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  • Happy Mondays

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    Happy Mondays
    Concerto


    Fomos ver este concerto de uma banda que eu nem conheço muito bem, mas foi divertido.

    Espantei-me por o público ser só kotas, mas depois pensei que nós somos os kotas. Por todo o espaço, que estava mais ou menos vazio, havia um ligeiro aroma a peido, que só podia estar relacionado com a idade do intestino do público.

    De resto, a banda é bastante incrível e deu para dançar bastante, mas o vocalista bebeu tanto e drogou-se tanto que não se entendia uma única palavra do que dizia, parecia tudo gibberish irlandês, e eu só me ria.

    Entretanto, tive uma conexão fofinha com o gajo das maracas, que olhou para mim e começamos a fazer a mesma dança.

    Foi giro.

  • Girls Band Cry

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    Girls Band Cry
    Sakai Kazuo - Toei Animation
    Anime - 12 Episódios
    2024
    6 em 10


    Quando falamos de animação moderna, não podemos ignorar a tendência de fazer animação digital 3D. Nisto o Japão distingue-se, porque apesar de os modelos humanos parecerem sempre um pouco estranhos, devido à pintura em cel conseguem dar a volta.

    Este anime é sobre uma banda de meninas em que cada elemento terá de enfrentar o seu passado e os seus traumas para poder tocar e cantar e, assim, se profissionalizar. Até aqui parece tudo bem, a verdade é que está tudo bem até aos episódios finais, pois a nossa protagonista - apesar da sua evolução patente - simplesmente *fala demais*. Imagine-se o que é ir a um concerto e a vocalista começar a discursar sobre o bullying que sofreu no passado e nunca mais se calar, atrasando a música- que afinal de contas é o mais importante.

    Devido a esta protagonista, ao início interessante e mais para o fim insuportável, o anime acaba por ficar apenas dentro da média. Ainda assim, fica a nota para a banda sonora excelente e algumas sequências de animação realmente boas.

  • Given

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    Given
    Yamaguchi Hikaru - Lerche
    Anime - 11 Episódios
    2019
    5 em 10

    Peguei neste anime sem saber sobre o que era. Só sabia que tinha uma banda, pela imagem da capa. E, realmente, é sobre uma banda. Mas, estava eu eu à espera de música e tudo o mais, pelo menos depois do primeiro episódio, para descobrir que o anime não é sobre a banda. É sobre os rapazes da banda.

    São todos gays.

    Então, aquilo que - no primeiro episódio - tinha um imenso potencial transformou-se num jogo de triângulos e quadrados amorosos entre os membros da banda em que nem um deles se safa de ser envolvido com outro. Isto é tão improvável (numa banda verdadeira causaria grande celeuma) que o tema do anime acaba por ser apenas paralelo, não interessando para nada o facto de haver uma banda de rock ou uma banda filarmónica ou outra coisa qualquer.

    A animação também é pouco detalhada, existindo muito poucos momentos de acção. Existem muitos diálogos tanto trágicos como cómicos, mas por alguma razão em todos eles acrescentaram musiquinhas e efeitos sonoros infantis, o que torna a audição desta série algo doloroso.

    Eu até sou bastante fã de BoysLove, mas ser só amor rapaz não basta. É preciso conteúdo.


  • MEO Outjazz - André M. Santos e Mob Ensemble

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    André M. Santos e Mob Ensemble
    Concerto (inserido no Meo Outjazz)

    Aproxima-se o calor e, por isso, começam os concertos em jardins. O Outjazz já se torna hábito e, assim, quando temos tempo para ele nos dirigimos. Na verdade, o nosso projecto de programa para este dia seria visitar o Museu da Electricidade e ver o World Press Photo mas, perante a fila gargantuesca (na qual uns amigos esperaram mais de uma hora), sob um sol abrasador, decidimos ir ver os concertos e depois voltar mais tarde.

    Este concerto passou-se nos jardins da Torre de Belém, em que se podia aproveitar a sombra de grandes árvores cheias de aranhas minúsculas (que me entraram dentro da t-shirt, mas isso é outra história. Note-se que eu até gosto de aranhas pequeninas). O espaço estava bastante liberto, cheio de pessoas com suas toalhas de piquenique e mesmo chapéus de sol. Muitos cães, também, alguns bastante bem comportados.

    A toda a volta estavam instaladas pequenas roulottes de comida (o chamado "Food Truck", em angles), que tinham hamburgueres, Somersby e gelados. Provei um dos gelados, "Paleta" era seu nome, e soube-me lindamente. Desde que li o livro sobre os gelados na época do Luís XIV que estava desejosa de comer um.

    Já o concerto, esse, acabou por ser um pouco diferente do que esperávamos. Para começar, decidimos sentar à sombra: atrás do palco. Assim, podíamos ouvir a música mas não os podíamos ver. Pelo que entendi, o agrupamento contava com uma guitarra, um contrabaixo e um xilofone gigante, para além de outras coisas que não captei. As sonoridades eram jazzísticas, mas na verdadeira acepção do termo chill-out. Na verdade, muitos dos temas sugeridos eram evocações de músicas tradicionais (detectámos um Zeca Afonso), mas recriadas com esta nova instrumentalidade. Pareceu-nos que os músicos têm essa capacidade única de se conseguirem adaptar a cada grupo em que estão, sendo mestres dos seus respectivos instrumentos.

    A qualidade do som era inferior ao que se poderia esperar de uma produção da MEO.

    Seguidamente, entrou um DJ Set que nos mostrou alguns sons do Stevie Wonder e tudo dentro dessa mesma linha. à frente do palco reuniu-se uma multidão dançante.

    Fica a nota para a terrível concepção das casas de banho, que eram apenas quatro cubículos descartáveis (sendo que um estava inoperacional), o que gerou imensas filas de pessoal cheio de chichi. Até assisti a uma conversa entre duas miúdas que estavam à minha frente, que mostra que esta geração do Instagram está completamente desviada dos valores da humanidade (mas tassbem, elas tinham chichi lá dentro e eu também). Para além disso, havia urinóis ao ar livre mesmo ao lado da fila, pelo que um olhar menos certeiro poderia detectar pirilaus desconhecidos a qualquer momento. Não foi de todo agradável.

    Aguardamos, então, novos locais e novos concertos para as nossas tardes de Domingo!

    Nota: quando regressámos o museu já tinha fechado, pelo que teremos de ver as fotografias na net.
  • Kurt Cobain: Montage of Heck

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    Kurt Cobain - Montage of Heck
    Brett Morgen
    2015
    Documentário
    7 em 10

    Sábado passado, 4 de Julho, foi o dia de aniversário da minha alma mater, Gackt Camui. Tinha grandes planos para celebrar a data, que tiveram de ser cancelados, para minha grande tristeza, por falta de quórum. Assim, em vez disso, vimos o mais recente documentário sobre o representante musical de toda uma geração, Kurt Cobain, vocalista dos Nirvana e seu impulsionador maior.

    Note-se que eu não conheço nada sobre os Nirvana. Não era o tipo de banda que aparecesse na revista Bravo. E eu não ouvia rádio. Bolas, na altura eu não sabia nada sobre música. Assim, fui apresentada a este documentário, o primeiro "oficial", autorizado pela família do artista, sem ter qualquer noção sobre o que se passou realmente nestes inícios de 90s. Depois deste visionamento, fiquei com vontade de saber mais sobre a música deles e estou neste momento a tirar para o computador a discografia completa (que, apesar de tudo, não é muita)

    Este documentário explica a vida de Kurt Cobain desde a sua infância, tentando analisar o que é que correu mal e o levou à decisão irrevogável final. É-nos apresentada uma criança frágil, desde cedo incompreendida pelos pais, que o evitaram e impediram a sua progressão enquanto adolescente normal, que teve de recorrer à libertação das drogas para se sentir incluído num grupo. Rapidamente, é excluído e volta a encontrar maneira de se manter à tona através da criação musical e artística. Foi a partir daí, desse sentimento de exclusão e depressão constante, que nasceram os Nirvana e o hino que marcou uma geração que imediatamente se identificou com os problemas de Kurt.

    Mas os problemas eram mais do que um fanatismo adolescente. Tudo isto é explicado pelos desenhos, que estão animados ao longo do filme de forma muito original, que demonstram cada vez mais agressividade e ansiedade. Existiram figuras ao longo da vida de Kurt que o tentaram ajudar, mas o dinheiro não era o suficiente para o tão necessário psicanalista. Era suficiente para uma outra forma de tratamento: heroína. Isso perturba uma pessoa de tal forma que ela pensa que está bem. Foi o que aconteceu e o que é mostrado, em vídeos caseiros cada vez mais perturbadores. Aparenta ser uma broa horrível.

    O filme mostra Kurt Cobain como uma pessoa frágil e doente, que merecia ter sido ajudade e que, no auge do seu sucesso, podia ter sido ajudada. Mas o amor dos fãs, reflectido também no seu ódio, não conseguiu fazer nada por ele. Pelos vistos não é suficiente e isto é uma concepção assustadora.

    O filme tem muitos momentos de animação, para além dos desenhos, que mostram o artista em várias fases. Pessoalmente, não apreciei muito estes momentos. Com uma estética que recorda os meandros da banda desenhada independente, senti que uma produção diferente, mais crua, insistindo mais em sombras e cinéticas, poderia ter dado um efeito mais poderoso a estas situações.

    Finalmente, é um documentário puramente musical. Não insiste nos grandes sucessos, fazendo paralelismos a outras versões que, dentro do contexto, funcionam muito bem. Para quem é fã dos Nirvana, é uma delícia para os ouvidos. Para quem nada sabe, é motivo para despertar curiosidade. Se há quem odeie... Bem, talvez não devam ver este filme.

    É um documentário intimista, sobre uma pessoa enquanto ser humano, não como figura de proa de uma banda famosa. É o tipo de filme que causa tristeza perante a inevitabilidade dos acontecimentos. E vontade de estar lá.

  • MEO Outjazz - 5watts

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    5 watts
    Concerto (inserido no Meo Outjazz)
    Seguimos pois para o Museu da Água, longo caminho íngreme e pedregoso, para apanhar sol e ouvir música (os grandes chamativos deste pseudo-festival) A banda que ouvimos foi 5 watts, que aparentemente já tinham ido tocar ao Louie's e sido um grande sucesso. Vou-me abster de dar ratings aos concertos, porque são experiências irrepetíveis, mas irei falar um pouco sobre ele.

    Chegámos muito cedo, durante os testes de som, por isso apanhámos puffs!

    De resto, a música desta banda é interessante. Um baixo poderoso, uma bateria divertida, bons ritmos, sonoridade muito agradável. No entanto a banda parecia desmotivada por estar a tocar no Out Jazz. Não estavam felizes, parecia que estavam ali por obrigação, não estavam a gostar do público - que ainda por cima havia de ser composto por amigos - não comunicaram bem.

    O gajo das teclas bem podia ser substituído porque ele não faz ideia do que está a fazer e só perturba o talento dos outros.

    E a esquizofrenia do guitarrista, que falava sozinho enquanto tocava, também foi bastante perturbadora. Ainda fui falar com ele mas depois tive vergonha de lhe perguntar porque é que falava sozinho.

    Demasiados solos, prolongamento desnecessário de apresentações, houve ali um momento em que pensei que nunca mais ia acabar.

    De resto, boa banda, fica aqui para conhecerem:



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