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  • Alice to Zouroku

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    Alice to Zouroku
    Matsukura Yuuji - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2017
    6 em 10


    Anime visto para o Evento Mensal do Re:Conquista.

    Este anime deixou-me um bocado dividida, porque está dividido em dois arcos distintos, e não sei se gostei de nenhum deles.

    Na primeira parte conhecemos Sana, uma lolita muito ita que tem poderes mágicos. Ela pertence a um mundo artificial de "Alice", criado em laboratório, e decidiu fugir, encontrando-se com um velhote florista chamado Zouroku. Agora todos estão a persegui-la e juntos terão de se safar. Esta primeira parte tem momentos de violência extrema e não era o que estava à espera, que era um simples SoL com flores e floristas.

    Na segunda parte, uma miúda aleatória tem os mesmos poderes e usa-os para fazer coisas más porque se sente muito sozinha. Ela e Sana vão parar ao universo "Alice", que está descontrolado e só o velhote florista as pode salvar. Esta parte do anime está claramente em ácidos. Mais uma vez, não era o simples SoL com flores e floristas que eu ambicionei.

    Ainda assim, está muito bem animado, e os temas da solidão infantil e bullying são sempre importantes de se falar. Não gostei por aí além, mas tem o seu valor.

  • Maiko-san Chi no Makanai-san

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    Maiko-san Chi no Makanai-san
    Suzuki Youhei - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2021
    5 em 10


    Um anime um pouco estranho, porque só ia para o ar uma vez por mês. Se todos pensávamos que fazia falta um anime sobre a vida real das Maiko e Geisha de Kyoto, descobrimos que este não é esse anime.

    Este anime é apenas e unicamente sobre comida. Uma rapariga vive na casa das Maiko e faz comida para elas. E é só isto. Partilham as receitas, imagens de food porn, e um pouco da história por trás de cada comida, mas o tema essencial que todos queríamos saber.... Nada sobre isso.

    Por isso, ficamos a pensar para que raio fizeram este anime, se era apenas para publicitar as comidas de Kyoto ou para vermos imagens de comidas bonitas.

    Um desapontamento total.

  • Gokushofudou Part 2

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    Gokushofudou Part 2
    Chiaki Kon - J.C. Staff
    Anime - 5 Episódios
    2021
    5 em 10

    Já estreou na Netflix a segunda parte de "The Way of the Househusband". E se é certo que a quantidade de conselhos sobre cuidados do lar é limitada, este anime continua a ser perfeitamente hilariante.

    Gostei sobretudo que nesta parte é melhor explorada a relação entre o casal, o que faz Miku e como é que eles se dão realmente, como estão unidos perante as pequenas adversidades da vida diária.

    Temos cinco histórias muito engraçadas e divertidas, que permitem também dar uma melhor caracterização aos outros personagens, todo um grupo de mafiosos que afinal... Gosta de coisas fofinhas!

  • Sakura-sou no Pet na Kanojo

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    Sakura-sou no Pet na Kanojo
      Ishizuka Atsuko -  J.C. Staff
    Anime - 26 Episódios
    2012
    6 em 10
    Quando uma pessoa vê um anime com "kanojo" e "pet" na mesma frase fica logo de pé atrás. Mas esta série não é sobre nekomimi: é sobre um grupo de estudantes que se esforça por vencer as barreiras que colocaram a si próprios e ultrapassar as suas próprias dificuldades.

    Apesar de as personagens serem um pouco estereotipadas, as situações em que se encontram acabam por ser aquecedoras de coração. O anime é quase um slice of life, com uma pequena condicionante (muito discreta) de harem, mas isso não se torna evidente.

    Infelizmente a animação fica muito aquém das expectativas para este estúdio, sendo as situações bastante simples e não existindo grandes momentos de acção.

    No entanto, parece-me que valeu a pena a experiência.
  • One Punch Man 2

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    One Punch Man 2
    Sakurai Chikara - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios + 1 Special
    2019
    5 em 10
    Como até tinha gostado bastante da primeira season de One Punch Man, quando me fui actualizar com os animes que tinha perdido decidi pegar na segunda parte, à espera que - pelo menos - fosse tão boa como a primeira. Não é.

    Resumindo, o nosso Saitama quase não aparece nesta season, que é essencialmente toda dedicada a um herói que quer deixar de ser herói mas que não o deixam. Depois existem umas batalhas num campeonato, assim à moda do DBZ. Todo o humor que existia na primeira season se dissipou completamente, tornando este anime tão original num simples shounen de batalha absolutamente indistinguível de todos os outros.

    Para além disso, a qualidade da animação teve uma quebra descendente muito profunda, sendo que os momentos de acção (que estão sempre a acontecer) simplesmente não são vibráteis nem espectaculares como anteriormente.

    Musicalmente, não existe nada a apontar.

    Um desapontamento total.
  • Toaru Kagaku no Railgun

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    Toaru Kagaku no Railgun
    Nagai Tatsuyuki - J.C.Staff
    Anime - 24 + 24 Episódios
    2009
    5 em 10

    Esperava muito desta série, mas afinal veio a revelar-se só mais uma sessão de raparigas giras a fazerem coisas giras. E são espers.

    Na cidade da academia todos estudam para ser esper e estão divididos em vários níveis. Uma rapariga de nível 5, o mais elevado até então, vive várias aventuras com as suas amigas, mostrando os seus poderes. A história está dividida em vários arcos, sendo que apenas um deles (o dos clones) é sumariamente interessante. Porque de resto, temos a oportunidade de ver estas raparigas a fazer diferentes habilidades e pouco mais.

    Infelizmente, não temos uma animação esplendorosa a par da tentativa de série de acção, sendo as lutas bastante desinspiradas e pouco exactas. Considerando a extensão dos poderes de todas estas meninas, seria perfeitamente natural serem invencíveis, mas a dificuldade com que lutam em todas as ocasiões fazem-nos duvidar da sua competência.

    Temos uma banda sonora repetitiva e previsível.

    Fiquei desapontada.
     
  • Planet With

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    Planet With
    Suzuki Youhei - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2018
    5 em 10

    Um daqueles animes que J.C. Staff faz por razões que nos transcendem. Um anime estranho e um pouco assustador, que nos deixa a pensar mas que, ainda assim, não deixa de ter algumas falhas.

    Este anime fala sobre robots que lutam contra aliens e que lutam contra outros robots, na tentativa de salvar o planeta Terra de uma invasão de outros planetas. A história é muito simples e já a vimos muitas vezes, assim como as personagens e o seu desenvolvimento. Em termos narrativos não existe nada de verdadeiramente original, excepto a forma como a história está contada.

    Se ao início temos um anime assustador, com designs bizarros e oriundos de um qualquer pesadelo, o autor consegue construir a narrativa de forma progressivamente mais evidente, mantendo sempre o mistério até ao fim. Tem também um toque de humor, por vezes inadequado.

    A animação, apesar do estúdio poderoso que está por trás dela, é muito pouco detalhada, com recurso a objectos digitais demasiado evidentes e que estragam um pouco o prazer da visualização. O mesmo acontece com a música, que pode parecer desadequada a maior parte do tempo.

    Este anime é uma espécie de ovelha negra da season, mas se calhar até foi o que gostei mais.



  • Backstreet Girls: Gokudolls

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    Backstreet Girls: Gokudolls
    Kon Chiaki - J.C. Staff
    Anime - 10 Episódios
    2018
    5 em 10

    Esperava que este fosse o anime mais engraçado da season e que me fizesse lagrimar de rir, mas falhou redondamente.

    Três yakuzas fizeram coisas erradas demasiadas vezes e por isso serão integrados num outro projecto. Após várias cirurgias plásticas e uma lavagem cerebral, são agora três lindas meminas que cantam sobre yakuzas. As aidorus da máfia! 

    Isto tinha tudo para correr bem, mas existe um gravíssimo problema de ritmo. As piadas prolongam-se demasiado ou terminam antes do tempo. As piadas vêm fora de horas e, assim, em vez de fazerem rir só causam irritação e frustração.

    Também a animação é precária, com um valor de produção nada digno deste estúdio. Os designs são mal aproveitados. Os personagens também não conseguem tornar o seu dilema (agora sou uma menina) realista o suficiente para a coisa ter realmente piada. Eles nunca pensam no factor óbvio da sensualidade, o que neste caso fica muito estranho.

    As músicas são engraçadas mas, a uma segunda audição, são todas iguais.

    No me gustou.

  • Kaichou wa Maid-sama!

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    Kaichou wa Maid-sama!
    Sakurai Hiroaki - J.C. Staff
    Anime - 26 Episódios
    2010
    5 em 10

    Sei que, na época em que surgiu, este anime veio a ser muito popular entre uma faixa masculina, devido à gireza da personagem principal e de ser uma personagem principal gira numa história de amor. Este é um anime de romance que experimenta atirar em todas as direcções, sem conseguir atingir nenhuma.

    A primeira rapariga presidente da associação de estudantes da sua escola tem um terrível segredo: trabalha como maid, num café de maids. É descoberta pelo tipo mais giro da escola e aí começa uma relação de poderes que, mais tarde ou mais cedo, se transforma em amor. Retrato estranho do amor, este, em que os personagens se abusam mutuamente e odeiam tudo o que o outro faz, coisa que vem a ser definida como "não compreendo mas gosto de ti".

    Para além disso, o anime acaba por ser - mais que um romance - uma sequência de situações em que a personagem principal se vê humilhada para logo depois ser salva pelo seu interesse amoroso que, infelizmente, tem a atitude mais irritante de sempre. Também temos bastantes episódios com roupinhas variadas e até uma secção toda passada na praia, porque bikinis são smepre necessários.

    A arte é fraca, com designs cheios de brilho mas com pouca correcção na anatomia e uma animação quase minimalista, em que as cenas se sucedem com planos de observação em vez de com movimentos.

    A música é bastante irritante, porque não combina nada com o que se está a passar. Apesar de tudo, a OP é um bocadinho viciante.

    Enfim, talvez se eu tivesse visto este anime em 2010 tivesse amado milhões. Mas agora sou sábia e experiente e não amei milhões.

  • Aoi Hana

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    Aoi Hana
    Yamamoto Kouji - J.C. Staff
    Anime - 11 Episódios
    2009
    6 em 10

    Mais um anime sugerido pelo clube. Este, um pouco diferente do habitual.

    Fumi é uma rapariga tímida e alta que, no passado, teve um desgosto de amor. Agora que entrou na escola secundária, vai juntar-se a um clube em que irá conviver com muitas outras raparigas, incluindo a sua amiga de infância e uma senpai simpática. E, no meio de cenários e bandolinas de um clube de teatro, irá encontrar um novo amor.

    É um anime romântico, sob a perspectiva unicamente feminina, muito calmo e contido. O desenvolvimento do romance não varia de qualquer outro anime do género que tenhamos visto, mas temos personagens bastante coerentes e pouco emocionais, o que dá uma certa aura de "adulto" a todo o conceito. Falamos directamente sobre a homossexualidade feminina, o que é algo um pouco raro em anime, mas apesar de tudo penso que o assunto poderia ter sido explorado em mais detalhe. Ainda assim, a abordagem naturalista que é feita é bastante satisfatória.

    A arte é igualmente simples, com designs bastante básicos e nada de especialmente belo. É umn anime que recorda os clássicos shoujo dos anos 70, mas sem a superprodução visual destes. Não existem grandes cenas de acção que permitam demonstrar a animação mas, no geral, está tudo bem aproveitado.

    Também a música passa desapercebida, quase não se notando que existe uma banda sonora digna desse nome.

    Um anime que é tão simples que acaba por cair no esquecimento. Uma pena, porque tinha potencial.

  • Selector Spread WIXOSS

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    Selector Spread WIXOSS
    Satou Takuya - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2014
    6 em 10

    Só depois de ter começado o anime é que descobri que se tratava de uma segunda season. Como já tinha começado, achei por bem ir até ao fim, mas fiquei com muita vontade de ver a primeira season, que - pelo resumo nos primeiros episódios - me pareceu muito interessante.

    Nesta continuação, as meninas que jogam às cartas enfrentam um novo problema que, penso eu, serve como conclusão à história. Neste momento elas procuram a criadora do jogo, de forma a anulá-lo de alguma maneira. É curioso ver que as personagens já se encontram numa fase de desenvolvimento bastante avançada, como se na primeira season tivessem acontecido milhentas coisas que as mudaram profundamente. Assim, é muito interessante ver como, com estes novos conhecimentos vitais, as meninas conseguem vencer novas batalhas e encontrar o caminho para a resolução do seu problema actual.

    Os designs são um pouco estranhos, na medida em que são muito infantis e, mesmo assim, há uma certa violência implícita nestes combates de cartas. De resto, a animação é aceitável mas não se torna espectacular à medida que as batalhas vão ficando mais complexas.

    A música é bastante discreta.

    Portanto, fiquei desejosa de ver a primeira season e conhecer estas meninas desde o início. Fica a nota para a própria de a adicionar à PtW. :)

  • Bakuman.

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    Bakuman.
    Kasai Kenichi - J.C. Staff
    Anime - 25 + 25 + 25 Episódios
    2010
    6 em 10


    Há algum tempo li o manga que deu origem a este anime e fiquei cheia de vontade de o ver. Agora, finalmente, surgiu a ocasião. Infelizmente, terei de comparar o anime com o manga, coisa que não costumo fazer, mas já verão porquê.

    Para começar, este anime é uma adaptação fiel, pois cena a cena repete o manga em quase toda a exactidão. A parte que mais gostei, aliás, foram as vozes: eram exactamente como tinha imaginado! Existem muitos momentos giros em que o anime reproduz o manga que estão a fazer no manga (lol), com vozes próprias e numa sequência diferente e muito dinâmica.

    No entanto, pareceu-me que o anime decidiu focar-se demasiado no aspecto da competitividade entre mangakas. Por exemplo, não há tanta referência à dificuldade social de se ter um anime, tal como há muita insistência em arcos com personagens que no manga não teriam assim tanta importância.

    Não temos grandes momentos de acção e animação, sendo que penso que poderiam ter animado alguns dos mangas que eles estavam a fazer, em vez de mostrar só as imagens. Isto é, gostei disto, funciona, mas podiam ter aproveitado e feito de outra maneira.

    A música é bastante regular para este tipo de anime.

    É um anime curioso porque, não tendo heróis tipicamente shounen, tem uma estrutura que não pode ser outra coisa.
  • Mahoraba: Heartful Days

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    Mahoraba: Heartful Days
    Kimura Shinichiro - J.C. Staff
    Anime - 26 Episódios
    2005
    5 em 10

    Um fatia-de-vida incapaz, horroroso e pleno de sentimentos maus. Mahoraba é um exercício à paciência de qualquer pessoa que tenha no mínimo duas pontes sinápticas.

    Um rapaz com voz de rapariga e aspecto de rapariga, vai viver para uma casa onde só vivem raparigas e um homem que tem uma marioneta com voz de rapariga. Supostamente são quase todos adultos, mas todos têm um ar infantil e não têm dedos dos pés. O anime mostra as suas aventuras diárias enquanto elementos decorativos de uma caixa de papelão, já que nenhum deles apresenta qualquer tipo de personalidade palpável para além da única e una característica que, para além da or do cabelo, faz com que se distingam os dos outros.

    As aventuras, supostamente muito cândidas e engraçadas, são irritantes o suficiente para fazer espumar qualquer um. Para mais, não temos uma arte a que se possa chamar arte, pois tanto os designs são básicos, como os cenários são básicos, como a animação é simplesmente inexistente.

    A música é pop e pouco mais. As vozes são gritantemente histéricas e é impossível ver isto com colunas ligadas muito alto.

    Enfim, um falhanço completo.
  • Flying Witch

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    Flying Witch
    Sakurabi Katshushi - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2016
    6 em 10

    Mais outro anime nomeado para o clube, embora não tenha visto críticas agressivas relativamente a este título, como no anterior (lol)

    Trata-se de um fatia-de-vida muito simples, que segue o dia a dia de uma bruxa em fase educativa que se muda para uma zona mais ou menos rural do Japão de forma a completar a sua escolaridade. Muda-se para a casa de uns primos em segundo grau e, a partir daí, seguem-se pequenas aventuras diárias, em que se encontram outras bruxas e variados elementos mágicos das florestas e afins.

    Em termos de fatia-de-vida, é um anime bem conseguido, devido às suas personagens cativantes e aos pequenos momentos em que as encontramos. No entanto, pareceu-me que há aqui um excesso de personagens, sendo bastante estranho que haja tantas bruxas por metro quadrado. Para além disso, a personagem principal deveria estar um pouco mais isolada pois, segundo o contexto que nos é dado, a aprendizagem solitária faz parte da emancipação da bruxa. Assim, não faz sentido que ela tenha auxílio constante pela parte da irmã.

    A arte é interessante e bonita, sendo que todo o anime parece-se um pouco com u spot publicitário para a região. Apesar disto, considerando que estamos em meados dos anos 10, este tipo de cenário já perdeu muito da sua espectacularidade, sobretudo quando muitos elementos têm animação digital tridimensional, o que se nota bastante na integração.

    Musicalmente, temos uma OP simpática mas pouco mais. Não é um anime primoroso em termos de efeitos sonoros em adição com os efeitos visuais.

    Um bom anime dentro do género, mas de resto pouco distinguível.

  • Shingetsutan Tshikihime

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    Shingetsutan Tsukihime
    Sakurabi Katsushi - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2003
    6 em 10

    "Não existe um anime de Tsukihime", é o que dizem por aí. Segundo consta, esta adaptação da novel de Type-Moon seria tão má que nem sequer deveria ser considerada como existente. Mas como eu nada sei sobre a novel original, observo este anime como mais um que, vendo bem as coisas, até foi bastante interessante.

    Um rapaz teve um acidente e nada recorda dessa ocasião. Quando num acesso de loucura ataca uma rapariga e ela lhe aparece mais tarde, tudo começará a tomar forma. A narrativa é clara, mas ainda assim plena de mistério, introduzindo alguns temas curiosos, como uma estranha relação da igreja local (de crenças bastante bizarras) com uma mitologia vampírica que tem a sua própria estrutura.

    Os personagens estão bem concebidos, sendo que a sua relação acaba por evoluir a velocidade cruzeiro. No entanto, talvez o culminar desta relação tenha sido um pouco exagerado, sendo que também aparenta haver um excesso de meninas que, por vezes, não actuam de nenhuma forma sobre a evolução do personagem principal.

    A animação é típica da sua época, mas ainda assim um pouco fraca. É defeito pessoal, mas não gosto muito do estilo do início dos 00s. Considerando o que vai por fora disto, deve dizer-se que as cenas de acção não estão especialmente fluídas e há uma evidente falta de orçamento em alguns momentos, que poderia ter sido melhor aproveitado. A paleta de cores é escura e um pouco monótona, sendo os tons mais sombrios difíceis de distinguir.

    Talvez a melhor parte deste anime tenha sido a música, que pode ser considerada um percursor da genial banda sonora de KnK.

    Portanto, para mim sim: existe um anime de Tsukihime. Não está nada mau!


  • Tantei Opera Milky Holmes

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    Tantei Opera Milky Holmes
    Moriwaki Makoto - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios
    2010
    4 em 10

    Pois é, parece que - aparentemente - fiz uma maratona de anime. Um dos piores animes que vi ultimamente. Sim senhora, estou mesmo em altas. -___- Curiosamente, sinto que é muito mais fácil maratonar um anime detestável do que um anime realmente bom.

    Então, sobre o que é que é esta coisa? Quatro meninas lindíssimas e fofíssimas são detectives famosas num universo pejado de meliantes. Mas perderam os seus poderes, os toys. Para os reganharem, e reganharem a confiança dos seus pares, terão de viver muitas aventuras. E em que consistem? Oh, várias coisas. Serem atacadas por mamonas assassinas. Serem atacadas por mamilos selvagens. Andarem de fato de banho. Lutarem contra o mal. Quem diria que uma série sobre detectives tem tão pouco mistério. De detectives, estas meninas têm só os nomes.

    As personagens são menos do que um estereótipo. São todas iguais. Os seus interesses envolvem comer e pouco mais. Distinguem-se pela cor das roupas. Em termos de personagens secundários, estão lá só para fornecer oponentes de valor a estas pseudo-meninas. E nem assim fazem um bom trabalho.

    Penso que isto é suposto ser uma comédia, mas está limitada por um exagero constante das características das personagens e das "histórias" em que estão inclusas. A segunda season ainda é pior nesse campo. Não sorri nem uma vez.

    A arte é infeliz, porque os designs são também eles exagerados e sem conexão com o contexto. A animação não é aquela a que o estúdio nos vem habituando, existindo falhas, sobretudo a nível de expressões de personagens e momentos de mais acção, que são subitamente interrompidos para nos darem uma piada com chibis.

    A banda sonora é repetitiva e exactamente igual a tudo o que temos visto nestes últimos anos. Os efeitos sonoros são cartoonescos e as vozes não transmitem qualquer tipo de personalidade.

    Recomendo: que não o vejam. Que o queimem.



  • Shokugeki no Souma: Ni no Sara

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    Shokugeki no Souma: Ni no Sara
    Yonetani Yoshimoto - J.C. Staff
    Anime - 13 Episódios
    2016
    7 em 10
     
    O último anime da season que passou. Estava ansiosa por ver a segunda season desta série de que gostei tanto, mas confesso que me desapontou bastante. 

    Esta season começa onde nos tinham deixado, num suposto concurso de culinária em que os vencedores anteriores terão de competir uns contra os outros para nos dar a provar os melhores pratos de sempre. É exagerado, sim. As comidas serão saborosas. Tudo isso faz parte. Mas existe nesta season uma imensa quebra de ritmo, em que tudo parece estar um pouco acelerado para poder fazer valer algumas dicas que não têm assim tanta graça.

    Para além disso, esta season revela graves falhas conceptuais no respeitante a segurança e higiene alimentar. Desculpem lá, eu fartei-me de estudar isto. Algumas coisas fizeram-me uma estupenda confusão: como podem admitir semelhantes actos numa cozinha supostamente exemplar? Argumentam "é assim que eles fazem lá" ou "é assim a tradição", mas isto revela uma falta de respeito pela vida e pela indústria alimentar que me parece imperdoável. Nem tudo o que é feito por aí à volta do mundo está certo! Nem todas as tradições são belas e saborosas! Um anime que passa para um público adolescente deveria pelo menos demonstrar como tudo deve ser feito correctamente.

    Ou então vamos ali à Praça de Toiros de Santarém comer uma deliciosa alcatra de toiro bravo, que sabe muito melhor porque um animal vivo foi retalhado em pedaços perante uma assistência de homenzinhos de bigode. Mas isso não aparece em anime, não é? Se aparecesse se calhar já era uma coisa boa.

    Voltando ao anime propriamente dito, falemos da animação. Não está, de todo, tão boa como na season anterior. As comidas parecem menos belas e apetecíveis, os métodos de preparação são muito menos claros e, no geral, as sequências animadas são menos cativantes.

    Musicalmente, não temos nada a apontar.

    Fiquem com a minha revolta.

  • Yomigaeru Sora

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    Yomigaeru Sora
    Sakurabi Katsushi - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios + 1 Special
    2006
    7 em 10

    Na eterna busca de animes sempre melhores, por vezes há títulos que, inesperadamente, nos surpreendem muito pela positiva. Yomigaeru Sora, ou "Rescue Wings", foi um desses.

    É raro encontrarmos neste mundo animesco um título que trate dos dramas da vida real das pessoas adultas, num âmbito puramente realista e com apenas leves ligações à ficção fantasiosa. Assim, este anime aparece como uma fonte de água fresca, perfeita para um Verão quente como este. O assunto que trata é a actividade de certo personagem num grupo de busca e salvamento com helicópteros, actividade que ele ao início deprecia. É o processo de compreensão do valor desta profissão pela parte do personagem, à medida que ele tem de tomar acções cada vez mais complexas dentro da sua formação e actividade, que caracteriza esta série.

    A cada episódio (ou cada dois episódios) vemos um novo caso que deverá ser resolvido pela acção deste grupo de salvamento. Infelizmente, os casos aproximam-se demasiado bem de situações que podem realmente acontecer nas nossas vidas. E, infelizmente, nem todos terminam da maneira perfeita. Isto é, de certa forma, uma aproximação ao nosso próprio universo: não se podem salvar todos. Por outro lado, é uma alavanca para a a evolução do personagem e da sua relação com os outros. Estes, os outros, também passam por um muito interessante processo de caracterização, em que os diversos elementos das suas próprias vidas (tão ricas como as do protagonista) lhes dão novas perspectivas de descoberta sobre si mesmos e sobre as suas convivências pessoais. No que me respeita, achei especialmente comovente a cena de destruição dos livros.

    Relativamente a outros elementos do anime, estes são bastante equilibrados e ajudam na visualização deste universo em tudo decalcado do nosso. Os designs hiper-realistas podem ser, por vezes, um pouco confusos, sendo que a animação digital da maquinaria poderia ser melhorada. No entanto, esta está bastante detalhada. Musicalmente, temos uma banda sonora discreta e ligeira, sendo que os elementos mais contundentes são os efeitos sonoros do mundo natural.

    Um anime que recomendo vivamente, nem que seja pelo facto de ser completamente diferente do que nos aparece na maior parte das vezes.

  • Kamisama no Memochou

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    Kamisama no Memochou
    Sakurabi Katsushi - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2011
    6 em 10

    Parece-me que finalmente regressei ao meu ritmo normal de visionamento de anime. Ah, finalmente!

    Recomeço as minhas visualizações com um anime que, como quase tudo, não foi nada de especial. No meio de dezenas (ou centenas!) de animes de mistério, este é apenas mais um deles. Afinal, o que se passa aqui?

    Um rapaz inadequado vê-se envolvido com um grupo de pessoas que trabalha para uma rapariga misteriosa que vive fechada no seu quarto. Uma NEET (not employed, being educated or in training) que, apesar de tudo, trabalha como detective para quem precisar de um detective. Porque, tal como o estereótipo indica, é uma super hacker plena de inocência, beleza e ursos de peluche. E lá vão estes geeks todos resolver uns casos e descobrir umas cenas sobre a vida, num ambiente em que, no fundo, não se passa nada de importante.

    Talvez o facto de nenhum dos casos ser realmente importante esteja relacionado com o facto de que as personagens também não tenham nada de relevante sobre elas. Se temos a NEET como factor principal, isso significa que todos os outros personagens saíram mais ou menos ignorados, sendo que todos eles foram enquadrados dentro de uma caixinha estereotipada e não mais de lá saíram. Quanto à moçoila, apesar de estar fechada em casa com a sua bonecada, é extraordinariamente boa em tudo, distinguindo-se em campos tão improváveis como a habilidade desportiva. Isso não só lhe retira qualquer realismo que ainda restasse como a torna em mais uma típica Mary Sue, uma projecção autoral idealista em que nada pode deixar de ser perfeito.

    A animação é típica e tanto boa como insossa. Não há atenção ao detalhe, os designs pretendem retratar uma normalidade que acaba por se tornar aborrecida pela falta de conceptualização. Cenas de acção propriamente ditas? Pouco que se veja.

    O mesmo acontece na música. OP e ED são mais do que já vimos tantas vezes antes, enquanto que no parênquima nem se dá pela presença das peças.

    Um anime muito pouco impressionante, repetitivo dentro do género. Será esquecido bem depressa.
  • Shimoneta to Iu Gainen ga Sonzai Shinai Taikutsu na Sekai

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    Shimoneta to Iu Gainen ga Sonzai Shinai Taikutsu na Sekai
    Suzuki Yohei - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2015
    5 em 10

    A prova de que um nome enorme não equivale a um bom anime.

    Neste Japão do futuro existe um regulamento de boas maneiras que impede elementos de cariz sexual de serem publicados ou mesmo falados. No entanto, na escola da moral superior, há um grupo de rebeldes que tenciona libertar os pintelhos. Segue-se um corropio de situações de teor moral questionável, que são a prova última da rebeldia de semelhantes salvadores da humanidade e dos maus costumes.

    O universo é, de certa forma, original e está bem conseguido, havendo por todo o lado detalhes que demonstram como esta sociedade está organizada. No entanto, é um anime que se baseia totalmente nas suas piadas que, passados dois episódios, se tornam repetitivas e secas como um deserto não excitado. Se ao início era engraçado ver como as palavras ditas "proibidas" eram ultrapassadas, rapidamente se esquecem desse elemento e passam simplesmente a censurá-las com plings, poings e outros sons dignos de um cartoon Americano dos anos 70. As personagens não nutrem qualquer tipo de interesse, pois mesmo aquelas que acreditam num mundo de boas práticas se tornam em máquinas de erotismo desesperado e muita, muita baba e baboseira.

    Apesar de tudo isto, a arte e animação estão bastante boas, como convém a um anime deste ano que passou, 2015. Ainda assim, a própria animação torna-se repetitiva, com a utilização dos mesmos objectos uma e outra vez para censurar a ideia de função reprodutiva masculina, nomeadamente lampreias e nabos daikon. Mas enfim, há uma boa utilização das cores e a animação está fluída e coerente com outros trabalhos deste estúdio.

    Musicalmente, temos OP e ED feitas especialmente para este anime, que são divertidas ao início mas que, como tudo, acabam por cansar. Já referi os efeitos sonoros ridículos que recheiam o resto da banda sonora.

    Não vale a pena ver mais do que um episódio deste anime.
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