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  • The Thing Around Your Neck

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    The Thing Around Your Neck
    Chimamanda Ngozi Adichie
    2008
    Contos

     

    Duas Chimamandas seguidas, quem não quer? Este livro foi a propósito do Clube de Leitura Meia Volta Pelos Livros, que sugeriu o manifesto feminista da autora que, por sua vez, incluía um conto que, desta feita, está incluído neste volume. Como já tinha lido o manifesto feminista, decidi-me por ler o volume de contos inteiro, yay

     Estes contos falam da condição da mulher negra, da mulher africana, em relação com os seus pares, nas dúvidas que têm, nos dilemas que vivem quando vão para outro país. Fiquei sobretudo impressionada com o conto (não era o pretendido) que falava de um workshop de escrita e em que diziam à escritora africana que "a sua escrita não caracteriza a mulher africana". Então, quem decide? É o homem branco, patriarcal e capitalista quem decide a vivência de África?

    Questiono-me muito sobre isso. 

  • We Should All Be Feminists

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    We Should All Be Feminists
    Chimamanda Ngozi Adichie
    2014
    Manifesto
     
    Estava a aproveitar os descontos da Black Friday do BookDepository para comprar uma prenda de Natal e não pude resistir a comprar livros para mim... Vocês impeçam-me! Proibam-me de ir a estes sites em dias de descontos!
    Enfim, estava curiosa com esta autora há bastante tempo, portanto pensei em comprar este livro, do qual já tinha ouvido falar. É um livro minúsculo, que se lê num instante, e trata-se da adaptação de um discurso desta autora num congresso africano.

    Através de vários exemplos pessoais, Chimamanda revela-nos as diversas injustiças que ainda são perpretadas à mulher, enquanto pessoa de género, sobretudo nos países africanos. Exemplos são o facto de as pessoas se dirigirem ao homem que acompanha; o facto de mulheres desistirem dos seus sonhos para agradar ao homem; o facto de nas escolas os rapazes serem tidos como superiores. E assim por diante. São situações que, certamente, todas nós vivemos de uma forma ou de outra. Apesar de tudo, penso que o discurso poderia ter sido mais generalista.

    A autora apresenta, entre isto, sugestões sobre como podemos melhorar a educação das nossas crianças de forma a tornar toda uma geração numa geração de feministas, isto é, uma geração que acredite na pura igualdade entre género e que não continue com esta série de injustioças. Por exemplo, fala da fragilidade da masculinidade, em que a criança de sexo masculino é sempre educada para se estabelecer como uma entidade não-emocional, plena de força e superioridade física.

    Um discurso exemplar para quem se interessa pelo assunto dos direitos humanos e, mais em específico, o dos direitos pela igualdade de género.

     

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