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  • The Killer

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    The Killer
    David Fincher
    2023
    Filme
    7 em 10


    Um assassino a soldo vive a sua vida normal, regrada, tabelada. Tudo tem de ser perfeito para que ele possa cometer os seus assassinatos regularmente. Até que um dia comete um erro. E isso tem como consequência que ataquem a sua família. Ora, isso vai fazer com que o assassino se remeta a uma viagem de vingança em que, um por um, irá assassinar os seus patrões e todos os envolvidos no acto de violência que lhe fizeram.

    Um filme activo, veloz, sem nenhum elemento extra, que nos mantém sempre colados ao ecrã à espera de ver a próxima cena de acção. Este assassino é altamente eficiente, e o filme segue os seus passos. Não existe nenhuma gordura nesta narrativa e tudo funciona numa engrenagem muito bem oleada, numa sucessão de cenas encadeadas que - ao ritmo dos Smiths - nos mostram mais que uma história de vingança: um estudo de uma personagem que procura mais do que ser um simples assassino, mais do que uma simples peça em algo maior que ele, mas sim um indivíduo com quereres e vontades.

    Um excelente filme de acção e uma noite muito bem passada no cinema Charlot em Setúbal.

  • Zodiac

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    Zodiac
    David Fincher
    2007
    Filme
    6 em 10

    Há muito tempo que queria ver este filme, e finalmente tive a oportunidade. Talvez porque tinha uma expectativa completamente diferente, fiquei desapontada.

    Narra a história dos crimes e investigação do criminoso conhecido como "Zodiac", que fez furor nos anos 60 e 80 com os seus crimes (não assim tão) horríveis e pelas mensagens misteriosas que enviava para que tentassem descobrir a sua identidade. O filme percorre os 15 anos entre os primeiros crimes e a edição de um livro com os resultados da investigação, mas - como se sabe pela história - sem culpados e sem consequências.

    Confesso que pensava que os crimes eram muito mais horrendos e que o mistério dos criptogramas fosse extraordinariamente complexo. Por isso fiquei um pouco triste quando o filme se focou sobretudo nas relações entre as várias agências policiais e na falta de comunicação entre elas.

    Ainda assim, foi um filme interessante e estimulante, que passou num instante.

  • Mank

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    Mank
    David Fincher
    2020
    Filme
    7 em 10

    Tinha visto o Citizen Kane em preparação para este filme, e ainda bem que o fiz, porque torna a experiência muito mais interessante.

    Mank é um filme biográfico, embora tenha algumas partes inventadas, sobre o argumentista que criou Citizen Kane (com ou sem Orson Welles é algo que se mantém como mistério). Fala sobre o seu processo, acamado, isolado, e sobre a sua inspiração, que retirou de figuras imperiais de Hollywood da sua época de forma menos discreta que o necessário.

    O curioso deste filme é que está estruturado de forma exactamente igual ao Citizen Kane, com muitas técnicas cinematográficas estreadas nesse filme e agora revisitadas. É uma excelente homenagem ao filme original e à ideia de Hollywood como paraíso das estrelas, um filme de amor ao cinema.

    Existem alguns momentos de grande brilhantismo técnico, quer da parte do realizador quer da parte dos actores, mas sabendo que muitas coisas apresentadas não ocorreram de facto, isso torna o filme menos verosímil do que poderia ter sido se se remetesse apenas à realidade.

    Gostei bastante e acho-o um forte candidato ao Oscar.

  • Sala de Pânico

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    Sala de Pânico
    David Fincher
    2002
    Filme
    6 em 10

    Apanhámos este filme na televisão e ficámos a ver.

    Uma mãe e uma filha mudam-se para uma casa que tem uma característica curiosa: tem uma sala de pânico. Uma sala que só abre por dentro, com câmaras, ligação à polícia e bens de primeira necessidade. O que elas não estavam à espera era que a casa fosse assaltada logo na sua primeira noite. Agora têm de se manter a salvo dos bandidos, enquanto que o maior desejo destes é entrar na sala de pânico, que tem o tesouro.

    É um filme interessante, passado todo no mesmo cenário (que apesar de tudo é bastante grande), que apresenta soluções originais para cada um dos problemas que são criados à medida que a narrativa progride. No entanto, os personagens não sofrem grande desenvolvimento, e poucos deles estão totalmente caracterizados.

    Existem alguns truques de câmara que tentam dar um ar de virtuosismo ao filme, mas que não me convenceram.

    De resto, um bom filme para passar a noite.

  • A Rede Social

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    A Rede Social
    David Fincher
    2010
    Filme
    6 em 10

    Este filme estava a dar na televisão e, como é um dos filmes preferidos do Qui, ficámos a vê-lo.

    É uma biografia sobre o Facebook. Sobre os seus primórdios e a sua criação. Mark Zuckerberg é um pequeno génio da informática que, devido à sua incapacidade social, decide criar uma rede social inspirada nas redes sociais das faculdades americanas, a que dá o nome de TheFacebook. Para isso conta com a ajuda e inspiração de alguns amigos. Mas quando os lucros e o sucesso saem do seu controlo, revela-se que este jovem afinal é menos simpático do que parecia e, agora, está prestea  a enfrentar uma série de processos judiciais por razões que ele próprio desconhece.

    Dou uma classificação mediana a este filme porque, na verdade, não lhe encontrei grande interesse técnico em termos narrativos. No entanto, é o tipo de filme que nos deixa a pensar sobre a nossa própria situação actual. Hoje em dia, é rara a pessoa que não tem uma completa dependência pelo facebook (eu inclusa). O vício da popularidade, em ter amigos, em ter feedback, tudo isso é caracterizado neste filme desde a sua origem: porque, afinal, toda a rede social foi criada no desespero de se ter uma rede social. E, no fundo, tudo isso é falso.

    É um filme que nos deixa a pensar sobre nós próprios e na nossa maneira de interagir com a internet.
  • Gone Girl

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    Gone Girl
    David Fincher
    2014
    Filme
    7 em 10

    Vamos ao cinema! Há quanto tempo não vamos ao cinema? Não sei, mas vamos agora. :> Fique a nota da descoberta de que a minha mãe tem um cartão Zon e que isso oferece um bilhete nos cinemas Lusomundo (que já não têm esse nome, não interessa)

    Este é um longo filme que trata da situação de uma pessoa desaparecida, com um certo twist muito assustador e perturbador. Não posso falar dele paranão vos estragar o filme, mas aviso já que nem tudo é o que parece.

    Desde o início, com uma sequência de imagens do ambiente da cidade, o filme se estabelece como fonte de stress. Tanto para os personagens como para nós, espectadores. Nick Dunne já não gosta da mulher. Ela aborrece-o e ele não a compreende mais. Portanto, no dia de aniversário de casados, ele pondera o que há-de fazer com o seu casamento destroçado. Quando chega a casa, atinge-o a descoberta de que Amy, a sua esposa, desapareceu do mapa. Nesse momento começa uma busca incessante e altamente mediática para a encontrar, intercalada com imagens dos momentos passados que explicam como o casamento - que era tão bom - se veio a tornar desagradável e exasperante. Mas quando começam a acusar Nick de ter assassinado a esposa, tentamos perceber... O que é real? O que não é? E na segunda parte do filme há a luta pela descoberta do que é verdadeiro, em que percebemos pelo caminho a verdadeira dimensão destes personagens.

    Apesar de ser um filme de grande duração, mantive-me concentrada do início ao fim, o que não é normal em mim. As pessoas que estavam ao nosso lado desapareceram no intervalo, dizendo que não vinham ao cinema ao Domingo para adormecer. Mas o filme não é nada assim, pois mantém a expectativa até ao final, mesmo depois de a história estar concluida. A conclusão é estranhamente fascinante, pois é o compromisso entre o melhor possível, mas também não podia ser pior.

    Gostaria de fazer uma nota para o trabalho de actor, que merece atenção. Ambos os personagens, que têm uma construção muito sólida, são interpretados de forma excelente. A dualidade desespero-loucura, a sociopatia real e falsa, tudo isto não seria possível sem um grande trabalho de actores experientes. No caso de Ben Affleck, ainda bem que lhe deram a oportunidade de escapar das comédias terríveis.

    Também as imagens paisagísticas, apesar de simples, são muito interessantes.

    Assim, acho que posso recomendar que vejam este filme. Se for no cinema, ainda melhor. :)
  • Os Homens que Odeiam as Mulheres

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    Os Homens que Odeiam as Mulheres
    David Fincher
    Filme
    2011
    8 em 10

    Depois do livro, que comentei ainda há bocadinho, fiquei com uma certa vontade em ir ver o filme. Como tínhamos bilhetes grátis para o Fonte Nova e "Os Descendentes" estava esgotado fiz a minha mãe e seu esponjo irem ver este. Confesso que estava com algum medo do filme. Estava com um certo medo de que a Lisbeth Salander tivesse uma imagem completamente diferente da que eu tinha dela. Mas o filme superou todas as expectativas.

    O filme captou com exactidão todos os personagens e deu-lhes um volume emocional excepcional. A história é a mesma, com alterações em pequenos detalhes. Como um filme só pode ter duas horas e meia, e ainda assim já é muito comprido, eles cortaram alguns detalhes que davam mais vivacidade à história, nomeadamente a crise da Millenium. Também não gostei muito da solução para a Harriet Vanger, que no livro estava mais realista e mais gira. E o detalhe do caso Bjurman também me desagradou um bocadinho. No livro está mais completo e torna todo o evento muito mais hilariante.

    É um filme violento e sexual, mas não chega aos calcanhares do livro, que se pinta com requintes de malvadez.

    Extraordinários actores. Gostei sobretudo da prestação dele. Ela pode estar nomeada para Oscar, mas Lisbeth Salander não é uma personagem assim tão complicada de interpretar quando se pensa bem no assunto.

    O filme prima pelo detalhe, que confere uma nova ilustração a todo o cenário do livro.

    Um filme excelente. Mas, para mim, serviu apenas para solidificar a opinião que eu tinha sobre a obra original.
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