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  • Feira de Corroios 2022

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    Feira de Corroios 2022
    Feira/Festival


    Bem, vejam lá o tempo que já passou sem nenhuma review! Entretanto fui de férias, entretanto vimos montes de filmes, e lemos montes de livros e vimos montes de anime, portanto agora é altura de começar a escrever sobre isso. Também tenho estado muito desinspirada para a escrita, por isso vamos ver se agora me recupero.

    Vamos começar por falar da Feira de Corroios, que este ano visitei em dois dias.

    Na primeira visita vimos muito pouca coisa, e os concertos também eram chatos e cheios de barulho, portanto só assisti a uma parte - no resto passei-me, enfureci-me, e fui-me embora.

    Já a segunda foi melhorzita. As bancas habituais lá estavam, e ainda joguei numa rifa em que ganhei um belíssimo pentagrama que do outro lado tem um olho piramidal. Já estou farta de o usar! Este ano também tinham o pavilhão ocupado com algumas bancas, a maior parte de imobiliárias, mas uma da Heimdall Geek Store, onde comprámos uma action figure do Predator (segundo filme), que depois íamos perdendo mas que no fim acabou por chegar a casa sã e salva.

    O concerto desse dia foi fantástico, o que é uma palavra que usualmente não associamos ao Toy. É verdade, fomos ver o Toy que, num concerto muito ensaiado e programado, nos brindou com os seus maiores sucessos, além de uma sessão de flexões na sua t-shirt de lantejoulas pretas. Dancei horrores, quem diria que ia dançar tanto com música popular portuguesa, e foi no geral muito divertido. Gostei quando o Toy disse que não nos podia dar a t-shirt, porque só tinha aquela para os concertos todos, não havia orçamento para mais.

    No geral foi uma feira óptima, sobretudo depois de dois anos de ausência devido ao confinamento, e agora aguardamos pelo próximo ano!

  • Bizarra Locomotiva

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    Bizarra Locomotiva
    Concerto
    Fomos à Feira de Corroios. Entre muitas coisas, em que comi churros e joguei em rifas, vimos esta banda clássica do industrial. Vou agora falar um pouco sobre isso.

    Com um som violento, esforçando-se por arrancar a alma tanto do público como dos performers, em gritos e riffs de guitarra acessórios, a banda apresenta-nos um conjunto de temas com significados difíceis de entender.

    O screamo patente em quase todas as músicas, intercalado com algum spoken word (nada de mais) tornou o concerto divertido, porque não percebi nada, mas também algo estranho, porque dava vontade de abanar a cabeça e gritar ao mesmo tempo.

    O concerto sucedeu-se sem interrupções, sem conversas e sem interacções pela fala, mas com uma atitude muito disponível do vocalista, que muitas vezes saltava para o meio do público e agarrava nas pessoas. Chegou mesmo a levar uma criança aos ombros, uma criança metaleira, claro.

    Foi um concerto curioso que me deixou com vontade de ouvir mais desta banda.
  • Festas de Corroios - Azeitonas

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    Festas de Corroios

    Já estava convencida de que este ano iria quebrar a minha tradição de ir às Festas de Corroios. Pode não ser há muito tempo, mas já vou desde que entrei na faculdade. E para quem vive em Lisboa isso significa bastante, creio eu de que.

    A feira é sempre igual a si própria, com as suas banquinhas de comidas e bebidas e passarinhos e roupas e jogos diversos. As aquisições deste ano distinguiram-se por, principalmente, ter adquirido alguma coisa. A primeira foi uma sangria mágica que deitava fumo. Era gelada e deitava fumo! Não pude deixar de a experimentar! Mas além de deitar fumo, não fazia mais nada de especial, era igual a todas as outras sangrias. A segunda aquisição foi um jogo de roleta de uma banca de peluches gigantes. Ganhei uma flor vermelha que, além de se rir, enrola-se toda sobre si própria.

    Um dos membros do grupo resistente manifestou grande desejo de andar numa brincadeira chamada MONSTER. Só de olhar para ela fiquei cheia de medo. Era um pêndulo enorme, gigante, para oito pessoas de cada vez, que andava à roda e as cadeiras onde as pessoas estavam andavam à roda também, por forma a toda a gente balançar a ponto de ficar de cabeça para baixo. Só de a observar durante uns minutos fiquei com elevadíssima cefaleia.

    No final parámos na política. Interessante que o PSD e o CDS estavam encaixados entre o Bloco de Esquerda e o PCP, o que lhes devia causar certo pânico. O que é certo é que os partidos de esquerda eram a última coisa a fechar.

    Mas... E a música? Desde logo, ainda antes de irmos, manifestei o meu desinteresse pela banca convidada desse dia sabático. Mas afinal revelou-se uma surpresa agradável, se bem que nada de genial.

    Eram eles

    Os Azeitonas

    Pouco conhecia desta banda e o que é verdade é verdade: sabem dar um belo espectáculo. É realmente muito animado.
    As músicas são muito simples, com letras ligeiramente ilógicas. Apresenta-se uma tara quase infantil pelo imaginário do cinema americano, quer na sonoridade quer nas letras (muito desejo têm estas pessoas de ir a Hollywood). Não se percebia bem o que fazia a rapariga da pandeireta, além de tocar pandeireta e cantar em francês.

    Mas o que é certo que até eu, que nutria enorme aversão por esta banda com nome de baga gordurosa, acabei o concerto dançando e fazendo pripripri (que é a minha maneira de cantar e dançar). É uma banda cheia de energia e, sendo grátis, se calhar vale a pena ver.

    No palco apresentava-se um grande "Az", pelo que esta banda também poderá - não oficialmente - ser chamada de Azoto.

    No dia seguinte dormi até ao infinito.

    Fim.
  • Festas de Corroios - Homem de Marte e The Chameleons

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    Festas de Corroios

    Fomos estrear as Festas de Corroios 2013. O pessoal foi (quase) todo sair em Lisboa mas nós, resistentes, saímos de Lisboa para ir a Corroios. E valeu a pena, muito!
    A festa em si não tinha nada de novo, as bancas são sempre as mesmas e têm essencialmente as mesmas coisas. Descobri que já não gosto de ver os passarinhos, porque entretanto aprendi o stress sob o qual estão e fico a imaginar quantos irão morrer pela brincadeira de os vender na feira... Por isso fomos logo para o palco principal, ver os concertos. Gostei muito dos dois, como verão de seguida.

    Homem de Marte e os Invasores


    Uma nova banda Portuguesa, que aparentemente ganhou um concurso. A sonoridade pareceu-me bastante original para o panorama do nosso país. Estava-me sempre a lembrar dos meandros do Visual Kei, que também misturam o piano clássico com o rock dumaw. Aliás, foi o piano a minha parte preferida dos sons. O que me pareceu, sem querer ser ofensiva de maneira nenhuma, foi que a música não combinava muito com o vocalista. Senti que ficaria mais bonita, sobretudo porque as letras também me pareceram interessantes, se fosse uma voz mais profunda e sonhadora... Tipo Gackt. Mas bem, o Gackt podia cantar todas as músicas do planeta que ficava sempre bem, por isso é só um comentário sem lógica. =p

    The Chameleons





    Tinham-me dito "É uma banda do tempo e da onda dos The Cure, mas que se perdeu e agora voltaram". E eu pensava "olha que giro". Mas chegando lá... Epá. Esta gente. É estrangeira! São ingleses! Como será que foram parar às Festas de Corroios? Surreal!

    Mas foi um grande espectáculo. Gostei do som assim que começaram, é o tipo de música que faz mesmo o meu estilo. Assim, mesmo sem saber música nenhuma, fartei-me de "dançar" e de gritar e bater palminhas. Bem, já estava um bocadinho entornada por esta altura... Mas não interessa! O vocalista também já estava todo entornado! Estava todo contente, thank you, thank you, a pedir feedback e o público, sim, a dar o feedback todo! Ainda me diverti a analisar alguns elementos do público, que aparentemente eram os fãs que dão o culto à banda.

    Ainda houve dois encores e agora vou sacar a discografia toda porque quero ouvir isto outra vez!


  • Festas de Corroios - Planeta Vaca e Linda Martini

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    Festas de Corroios
     
    Mais um ano, mais umas Festas de Corroios! Não as perco já há uma série de tempo e ontem lá estive eu.
    Como festa, é sempre a mesma coisa, exactamente com a mesma conformação. Bancas de comidas e bebidas e bancas de lojas de Corroios. Lembro-me que houve um ano em que cheguei a comprar uma gaiola nova para o meu querido Lípio, que já está para onde vão os passarinhos quando morrem. Este ano fui eu a estrear a banca das Caipirinhas. O que varia são os concertos, vários durante vários dias. Ontem foi Planeta Vaca seguido de Linda Martini e é sobre os concertos que vou fazer os meus comentários
     
    Planeta Vaca

    Não conhecia e não fiquei com vontade de conhecer. Aparentemente vencedores de um concurso de bandas, apresentaram-nos um um rock com tendências mais pesadotas mas que ainda assim cai no vulgar dos Foo Fighters. Não consegui perceber as letras (excepto numa música em que berravam PAZ PAZ PAZ), que admito que possam ter algum conteúdo interessante. A atitude em palco foi um pouco convencida de mais, com algumas tentativas de humor muito falhadas. Não parecem dominar bem a música, apesar do guitarrista/vocalista se ter atirado para o chão a tocar feito rock-star e ter duas guitarras, uma das quais triangular.

    Linda Martini
     
    Possivelmente a minha banda portuguesa preferida a seguir a Ornatos Violeta. Eu adoro Linda Martini. Parece-me que compreendo o que eles querem dizer com as suas músicas e identifico-me com elas. Foi a quarta vez que os vi ao vivo. Eu distingo dois tipos de pessoas num concerto de Linda Martini: os que estão à frente a curtir a loucura e os que estão atrás sem fazer ideia do que estão a ouvir. Dado que o meu corpo estava sob o efeito de uma hora de sono durante todo o dia (insónia encantadora sobre a qual podem ler no meu DeviantArt, por enquanto) eu fiquei atrás e mais atrás a curtir a loucura.
     
    É um som pesado, muito complexo e muito intenso, coroado por letras que, sendo um pouco surreais, caracterizam uma realidade crua e violenta. Neste concerto percebi que todos os elementos da banda se encontram na mesma sintonia, o que levou a momentos de grandiosos improvisos, alguns com a colaboração do público. Nota-se que conhecem e amam os seus instrumentos. Não nos disseram muitas coisas mas era evidente que estavam felizes por estar ali.
     
    Além disso, tocaram a minha música preferida. Estava cheia de medo que não a tocassem. Fica aqui para quem conhece e gosta de ouvir muitas vezes e para quem não conhece experimentar estes excelentes sons.
     
     

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