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Ghost in the Shell - Agente do Futuro
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Ghost in the Shell - Agente do Futuro
Rupert Sanders
2017
Filme
6 em 10
Depois do anúncio deste filme, houve um ataque colectivo de histeria dentro da comunidade. Ai que não vai ser filosófico, ai que vai ser como o Arise (nunca viram o Arise -_- ), ai que a Major é asiática, ai as minhas hemorróidas! Pois bem, a minha decisão foi, então, ir ver o filme como uma perfeita tabula rasa: só vi um teaser, não vi trailers, não vi reviews, não vi nada.
E até o achei bem interessante!
Temos de, primeiramente, ter em conta de que este filme não é um remake do filme de Mamoru Oshii. Trata-se de uma reinterpretação, com um toque muito americano, do que se passa no universo de Ghost in the Shell. Assim, temos alterações estruturais muito fortes, sobretudo no que respetia à concepção dos personagens. Tendo isto em conta, não é de todo um filme detestável-.é um bom filme de cyberpunk,. com lindos cenários, efeitos surpreendentes e muita acção.
A parte final foi um pouco estranha, com aquele momento de inimigo ultra poderoso e a revelação da história passada da Major. Fora isso, achei que estava tudo muito bem pensado e que, na realidade ocidental dos dias de hoje, toca em assuntos bastante pertinentes, como a busca pela identidade (humana e mesmo sexual) e as actividades revolucionárias, uma espécie de contra-o-sistema que tem uma aura sempre presente.
Portanto, parece-me uma excelente introdução do universo no mundo do cinema americano. Não tenta ser mais que isso e não é mais que isso. Puro entretenimento, que também faz falta.
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell (2015)
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Ghost in the Shell (2015)
Nomura Kazuya - Production I.G.
Anime - Filme
2015
7 em 10
Tendo em vista o visionamento do filme live-action que vai sair brevemente, decidi ver este filme com o Qui, de forma a mostrar-lhe o que fizeram com Ghost in the Shell, isto é, o reboot que deram à série e a nova perspectiva dada aos personagens, conforme conhecemos em Arise.
Todos estão mais jovens: este filme passa-se ainda antes da formação da Section 9 como todos a conhecemos. A Major Motoko Kusanagi e a sua equipa investigam o caso de uma bomba que explodiu nas mãos de um poderoso político, com todas as consequências que isso poderá ter na resolução da guerra que acabou de terminar. No processo, debate-se alguns assuntos relacionados com a manutenção das "shells" (os corpos mecânicos das pessoas) e a existência dos ghosts. O debate em si não é muito dedicado, acabando por insistir demasiadamente nos mesmos pontos. No entanto, a caracterização dos personagens está bem feita dentro do contexto: nesta fase, cometem muitos erros, são precipitados, isto é, não possuem a experiência necessária para acompanhar o desenrolar do mistério de forma totalmente eficiente.
Nesse campo, segundo o trailer que já nos foi mostrado, talvez o live-action nos venha a mostrar coisas muito interessantes.
A animação está bastante boa, com cenas de acção dinâmicas e bem coreografadas, assim como um conjunto de cenários muito atractivo. Existe alguma utilização de meios digitais tridimensionais, mas estão muito bem integrados e apenas um olho mais atento os irá reparar. Em termos de designs, parece haver aqui tecnologia demasiado avançada para um início da série, sendo que esse elemento acaba por estar um pouco desiquilibrado: algumas pessoas são apenas marionetes, enquanto que outras têm pleno acesso a meios muito avançados.
Finalmente, uma nota para a música: composta por Cornelius, mestre da electrónica actual, tem muito que se lhe diga, com peças sonantes, viciantes e perfeitamente enquadradas na acção que pretendem representar.
Recomendo o visionamento deste filme para todos os que têm interesse no live-action e conhecem pouco da série. Assim, estarão melhor preparados para o que aí vem.
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell: Innocence
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Ghost in the Shell: Innocence
Mamoru Oshii - Production I.G.
Anime - Filme
2004
8 em 10
Este filme está nomeado para o meu clube e, para mais, o Qui tinha interesse em vê-lo. Assim, foi boa ocasião para o rever, pois pouco me lembrava dele além do facto de ser brilhante. E isso confirma-se numa segunda visualização, apesar das legendas desta versão estarem um pouco aquém das expectativas.
Este filme acaba por complementar o primeiro da saga e franchise. Se no primeiro filme falávamos da máquina enquanto entidade, Innocence é uma humanização desta, um exercício contemplativo sobre a capacidade de adaptação das pessoas neste universo, sobre o verdadeiro sentido de Ghost e sobre o funcionamento da mente humana.
Após o desaparecimento do Ghost da Major Makoto Kusanagi no meio da rede, Batou e Togusa vêm-se juntos em equipa para investigar uma série de assassinatos perpetrados por robots sexuais, que têm vindo a assassinar pessoas de importância e cujo caso pode ser, ou não, uma manifestação de terrorismo. Vemos a vida tal como ela é depois do elemento aglutinador da Section 9, a Major, ter desaparecido. Estão todos à deriva e vemos, da perspectiva de Batou, como procuram adaptar-se a uma vida sem este elemento tão importante. Batou arranjou um cão, mas nem o cão é uma coisa viva. Será que conseguirá encontrar um sentido de família e pertença?
À medida que a investigação prossegue, vemos uma narrativa de detectives mas, sobretudo, vemos a interacção entre os personagens e a sua caracterização, a forma como Togusa sabe que não pode substituir a Major, a forma como Batou não consegue lidar com a sua perda. A força da caracterização é impressionante e comovente, acabando todo o filme por culminar numa cena natalícia em que finalmente, parece, os personagens se encontram consigo mesmos.
No entanto, não é apenas das personagens que o filme vive. Toda a situação do "crime" leva a um debate filosófico sobre a função do robot, sobre a alma da máquina, sobre o que é na realidade o Ghost e o cyberbrain. À medida que a nossa equipa se depara com diferentes situações, todos estes conceitos são postos em causa, sendo que acabamos por perceber mais diferentes opiniões sobre a situação do mundo "actual", sobre a realidade do filme. Esta, é a pura caracterização do cyberpunk, de tal forma aperfeiçoada que o universo se torna assustador: quão próximos estamos já de um mundo como este?
Para complementar tudo isto, temos sequências de arte maravilhosas. Este filme é uma verdadeira viagem visual, por um universo de cores, texturas e maquinaria, apresentando-nos momentos que - associados à banda sonora - são altamente intensos e muito esclarecedores. Sem dizer uma palavra, o autor consegue mostrar-nos o que se passa, consegue apresentar-nos os conceitos e explicá-los apenas com recurso apenas a estes momentos animados. Apesar de tudo, alguns deles estão um pouco desactualizados e não envelheceram muito bem, mas devemos considerar que era o melhor que se fazia na época, sendo que o valor de produção do filme foi muito alto.
Quanto à música, essa... Retomando os fogos corais a que nos tinham habituado no primeiro filme, são muito intensos e levam o espectador a encontrar novos significados nas cenas que ilustram.
Um filme muito completo, mas também muito intimista. Para fãs, mas não só.
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell: Arise - Border:4 Ghost Stands Alone
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Ghost in the Shell: Arise - Border:4 Ghost Stands Alone
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2014
7 em 10
O último filme do conjunto especial "Arise - Border" que saiu ao longo do passado ano 2014. Das quatro instalações, parece-me que este foi, sem sombra de dúvida, o mais bem conseguido. Para mais, joga muito bem como filme de Natal (estamos na época, não é?)
Neste filme a Section 9 enfrenta um misterioso hacker que, à semelhança de outros em situações passadas neste mesmo franchise, se infiltra nos ghosts, os cérebros, as mentes, de pessoas relevantes para a nossa vida social. No caso, infiltra-se nos ghosts de polícias, que imediatamente procedem a matar todos os participantes de uma manifestação pacífica contra a fome no mundo, num pós-guerra imaginário e futurista. A partir daí, desenvolve-se uma narrativa muito delicada, em que ficamos a compreender a dor deste hacker e os seus sentimentos, acabando por o retratar como um ser humano verosímil, apesar de um pouco louco. Isto processa-se de maneira breve, mas muito comovente e apropriada ao ritmo da história, acabando a revelação final por ser muito bela.
Apesar destes elementos, não deixa de ser um filme recheado de cenas de acção deslumbrantes, o melhor que4 este estúdio tem para nos oferecer. As sequências estão altamente detalhadas e bem coreografadas o que, juntamente com a música, transformam o filme num jogo de expectativas que acabam sempre cumpridas. Esta, apesar de tudo, pode parecer um pouco repetitiva comparando com os outros filmes a série Arise, mas dentro deste contexto não deixa de estar totalmente apropriada.
Gostei também, e muito, de ver - finalmente - um retrato fiel da relação Major-Batou, que por fim se vêm juntos numa cena de acção inesperadamente caótica.
Vale a pena ver toda a série de filmes Arise só para chegar a esta última instância. Senti-me de volta aos anos 90 e ao verdadeiro cyberpunk.
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell: Arise - Alternative Architecture
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Ghost in the Shell: Arise - Alternative Architecture
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime -10 Episódios
2015
6 em 10
Esta é a série em que vem a culminar a recente prequela de Ghost in the Shell, Arise. Para saberem mais sobre os primeiros três filmes (ainda não vi o quarto e último), cliquem aqui. Para além disso é o primeiro anime desta season da Primavera a terminar, com apenas dez episódios.
Como saberão, eu sou uma fã inveterada de Ghost in the Shell. Tanto que, mesmo não achando os filmes anteriores tão bom como o franchise original, escolhi o design da Major neles referido para integrar a minha lista de cosplays futuros (podem ver aqui). Para esta série tinha expectativas elevadíssimas. No entanto, não fiquei menos que desapontada. Alternative Architecture acaba por ser uma interpretação pouco feliz do tema, ignorando os elementos originais que tornavam GitS no pilar do género cyberpunk.
Sucedem-se várias histórias que têm como tema central a criação, com os seus altos e baixos, da equipa que doravante será liderada pela Major Makoto Kusanagi. São pequenos mistérios, policiais, bastante simples e directos, sempre resolvidos por uma invasão da "rede" pela parte dos personagens, que nela descobrem o essencial para resolver o problema. Isto está de tal forma esquematizado e estereotipado que tudo acaba por ser um pouco previsível, por mais reviravoltas que existam entre os personagens. Estes são apanhados desprevenidos pela formação da equipa, tendo prestações pouco sólidas ao longo de todo o anime. Para começar, isto é uma prequela, pelo que todos deveriam ser mais jovens. Ninguém, com excepçã da Major (coisa que nem faz sentido, visto que ela é um robot) e Arakami, está mais novo. Estão todos exactamente iguais. E isso revela-se também nas suas experiências de vida. Todos têm os sentimentos que terão nas séries mais para a frente, como se tivessem vivido todas as coisas que já se passaram antes delas. Há uma grande confusão entre lealdades e traições, que acaba por ser inconsequente dentro do contexto de cada história.
Outro aspecto que não apreciei foi o facto deste anime se ter tornado, essencialmente, numa simples série de acção. Grande parte do tempo, que poderia ter sido usado para debater elementos como a própria filosofia do universo ou o desenvolvimento dos personagens, é gasto em tiroteios, lutas de artes marciais e perseguições de carros, motas e camiões em chamas. Para mais, existe aqui tecnologia e conceitos que não existem nas sequelas, o que não faz sentido: se estamos no passado, como podem existir coisas que não existem no futuro, considerando que são mais evoluídas que estas e não relíquias perdidas no tempo?
A animação é um ponto forte, mas na verdade não escolhi este anime para ver para observar grandes coreografias em cenas de lutas. Não há qualquer tipo de experimentação, ninguém teve coragem para pisar o risco e para fazer algo de diferente, conforme um franchise deste género mereceria. Para mais, sendo praticamente todas as cenas passadas em ambiente nocturno, as cores estão demasiado escuras e muitas vezes é difícil de perceber quem está aonde e porquê. Talvez a melhor parte da animação seja a sequência de abertura, que é sem dúvida interessante.
Também o é a música. Fazendo uso de uma electrónica simples, mas eficiente e sólida, a banda sonora acaba por ser o único elemento que nos remete para o universo cyberpunk de que nos lembrávamos. Temos várias músicas, variadas, que insistem no mesmo tema, que acaba por ser a única relação desta série com o passado.
Assim, temos um Ghost in the Shell insípido, que não nos faz pensar, que talvez deva ser entendido mais como uma nova versão do original e não como a pretendida prequela. Talvez seja uma série boa para uma nova geração incapaz de gerar pensamentos e debatê-los, mas continuarei sempre a recomendar o filme original e o Stand Alone Complex.
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears
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Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2014
6 em 10
Poderão ver neste mesmo local comentários sobre o Primeiro e Segundo filmes desta nova leva do franchise.
Desta vez exploramos um assunto muito pouco falado nos takes anteriores de Ghost in the Shell: a vida amorosa da Major Mokoto Kusanagi. O filme inicia-se precisamente com uma cena de certa carga erótica, que relata o amor entre cyborgs. A partir daí, ficamos a conhecer este amante, enquanto os personagens procuram o autor de um ataque terrorista.
Existem alguns elementos interessantes que são debatidos ao longo do filme, sobretudo nas conversas entre os amantes. Parece que neste momento Kusanagi aprende a gostar do seu corpo artificial e a admiti-lo como parte de si própria, para além do seu Ghost. Isto poderá ser muito importante como elemento de uma prequela, pois liga directamente com a evolução da personagem para a fase em que todos a conhecemos.
De resto, a história do filme é bastante simples e, sobretudo, demasiado previsível.
Em termos de animação, temos dois momentos de destaque: as cenas de acção e as cenas de amor. Nas primeiras, a animação é bastante fluída, embora a coreografia das lutas seja extremamente exagerada, dando uma panóplia de capacidades físicas virtualmente impossíveis a todos os personagens, mesmo os que não são totalmente artificiais. Nas outras, aparece-nos um cenário marinho, muito azul, que tem uma beleza muito própria. Infelizmente, o efeito visual que estas cenas têm perde-se na sua repetição.
Musicalmente, temos um techno que nos recorda a verdadeira onda cyber dos anos 90, bastante equilibrado com uma ED muito calma, como um oceano.
Depois da maravilha que foi o primeiro filme, da surpresa e tudo o mais, acho que este - até agora - é o melhor da versão Arise. Ainda assim, parece-me que poderiam ter feito um melhor trabalho no geral.
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell: Arise - Border:2 Ghost Whispers
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Ghost in the Shell: Arise - Border:2 Ghost Whispers
Takeushi Atsushi - Production I.G.
Anime - Filme
2013
6 em 10
Esta nova instância de Ghost in the Shell, o Arise, conta com quatro filmes, dos quais três já sairam. Este é o segundo. O primeiro está aqui. Como podem ver no link citado, achei que esta nova versão, esta "prequela" estava excelente e que captava com grande exactidão o ambiente essencial da saga. Verdadeiro cyberpunk, um regresso ao passado. Com este segundo filme, a minha opinião diverge.
É neste filme que a Major Makoto Kusanagi reune o resto da sua equipa para a Section 9. Mas a forma como isso acontece pareceu-me demasiado forçada, com coincidências a mais, tudo demasiado fluído e simplificado para ser real.
Ela está colocada num caso de um terrorista, que viremos a saber ser um prisioneiro de guerra, que perturba o sistema de trânsito. Ele faz isto com ajuda de um grupo de pessoas infectadas com um vírus que as faz acreditar que isto é uma boa causa. Estas pessoas são, todas, nada mais nada menos do que os futuros membros da Section 9. Porquê? Veio mesmo a calhar... Na resolução deste caso ela é ajudada por uma estranha mulher, com consequências interessantes, e por um fofinho antecessor do tachikoma, um logicoma.
Este episódio é praticamente composto apenas de lutas e cenas de acção. A animação é bastante boa, se bem que se nota um CG flagrante em muitos casos, sobretudo no que respeita a maquinaria. Isto não fica muito bem, mas podemos perdoar. O que eu não posso perdoar é a falta de lógica de alguns momentos da coreografia de luta. Alguns movimentos são bonitos, interessantes, espectaculares, mas são pouco práticos, pouco realistas, algo que nunca aconteceria num contexto militar como o da Major.
Em termos musicais, os efeitos sonoros têm o seu quê de um techno do passado, o que soa muito bem. A OP é simples mas bem aplicada, mas a ED aparece um pouco fora do contexto, apesar de ser uma boa música.
Ainda é cedo para tirar conclusões acerca desta nova versão do franchise, mas por enquanto mantenho-me neutra. Um agradou-me muito, este desagradou-me bastante... Mas não deixarei de fazer cosplay da Major quando chegar a altura! =D
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain
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Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain
Kazuchika Kise - Production I.G.
Anime - Filme
2013
8 em 10
Quando falamos de regressos de séries ou filmes, há sempre um certo medo inerente. "Será que vão estragar?" "Será que vai ser bom?" Eu confesso que tinha esse medo. Quando vi os novos designs das personagens, com mais medo fiquei. Isto é, faz todo o sentido que Makoto Kusanagi tenha um design diferente, pois como sabemos (pelas outras instâncias de GitS), ela muda de corpo como quem muda de camisa, mas mesmo assim este design jovial não me agradava profundamente.
Veio a revelar este primeiro filme da série "Arise" que tudo faz sentido.
Tudo se passa antes da fundação da Section 9, era Kusanagi ainda uma menina no exército. São introduzidos outros personagens da Secção, mas não como pertencentes a ela: eles fazem parte de outras equipas e reúnem-se por força das circunstâncias. Essas circunstâncias são uma história muito bem contada, dentro do universo de GitS, um mistério cibernético com uma tonalidade surreal, envolvendo memórias e o dilema do "ghost" ao qual já nos tínhamos habituado, considerando que vimos todo o material anterior (coisa que recomendo) antes de pegar na prequela.
O que mais gostei foi a caracterização da Major, pois tendo-a em conta e tendo em conta o que sabemos do que vimos anteriormente, nota-se uma caracterização profunda e uma evolução espantosa. Espero que nos próximos filmes de Arise fiquemos a saber mais como esta "menina", inexperiente e quase com uma aura de inocência e candura, passou para a Major profissional e sem escrúpulos que todos conhecemos e amamos. Também gosto deste novo design porque com ele já posso fazer cosplay de uma das minhas personagens preferidas, pois se adequa mais ao meu corpo (o design original não se adequa de todo, demasiado alta, demasiado musculada, demasiado dotada, demasiado para mim...)
A animação está perfeitamente exemplar, com o CG muito bem integrado e cenas de luta que roçam o espectacular. As coreografias das lutas estão muito interessantes e tornam-nas agradáveis de ver, sendo que é muitas vezes difícil perceber quem vai sair vencedor, dado que as forças estão quase sempre muito equilibradas.
A música é adequada e bastante variada, mas gostei sobretudo da aura dada pela OP e pela ED (se é que num filme temos OP e ED), que é calma e abstracta, numa tonalidade tecnológica muito apropriada ao tema que estamos a tratar.
Recomendo e fico ansiosa à espera do próximo filme!
By : ladyxzeus
Ghost in the Shell - Solid State Society
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Ghost in the Shell - Solid State Society
Kamiyama Kenji - Production I.G
Anime - Filme
2006
6 em 10
Eu sou grande fã de GitS. Qual o meu espanto quando descobri no meu clubezinho que me faltava ver um filme! Infelizmente, desapontou-me.
Dois anos depois de Stand Alone Complex, Motoko já não está presente e Togusa tem uma posição de liderança dentro da Section 9. Começam a investigar um caso de crianças raptadas e a misteriosa Solid State Society. Depois de algumas reviravoltas, Motoko aparece para solucionar tudo com o seu talento para penetrar em cérebros alheios. Agora, a parte questionável deste filme é que toda a história é bastante previsível, à medida do seu desenrolar. Também lhe falta o ambiente negro cyberpunk a que nos habituámos no resto do franchise. Os personagens poderiam ter tido algum tipo de desenvolvimento mais completo, sobretudo no que respeita à interacção de Togusa com Batou (juntamente com a Major, os meus personagens preferidos), que estão colocados em posições no estrato militar inversas ao que se passava anteriormente. Isso poderia ter provocado algum conflito, que não foi suficientemente explorado.
A arte não está especialmente boa, sendo os únicos momentos dignos de nota aqueles que envolve tachikomas. Aliás, o seu regresso não pareceu fazer grande sentido, já que - se bem nos lembramos de Stand Alone Complex - o seu satélite da inteligência artificial tinha sido destruído num acto de suicídio altruísta. Assim, eles não deveriam existir (pelo menos da mesma forma) e tinha-me parecido muito bem que eles fossem substituídos por uchikomas. Eu gosto muito de tachikomas porque são muito fofinhos, mas aparentaram estar aqui para fazer gosto aos fãs. O CG é usado com parcimónia, sobretudo nas perspectivas de edifícios, mas nota-se bastante e destoa.
A música, cantada numa língua desconhecida qualquer vinda algures da Europa de Leste, soa demasiado a pop e não se conjuga com o ambiente de Ghost in the Shell.
Mas o que mais me desapontou neste filme foi a total ausência de questões implícitas, aquelas questões que nos fazem pensar e que nos deixam sem dormir durante pelo menos um bocadinho. É essa a essência de GitS e este filme não lhe faz jus.
By : ladyxzeus
