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  • Kneecap

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    Kneecap
    Rich Peppiatt
    2024
    Filme
    6 em 10


    Um filme muito engraçado (e revolucionário) sobre a formação da banda irlandesa Kneecap, com os artistas enquanto actores a fazer de si mesmos.

    Quem diria que uma língua poderia ser uma ferramenta de revolução? É precisamente isso que se passa com o irlandês e a razão da formação desta banda de hip hop. Numa irlanda que tenta apagar a sua história, que tenta apagar os seus pecados, e que tenta apagar a sua língua original, esta banda aparece como uma pedrada no charco, ou mesmo como um "kneecap", método de tortura.

    Toda esta história é contada de forma muito dinâmica e divertida, apesar de o tema não ter graça nenhuma. O facto de que o próprio governo irlandês despreza a língua original do seu país, faz com que a atitude desta banda seja absolutamente manifesta, e o melhor é que as músicas são mesmo boas.

    Fiquei com vontade de ouvir a banda.

  • Em Nome do Pai

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    Em Nome do Pai
    Jim Sheridan
    1993
    Filme
    7 em 10

    Quando o Qui me disse que íamos ver um filme sobre o IRA, o grupo independentista irlandês, confesso que não esperava nada de especial. Veio a revelar-se um filme muito mais interessante do que poderia pensar.

    Em Belfast o IRA está activo e o exército britânico anda pelas ruas. Um rapaz é enviado para Londres pelo seu pai, de forma a que fique protegido destas actividades terroristas. Ora, Gerry e seus amigos não são exactamente as pessoas mais dedicadas ao trabalho e passam os dias num êxtase de diversão. Quando acontece um atentado num pub perpretado pelo IRA, infelizmente eles estão no lugar errado à hora errada. São presos, acusados e enviados para a prisão. Por toda a vida. E esta é a história da luta de Gerry e do seu pai para que sejam inocentados e colocados em liberdade.

    É um filme com uma narrativa bastante simples, mas são os elementos desta narrativa que o tornam tão brutal e nos mostram o quão incompreensível foi o sistema no julgamento destas pessoas, que perderam as suas vidas num jogo que não era o deles nem nunca tinha sido. Existem cenas muito violentas emocionalmente às quais são dadas vida por um conjunto de excelentes actores. Mas o que é realmente agressivo para o espectador é o sentimento de impotência e a injustiça penal, sempre presente até mesmo onde menos se espera.

    Um filme sobre corrupção mas também sobre um grande sentimento de esperança de que a justiça irá sempre prevalecer. Pode é demorar.

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