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Robot Dreams
Robot Dreams
Pablo Berger
2023
Filme
6 em 10
Numa cidade habitada por diversos animais, um cão sente-se sozinho. Por isso compra um robot: um melhor amigo. E efectivamente são melhores amigos durante uns tempos, até que o robot fica abandonado na praia.
Esta é uma história do nascer da amizade mas também da interrupção da amizade. De como nos podemos divertir muito com alguém mas, se lhe acontecer alguma coisa que a impeça de estar presente, nos esquecemos rapidamente desse alguém e o substituímos por outra pessoa, mais divertida, mais intensa, mais interessante.
Um filme que é tanto infantil como muito triste, e que nos leva a reavaliar quem são realmente as pessoas com quem podemos contar.
Ata-me!
Ata-me!
Pedro Almodóvar
1990
Filme
6 em 10
Começamos nova ronda de posts neste espaço com um filme que tinha ficado esquecido: Ata-me!, de Pedro Almodóvar.
Um filme estranho e perturbador, mas pleno de sarcasmo e momentos cómicos, que fala de um Síndrome de Estocolmo entre Ricky - rapaz que acabou de sair do hospital psiquiátrico - e uma antiga amante com quem tinha passado apenas uma noite. Esta, antiga estrela de filmes pornográficos, estaria nesse momento a terminar um filme "a sério", que a levaria ao estrelato.
A narrativa é horrenda, porque o desenvolvimento de uma história de amor improvável nesta situação tão violenta não deixa de ser duvidosa. Os elementos sexuais estão constantemente presentes, mas pontuados por uma espécie de inocência perversa.
Por isso, acabei por não apreciar muito.
Mães Paralelas
Mães Paralelas
Pedro Almodóvar
2021
Filme
6 em 10
Vimos este filme numa sessão de cinema partilhada, com muitos amigos, cá por casa. Infelizmente não nos cativou na generalidade, como outros filmes de Almodóvar o fizeram.
Duas mulheres, uma mais velha, outra muito jovem, encontram-se na maternidade e tornam-se amigas. Rapidamente deixam de ser paralelas para passarem a ser perpendiculares. Pelo meio existe uma outra história sobre a guerra civil espanhola.
Penso que este filme, suportado essencialmente pelo talento de Penélope Cruz, se esforça por fazer um paralelismo entre a familiaridade e a história, entre a herança pessoal e cultural. Nem sempre a descendência é real e nem sempre tem a memória do passado ajustada ao seu momento presente.
De resto, em termos gráficos e narrativos, é um filme típico deste realizador. Não será a sua mais recente obra de arte.
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