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Uchū Matsuri
Uchū Matsuri
Evento
Ora bem, este foi o último evento a que fui e tenho várias coisas a dizer sobre ele. Nem todas muito agradáveis. Vejamos.
Para começar, tinha-me convidado para dar um workshop sobre skits de cosplay, pelo qual estava muito excited: tinha preparado tudo muito bem, e estava ansiosa por receber os meus participantes, apesar de saber que só tinha uma pessoa inscrita. Também me tinham convidado para jurar o Concurso de Skits, no qual não me inscrevi precisamente por causa disso, porque - sic - "ela é a pessoa que mais skits fez em Portugal". Estava muito contente weee! Mas depois várias camadas se foram revelando e eu fui-me irritando um pouco, e por forma a manifestar-me, no Sábado, levei o meu cosplay de pessoa "trans" (entre aspas porque quem conhece os livros sabe do que se trata), o Tobias dos Animorphs. Outras pessoas levaram personagens queer e fiquei bastante feliz por haver esse manifesto.
Então, fui buscar a minha amiga Scarlet, que me ia dar uma ajuda com o workshop, e seguimos para lá. Estacionamento fácil, mas uma zona sem *nada* à volta, nem um café aberto, nem nada. O lugar do evento era uma escola, e fiquei com pena das crianças que lá estudam porque a estrutura da escola está completamente destroçada. As casas de banho, por exemplo, eram de um nojo incompreensível. Janelas partidas, cacifos destruídos, enfim, esta escola já viu melhores dias e bem se podia candidatar ao Parque Escolar, que não sei se ainda existe.
No workshop compareceram dois jovens mui simpáticos, e foi super divertido porque assim - com menos gente - pude dar-lhes atenção total durante uma hora e meia. O workshop estava planeado para mais tempo, mas também estava planeado para 15 (quinze!) participantes. Enfim, com estas duas pessoinhas pudemos praticar movimento, voz, trabalho com adereços e escrita de argumento para skit. Foi muito animado e corremos e dançámos, weeeeeeeeeee Espero ter ajudado estes jovens a ganhar mais kokoro para ir ao palco, e na próxima estamos lá todos juntes!
Depois troquei para o meu cosplay, a minha amiga sentiu-se mal e foi para casa, e comecei a andar de um lado para o outro em circulação. Chegou entretanto outra amiga, das Aulas de Japonês Setúbal, e fiquei a guardar a banca dela enquanto ela foi dar o seu workshop.
Seguidamente, fui assistir ao concurso geral, em que congratulo a MissBakemono por ter feito um skit que me levou às lágrimas de tanto rir, e em que congratulo também os outros dois participantes, que também estavam óptimos! Depois sentei-me na mesa dos juris a perguntar "sou eu aqui?" e muita gente pensava que sim, era eu ali. Mas afinal foi-me dito "quem te disse que eras juri?" e eu "aaa, então não sou aqui", e a pessoa responsável "não és aí", e eu bazei teehee. Gostei muito do concurso de skits, sobretudo do skit de... Amor Doce? Acho que é isso? Enfim, ri imenso. Não me fez confusão não ser jurada, tudo ok, só me fez confusão não me terem dito nada? Nem a mais ninguém? Senti que havia segredos a serem revelados a pessoas exclusivas.
Passei o resto do dia a beber um Bubble Tea de Lichia na banca das Aulas de Japonês, wry
Domingo não tinha grande vontade de ir, mas estava combinada com a minha amiga Alice ir com ela de Nana+Nana (ela a Nana e eu a Hachi). Lá me esforcei por me erguer da cama (as corridas do dia anterior deixaram-me destruída) e fomos a caminho! Infelizmente assim que lá cheguei deparei-me com um problema - digamos - fisiológico: a escola tem TANTAS escadas e o piso do passeio era TÃO irregular que eu não conseguia andar com os meus saltos gigantes, parecia uma aleijadinha a descer as escadas uma a uma. Então fui descalça à procura dos ténis, que por acaso até combinavam bem com o resto da roupa.
Neste dia, aproveitei para fazer tudo o que não tinha feito no dia anterior: fazer muitas comprinhas no Artist Alley, que foi a melhor parte do evento, estava mesmo composto e com artistas que são bons artistas; tirar fotos com a minha Nana; fazer vídeos das actividades e dos jogos de feira; coleccionar carimbos no peddy paper stamp rally; comer um belíssimo churro. O vídeo sairá brevemente.
Depois a Alice disse-me "bora ao desfile de cosplay?" e eu "bora!". Inscrevemo-nos juntas em par, e para minha grande surpresa ninguém me impediu de me inscrever embora eu levasse ao pescoço a credencial de convidado. No final não pudemos ir as duas juntas e fomos separadas, boo. Eu não me aguentava nos sapatos então perguntei a uma das juras se achava melhor téni ou sapato e ela disse sapato, então fui ao desfile de sapato mesmo yay!
E, para maior das surpresas, fiquei em segundo lugar? *choque*
Obrigada T__T
Após o anunciar dos prémios, os organizadores iam fazer uma palestra sobre "como não organizar um evento", mas toda a gente se começou a ir embora e eles suspenderam para fechar efectivamente o evento.
Fui embora exausta mas feliz, mas também um pouco desapontada com o que aconteceu, pela comunicação deficiente e pelo estado do espaço escolhido, que era apocalíptico. Ainda assim, valeu muito a pena poder fazer o meu workshop, fiquei mesmo muito contente e foi mesmo divertido. Espero poder repeti-lo em outras ocasiões, apesar do quórum não ter sido muito!
OBRIGADA!
Anisama 2022
Anisama 2022
Evento
Antes de prosseguirmos, uma palavra sobre o Anisama.
Enfim, ao início eu estava a planear ir com banca, mas não me consegui inscrever a tempo. Depois planeava só ir ver, porque a minha amiga ia ser a jurada do concurso de cosplay e eu tinha vergonha de ir. Mas depois tive uma ideia para o meu cosplay de Timo, e decidi ir com ela. Foi sucesso!
O evento estava muito semelhante ao de anos anteriores, com uma grande área de bancas de artistas (que são bons artistas). No entanto, penso que a organização não esperava dois elementos: primeiro, a enorme afluência ao evento, toda a gente quis lá estar! Isso é óptimo, mas remete-nos para o segundo imprevisto.... A chuva! Por causa da chuva, o espaço exterior não pode ser de todo aproveitado e, por isso, no interior do evento estava um bedum de pessoa insuportável, com uma humidade respiratória asfixiante e todo o chão meio patinhado.
Fora isso, esteve-se bastante bem, com apenas uma nota negativa para a organização do concurso de cosplay que *não fez um soundtest antes do concurso*. Ora, eu acabei por ser a primeira, por isso fui eu a vítima do não-soundtest. Curiosamente, eu inscrevi-me mesmo na última da hora da data limite para a inscrições, portanto fiquei muito surpreendida quando verifiquei que estava no número dois da lista de participantes. Ser a segunda é melhor que ser a primeira, mas a rapariga à minha frente não tinha preparado um skit, porque não sabia o que era. Quando me perguntou o que era suposto fazer e eu lhe expliquei, acabei por lhe pedir que fosse a correr ter com os organizadores para a mudarem para o desfile. E acabou por ganhar, foi muito engraçado!
De resto, com o meu skit pensei em transmitir um pouco das dúvidas existenciais de todos os robots, através de uma interpretação das Leis da Robótica do Asimov. Curiosamente, isso também tem bastante relação com a própria obra de Osamu Tezuka, de cujo filme vem a minha personagem. O skit correu bem, mas eu estava ultra-mega-super nervosa e toda a tremer, o que foi muito frustrante. Comi umas flores durante o skit, e sabiam também muito mal.
De resto, foi muito divertido pelo convívio e pelo skit que me deu muito gosto! Para o ano, tamo lá di novo!
Deixo-vos uma foto do meu skit, tirada pela MissBakemono, para vossa apreciação :) Até à próxima!
ComicCon Portugal 2021
ComicCon Portugal 2021
Evento
Estamos na penúltima quarta feira do ano do transacto 2021 e eu tenho estado agravada: já passaram quase duas semanas desde a Comicona, já fui a vários jantares de Natal, e ainda não falei da Comicona. Bem dito, bem feito, é sobre isso que vou falar hoje, numa edição ESPECIAL - ie. fora da cronologia - especialmente criada para pessoas especiais como todos vós.
Penso que para contar uma história devemos começar no início. O início da Comicona começou, para mim, há três meses. Decidi nessa altura que ia levar um cosplay de jeito cheio de planificações e que, para variar, ia fazer boa figura no concurso. Após diversos acidentes de percurso, desde mandar arranjar as botas até a gata me ter comido a peruca, iniciei o meu processo de inscrição. Digamos que foi atribulado. E isso, realmente, parecia-me muito estranho. Após o envio de várias questões e problemas técnicos, consegui apenas que me dissessem que "tem de pagar o bilhete porque os valores do prémio são muito superiores ao do bilhete".
(Mas quem disse que ia ganhar algum prémio? Como assim?)
Após filme muito breve de comprar uns bilhetes digitais na candonga, de ter de pagar 20 paus por um testecovido porque nenhuma farmácia atendia o telefone, e de uma sessão de relaxamento, reuni todos os meus objectos - com muito cuidado para não esquecer nada - e deitei-me. Infelizmente existe uma diferença muito simples entre pessoas como eu e pessoas responsáveis. Quando as pessoas responsáveis têm de estar em lugar incerto no Parque das Nações às oito e meia da manhã em ponto e sem atrasos, elas... Vão dormir com o Vitinho. Quando pessoas como eu têm de fazer à mesma coisa deitam-se de madrugada.
Miraculosamente conseguimos chegar em segurança. Estávamos coisa de dez minutos atrasados e eu já estava a ver que tinha de voltar para casa porque não nos iam deixar entrar. Por um lado agradava-me até a ideia, de voltar para casa e voltar para a minha caminha quentinha e fofinha. Mas, lá chegados, a esperança fez adeus com a sua mãozinha, lá no alto. Lá estavam eles. Companheiros de concurso.
Numa corrida emocionada, apenas prejudicada pelo cosplay pouco manejável que trazia nas mãos, juntei-me aos meus amigos, colegas, companheiros, palhaços, neste grande circo. Este circo de amigos. E nesse momento, recordo.... Eu trazia um chapéu na cabeça. Isto vai ser importante mais tarde, mantenham-se atentos.
Porque nesse momento, começou o verdadeiro circo. O circo de feras.
Já missbakemono tinha feito uns quatrocentos e vinte telefonemas, após quarenta minutos de espera sob um sol outonal despertando pelo rio, rodeados de estruturas de betão armado e tendas ladeando a "entrada dos artistas", surge a pessoa responsável por nós, concorrentes do concurso. Faz uma chamada. Há pessoas que não estão na chamada. O meu helper não está na chamada. Lá vai o nosso responsável encontrar outra chamada. Volta. Faz outra chamada. Há pessoas que faltam. E agora?
Agora vamos todos juntos, conversando com alegria, mal sabendo que nos espera uma longa caminhada à volta do recinto Comicona até chegarmos à área do cosplay. A área do cosplay é uma tenda que contém uma alcatifa. E nada mais. Passamos por um gradeamentozinho que nos leva aos belos camarotes, que se tratam de duas salas que contém alcatifa e uma cadeira. Existe um espelho, que decidimos por no corredor para facilitar toda a gente. Trocamos de roupa, alguém me cede uma pistola de cola quente para colar a minha vassoura que se rachou no caminho para este sítio. Estamos mesmo contentes, todos juntos, a falar dos fatos uns dos outros e a relatar as coisas estranhas que verificámos até agora.
Por exemplo, existem umas bolachinhas no corredor. Recordem que nesta altura são nove da manhã e que eu tinha tomado o pequeno almoço às seis. Também foi essa a última vez que fui à casa de banho e, mais uma vez, isto é importante. Ora, as bolachinhas estão no corredor e têm um papel em cima a dizer que são para as estrelas: Pretzl e Ju Tsukino, as convidadas internacionais (embora a Ju provavelmente tenha vindo de Massamá, ou onde ela está a viver agora) No bolachinha for us.... Almas corajosas, as que se atreveram a roubar línguas de veado às estrelas!
Subitamente alguém nos pede o testecovido! AAAAI! Mostramos o testecovido: está tudo bem, estamos tão negativos como as minhas notas de anatomia. Mas e o bilhete? Seria importante que nos pedissem o bilhete.... Talvez porque eu o comprei? Se o comprei gostava de o usar. Mesmo que tenha sido na candonga. Mas não, nunca nos pediram o bilhete. Nem direito a pulseira. Absolutamente ilegais.
Em passo estugado passamos para a tenda onde estará o nosso palco. Voltamos pelo caminho de onde viemos e passado muito tempo encontramos a tenda. Parece a tenda electrónica do Alive, só que sem a parte da música eletrónica e os broados todos. Existem cadeirinhas para nós e umas bolachinhas, que também são para nós. E bolo! Vamos ao Ensaio Geral. Cheguei a dizer que na inscrição ninguém nos perguntou detalhes do skit, quando entrávamos, de que lado, quem punha os nossos adereços no palco, etcoetera, etcoetera? Pois. Então estamos a ensinar como se metem as coisas no palco, uma menina desespera porque ninguém lhe arranja uma mesa, outra menina recebe ajuda de vários de nós para montar um monstruoso adereço arquitectónico. Ninguém sabe nada e alguém precisa de fazer xixi. Não se pode fazer xixi! Só o nosso responsável é que pode sair da tenda, todos os outros estão fechados na tenda! Mas a malta precisa de fazer xixi, deixe-nos ir fazer xixi para não nos mijarmos no palco! E lá foram.
Mas eu não fui, porque achei que estava com pouca mobilidade-para-ir-à-casa-de-banho. Isso revelou-se um erro fatal, como veremos adiante.
Felizmente havia uma abertura microscópica na tenda, por onde rastejámos para podermos fumar. Ora, a questão é que eu fumo muitos cigarros. Então eu acabou por falar com as outras pessoas que também fumam cigarros, que no caso são os técnicos. E eu estava na converseta e disse algo como "desculpe, isto é sem querer ofender, senhor técnico de som, mas não acha que o som está muita mau?" Ao que ele se desfez em desculpas, porque nunca tinha estado num evento mais desorganizado, que só lhes tinham dado os skits nessa altura (?) e que por isso não estavam a conseguir pô-los bem e ninguém sabia o que nós íamos fazer e wtf.
Com isto em mente, a ideia que eu tinha de fazer boa figura (que já tinha sido arruinada ao olhar para os meus fellow concorrentes, malta talentosa da porra o que) desvaneceu-se totalmente. Vamos só fazer o que deus quiser e wooooo
E assim fui para o pre-judging, onde expliquei a obra de engenharia de pontes que é a saia deste fato e também expliquei que a minha varinha-em-forma-de-pénis acendia mas ficou sem pilha após ter estado um mês parada fora do alcance da gata. Logo logo o concurso ia começar, assim que o apresentador e uns jovens acabassem de inventar e ensaiar um teatrinho que misturou o novo filme do Homem Aranha com a DC Comics. E depois de o apresentador lá teatrar, começou a apresentar e isso, devo dizer-vos, correu lindamente. Não ele a apresentar, mas o concurso. Boa energia, apesar de serem onze e trinta da manhã, entreajuda e apoio de todos para todos e skits realmente muito giros.
Eu, por mim, peguei na ideia de a minha personagem (Ursula Callistis, a professora de Little Witch Academia) ser uma trapalhona de primeira e pu-la apanhar livros gigantes, que eram os meus livros de anatomia comparada e patológica. As pessoas riram muito e eu gostei muito que elas se rissem comigo! Beijo Gratiluz!
E terminamos, e estamos todos contentes, alguns muito nervosos mas contentes na generalidade, e são os prémios ohmeudeus são eles! Excepto que de cinco categorias passamos a duas, ninguém sabe bem porquê, então só um individual e um grupo podem ganhar. E evidentemente que ganham as pessoas talentosas, pronto, assim nem sequer se pode brincar (que é uma dica a brincar!) Mas até as anunciarem, passámos um tortuoso momento de apresentação de jurados, de conversa randómica, e - da minha parte - correr às voltas em volta de props no chão para não me desfazer no xixi que tinha estado a guardar há cerca de seis horas.
Finalmente saímos. Esqueci-me dos meus livros. Mas eu não me importo de ficar sem eles, talvez excepto o Livro de Doses do Plumb, porque dá sempre jeito saber que dose de ketamina dar a um macaco juvenil. O que me interessa é apenas e só chegar a uma casa de banho. A zona dos cosplayers não tem casa de banho. Não deixam entrar a minha amiga que veio ver o concurso pelo lado que diz "Saída", só pode entrar pelo lado que diz "Entrada", apesar de não estar lá ninguém dentro. Deixo os meus props nos lindos camarins, destrancados. Volto para poder voar até uma sanita, mas sou interrompida: está na hora de tirar fotos aos cosplayers. Então eu decido esperar: não quero perder a oportunidade de tirar fotos com o Nuno Gomes só porque preciso de urinar. Espero. Estou realmente impaciente, mas espero. Tudo parece demorar horas. Olho com raiva para os que estão à minha frente, rangendo os dentes, os meus olhos de lentes vermelhas desorbitados. Os meus desejos são de morte absoluta a tudo o que me rodeia.
Mas chega a minha vez e tiro as fotos, que tenho a certeza de terem ficado lindamente, e agradeço muito ao fotógrafo e peço desculpa e corro, corro com asas nas minhas bootcovers de bruxa, até ao water closet que me pareceu mais próximo. E lá está ela, branca, brilhante, como anjo de cerâmica Roca vindo do paraíso de todos os aflitos.... A sanita. A sanita está cheia de papel cheio de mijo e sangue até à borda. Verifico a próxima. Também. A próxima. Todas! Todas assim!
"É que não há água na casa de banho", explica-me uma menina que havia tentado lavar as mãos.
Com grande sacrifício suporto o nojo. O alívio é imediato, mas rápido, pois o cheiro que se sente parece entranhar-se no meu cosplay.
De volta, como o meu pretenso almoço (uma napolitana de chocolate do Minipreço), tiro fotos com malta, uns miúdos vieram tirar uma selfi mas ficámos todos de máscara, falamos dos diversos problemas a serem tratados com urgência neste evento que é a Comicona. Vou tirar o fato, arrumo todas as minhas coisinhas num canto. Desta vez a porta dos camarinotes está fechada à chave.
Cirandamos pelo espaço do evento, vemos a zona dos artistas (que são bons artistas), compro uma prenda de Natal para a minha mãe. Visitamos a exposição dos zombies, que é pequena mas engraçada. Procuramos a zona da banda desenhada, que descobrimos depois ser inexistente. Do interior do Pavilhão Arena Atlântica ouvimos uma histeria colectiva, que achamos ser motivada por um actor criança qualquer. Observamos as lojas. Um longcat de peluche custa 70 paus. Parto-me a rir. Observamos as actividades e tiramos foto no Matrix, com uma Trinity do Carnaval. Encontramos a zona dos jogos, com esperança de inalar um pouco de aroma humano. Tem três jogos, a zona dos jogos, num espaço pouco maior que a minha sala.
E assim terminamos o evento, cansados mas satisfeitos apesar de tudo. Vamos buscar o carro, mas o parque está diferente.... Quando chegámos, éramos só nós, nós e o carro Citris. Quando voltámos, eram carros, carros em todo o lado. Após uma hora de pânico em busca do Citris descobrimos que estamos no andar errado. Após outra hora de pânico, decido pedir ajuda às informações.
E foi assim que pela primeira vez andei no carrinho pequenino do parque de estacionamento.
Depois fomos beber uma jola e acho que estamos todos felizes até agora.
Nota: para fotos verifiquem @ladyxzeus no instagramo, tenho fotos de gente bonita mas dá trabalho por aqui, sorrynotsorry
Nota2: beijos de gratiluz
Nota3: Lembram-se do chapéu que eu tinha na cabeça no início da história? Pois que à noite não o tinha, mas só dei por isso em casa. Isto é: ALGUÉM ME DEU A BOCA AO CHAPÉU DURANTE A COMIC CON PORTUGAL DEVOLVAM-ME A PORRA DO CHAPÉU CARALHO EU CURTIA DO CHAPÉU.
Se virem o chapéu #procuramosochapéu
Anisama 2019
Cosplay Art Festival
No segundo dia cheguei um pouco mais tarde, pois tinha estado a celebrar o meu aniversário durante a noite. Tinha pensado ir com o cosplay da Midori Saejima, que é outra personagem de Ai Yazawa, mas depois lembrei-me que podia ir de lolita (a P-Chan é uma lolita muito antiga), mas depois não me apeteceu por maquilhagem então fui à civil.
Neste dia aproveitei para dar um apoio às outras bancas, que também se queixavam das poucas vendas, e comprar algumas coisas: comprei um hoodie, um colar e uma boina. Também arranjei um contacto de alguém para ilustrar um dos meus contos (adorei os desenhos) e o cartão de uma menina que vendia roupa lolita, que me fascina mas não me serve porque sou um hypothetical hyppopotamus.
Uma das minhas companheiras foi dar o seu workshop, que aparentemente foi um sucesso. Apenas se queixou que não havia cabo para ligar o computador ao projector e que, para além disso, não havia canetas para escrever no quadro branco. Eu tinha umas, mas não serviam porque eram permanentes. Achei engraçado que um dos intervenientes mais vocais do seu workshop fosse um rapaz: é raro ver rapazes interessados em costura, e quantos mais melhor! =D
Entretanto, as vendas nada. Venderam-se duas bolsas e duas prints, mas nenhuma delas era minha, portanto voltei para casa de mãos a abanar. As pessoas olhavam, viam, diziam que era giro, mas ninguém estava com vontade de gastar dinheiro. Mais tarde teorizei que talvez fosse por ser fim do mês e não houvesse mesmo dinheiro para gastar...
No entanto, foi um evento que - cansativo - também foi giro, sobretudo pelo convívio e por ter feito um dos meus skits de sonho! Agora, vou-vos mostrar fotos.
Comic Con Portugal 2019
Enfim, para o maior evento do país, acho que ganha o prémio do evento mais infeliz do ano. Vamos ver se para a próxima ouvem todas as críticas, que foram muitas, e melhoram. Mas notem: nunca vai voltar à Exponor. Então podemos parar de bater nessa tecla. Temos de trabalhar com o que temos, que é o espaço do Passeio Marítimo de Algés. Mas a divulgação, a organização e a apropriação ao tema têm de ser mudados e diferentes. Vamos lá!














































