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  • Mashle

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    Mashle
    Nakamura Shouta - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2023
    4 em 10


    Num deplorável mundo onde toda a gente tem magia, um rapaz não tem magia nenhuma. Por isso, treina horrores até ficar mega forte. E assim parece que tem magia, haha (not)

    Achei este anime horrendo em todos os aspectos, desde a infeliz animação aos personagens. O universo parece exactaente copiado de Harry Potter, o que é um pouco ridículo. E os gags cómicos não me arrancaram nem um sorriso, só irritação.

    Portanto, posso dizer que detestei isto e que está para além da minha compreensão o porquê de ter ficado tão popular.

  • 86 Part 2

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    86 Part 2
    Ishii Toshimasa - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2021
    6 em 10


    Eu não tinha gostado muito de 86, mas recomendaram-me muito a segunda season então lá fui eu cheia de esperança. Mas a segunda season pareceu-me ainda mais fraca que a primeira.

    Portanto, o esquadrão 86 desapareceu, mas agora eles foram transportados para a terra das pessoas pálidas e ricas e estas pessoas agora ficaram com a noção de que a guerra fantasiosa que estão a lutar é feita por seres humanos *reais*, e não por máquinas como todos pensavam. A partir do momento em que há este confronto entre "castas", a coisa começa a tornar-se extremamente desinteressante, porque é algo que já vimos repetidamente em vários animes, começando em Gundam e acabando em Code Geass, passando por outros e outros e outros.

    Assim, 86 acaba por ser um anime de guerra com uns toques de mecha que é simplesmente igual a todos os outros, sem muito de original para nos mostrar, quando a primeira season ainda tinha algum potencial devido à originalidade de termos um navegador fora do terreno. 

    Prezei a animação e alguns momentos de violência extrema, mas fora isso, muito meh.

  • Hypnosis Mic: Division Rap Battle - Rhyme Anima

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    Hypnosis Mic: Division Rap Battle - Rhyme Anima
    Ono Katsumi - A-1 Pictures
    Anime - 13 Episódios
    2020
    6 em 10


    E que tal um anime sobre... Batalhas de rap? Realmente fazem animes sobre tudo...

    Acabou por ser um anime bem mais divertido do que eu pensava. Temos um cast enorme de gajos todos jeitosos, cada um com o seu estilo de rap, e cada estilo de rap tem poderes graças a uns microfones mágicos. Há um que chama fantasmas, outro chama rebuçados, outro cura as pessoas, outro chama tanques de guerra, enfim, uma miríade de poderes graças à força das rimas.

    E o pior é que as músicas nem são nada más! Em cada episódio estas equipas de três cantam umas contra as outras, até à batalha final.

    Só tive pena que quase não houvessem personagens femininas, porque queria também meninas a rapar.

    Gostei.

  • 86

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    86
    Ichii Toshimasa - A-1 Pictures
    Anime - 11 Episódios
    2021
    5 em 10

    Só agora vou começar a falar dos animes da season passada (esta season não estou a ver nenhum, só os que se mantiveram com mais episódios). Confesso que nesta season nem escolhi o que ia ver: perguntei a uns amigos o que eles gostavam e pus-me a ver todos. Erro fatal e começa logo por este "86".

    Num mundo aparentemente perfeito, combate-se uma guerra com maquinaria pesada. Mal sabem as pessoas vulgares que essa maquinaria é conduzida por um conjunto de pessoas que foi expulsa da sociedade, sabe-se lá porque razão. Este anime conta a história de uma sargenta que lidera este grupo de exilados à distância e que, de certa forma, cria uma relação de amizade com eles.

    Penso que este anime gostaria de ser um anime de guerra, com todos os traumas que isso implica. Mas o setting é tão inusitado (os ricos vs os exilados pobres) que não consegui identificar-me com nenhuma das situações. Os diálogos também são extremamente básicos e, como tem muitas personagens, o facto de elas morrerem ou viverem acaba por ser irrelevante.

    Não tenho vontade de ver a segunda season.

  • Sword Art Online Movie: Ordinal Scale

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    Sword Art Online Movie: Ordinal Scale
    Itou Tomohiko - A-1 Pictures
    Anime - Filme
    2017
    5 em 10

    Como Sword Art Online é uma vaca com um leitinho delicioso, qualquer oportunidade para a ordenar aparenta ser válida. Portanto, aqui temos um filme sobre tudo e sobre nada, que não acrescenta nada à história e que não aquece nem arrefece.

    Agora estamos na realidade aumentada, ao invés da realidade virtual. E na realidade aumentada os guerreiros virtuais não são assim tão fortes, porque isto exige mesmo que as pessoas na vida real façam acrobacias e cenas dessas. Então descobre-se que quando se morre se perdem as memórias do Sword Art Online original, o que é booboo porque temos boas memórias de quase termos morrido.

    Portanto, temos uma sequência de momentos de acção, com inimigos que até já conhecíamos e uma história plena de patetice. Entendo que este filme agrade aos shounenescos do costume, mas por mim... Ainda bem que tem pouco mais de uma hora!

    Não vale a pena.

  • Kaguya-sama: Love is War

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    Kaguya-sama: Love is War
    Omata Shinichi - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2019
    6 em 10
    Este foi considerado o melhor anime de Inverno de 2019, se não o melhor anime do ano, por muito boa gente. Então, lá fui eu vê-lo. E vê-se bem, mas para melhor anime do ano... Falta algo.

    Kaguya e o presidente do conselho estudantil estão perdidamente apaixonados um pelo outro. Mas, por razões que a razão desconhece, não podem confessar o seu amor um ao outro. Entram, portanto, em estratégias e brincadeiras diversas para provar que se amam, por forma a que um ceda e confesse. O que não acontece, mas dizem que os meios justificam os fins. Ou é ao contrário?

    Entretanto, temos um conjunto de personagens estereotipadas que apenas existem para contribuir para a confusão generalizada. Nos três últimos episódios há uma exploração de algumas das suas características, que é encaixada de uma forma imperfeita, uma espécie de climax "só porque sim".

    Ainda assim, é um anime mais ou menos divertido, com situações inusitadas que, se esquecermos que são irritantes, até conseguem fazer rir.
  • Kokoro ga Sakebitagatterunda.

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    Kokoro ga Sakebitagatterunda.
    Nagai Tatsuyki - A-1 Pictures
    Anime - Filme
    2015
    6 em 10

    Trabalho de uma famosa argumentista, conhecida pelas suas histórias de angústias adolescentes, surge este filme, talvez uma tentativa para que a A-1 Pictures se renove enquanto estúdio de *animação*

    Uma menina fala sobre tudo e sobre nada e acaba por contar um segredo que não devia ter revelado. Nessa altura, é amaldiçoada por um misterioso ovo, sendo que a consequência é nunca mais poder falar. Sempre que fala, tem terríveis dores gastrointestinais. No entanto, quando chega à escola secundária, é proposto pela turma fazerem um musical na festinha do ano. Será que vão conseguir?

    Se a premissa do filme é interessante, temos um problema grande: a narrativa foca-se em demasiados personagens. Assim, acaba por se tornar um pouco difícil de distinguir a importância de cada um deles, sobretudo porque os designs escolares "realistas" tornam todos muito parecidos uns com os outros. Se nos focarmos simplesmente na história da maldição do ovo, temos um desenvolvimento lógico mas um pouco previsível, que não deixa de me comover um pouco por motivos pessoas alheios a este comentário.

    Desta feita, penso que o estúdio finalmente acertou com a sua animação. Temos cenas vívidas, com alguns momentos muito bem trabalhados e algumas cenas impressionantes, nomeadamente aquelas que envolvem o ovo. Este, é um símbolo um pouco inadequado para o contexto, mas talvez haja alguma nuance que me tenha escapado.

    Temos também uma banda sonora muito completa, que envolve adaptações de diversos standards.Isto faz com que os momentos musicais sejam muito realistas e sintamos o que as personagens e seus actores nos tentam transmitir.

    Foi um filme divertido, mas que não ultrapassa a média.
  • Nanatsu no Taizai

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    Nanatsu no Taizai
    Okamura Tensai - A-1 Pictures
    Anime - 24 Episódios
    2014 
    5 em 10

    Este é o anime de todos os cosplays. Finalmente fico a saber quem são essas personagens que vejo pululando por toda a parte.

    Uma rapariga procura os "Sete Pecados Mortais", um grupo de guerreiros temido pelos Holy Knights, organização que serve para procurar este grupo e o destruir. Ficamos a saber que essas pessoas são um grupo de criancinhas com quarenta anos de idade e um porco. Ficamos também a saber que - SURPRESA DAS SURPRESAS - eles é que são os bons.

    Depois os bons lutam contra os maus, os maus afinal também são bons mas há um mau mais mau que os maus que são bons, então depois há cenas de acção.

    Fora esta história previsível e perfeitamente enquadrada no cubículo do seu género, temos também uma animação pouco detalhada, um universo aborrecido feito de cadeias montanhosas relvadas e deesigns pouco enquadrados no universo. Também a paleta de cores e o próprio estilo tornam este anime numa espécie de farsa cómica, em que subitamente o monstro vem aí pelos ares e torna tudo sanguinolento.

    É caso para dizer... Desapontada, mas não surpresa.

  • Magi

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    Magi
    Ochikoshi Tomonori -  A-1 Pictures
    Anime - 25 + 25 + 13 Episódios
    2012
    6 em 10
    Neste post falarei da minha experiência enquanto vi as três séries de Magi: Labirynth of Magic, Kingdom of Magic e Sinbad no Bouken. Já sabia algumas coisas sobre esta série, pois é bastante famosa e vários amigos são grandes fãs. Por um lado, gostei imenso de algumas partes. Por outro, fiquei bastante desapontada. 
    O primeiro aspecto que me fascinou neste anime foi todo o universo de magia em que nos encontramos. Pegando numa inspiração médio-oriente, misturando a mitologia persa com os contos das Mil e Uma Noites, o autor mostra-nos um mundo cheio de mistérios mágicos e criaturas surpreendentes, que poderão trazer ou retirar poderes aos nossos protagonistas que, na maior parte do tempo, ainda estão a aprender como utilizar tudo o que o ambiente circundante tem para lhes oferecer.

    Estes personagens são bastante cativantes na sua maioria, com problemas e questões pessoais que vão sendo resolvidas ao longo do tempo. Cada um deles vem de uma situação de diferente precariedade e terão de ultrapassar as suas limitações fazendo uso da magia e, também, do poder que os une uns aos outros. Temos designs interessantes na sua maior parte, embora muitas vezes sejam um pouco exagerados, sobretudo quando há a manifestação dos objectos mágicos. Também é nesse aspecto que a animação peca, na generalidade, já que temos cenas de acção muito efusivas contrabalançadas por momentos de pouca riqueza visual.

    Mas aquilo que me deixou chateada foi, precisamente, a falha de quase todos os animes shounen de acção que estão disponíveis por aí. Chateia-me MUITO quando começam a explicar a maiga e a categorizá-la em caixinhas. Uma razão pela qual a magia é mágica é, precisamente, a dificuldade na nomenclatura e categorização, a dificuldade de ensinar e aprender através de elementos teóricos. E nisso o anime desaponta muito.

    Temos OPs e EDs interessantes, embora um pouco perdidas na sua era (penso que seriam músicas melhor localizadas há uma década).

    Foi uma experiência satisfatória mas, por causa dessa situação que me chateia, acho que não vou querer saber mais desta série. Não existirá um cosplay.

  • Kuroshitsuji II

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    Kuroshitsuji II
    Ogura Hirofumi - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios + 6 Specials + 10 + 2 OVA + 1 Filme
    2010
    6 em 10

    Conforme foi calhando na minha nova lista ptw, foi altura de ver este anime. Na verdade, este post refere-se a Kuroshituji II, que classifiquei com 5 (4 os specials) e os vários Books: Book of Circus, Book of Murderer e Book of the Atlantic, classificados com 6. Embora o Circus seja um pouco melhor que os outros, temos de admitir. Portanto, irei falar da experiência como um todo.

    E a experiência como um todo é terrível. Uma isca para fujoshis com tendências shota, temos miúdos e adultos envolvidos em situações horríveis e sanguinolentas, envolvendo vários momentos assustadores com monstros, zombies, bonecas e outras fantasias típicas deste género de anime.

    Os personagens sofrem um desenvolvimento errático. Se existem momentos que se tornam progressivamente mais interessantes, acabam por voltar atrás e falhar rotundamente quando caem num estereótipo típico de infelicidade e injustiça social, o que não deixa de ser absolutamente previsível.

    Em termos de animação, a qualidade é um pouco fraca comparativamente a outros animes do género, com alguns erros de anatomia e um uso de cenários digitais pouco apropriado ao contexto. Também os designs são desadequados para a época, o que já era um problema da primeira season.

    Temos uma banda sonora cativante, com muito rock e visual kei, mas que não fica na memória.

    Portanto, um anime que eu escusava de ter visto. Mas pronto, agora já está.

  • Doukyuusei

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    Doukyuusei
    Nakamura Shouko - A-1 Pictures
    Anime - Filme
    2016
    6 em 10

    Este filme foi recomendado no meu clube, então fui vê-lo à desgarrada. Com o Qui. Mal sabia eu que era um BoysLove. O Qui ficou altamente traumatizado. E eu também, porque este não era, de todo, o BL que eu lhe queria mostrar!!!

    É um romance muito simples, simpático, sem muito que se lhe diga. Dois rapazes começam a estudar música juntos e acabam por apaixonar-se. Depois acontecem os pequenos dramas adolescentes de todas as relações entre adolescentes, as meias palavras, as confusões, e por aí em diante. O anime segue quatro diferentes fases da relação, mas nenhuma delas nos leva a qualquer tipo de conclusão, como se a relação fosse tão efémera que nem sequer precisássemos de saber o que vai acontecer no futuro.

    A arte é um pouco estranha, na medida em que é muito suave mas muito pouco detalhada. A animação e design dos personagens está bastante boa, mas os cenários apresentam-se muitas vezes incompletos o que, fazendo parte do estilo minimalista, acaba por não ficar bem num filme com uma hora.

    A banda sonora é igualmente simples, sendo que muitas músicas que nos trazem curiosidade sobre como seriam, estão incompletas.

    Apesar de tudo, rimo-nos bastante com o filme, por isso leva uma nota mediana.

  • Erased

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    Erased
    Itou Tomohiko - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2016
    7 em 10

    Este anime foi sugerido no meu clube e, devo dizer, desta feita acertaram comigo. ;)

    Um tipo de 29 anos, Satoru, tem um estranho poder. Quando algo de muito mau está prestes a acontecer, ele volta para trás no tempo e consegue resolver a situação. Existem coisas no seu passado de criança que nunca foram resolvidas: um caso de raptos múltiplos e assassinatos de crianças. Quando a sua mãe é assassinada, ele volta ao passado e terá de resolver este mist+erio, para que no futuro tudo corra pelo melhor.

    A ideia de um homem de 29 anos dentro do corpo de um rapazinho de 11, capacitado para um pensamento dedutivo em que poderá resolver um crime que nunca ficou totalmente clarificado, tem uma óptima execução. Progressivamente ele volta ao passado e ao presente para que possa usar os conhecimentos obtidos em cada época na resolução do mistério, que se vem a revelar um pouco previsível mas, ainda assim, bem concebido.

    Quiçá o único defeito desta história seja a forma como o personagem consegue prever o futuro de tal forma que a conclusão é absolutamente inesperada, num sentido de impossibilidade.

    A animação também está bastante fluída, com cores vibrantes e excelente qualidade. Existe sobretudo uma boa utilização da luz nas cenas de inverno, que transmitem uma sensação de pleno realismo.

    Musicalmente, temos OP e ED um pouco inadaptadas, mas de resto nada a apontar.

    Um anime que me encheu as medidas e na qual votei, sim claro. :)

  • Tsuritama

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    Tsuritama
    Nakamura Kenji - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2012
    6 em 10

    E porque não um anime sobre pesca?

    Temos aqui um rapaz que tem um avida ligeiramente inadaptada e está constantemente a mudar de escola. Desta feita, apesar de todos os seus nervos, acaba por fazer amizade com um estranho jovem que diz ser alienígena. Também se torna amigo do rei da pesca da localidade e, juntos, envolvem-se em grandes pescarias. Para além disso há um dragão.

    Se ao início os personagens estão plenos de potencial, à medida que se vão desenvolvendo este acaba por se perder em detalhes desnecessários, indicados por uma narrativa um pouco mal estruturada e que tem demasiados conceitos a ser explorados para que o possam efectivamente ser em tão pouco tempo. No fundo, este anime precisava de se dividir pelos seus temas e procurar em si mesmo o que desejaria realmente ser: um anime sobre pesca, um anime sobre aliens, um anime sobre dragões, um anime sobre quê? Assim como está, não passa de uma amálgama de ideias que ficam muito aquém das expectativas.

    Em compensação, temos uma arte muito colorida e brilhante, com algumas sequências um puco mais experimentais. No entanto, as sequências de acção perdem muito devido ao uso abusivo de CG. Para além disso, a mistura toda de cores e a animação um pouco saltitante tornam todo o anime num aexercício de histeria constante, o que pode irritar o visionante.

    O mesmo acontece com as vozes, que pecam por exagero e se tornam muito incomodativas, sobretudo à medida que vamos conhecendo melhor os personagens. Musicalmente temos alguns temas basate interessantes, mas nada que fique na memória.

    Aparentemente, este anime pode parecer brilhante, mas uma análise mais cuidada enquadra-o dentro da normalidade.

  • Ace Attorney

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    Ace Attorney
    Watanabe Ayumu - A-1 Pictures
    Anime - 24 Episódios
    2016
    4 em 10

    Terminou finalmente a season de Verão e, assim, começarei a comentar os pouquíssimos animes que estava a ver. Este já veio de season anterior, com 24 episódios.

    Ora, eu já tinha ouvido falar muitas vezes de Ace Attorney, um jogo genial em que teríamos de fazer de advogado de defesa e descobrir os verdadeiros culpados de casos diversificados. Assim, pensei em ver o anime para ficar a conhecer um pouco melhor sobre o franchise. Infelizmente, o anime falha em todos os aspectos e será, talvez, o pior anime que vi durante este ano (sem contar com coisas que até me abstive de comentar aqui).

    Para começar, as histórias não fazem sentido. Talvez os mistérios sejam fascinantes quando jogamos o jogo, mas no formato de anime tornam-se bastante ridículos. Porque os tribunais não são assim e na vida real os advogados não são detectives (como a América nos mentiu...). O exagero é patente em todos os aspectos e, neste caso, não funciona de todo.

    Os personagens também não sofrem qualquer tipo de caracterização e as suas relações são exageradas a um ponto quase fatalista, na medida em que perdem um eventual realismo que poderiam ter ao início. Os designs são a coisa mais pavorosa que vi nos últimos tempos, assim como a animação no geral. Não há qualquer cuidado e os valores de produção parecem infelizmente baixos, pelo que talvez tivesse sido melhor se o anime tivesse apenas uma season e tivessem aproveitado coerentemente o seu orçamento. O exagero é tal que isto se torna uma dor para os olhos.

    Estava ansiosa por ver o já mitológico "objection", mas nada ocorre da forma que esperava. As vozes são medianas e a música mal definida.

    Por enquanto, o pior anime do ano.

  • Vividred Operation

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    Vividred Operation
    Takamura Kazuhiro - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2013
    6 em 10

    Este anime é tido, na generalidade, como um divisor de opiniões. Dizem que ou é excelente ou categorizam-no dentro da espécie do "é tão mau que é bom". Também dizem ser simplesmente mau. Ora, para mim... É um anime perfeitamente normal?

    Este anime pega em vários conceitos e géneros, misturando ficção científica com mecha com mahou shoujo. Esta amálgama não torna o anime excelente ou péssimo. Porque simplesmente não traz nada de novo nem de especial à indústria do anime como a conhecemos. Quantos animes não vi já que se assemelham em toda a profundidade a estes temas? Talvez o mais flagrante seja Nanoha.

    Enfim, temos então um arco narrativo que nada de diferente tem, sendo que o ponto principal acaba por ser a relação entre personagens. Estas podem ser inclusas em qualquer estereótipo que nos lembremos, porque nada têm de distinguível. Evidentemente que parecem existir para mostrar os seus rabiosques e darem comoventes beijos na testa umas nas outras (fusão!)

    A animação não está de todo má. As cores são bastante flagrantes, sendo que os designs dos personagens acabam por fazer algum sentido dentro do contexto. As cenas de acção, que são bastantes, têm bastante fluidez para se enquadrarem na actualidade.

    Musicalmente, temos temas repetitivos dentro do género.

    Portanto, mais um anime igual a todos os outros. Podemos passar à frente.

  • Shigatsu wa Kimi no Uso

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    Shigatsu wa Kimi no Uso
    Ishiguro Kyouhei - A-1 Pictures
    Anime - 22 Episódios
    2014
    7 em 10

    Estive sem net por estes dias, portanto vi este anime com a máxima atenção. Quando o inciiei, fiquei bastante feliz: um anime sobre música clássica! Logo agora que calha na época das finais do Prémio Jovens Músicos da Antena 2! Fiquei mesmo muito motivada para o ver.

    Um rapaz era considerado um prodígio do piano, até ao momento da morte da sua mãe. A partir daí, fica com um trauma, com o qual me identifico bastante: deixa de conseguir tocar. Na verdade, ele não se consegue ouvir a si próprio quando toca. Quando conhece uma talentosa violista e se torna amigo dela, tudo começa a mudar e ele encontra uma nova razão para tocar.

    A primeira parte do anime é muito interessante no desenvolvimento dos personagens e das suas relações. Também na forma em como a música pode aproximar as pessoas, mas também impedir que estejam juntas. Assistimos a alguns momentos musicais muito bem animados. No entanto, a partir da segunda parte aparece-nos uma doença fatal muito mal explicada que acaba por tornar todo o anime num melodrama de faca e alguidar. Os personagens começam a quebrar emocionalmente, perdendo bastante da sua caracterização e não demonstrando qualquer evolução face às adversidades. O final foi muito desapontante, pois não nos mostraram quaisquer consequências à evolução do pianista enquanto executante ou enquanto personalidade, pois não recebemos feedback do seu último concerto.

    Acabei por lhe dar uma nota um pouco mais alta devido à animação. Trata-se de um anime com designs de personagens cheios de brilho e beleza, sendo que também os cenários são altamente detalhados e plenos de belo. No entanto, pareceu-me que a partir da metade do anime houve menos cuidados neste aspecto. Para além disso, temos uma excelente mescla de animação digital em 3D, nos momentos de interpretação das peças, embora haja alguns momentos de repetição de animação.

    Quanto à música, foi outro aspecto que me desapontou. Quando vemos um anime sobre música clássica, esperamos uma excelente banda sonora: com música erudita. No entanto, optaram por fazer uns arranjos absolutamente absurdos. Se o Chopin ouvisse o seu Estudo com um remix de guitarras, acho que ressuscitava para chorar e depois morria de novo. Disse-me um amigo que "devem ter feito isso por causa dos direitos". Ora, todos estes autores estão mortos há um caquilhão de anos! Só o Shostakovich é mais recente, e ainda assim morreu há bué.

    Enfim, um anime que tinha tudo para ser excelente, mas que acabou por se tornar numa novela cheia de lágrimas.


  • Tetsuwan Birdy Decode:02

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    Tetsuwan Birdy Decode:02
    Akane Kazuki - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2009
    6 em 10
     
    A primeira season, quando a vi, até me soube a novidade. Mas esta segunda season é mais um 6 a dar para o 5, ao contrário da anterior.

    Tudo está normal, há duas pessoas em Birdy, os aliens andam por aí e ela tem de se fazer passar por modelo erótica para fãs patéticos. Por mero acaso, ela encontra um amigo de infância, lá do planeta de onde ela veio. E ocorre uma onda de mistérios e coisas que precisam de ser resolvidas, tendo à mistura uma série de flashbacks da infância para além da estratosfera.

    E isto, perdoem-me, acaba por se tornar aborrecido. Os personagens perderam a sua frescura e encontram-se agora divididos por problemas que afectam qualquer outro personagem de anime. A história é previsível e estéril. Os flashbacks pecam por exagero e não adicionam nada de especialmente interessante.

    A própria animação pareceu-me menos cuidada, sendo que as cenas de acção fabulosas que caracterizavam a primeira season estão agora cada vez mais próximas de um rascunho, sendo que - apesar de fluídas - perderam qualquer tipo de detalhe e acabam por se tornar dolorosas.

    Não poderei dizer muito sobre a música, pois a versão que tirei vinha sem OP e ED (e com legendas tanto em espanhol como inglês, o que me confundiu muitas vezes, lol).

    Enfim, fiquei bastante desapontada com esta segunda season. Espero que não haja mais.

  • Subete ga F ni Naru

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    Subete ga F ni Naru: The Perfect Insider
    Kanbe Mamoru - A-1 Pictures
    Anime - 11 Episódios
    2015
    7 em 10

    Este também é um anime da season de Inverno, mas não o vi nesse contexto. Na verdade, esperei que terminasse, pois foi-me sugerido por um amigo enquanto estávamos num evento. Bem, não tive de esperar muito. Foi sem dúvida a minha surpresa do ano, talvez o premiado com AOTY (esse suposto prémio que tanto gostamos de atribuir).
     
    Tudo começa quando uma rapariga e o seu professor se dirigem a uma ilha isolada do mundo para conhecerem um génio da programação, uma mulher que vive também ela isolada num quarto dessa ilha. Ao chegarem, ocorre um misterioso assassinato, sendo que qualquer um deles poderá ser o culpado. É tentando buscar a solução para esse mistério que se processa a narrativa.
     
    Temos uma história policial interessantíssima e muito inteligente, com perguntas e soluções que se seguem e se tornam cada vez mais intrincadas. É o tipo de anime que nos põe a pensar ao mesmo nível dos personagens, sem nunca revelar demasiado, sendo que todas as descobertas se apresentam como uma surpresa, sem nunca descurar o mistério e o desenvolvimento das pessoas que nele estão envolvidas.
     
    De entre estas, existem vários tipos: os que estão a resolver o mistério; os que estão lá por acaso; e a vítima. Esta, perante os acontecimentos, é quem sofre o maior tipo de desenvolvimento. Podemos perceber cada vez melhor o que se passa através dos diversos flashbacks da sua vida, sem no entanto nos ser dada demasiada informação de forma a que possamos descobrir quem é o "criminoso" antes do tempo certo. Os diálogos entre todos estão muito bem construídos e permitem-nos uma visão mais profunda de cada um deles, tornando-os aprazíveis e causando um grande grau de empatia.

    A arte é colorida e brilhante, com alguns momentos gráficos muito interessantes em termos de construção do cenário. No entanto, alguns elementos em CG são demasiado evidentes e destoam bastante do resto do contexto idílico em que a série se passa, se bem que - considerando que grande parte deles aparecem num mundo digital - fazem sentido dentro do universo em que se inserem.

    A OP é fascinante, com uma animação muito original e apropriada, sendo que a ED também não lhe fica atrás. No resto da banda sonora, encontramos peças que, sendo simples e discretas, se enquadram perfeitamente nas cenas que ilustram.

    Um anime memorável.
  • Tetsuwan Birdy Decode

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    Tetsuwan Birdy Decode
    Akane Kazuki - A-1 Pictures
    Anime - 13 Episódios
    2008
    6 em 10

    Isto é um 6 que é quase um 7, porque gostei mesmo muito desta série. :)

    Birdy é uma personagem da imagética passada, mas que eu não conhecia. Assim, é a minha primeira experiência com este franchise. Felizmente, apanhei uma série que tem tudo para ser excelente, começando pelos seus valores de produção.

    Tudo começa quando esta agente alienígena, que procura um objecto super poderoso do qual depende o futuro do universo como o conhecemos, vem ao planeta Terra e, acidentalmente, mata Tsutomu. Um rapazinho perfeitamente normal. A partir daí, passam a partilhar o mesmo corpo, com o perigo das suas mentes se unirem e de ambos desaparecerem. Na busca por esse objecto acabam por, juntos, viver aventuras diversas, quer na Terra quer no planeta de Birdy.

    A premissa é simples e funciona bastante bem, mas a verdade é que a série se alongou um pouco na tentativa de desenvolver os personagens, o que não teve o efeito pretendido. Pareceu-me que as cenas da vida diária de Tsutomu poderiam ter sido eliminadas, pois não têm qualquer interesse nem influência directa na narrativa. Já o mesmo não acontece quando assistimos a cenas no planeta de Birdy, pois conhecemos uma série de alienígenas muito engraçados, o que dá bastante gosto ver. A relação Birdy-Tsutomu tem a sua relativa relevância, já que ambos partilham o corpo, quiçá a mente, o que dá azo a grandes conversas. Poderiam elas ter sido um pouco mais filosóficas, havendo partilha de conhecimentos entre as duas entidades (terráqueo-alienígena), sendo que se limitaram bastante a conselhos sobre o que fazer com a vida quer de uma parte quer da outra. Por outro lado, o ponto narrativo de "temos de recuperar o corpo do Tsutomu" acaba inconsequente e um pouco repetitivo.

    A arte é um excelente aspecto. Fluida, luminosa, com grandes cenas de acção de excelentes coreografias,é um prazer olhar para esta série. Infelizmente, as cenas de acção têm tal potência que acabam por insistir no facto pouco realista de Birdy ser uma espécie de entidade invencível. Fique também a nota para os designs dos personagens, originais, refrescantes e muito bem pensados. Gostei sobretudo das pessoas cão. :>

    O lado musical é, também, um ponto forte deste anime. Com uma banda sonora colorida e animada, mas também emotiva quando os momentos o pedem, a série tem toda ela uma intensidade física e emocional que a torna numa grande experiência.

    Um anime gratificante e que recomendarei conforme necessário. :)
  • Uchuu Kyoudai

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    Uchuu Kyoudai
    Wataname Ayumu - A-1 Pictures
    Anime - 99 Episódios
    2012
    6 em 10

    Foi estranho estar este tempo todo sem escrever sobre anime... Foram duas semanas! Mas a verdade é que demorei este tempo infinito a ver esta série. Afinal, 99 episódios ainda é qualquer coisa! Foi-me sugerida pelo meu clube, com alguma antecedência, e terminei de a ver mesmo no fim do prazo. :p

    Uchuu Kyoudai ("Space Brothers") conta a história de dois irmãos que sempre sonharam em ir para o espaço. Hibito, o mais novo, conseguiu e agora está prestes a ir para a Lua. No entanto, o mais velho - Nanba - é vítima de uma série de azares e agora está desempregado. Será que a sua vida vai mudar quando a sua família envia uma candidatura em nome dele para a Jaxa, agência espacial Japonesa?

    Ao longo de bastante tempo (passam-se vários anos na série) assistimos à luta de Nanba para se tornar um astronauta e conseguir cumprir com o seu sonho: construir um telescópio na Lua. Este é o foco principal da série: o realismo na selecção e treino de astronautas, tudo aquilo pelo qual eles têm de passar para vierem a pisar a superfície lunar. Existe muito detalhe nestas cenas e é esta a principal fonte de interesse ao longo de toda a série.

    Para efectuar todas estas acções, a série precisa de personagens. Assim, temos uma paleta bastante variada de pessoas que estão envolvidas com Nanba e Hibito, desde os seus superiores a colegas, que os acompanham ou vão ficando pelo caminho. Cada um tem as suas motivações, desejos e sonhos, mas apesar de tudo a sua caracterização está feita de tal modo que é difícil obtermos uma identificação próxima com eles. Assim, todos os momentos dedicados aos personagens - conversas, jantares, coisas pessoais - podem tornar-se um pouco aborrecidas e repetitivas. Os nossos irmãos, personagens principais, têm um pouco mais de personalidade, mas mesmo assim poderia ter havido um desenvolvimento mais claro da sua relação, que aparece um pouco fria tendo em conta as imagens da infância que aparecem repetidamente. Aliás, estes flashbacks são muitas vezes repetidos e parecem desnecessários.

    A animação tem momentos muito interessantes, sobretudo no que respeita ao detalhe dado no material utilizado no espaço. Nota-se que a produção teve um certo cuidado em manter pequenas coisas que, apesar de não serem essenciais, trazem um pouco de personalidade à série. As cenas em que aparece o céu são normalmente belas, mas por vezes há um uso exagerado de CG, que destoa.

    Musicalmente, temos bastantes OPs e EDs, bastante variadas também mas sempre dentro do mesmo tema. Não as considerei extraordinárias, embora tenha havido uma (a quarta ou a quinta ED?) que gostei muito. Os efeitos sonoros são sempre os mesmos, o que os torna um pouco repetitivos e transforma cada cena em algo bastante previsível: cada efeito sonoro é usado sempre no mesmo tipo de situação.

    Apesar de tudo, é uma série muito interessante no que respeita ao estudo da vida e obra dos astronautas, relatando muitos acontecimentos, fantasiosos ou verdadeiros, e com um certo espírito de comédia que o distingue de um mero documentário. Mereceria uma segunda season, mas quiçá um pouco menos longa.
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