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  • Fahrenheit 451

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    Fahrenheit 451
    François Truffaut
    1966
    Filme
    7 em 10
    Fahrenheit 451 é a temperatura a que um livro arde. Baseado no romance homónimo, este filme de 1966 mostra-nos um universo distópico em que os livros foram eliminados.

    Seguimos a história de um bombeiro que, no processo de queimar livros todos os dias, acaba por se apaixonar pela leitura. É-nos dada uma visão pessimista deste mundo, em que os livros são tidos como histórias que apenas desconcentram as pessoas das coisas realmente importantes, dando-lhes ideias fantasiosas e, no fundo, enchendo-as de tristeza.

    Mas também nos é dada uma luz de esperança: existe um grupo de pessoas que, apaixonadas pelos livros, devoraram-nos, decoraram-nos e, assim, se tornaram pessoas-livro. Livros vivos que nos contarão a sua história a pedido ou simplesmente porque agora é essa a sua forma de estar e viver.

    Com efeitos curiosos para a época, apesar da destruição maciça de livros, é uma história apaixonante.
  • A Noite Americana

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    A Noite Americana
    François Truffaut
    Filme
    1973
    6 em 10

    Fim de semana significa, muitas vezes, Sessão Dupla de cinema em casa. No caso de ontem, estando o frio que estava, significa Sessão Dupla com meinhas quentes e mantinha fofinha. :)

    Apesar de termos apanhado uma estranha versão dobrada em Inglês, este é um filme Francês dos anos 70. De teor autobiográfico, relata a concepção de um filme, com muita confusão entre produtores, actores e toda essa gente à mistura.

    O filme parece relatar a confusão medonha que é rodar uma filmagem em pouco tempo, com todos os problemas associados. No entanto, também aparece de forma caricatural, pois os actores (como personagens) estão todos envolvidos uns com os outros das maneiras mais estranhas, sobretudo amorosas. No fundo, é um ambiente de caos e rebaldaria em que, no final, tudo corre da melhor forma possível. 

    Em termos de história e personagens não se distingue especialmente de outras produções. O que é realmente interessante é a imagética do filme, existindo cenas - sobretudo as do filme dentro do filme - que têm um grafismo muito belo e interessante, apesar de os diálogos serem bastante falhos.

    em termos de trabalho de actor, achei que poderia haver uma distinção muito maior entre a personagem "verdadeira" e a "falsa" (a do filme), para além de mudarem de penteado.

    Tive pena de não ter visto o filme em francês francês, pois acho que teria sido uma experiência muito mais genuína.
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