Mostrar mensagens com a etiqueta anos 50. Mostrar todas as mensagens

  • Regresso a Peyton Place

    0
    Regresso a Peyton Place
    Grace Metallious
    1959
    Romance

    Comprei este livro no Porto, numa feira de rua, por um imenso euro, pois precisava de um livro para ser o prop da minha photoshoot de Bela (da Bela e o Monstro), que um dia haverei de publicar. Quando tiver paciência para organizar as fotos. E tempo. Coisa que ainda não ocorreu, desculpem todos :( Enfim, já que tinha o livro nas mãos, pensei... Porque não lê-lo? Mas à primeira página arrependi-me logo. É uma sequela a um outro livro, mas de todos os modos é absolutamente terrível.

    Esta sequela continua eventos anteriores que, por um lado ainda bem, até estão bem explicdos para quem chega aqui de frente e sem saber nada, tal como eu. Mas é um livro que fala, ele próprio, da publicação de um livro sobre mexericos de uma cidade pequena. Assim, pode resumir-se como a mesma coisa, só que existe realmente.

    Fala das vidas corriqueiras de um grupo de pessoas, como a escritora que se tornou super famosa com o seu primeiro romance e se envolve com o editor num universo de jóias e hotéis luxuosos, ou como a amiga da dita que tinha morto o padrasto que a violava e agora luta para encontrar um lugar na vida. Também fala de um rapaz que se casou com uma maluca e de uma tipa que teve um filho.

    Mas será que isto interessa alguma coisa a alguém? Estes personagens não têm qualquer tipo de caracterização, embora a autora faça demorados flashbacks a toda a gente, até pessoas que aparecem apenas durante um parágrafo para depois se verem reduzidas à invisibilidade.

    Para além disso, a edição do livro é terrível, cheia de erros gramaticais e de tipografia. Um que me marcou foi: "... confiava nela cagamente."

    Um livro tão mau que nem para prop serviu correctamente.
  • O Homem que Sabia Demais

    0
    O Homem que Sabia Demais
    Alfred Hitchcock
    Filme
    1956
    6 em 10

    Mais um filme do dia da véspera de Natal. Também estava a dar num dos TVCines. Foi também (acho eu) o primeiro filme do Hitchcock que vi.

    Uma inocente família Americana vai passar umas férias a Marrocos. No entanto, encontram um misterioso homem que, a certa altura, lhes passa um segredo. O nome do filme induz em erro, porque não é o homem que sabe demais: o casal sabe demais e a mulher também tem um papel muito forte neste mistério. Não podem contar o segredo a ninguém, sob o risco de matarem o seu filho. Como irão solucionar o assunto? Talvez se o tomarem nas suas próprias mãos...

    A narrativa acaba por ser muito simples e o espectador consegue ter uma ideia bastante exacta do que vai acontecer, sendo que é tudo um pouco previsível. No entanto, é a forma como tudo está estruturado que torna este filme único (apesar da cotação que lhe dei, que conta pela narrativa um pouco fraca). Tudo está filmado de forma a dar uma grande tensão a todas as cenas, para além de toda uma aura de suspense e um pouco de medo. Em termos técnicos é feito com mestria, sendo sobretudo patente o uso da cor que - nestes momentos iniciais de cinema technicolor - é extraordinário.

    Achei curiosa a prestação dos actores, que é um pouco diferente do método de hoje em dia. Não sou grande conhecedora de filmes da altura, mas achei muito interessante a forma como cada pessoa está caracterizada dentro de um estereótipo, acabando por o ultrapassar através do seu exagero, de forma a conseguir solucionar os problemas apresentados sem nunca fugir da premisa inicial.

    O tema principal do filme, o que sera sera, é único, memorável e amável. Até agora estou a cantá-lo.

    Fiquei curiosa para ver mais filmes deste autor.



  • Até à Eternidade

    0
    Até à Eternidade
    Fred Zinnemann
    Filme
    1953
    7 em 10

    O terceiro filme das Sessões Clássicas no Corte Inglés, depois de Taxi Driver e Lawrence da Arábia. Desta vez conseguimos, três de nós, ganhar os convites da Metropolis e ir à ante-estreia com um grupo jeitoso. Mais uma vez, estavam senhores a falar. São críticos de cinema, e eu até sigo o blogue de um, mas e saber os nomes deles? Explicaram que este foi um filme revolucionário por abordar o exército de outra forma e spoilaram o final sem querer... Bem, o senhor avisou que não gostava de falar de filmes antes de as pessoas o verem porque tinha sempre medo de contar alguma coisa. Isso também me acontece muito e às vezes eu faço spoilers fenomenais sem sequer perceber... Desculpem! Enfim, aqui está o poster que recebemos desta vez:



    Pois bem, eu fui para este filme sem fazer ideia do que era. Como tinha o Frank Sinatra estava convencida de que era um musical. E pensava que era a cores. Afinal era a preto e branco e é um filme trágico sobre a vida na ilha de Pearl Harbour imediatamente antes do bombardeamento.

    O filme foi baseado num livro que relata a vida dos soldados de um agrupamento e os maus tratos injustificáveis que um deles vive, sob o pretexto de o fazer juntar à equipa de boxe. Também tem duas histórias de amor paralelas, bastante avant-garde para a época. A cena do cartaz, o beijo na praia foi revolucionária e chegou a ser censurada pelo seu erotismo implícito.

    A história é imprevisível e crua, caracterizando o exército americano de uma forma distinta da maioria dos filmes do género, nessa época ou na nossa. Em vez de colocar os soldados como heróis coloca-os como seres humanos, todos eles pejados de defeitos que seriam inconcebíveis para um soldado. A história não acaba bem, o que é uma variação muito grande, nem poderia acabar bem se quisermos ser realistas, coisa que o filme é.

    Os actores fazem trabalhos muito bons, transportando os sentimentos diversos dos seus personagens até ao limite do final, inesperado. Apesar do oscar, não achei que Sinatra fosse o mais brilhante entre eles.

    Temos muita música, mas ela é utilizada de forma sábia, nunca trazendo alegria mesmo nas situações que supostamente o são. É irónica.

    No fundo, um grande clássico que não devem perder. A versão pareceu-me bem restaurada, sem os grânulos habituais nas nossas sessões a preto e branco do canal Hollywood (mais ainda assim com alguns). Segundo li, já havia cores nesta altura, mas o realizador optou pelo preto e branco ou o filme não seria levado a sério. E realmente é este monocromatismo que dá a intensidade trágica à história.
  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan