uma mulher) aproveita o facto de os personagens tomarem estas acções para as criticar ou para falar de grandes momentos moralistas religiosos que não trazem nada de novo.
O livro é feito de muitos diálogos, que me pareceram bastante improváveis (embora não duvide que nesta época grunha as pessoas falassem realmente assim). Talvez a parte mais divertida sejam todos os diálogos com Bob, o bufarinheiro, que de entre todos parece ser a pessoa mais normal.
Enfim, valeu a pena ler para conhecer um pouco mais da literatura da época e ficar a saber mais um clássico, mas não posso dizer que tenha gostado...
By : ladyxzeus


