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  • O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar

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    O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar
    Frank Miller
    2001
    Banda Desenhada 

    A sequela do Regresso chega em grande, com Batman a liderar um grupo de jovens delinquentes e preparado para libertar os verdadeiros heróis do jugo de um presidente fantoche e dos vilões que estão por trás deste.

    Infelizmente, este álbum pareceu mais uma colecção de "tudo o que pode acontecer de mal a um herói", com uma sucessão dos famosos da DC em situações desagradáveis e o Batman a livrá-los do mal-amén.

    Os desenhos estão mais rabiscados, com uma anatomia imperfeita que perturba a leitura. As cores, que poderiam ser vibrantes para ajudar a caracterizar o ambiente frenético desta história, são pálidas e opacas, trazendo muito pouca textura à narrativa.

    As novas personagens, isto é, a nova geração de heróis, tem motivações pouco claras e parece estar um pouco mal definida.

    Por isso, se o Regresso era uma obra prima, o novo Ataque fica muito aquém das expectativas.
  • O Regresso do Cavaleiro das Trevas

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    O Regresso do Cavaleiro das Trevas
    Frank Miller
    1986
    Banda Desenhada
    Comprámos esta edição especial de um clássico da banda desenhada e pus-me logo a lê-lo! Fantástico!

    Bruce Wayne deixou de ser Batman. Está velho, alcoólico e acabado. No entanto, uma nova onda de crimes tem assolado Gotham. E Batman quer voltar, tem de voltar. Mas quais serão as consequências?

    Um álbum que critica a sociedade apodrecida e viciada na televisão dos anos 80. Que torna reais as lutas entre heróis e vilões com que sempre sonhámos. E uma pedra lapidar no significado da banda desenhada enquanto meio artístico. Violento, sem pudores, Frank Miller explora as personagens trazendo-lhes uma humanidade há muito perdida, a humanidade real, a humanidade negra.

    Com desenhos agressivos, e uma estética sombria, as vinhetas sucedem-se num ritmo frenético, em que nunca sabemos qual vai ser o próximo passo. Este Batman não obedece a regras, e isso tem tanto de refrescante como de assustador.

    Recomendo vivamente.
  • Ronin

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    Ronin
    Frank Miller
    1983
    Graphic Novel

    Comprámos esta Graphic Novel no AmadoraBD do ano passado. Uma leitura tão difícil como extraordinária.

    Um samurai sem mestre, Ronin, é amaldiçoado por um demónio. Renasce no corpo de Billy, um homem do futuro com poderes telecinéticos associado a um super computador. Aquarios, esta nova tecnologia, tem uma inteligência artificial suprema e uma capacidade de aprendizagem invejável. Mas a acção do demónio, que também renasceu, irá complicar as coisas.

    Se há coisa que impressiona desde logo neste livro é a arte. É uma arte complexa, cheia de traços e sombras que, pintado a aguarela numa paleta de cores vibrante e incompleta, transmite um conjunto de sensações visuais impressionantes. No entanto, tornam a leitura também muito confusa enquanto se tenta descortinar o sentido de cada acção que, de forma muito dinâmica, nos conta uma história plena de violência.

    A ideia por trás de Aquarius também revela uma grande originalidade no conceito, talvez com uma certa inspiração em Hal de Kubrick. O demónio sobrenatural, algo nada lógico nem científico, consegue enganar a máquina mais inteligente de que há memória, usando para isso o seu próprio mecanismo. Assim, o demónio e a máquina tornam-se quase como uma unidade.

    Vale a pena ler este volume pela sua importância histórica e pelo desafio de enfrentar o seu grafismo.
  • Batman: Ano Um

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    Batman: Ano Um
    Frank Miller & David Mazzucchelli
    1986
    Graphic Novel
    Ok, estamos em 86 outra vez. Passa-se aqui algo de muito estranho...
     
    Ofereci este livro ao Qui por um Natal anterior, já que ele gosta do Batima. Agora foi a minha vez de o ler: gostei mesmo muito!
     
    Nesta história, o início da personagem de Batman é reinventada. Numa Gotham assolada pelo crime e por uma força policial corrupta, aparece esta estranha figura que, pela primeira vez, experimenta lutar contra as forças do mal. Ao início, nem tudo corre bem. São-nos mostradas as fragilidades do herói enquanto pessoa, enquanto ser humano que, não possuindo nenhum poder especial, pode apenas contar com a sua inteligência, a sua tecnologia e a sua forma física.
     
    Mas o herói desta história é Gordon, que ainda não é comissário: acabado de chegar à cidade, tem de enfrentar todas as vertentes dos acontecimentos. Por um lado, tem de prender os criminosos, claro. Por outro lado, tem de lutar contra a pressão de uma esquadra corrupta que não só não o deixa trabalhar como o ameaça. E depois existe Batman: quem é ele e o que faz aqui? Devemos prendê-lo? Quando se começa a revelar o porquê da existência desta figura e Gordon descobre o que se passa na polícia, tudo poderá mudar.
     
    Também nos é apresentada uma versão muito interessante da Catwoman, degenerada de um submundo em que a figura feminina nunca poderia vencer. Assim, apresenta a figura feminina com uma grande força colectiva: Catwoman como representação do feminismo.
     
    A arte é crua, bruta, com cores simples e escuras. Existe um uso de sombras paisagísticas excelentes que, não adicionando muito detalhe, transmitem na perfeição o ambiente desta cidade feita de lixo e que deseja continuar assim.
     
    Não conheço muitos comics americanos, mas parece-me que este é um excelente exemplo!

  • Sin City

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    Sin City
    Frank Miller e Robert Rodriguez
    2005
    Filme
    7 em 10

    A propósito de um passatempo para ver o novo filme do Sin City, porque não ver o antigo. Nunca o tinha visto e, agora, fiquei extremamente curiosa para ler a banda desenhada.

    São quatro histórias diferentes, que têm em comum o facto de se passarem em Sin City, uma cidade em que toda a gente tem algum problema. Há pessoas que são simplesmente más, há demasiadas prostitutas, há pessoas que sofrem, há pessoas que são malucas. No meio de muito sangue e muito armamento pesado, lá resolvem os seus problemas.

    A primeira história é só um bocadinho, uma introdução e uma conclusão, sobre um tipo que, aparentemente, mata mulheres. Não sabemos mais nada sobre ele nem sobre o que o move.

    A segunda história, também dividida em duas partes, é sobre um polícia que salva uma menina pequena das garras de um tarado, para depois os reencontrar: ela cresceu e o tarado está... Bem, tem uma certa icterícia. 

    Na terceira história, temos um tipo completamente alucinado, dotado de super força e de extrema fealdade. Depois de uma prostituta de quem ele gostava muito ser assassinada, enceta uma busca pelo seu assassino, entrando numa perseguição em escala ascendente, em que enfrenta todo o tipo de doidos (incluindo uma criatura que come pessoas).

    Finalmente, temos... Espantoso! Uma pessoa inerentemente simpática! Tudo começa por uma briga com um homem ciumento e acaba numa guerra entre a Cidade Velha, dominada pelas trabalhadoras nocturnas, e a máfia. E a polícia também, já agora.

    As histórias e os personagens são, desde logo, muito interessantes. Mas adicionemos a tudo isto uma estética muito única. O filme é praticamente todo monocromático. As únicas cores que aparecem são para dar ênfase a certas situações. O facto de a narrativa ser, quase toda, um monólogo de cada personagem, torna-nos mais próximos deles, pelo que é fácil de compreender as suas motivações e a razão para tanta violência.

    Existem elementos que poderiam ser melhores, mas no geral está um filme muito original e extremamente único. Estou ansiosa pela sequela e, sobretudo, por ler a BD!
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