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  • The Assistant

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    The Assistant
    Kitty Green
    2019
    Filme
    5 em 10


    Um filme indie que vimos pela actriz protagonista, Julia Garner, de quem gostámos muito na série "Ozark".

    Uma anónima assistente de uma grande empresa de Hollywood trabalha que se farta e não vê reconhecidos os seus esforços. Um Chefe também anónimo domina todas as conversas nesta empresa, e ele é uma pessoa difícil e violenta. Quando a assistente repara que o Chefe utiliza a sua influência para conquistar incautas raparigas e aproveitar os seus desejos de fama para fins sexuais, coloca-se em conflito. Mas valerá a pena?

    O filme é muito estranho porque esta empresa gigante parece estar parada algures em 2002. Os telefones são velhos, os computadores são modernos, as fotocopiadoras são antigas, a copa tem um design old-school. Então parece que estamos encapsulados numa empresa fantasma pavorosa, da qual não podemos sair sem dar cabo da saúde mental.

    Apesar de a actriz ser muito boa, a sua personagem também não revela grande densidade, pois foi escrita quase para provar um argumento, um subtil momento de "MeToo" que acaba injustiçado e frustrado.

    Foi interessante, mas será rapidamente esquecido.

  • Barton Fink

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    Barton Fink
    Joel e Ethan Coen
    1991
    Filme
    7 em 10
    Faltava-me ver este filme dos irmãos Coen e veio a revelar-se uma grande surpresa. Afinal, grassa sobre um tema que eu gosto muito, o dos escritores.

    Um dramaturgo famoso em Nova York é convidado para fazer parte da grande indústria de Hollywood, sendo imediatamente contratado para escrever um filme sobre Wrestling. Instala-se num hotel um pouco decadente, mas não consegue escrever a sua história por nada deste mundo. A sua busca pela história perfeita dá o mote para uma série de acontecimentos bizarros que lhe vão sucedendo, levando-o a um estado de semi-inconsciência e desespero absoluto.
     
    Este filme mostra-nos um pouco do processo criativo falhado de um autor e a sua dependência da aprovação de entidades superiores que, por vezes, não percebem nada sobre a arte. Parece ser um filme um pouco autobiogbráfico da experiência dos irmãos em Hollywood. Mas também nos mostra uma excelente análise de uma personagem que, sem saber onde está metida, procura agarrar-se a conceitos que se não lhe aplicam e, com isso, consegue e não consegue escrever.
     
    É um filme pleno de simbolismos. Poderíamos mesmo analisá-lo como uma espécie de viagem no comboio dos infernos, em que Barton Fink se meteu por acaso.
     
    Um dos melhores filmes Coen, que recomendo.

  • La La Land

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    La La Land
    Damien Chazelle
    2016
    Filme
    4 em 10

    Considerando que este foi o filme que mais nomeações recebeu para os óscares do ano passado, arrebatando não poucos, considerámos necessário vê-lo pare percebermos o que se passou. Aquilo, então, que eu percebo é que ou Hollywood gosta muito de cheirar o seu próprio ânus ou alguém pagou muito bem aos críticos para falarem deste filme. Porque é a coisa mais inana que vi nos últimos tempos.

    A história é vulgar: uma aspirante a actriz apaixona-se por um pianista de jazz que tem o sonho de abrir um bar. Fartam-se de cantar e dançar, corre tudo mal mas depois corre tudo bem. E então? Temos personagens sem conteúdo: a caracterização é fraca e o desenvolvimento é praticamente nulo. Não se compreende como Emma Stone ganhou um óscar perante uma personagem tão plana.
     
    Existe um esforço para caracterizar o mundo Hollywoodesco, utilizando para isso referências infinitas a outros filmes do passado, clássicos com demasiada qualidade para serem simplesmente colocados aqui às três pancadas, quer através do jogo de cores e luzes quer pelo próprio diálogo. Este é infeliz, pois - tal como as personagens que o dizem - não tem conteúdo mental e é, simplesmente, corriqueiro.
     
    Salvam este filme as partes musicais? Não. Apenas o perturbam ainda mais. As músicas são repetitivas, exageradas e existem demasiadas a toda a hora. As danças não estão especialmente bem coreografadas. Sobretudo, os momentos em que as canções aparecem não fazem sentido dentro do contexto.
     
    Ia dar um 6 a este filme, que é o que eu dou ao que me deixa indiferente. Mas o Qui convenceu-me a mudar a nota: afinal, não gostei nem de uma gota deste filme. Na verdade, só queria que ele terminasse rápido para poder ir dormir.

  • Highlander: The Search for Vengeance

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    Highlander: The Search for Vengeance
    Kawajiri Yoshiaki - Madhouse Studios
    Anime - Filme
    2007
    5 em 10
    Nota: Coloco este post apenas para que fique guardado dentro da ordem cronológica. Colocarei a review durante a próxima semana, já que a enviei para selecção de um site que não irei nomear e, por essa razão, não poderá ser utilizado no blog até sua aprovação pelo dito. Assim, peço que aguardem um pouco até que eu possa publicar o comentário. Obrigada! :)

    Outra Nota: Já posso por o comentário. Água vai!


    Dos criadores de animações tão essenciais como Ninja Scroll e Akira, aparece-nos “Highlander: Search for Vengeance”. Inspirado no filme homónimo de 1986, esta versão animada conta-nos a história de Colin MacLeod, escocês imortal que viaja por uma Nova Iorque futurística e destroçada, dominada pelo imperador Marcus Octavius, assassino da amante de Colin há muitos séculos atrás. Em busca da sua vingança, Colin encontrará novos parceiros que irão ajudá-lo e salvar toda a cidade de um vírus mortal.

    Este filme de animação, com apenas hora e meia de duração, pode distinguir-se dentro do género de ficção científica e acção por submeter a imagética nipónica com uma narrativa de estrutura tipicamente de Hollywood. O traço, assim, é típico do país original da produção (o Japão), o que poderá agradar aos espectadores mais envolvidos com a cultura popular desse local. Também a história e seus conceitos demonstram um cuidado especial na adaptação do filme original, “Highlander”, para uma comunidade mais dedicada ao cinema animado.

    No entanto, este filme tem uma falha grave que se encontra na própria estrutura narrativa. Os conceitos de imortalidade, de busca por vingança, de encontro com uma paixão recorrente, falham no aproveitamento devido à influência ocidental. Assim, este filme peca por diálogos mal dirigidos, sequências de animação bastante vulgares e, no geral, um conjunto de personagens pouco convincente.

    De todos os modos, trata-se de um filme que se torna uma grande fonte de entretenimento, sobretudo para aqueles que já são apreciadores do tema original de “Highlander” e para todos os que gostariam de passar uma excelente tarde, acompanhados por um balde de pipocas.
     

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