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  • O Lobo de Wall Street

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    O Lobo de Wall Street
    Martin Scorcese
    2013
    Filme
    8 em 10

    Admito: eu não queria ver este filme. Dura três horas, eu queria dormir cedo para poder acordar cedo, abobrinhaabobrinhaabobrinha ok. Vamos ver o filme. E ainda bem!

    Jordanl Belfat é um homem. É mesmo, porque a história é real. Mas bem, ele é um homem que desde sempre desejou uma coisa: ser rico. Para sua sorte, tem um enorme talento para vender coisas. Assim, arrisca-se no universo do mercado de acções. Quando é obrigado a recomeçar do zero... Começa a festa. Literalmente!

    Com um humor retorcido, muita ironia e imensa gente nua à mistura, entramos num universo de drogas, sexo e rock and roll. A imagem que temos deste mundo de gente rica é a de um ambiente de constante trip. É difícil distinguir o que é real do que é apenas a imaginação de uma mente atolada em químicos. O que quer que seja, eu quero o que eles estão a tomar!

    Isto não seria possível sem um trabalho de actor absolutamente fantástico. Já sabíamos que o DiCaprio era muito mais do que o Titanic. Mas desta vez, foi um esmero. Em muitos momentos, parecia que se libertava da personagem e que o actor se estava simplesmente a divertir (como a cena do fio do telefone). Outras vezes, sobretudo durante os inflamados e longos discursos, transmitia uma segurança quase sarcástica, tendo em conta o teor do personagem.

    Apesar de ser um filme longo, passou num instante. Tive pena que acabasse, queria ainda mais.
  • J. Edgar

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    J. Edgar
    Clint Eastwood
    Filme
    2011
    7 em 10

    Por alguma razão a minha mãe achava que, por fazer de homem mais velho, o Leonardo DiCaprio estava nomeado para os óscares. Por isso fomos ver este filme.

    Enfim, digamos que o Clint Eastwood pode ser um grande cowboy mas que os filmes dele são sempre a mesma coisa. São sempre uma seca. São lentos sem necessidade e sem serem contemplativos, insistem em detalhes irrelevantes que não adicionam nada à caracterização. Este filme peca pelo mesmo.

    Uma pretensa biografia de J. Edgar Hoovers, primeiro e uno director do FBI, este filme foca-se no personagem em si e deixa de lado a envolvência política e factual da história. Leonardo DiCaprio faz um excelente papel caracterizando Hoovers, um homem obsessivo, paranóico e, no geral, uma má pessoa. Infelizmente Hoovers não deve ter sido muito mais do que obsessivo, paranóico e má pessoa, porque não há a menor inflexão destes factores para ilustrar melhor a personagem. Talvez seja culpa de DiCaprio. Talvez seja culpa do argumentista. Provavelmente culpa dos dois mais do Clint Eastwood, que olhou para isto tudo e deu OK.

    A parte divertida deste filme é o segredo de Hoovers. Ele não deixa de ser mau mas, aparentemente, tem a capacidade de amar. E, spoiler, ele ama o seu adjunto e a modos que são os dois gays e a modos que isso proporciona cenas mega fofinhas entre os dois velhotes. Infelizmente a intensidade da sua relação acaba por não ser bem ilustrada e cai um pouco no ridículo em algumas partes. Também há a cena bonita do fulano a sair do armário, vestindo o armário da sua falecida mãe (com a qual tem uma relação um pouco estranha mas que também saiu um bocado mal definida).

    É um bom filme, mas tem montes de defeitos. 7 porque o Leo é um bom actor e a sua caracterização e maquilhagem estão muito bem feitas.
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