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AmadoraBD 2025
AmadoraBD 2025
Evento
Depois do Rolisboa, ainda com o meu cosplay, fomos visitar o AmadoraBD. Desta vez começámos ao contrário: pelos jogos. Os jogos não me captaram grande interesse, mas gostei muito de ver os cosplays extraordinários que estavam em exposição.
A seguir fomos às compras, vi lá uma pessoa desagradável que nem olhou para mim lol, e acabei por comprar apenas 3 livros por falta de orçamento: Dororo, de Osamu Tezuka, Pardalita, uma BD queer que me recomendaram muito, e o Astérix na Lusitânia, para dar de prenda.
Finalmente, a exposição. Este ano pareceu-me especialmente fraca, com um personagem que aparece todos os anos, a Liga da Justiça muito infeliz no meio e uma curadoria estranhíssima de um herói antigo que dá palmadas no traseiro das bacanas. Mas o pior, sem dúvida, era a quantidade de gente adulta e bebé, a ocupar todo o espaço com os seus bólides de bebé. Questiono-me para que trazem crianças não verbais para estas coisas.
Dentro do que gostei da exposição, destaca-se uma BD toda feita em bordado, que adorei.
Para o ano lá estaremos de novo, como sempre estivemos e sempre estaremos.
AmadoraBD 2024
AmadoraBD 2024
Evento
Mais um ano, mais um AmadoraBD, mas desta vez levei uns amigos diferentes.
Este ano a exposição era dedicada ao 25 de Abril, devido à celebração dos seus 50 anos. Tinhamos uma miserável exposição de Naruto sem qualquer original, no entanto achei de valor colocarem alguma coisa de manga para variar. Depois uma belíssima exposição de Daredevil com algumas pinturas muito bonitas, coisas sobre cartoons e o elemento principal da exibição era....
A Mafalda.
A porra da maldita da Mafalda.
De 5 em 5 anos ela faz 5 anos de qualquer coisa e temos de levar com a porra da Mafalda e eu detesto a Mafalda, abomino a Mafalda, não posso com a Mafalda nem pintada, e mais de metade do show era a porra da Mafalda. Mafalda, porque não morres com o teu autor? Porque não te matas já que a tua vida é tão infeliz?
Encontrei uma cosplayer perdida, a PrettyLittleSparkle, que estava lá a trabalhar, e recordei os bons tempos em que o FIBDA era o evento de cosplay mais importante do circuito. Ela ficou bastante surpreendida e eu disse-lhe que agora estava nas suas mãos trazer isso de volta *wink wink*
Depois fiz MUITAS compras e ultrapassei o meu orçamento. Isso foi fonte de felicidade para compensar a porcaria da Mafalda.
Adeus AmadoraBD, até para o ano, em que mais alguém fará 5 anos de qualquer coisa.
Comic Con Portugal 2022
Comic Con Portugal 2022
Evento
Para começar este comentário sobre a Comic Con nacional tenho de informar que o meu objectivo era, e sempre foi, participar no concurso de skits. Aguardei até dois dias antes para me inscrever (para não ser a primeira no palco) e.... Já não fui a tempo. Por isso fui ao concurso de Makers fazer o meu skit.
Para este concurso era pedido que estivessemos lá às 7:30. Ora, para estar lá a essa hora teria de fazer directa ou algo do género, porque é conhecido e sabido que aos fins de semana uma pessoa não se pode deitar cedo. Felizmente havia a oportunidade de chegar lá mais tarde, então marquei para estar lá às 10:00. Era necessário ficar na fila para entrar, e ser revistado por polícias, e isso foi altamente stressante. Um segurança simpático, após várias tentativas, lá nos passou à frente da lenta fila que avançava como uma lagarta doente, e um polícia ainda mais simpático perguntou apenas se eu tinha tesouras quando me revistou a mala (eu disse "claro que tenho tesouras, venho para o concurso de cosplay, mas ok, não tenho tesouras).
Este ano a zona do cosplay teve um upgrade fabuloso, com vestiários e largas casas de banho com espelhos, uma secção de SOS Cosplay, mini estúdio fotográfico e um belo lounge para podermos descansar os pézinhos. Com alguma dificuldade montei as minhas asas nas costas, pus o meu fatinho e a peruca pesadíssima que estava sempre a saltar e fui para o pre-judging. Segundo consta o jurado estrangeiro estava mal-disposto e com tonturas (supusemos que fosse uma grande ressaca) e não estava presente. Assim, eu que me tinha preparado para dizer tudo em inglês, tive de me reinventar para explicar tudo em português. Desta feita levei o meu build book no tablet, e funcionou muito bem.
Apressando-nos para o concurso, passando por cima de poças de água com o meu delicado sapatim, encontrámos o palco, com uma plateia reduzida e cheia de gente. Deixaram-nos num local escondido, que parecia uma mistura de filme de terror com o E.T do Spielberg, onde nos entretemos a ordenar-nos numericamente, cantando, dançando e dizendo abobrinhas variadas. Gostei sobretudo de uma menina que, confrontada com o facto de outra concorrente ter um bebé, ter gritado muito espantada "mas tu não pareces ser velha!" Com a minha provecta idade acho estas manifestações divertidas.
Quanto ao meu skit, a recepção foi fabulosa. Era para ser um skit muito parvo sobre o Thor e o Loki, mas o meu Loki de vinil e cartão foi um sucesso, sendo que até foi raptado pelo apresentador para voltar a dançar em palco. Toda a gente riu muito, e quando vi o vídeo em casa até fiquei emocionada pelo amor todo que o skit recebeu. Obrigada! (breve brevemente irei colocar o vídeo oficial, que está belíssimo, online)
Apesar de haver alguns comentários sobre os vencedores que poderia fazer, vou coibir-me para evitar a dramatologia inerente. Gostaria apenas de felicitar a Mayushii, que mais uma vez estava ao meu lado na entrega dos prémios, e que não acreditava muito bem quando lhe atribuíram a Melhor Costura. Fiquei muito feliz por ela <3
Depois regressámos, troquei de roupa, fiz xixi, fiz cocó e fui pesquisar o resto da con.
Essencialmente havia... Nada. Umas estátuas em escala 1:1 de personagens da Marvel. Uma exposição curiosa de réplicas de arte com temática Spongebob. Vários passatempos que ao domingo ao fim do dia já nem prémios tinham. Uma iluminação absolutamente decrépita que fez todas as fotografias parecerem estar localizadas em 1996.
Passando à Artist Alley, cujo caminho foi bem difícil de descobrir, encontrámos uma variedade muito fraca, com artistas afastados uns dos outros por metros sem fim, ninguém a visitar as suas bancas e os artistas com um ar muito infeliz. Aos artistas, que são bons artistas, comprei uma série de presentes para o Natal. Consegui até uma linda taça de mica para a minha avó: quem diria que na Comic Con se encontraria um presente para uma senhora de 97 anos.
Num pavilhão exterior estavam as lojas, plenas de falsificações e objectos com interesse relativo, todos caríssimos. Bem que procurei um hoodie geek para me aquecer nessa noite fria e insensível, mas a 45€ é preferível passar frio e insensibilidade. A única loja que realmente tinha coisas interessantes era a Heimdall Geek Store, mas o facto de não ter falsificações também se reflecte no preço das coisas, e eu tenho estado a tentar (a tentar muito) fazer poupanças.
Ficou em falta a parte dos jogos, mas já estávamos muito cansados.
Chegando a casa dormi profundamente, com um sentimento de dever cumprido. Deixo-vos por agora até ao próximo evento com... FOTOS DE COSPLAYERS LINDES E MARAVILHOSES
Fantásticos vencedores da categoria "Grupo"
O cosplay do cosplayNós. Eu = Medo
Lisboa Games Week 2022
Lisboa Games Week 2022
Evento
Como alguns saberão acabei por não ir nem ao Aniaki nem ao Iberanime OPO por motivos de saúde e, por isso, tinha dois skitinhos prontinhos a usar. Então aguardei pacientemente pelo concurso de skits do LGW e, apesar de terem demorado a anunciar, lá me inscrevi para ir A Caminho de Veridian com o meu Rapidash.
Ora, estava eu preparadíssima para me apresentar lá com o meu Helper às 8 da manhã quando, às 00:40 recebo um e-mail a dizer que não há helpers para ninguém. "Por motivos de espaço" teria de ir sozinha para um concurso, o que é uma coisa complicada, pois estou bastante dependente do meu acompanhante para coisas básicas, desde obter água até carregar o meu telemóvel. Por isso tirei tão poucas fotos, e nenhuma no backstage, porque estava sem nada excepto o meu fato e a minha peruca e o meu corno. Passado alguns momentos, às 1:25 recebi uma mensagem no meu telefone a dizer que afinal era só para estar lá às 9 e que não era obrigatório ensaiar. Portanto, apresentei-me no evento ao meio dia e pronto.
À chegada informa-me um segurança que a entrada é do lado oposto, quase ao pé do Campus da Justiça, pelo que fiz uma corrida a cantar o meu skit até lá. Na entrada propriamente dita, vem uma menina da organização buscar-me, e reparo que o desespero já está patente na sua pálida face. Tem de me levar rapidamente porque de seguida terá de ir em busca da segurança para expulsar um Ghostface que andava a assustar as pessoas, causando um ataque de asma a uma menina nervosa.
A toda a velocidade, visto-me e - com ajuda dessa mesma menina organizacional - concluo que engordei NOS SUVACOS e que o fato não fecha nas costas. Felizmente tenho uma estola toda em pêlo para tapar o defeito, ninguém reparou por isso não existe. De seguida chamam-me para as fotografias, que correram optimamente e ficaram simplesmente giríssimas. Aguardo ansiosamente o seu envio.
Não há muito para fazer quando não se tem helper, portanto assim que nos disseram para descer lá fui eu. Conversa puxa conversa, descubro que há pessoas que me conhecem e que eu não conheço, o que me enche de vergonha. Estamos todos lá atrás a rir, a chorar, com bem ou mal estar, e a canção está no ar e eu canto "na cabanaaa junto à praiaa", porque já vai uma hora passada do horário previsto e ainda não começámos nada.
Um membro da organização diz algo sobre os jurados terem ido almoçar, ao que eu me enfureço porque almocei apenas dois croquetes e uma empada (por sinal horrorsa, não recomendo a empada de vitela do Pingo Doce). Lã vou fazendo conversa com pessoas que conheço na altura e pessoas que já não via há uma porrada de anos. Toco nas pessoas de quem tinha saudades, na verdade desejo até abraçá-las e dar-lhes uma lambidela, mas contenho-me pois "cosplay is not consent".
Começamos o concurso finalmente e.... Começa logo mal. No primeiro skit puseram um audio errado apenas com 20 segundos (depois a cosplayer pode repetir no final, mas foi má onda) e devido ao facto de não terem ensaiado no palco, os técnicos demoraram a ajustar os níveis do som até que se pudesse ouvir qualquer coisa. Nisto tudo, música incessante e histérica retumba por todas as direcções à nossa volta.
Sou a quinta a entrar e o público está falecido. Tenho de fazer algo e por isso faço a minha coreografia com toda a energia, salto e pulo e quando finalmente grito AQUI VOU EU todos começam a bater palmas para irem A CAMINHO DE VERIDIAN. Fiquei muito feliz que o público se tivesse animado, e apesar de ser um skit muito simples, adorei fazê-lo e foi super divertido! Obrigada malta, por se terem motivado com o meu Rapidash!
Segue-se a atribuição dos prémios. Infelizmente apenas um solo e um grupo irão receber prémio, o que mais uma vez me espanta. Porque não distribuir o mesmo valor em somas menores, mas a mais pessoas? Isso tornava a competição mais saudável, e ao menos sentíamos que todos tinhamos a mesma oportunidade. Enquanto aguardávamos a complexa decisão do júri reparei que a organização estava toda sentadinha em cadeiras de gamer, enquanto nós estávamos ali no palco a responder a perguntas improvisadas e (pelo menos eu) a fazer palhaçadas. De imediato requeri que me fossem buscar um café, para não estarem para ali sem fazer nada, mas era só uma piada, ninguém levou a sério e não ganhei café. Infelizmente houve um erro daqueles bem horrendos: os jurados deram um papel que dizia a vencedora (Jinx de League of Legends) e havia duas versões da personagem. Quando chamaram a primeira versão a pobre menina quase chorava, porque aquilo não era real. Depois chamaram a versão certa, e aí já estávamos todos a olhar com um ar de funeral.
Procedo a retirar o fato opressivo, suei tanto que até tinha chulé nos braços e no peito. E de seguida visito o evento, em busca de mais pessoas amigas.
Confesso que não consegui ver *nada*. O evento estava tão cheio que nem cabia mais uma agulha, e isso impedia uma circulação arejada. Depois descobri que ainda havia imensos sítios para fazer actividades e tirar fotos, mas - sem helper - não encontrei nada disso. Fiquei apenas a namorar um tapete de Sailor Moon, porque tenho alimentado a ambição de ter um tapete geek, para por nem sei onde.
Portanto, resumindo e concluindo, passemos ao mais importante! FOTOS DE COSPLAYERS
Estas meninas ficaram espantadas por eu só as querer a elas em vez de uma selfie. E vejam que bem ficou a foto, é a minha preferida deste evento! Ainda bem que não incluí a minha fronha de cão cansado nela ne :)
Fiquei muito contente por ter apanhado este cosplayer, pois tinha acompanhado o processo da feitura da sua máscara via Discord. Apesar de eu ter sido a sua primeira crítica, devo dizer que o resultado final ficou brutalóide! Parabéns!
Joker
Joker
Alan Moore & Brian Bolland | Brian Azzarello & Lee Bermejo
2019
Banda Desenhada
Um volume luxuoso com duas histórias de Joker, essenciais para a compreensão profunda desta personagem.
A primeira história "A Piada Mortal" é um clássico curto e impressionante. Nesta história Joker maltrata e violenta a filha do Inspector Gordan, com o objectivo de o enlouquecer. O principal objectivo do vilão é provar que, se ele é louco, todos o podem ser também. Até o próprio Batman pode ser louco, se não conseguir vencer. Apesar de Batman tentar terminar com tudo através da via da compreensão, percebemos no final que até isso é engraçado, porque é impossível.
A segunda história, "Joker", tem uma abordagem mais moderna, com uma cor digital muito bonita. Esta história é narrada por um dos gorilas de Joker, que tenta compreender o que se passa com o seu patrão sem o irritar. Joker acabou de sair do asilo e deseja voltar a ter todos os territórios de Gotham que perdeu durante a sua ausência. O resultado é de uma violência extrema, sempre pontuada pela dúvida quase gótica: porque ele faz isto?
Um livro essencial para os apreciadores da personagem.
AmadoraBD 2022
AmadoraBD 2022
Evento
Como habitualmente, fomos ao AmadoraBD no último fim de semana. Este ano cometi a proeza de me enfiar de carro dentro de um bairro de barracas, o que foi altamente assustador.
Mais uma vez, senti-me insatisfeita com o espaço novo. A zona da exposição parecia muito mal aproveitada em termos de dimensão do espaço, e estava um calor absolutamente insuportável devido às lâmpadas amarelas. Havia também uma zona de jogos, que estava atafulhada de gente, e uma zona de lojas. Desta vez os autógrafos estavam numa salinha aparte, com um sistema de senhas, o que não permitia grande convívio entre artistas e convidados. Como chovia, era desagradável estar no exterior. Para além do mais, não havia qualquer lugar onde sentar com excepção da esplanada de três roulottes que serviam de zona de alimentação. Por isso, foi uma visita muito cansativa.
Em termos de exposições, gostei da cenografia da maioria delas, muito interessante e que complementava bem a exposição das pranchas. Isto com excepção para a exposição do Homem Aranha, que se queria um pouco mais grandiosa pois se celebrava o seu aniversário. Fiquei também a saber que muitas das pranchas eram fotocópias e não originais (soube disto relativo à exposição do Thorrin, ou como se chamava, o vikingo). Quanto aos originais apresentados, esses sim trouxeram uma grande riqueza à exposição.
Mas quem é que me quer ver a falar seguido, vamos já mostrar as fotos!
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