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  • Son of a Witch

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    Son of a Witch
    Gergory Maguire
    2005
    Romance

    Há uns largos anos li um livro que me fascinou: "A Bruxa de Oz". Era uma nova visão sobre o famoso Feiticeiro de Oz e pareceu-me absolutamente revolucionária. Então tive a oportunidade de ter um ebook com os quatro volumes da série. Porque isto veio a ser uma série. Comecei a partir do segundo e é o que tenho estado a ler até agora, com breves interrupções entre cada volume. E está a ser sofrimento. Porque são mais de 1600 páginas.

    Então, neste segundo volume tudo começa com um rapaz que vai parar a uma "mauntery", uma espécie de convento de Oz, todo ferido, magoado e estropiado. As maunts (freiras) tratam dele e podemos observar a vida que ele recorda durante o seu coma. Este rapaz é Liir, um miúdo que vivia com a Bruxa Má do Oeste e que poderá, eventualmente, ser seu filho.

    Neste livro aprendemos mais sobre a geografia e hábitos de Oz, também sobre a história criada como base para este universo. É uma história muito bem escrita, mas o autor começa a dedicar este volume (e, como veremos, os próximos) a uma guerra civil entre as várias partes do mundo, o que tira muito da magia que tinhamos conhecido anteriormente.

    Percebe-se rapidamente que este é um volume de transição que existe apenas para dar lugar a uma outra personagem, que só aparece no final. Portanto, mantenham-se atentos para o resto.

  • A Bruxa de Oz

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    A Bruxa de Oz
    Gregory Maguire
    1995
    Romance Fantástico

    Desde que vi este livro numa livraria que tinha vontade de o ler. Assim, quando apareceu no BookCrossing não perdi a oportunidade. É um livro longo e complexo e não tenho a certeza se gostei dele ou não, embora tenha estado estes quinze dias absolutamente imersa no seu universo.

    O Feiticeiro de Oz é um livro infantil muito simples, bastante chato diria até. Mas o universo de Oz, este país estranho, tem muito para explorar. Pegando na personagem da Bruxa Má do Oeste, o autor faz precisamente isso. Oz passa a ser, então, um universo altamente politizado, apesar de ter as suas características fantásticas.

    O livro está dividido em quatro partes. Na primeira, acompanhamos a infância de Elphaba, a Bruxa, uma menina estranha, de cor verde. Depois, podemos vê-la na universidade, onde conhece Glinda, que virá a ser a Bruxa Boa do Sul e uma série de outros amigos. Neste momento acontece o primeiro momento altamente político e altamente confuso: a luta pelos direitos dos Animais (animais com consciência). O grande problema é que os personagens têm elevadas conversas filosóficas e teóricas sobre este assunto. No entanto, o assunto é-nos estranho, a nós que somos do Planeta Terra e não de Oz. Portanto, torna-se bastante difícil de acompanhar estas conversas. A terceira parte, e para mim a mais interessante, é a história de amor, num ambiente escondido e revolucionário. A imagética desta parte tem uma grande simplicidade e beleza, pelo que foi a que gostei mais. Finalmente, Elphaba retira-se do mundo e torna-se a Bruxa Má. Numa quinta parte que serve de epílogo, em que aparecem as personagens que conhecemos do conto original, tudo me pareceu extremamente confuso, como se Elphaba tivesse ficado bêbada para sempre e perdesse completamente todas as características que foi obtendo ao longo do livro.

    Tudo isto está escrito com uma linguagem bastante confusa, com muitas palavras estranhamente desnecessária. As descrições não são especialmente ricas e ficamos apenas a aprender o aspecto das coisas quando os personagens se referem a elas.

    É um livro um pouco bizarro, mas que certamente me marcou, pois vou lembrar-me dele durante muito tempo.
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