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  • Jojo's Bizarre Adventure: Golden Wing

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    Jojo's Bizarre Adventure: Golden Wing
    Tsuda Naokatsu - David Production
    Anime - 39 Episódios + 3 Specials
    2018
    5 em 10
    Passamos à quinta parte de Jojo e, neste momento, começo a sentir-me muito desapontada com este franchise. Foi sem dúvida o pior dentro do estilo até agora e espero que brevemente ele se recupere e a sexta parte seja um pouco melhor.

    Desta vez o envolvimento dos Joestars é mínimo, e a partir do momento em que há o seu afastamento parece que tudo se torna mais ou menos irrelevante. Acompanhamos a aventura de Giorno, o novo Jojo, um italiano que se envolve - juntamente com outros cinco tipos - com a máfia com o objectivo de salvar a filha de um grande chefe.

    Penso que o erro principal é termos demasiados protagonistas. Como são seis (mais uma) o desenvolvimento de cada um peca por defeito, não lhes sendo dado foco suficiente para que  sejam personagens pelas quais torcemos e que queremos que vençam. Para além disso, os seus stands tornam-se de momento para momento mais ridículos, sendo que as acções de cada um já puderam ser vistas uma e outra vez em seasons anteriores, parecendo que o autor simplesmente não sabia mais o que havia de fazer para por estas personagens a combater.

    A animação também é bastante fraca a comparar com seasons anteriores. Se os exageros anatómicos são uma característica de Jojo, desta vez aproximam-se mais do erro crasso do que de outra coisa. Sendo uma série um pouco longa, há uma notável falta de orçamento que torna a variedade de movimentos limitada. Não há as grandes poses e a paleta de cores parece desinspirada.

    Foi um anime que me deitou abaixo com o desapontamento.
  • JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders - Egypt Arc

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    JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders - Egypt Arc
    Tsuda Naokatsu - David Production
    Anime - 26 Episódios
    2015
    6 em 10
     
    Vamos à segunda parte da terceira parte de Jojo's Bizarre Adventure! Para saberem mais sobre esta, cliquem aqui. :) Foi o último anime da season de Inverno de 2015 a terminar, dos que estava a vendo.

    A história começa exactamente onde a primeira season nos deixou: os nossos amigos estão em busca de Dio e acabam de chegar ao Egipto, onde os esperam novos oponentes e inimigos. Mais uma vez, cada um ou dois episódios são dedicados a um inimigo diferente, com o seu próprio estilo e o seu stand único. Isto significa que todas as lutas são completamente diferentes umas das outras. No fundo, tudo isto acaba por servir como exemplos seguidos de exemplos para demonstrar a versatilidade dessa invenção que é o conceito de "stand". Muitas vezes, isto dá azo a lutas muito interessantes e emocionantes, devido às diversas capacidades que cada um dos personagens tem. Mas, outras vezes, poderá ser um pouco aborrecido. Em alguns episódios dedicamo-nos à comédia, a situações ridículas e bizarras (de acordo com o título) que têm pouco a acrescentar. São divertidas, mas no geral é uma série um pouco cansativa por intercalar tantas lutas umas com as outras. Em algumas usam a força bruta, em outras usam a sua perspicácia, são todas tão diferentes que não há nada que se possa dizer sobre elas.

    A única coisa que têm em comum são o estilo e a estética. Isto é, sem dúvida nenhuma, o ponto forte do franchise.As texturas, as cores, toda a paleta visual é muito apelativa, fascinante, única. Os diveresos ambientes proporcionados pelos diferentes inimigos e stands dão uma grande variedade artística que é parte integrante e essencial deste anime.

    Esperava eu que, durante esta segunda season, houvesse mais algum tipo de desenvolvimento no respeitante a personagens, mas - infelizmente - continuam a ser iguais a si próprios. A sua concepção, como terei referido no comentário anterior, é bastante sólida, são todos personagens interessantes e com os quais nos identificamos imediatamente, com toda a sua caracterização que tanto dá para momentos de intensidade como para eventos mais leves. Mas gostaria que lhes tivesse sido dada alguma oportunidade de crescer enquanto seres humanos, o que teria toda a lógica devido a todos os problemas em que se meteram. É uma série longa e todos, nós e personagens, parecemos esquecer-nos de qual o primeiro objectivo da viagem. Só ao rever a série com o Qui é que recordei.

    Finalmente, temos uma banda sonora intensa, característica, por vezes brutalizante em algumas cenas. Desta vez, a ED é um tom de jazz instrumental que liga muito bem com as consequências da série, apesar de ser - em opinião de muitos - muito calma para o contexto.

    Foi, mais uma vez, uma grande experiência assistir a Jojo e viver com este grupo todas estas aventuras. Agora, fico à espera das outras partes. Espero que tenham ganho dinheiros bastantes com estas para continuarem com este fantástico projecto!
  • JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders

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    JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders
     Tsuda Naokatsu - David Production
    Anime - 26 Episódios
    2014
    6 em 10
     
    Jojo's Bizarre Adventure é uma aventura bizarra protagonizada por Jojo. Mas não há apenas um Jojo. Não. Não nos podemos limitar a isso. Há oito! E isso é por agora... Em manga. No anime já conhecíamos o primeiro e o segundo. Agora vamos conhecer o terceiro, enquanto viajam para o Egipto para enfrentar um nosso queridíssimo e amicíssimo DIO BRANDOOO~~~
     
    Esta parte de Jojo já existia em anime. Um OVA. Um OVA do antigamente. Que tornava as coisas muito mais resumidas e que eu, na altura, adorei. Tendo isso e a primeira parte (e segunda) em conta, achei que esta season ficou um pouco aquém das expectativas. Tal viu-se em discussão com as pessoas (gosto de observar e dar o meu bitaite), mas também o senti. Apesar de ter gostado bastante, faltava-lhe um bocadinho assim.
     
    Para começar, este Jojo não é nem de perto nem de longe tão carismático como o da parte 2, que aparece aqui mais velho para salvar a situação com um pouco de humor. Devido a isto, a série tem um ambiente mais negro, em que a comédia parece mais forçada e o exagero não funciona tão bem como anteriormente. Os outros personagens têm a sua personalidade distinta, sendo mais ou menos interessantes conforme o visionante. Por exemplo, eu adoro o Polnareff. E um tipo que vai aparecer na próxima season, já que partiram a série em duas. Conhecendo-me, é fácil adivinhar qual é. :>
     
    Nesta parte é introduzido um novo conceito: os stands. Se nas partes anteriores o poder vinha todo do Hamon, que era treinado e tudo o mais, desta vez o poder está condensado numa figura mais ou menos estranha chamada stand. Algumas são antropomórficas, outras carromórficas, outras animalórficas, outras barcóficas, há de tudo. E cada uma tem o seu poder e as suas características. Assim, o anime apresenta-se num género de inimigo semanal que pode falhar em algumas semanas, pois nem todos os inimigos são assim tão interessantes ou particularmente difíceis de vencer. Ainda assim, segundo consta, o anime está a fazer um trabalho de adaptação extremamente detalhado, pois nada está a faltar em relação ao manga. Nem nada está a mais. Pois é, senhores: nem tudo o que é chato é filler.

    Artisticamente, a animação não é especialmente boa, mas é altamente compensada pela paleta de cores e uso de sombras e brilhos. A arte adiciona ao efeito bizarro e espectacular.

    Sonoramente, temos músicas muito variadas, coroadas por uma ED genial. Aliás, em relação a isso, gostaria de citar algo que escrevi num fórum e que explica a minha opinião generalizada sobre Jojo e a música em Jojo:
     
    Anime de luta, Jojo não é só um anime de luta. É uma homenagem à música ocidental, é um inspirador e motivador de moda e alta-costura (ocidental), pode servir de crítica social, é uma obra que se distingue dentro do género e NÃO É porque tem lutas. É por causa da forma como tudo isto está construído. Jojo tem uma história grande para trás. Eu não leio manga, mas já li algumas entrevistas ao autor e se forem ver isso descobrirão como este universo é interessante para além das "lutas".

    Rock é "acelerado com guitarras". As Bangles também fizeram parte do rock da sua era. Bem, pop-rock, não é nenhum metal ou nada. A situação é que, tal como Jojo, o rock tem muitas vertentes para além do "acelerado com guitarras." Agora que o Hatak colocou esta perspectiva, parece-me um debate extremamente interessante:

    Jojo, como série marcante na cultura pop, é muito versátil. Isto é, aparenta ser uma história muito simples, mas está cheia de pequenos detalhes estilísticos que a tornam muito única. É esta plasticidade no detalhe que define Jojo, apesar de tudo ser - digamos - "móvel". Isto é, observando este anime (e manga, deve ser!) sob diferentes perspectivas, vemos sempre uma coisa nova. Estas perspectivas não são nada como mover a cabeça para o lado mas, digamos, estados de espírito diferentes. Por exemplo, o Sharinflan quer ver umas boas lutas; eu quero ver uns desenhos que me fazem sorrir; o José Mourinho (que frequenta este fórum em segredo) deseja ver alguns truques de estratégia para usar nos jogos. Aí cada um de nós vê uma coisa diferente, mas o todo está lá.

    O mesmo se passa com a música, sobretudo esse termo tão abrangente. ROCK. O rock espalha-se em todas as direcções, do metal industrial ao glam rock e indie rock ao Elvis e por aí em diante. Uma pequena nota: eu ponho o metal dentro do rock porque as sonoridades mais antigas aparentam-me (eu não percebo nada de música) ao ouvido com a onda mais "power" do rock, se me faço entender. Bem, não faço, mas posso tentar explicar melhor. Enfim, tal como no anime, se olharmos para o Rock como um todo de diferentes perspectivas vamos encontrar muita muita muita coisa diferente. E se as coisas vêm do antigamente, onde não havia tanta separação, vamos encontrar diferenças mais demarcadas. Por exemplo, desde os Nirvana que todo o indie está numa escala pop. No antigamente a diferença das labels de rock, pop, indie, o circuito dos DJs, isso estava tudo bem dividido. E é para isso que temos de olhar bem.

    Tanta letra para dizer que o rock e Jojo se relacionam de uma forma bem mais profunda do que a estética visual/sonora. A mim parece-me que, se lhe fizermos uma análise um pouco mais profunda, estão intimamente ligados por uma filosofia
    Ficamos então à espera da segunda parte da terceira parte. Assim teremos o meu personagem preferido da terceira parte e o meu vilão preferido da terceira parte. :) Não que eu conheça bem as outras, mas tassbem
     
  • Jojo's Bizarre Adventure

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    Jojo's Bizarre Adventure
    Tsuda Naokatsu - David Production
    Anime - 26 Episódios
    2012
    7 em 10

    Jojo? Jojo dispensa apresentações. Fã de anime que é fã de anime já terá ouvido falar de Jojo em algum momento da sua vida certo? É que é mesmo importante. 8 partes de manga já desde os 80s, um culto verdadeiro em volta disto. Temos um OVA antigo e tudo. E agora, finalmente, temos um anime para a televisão! Contempla a parte 1 e a parte 2 e os dois primeiros Jojos (pois cada parte tem um Jojo diferente. E são Jojos porque os seus nomes dão Jojo como diminutivo. Jojoooo)

    E que hei-de dizer? O pessoal desta comunidade gosta muito da palavra "épico". É essa a que eu vou usar.

    São duas histórias que têm em comum o Jojo, uma máscara de pedra, seres imortais, grandes vilões e um poder físico chamado "ripple" (ou "hamon"). A história é exagerada, fora da linha, uma série de impossibilidades. Mas está escrita de forma inteligente e é refrescante ver como os inimigos, cada vez mais fortes como é clássico num shounen, são vencidos não pela força bruta mas por uma série de truques e soluções originais. Os personagens são fascinantes, quer sejam bons ou maus. Ser bom ou mau é quase preto no branco neste anime. Na primeira parte, Dio Brando (mau como as cobras) é o móbil perfeito para o desenvolvimento. Tem características muito próprias, muda muda, wryy. Já na segunda parte, é Jonathan Joestar - Jojo - a estrela que faz o anime andar para a frente. Excelente trabalho do voice actor, como não podia deixar de ser, já que li algures que é fã de Jojo desde pequeno.

    Infelizmente, a arte é bastante inconsistente e a censura para a televisão muito evidente. Esperemos pelos blu-rays. Enquanto que em certos momentos temos uma animação de lutas com coreografias que roçam o brilhante, na maior parte das ocasiões há exagero de CG e anatomia descuidada. Ainda assim, vale a pena pelas cores, pelo brilho, pelas roupas e pelas poses. Já dizia o meu amiguinho monocromático "isto parece extremamente gay, mas também parece extremamente fixe". Quanto a roupas, fiquem sabendo que a influência do estilo de Jojo na street-fashion não é um acaso. Gostaria de ter comprado o livro em que falam disso em mais profundidade mas estava todo em Japonês e eu ainda não percebo.

    A música é um elemento importantíssimo e torna o anime uma obra muito mais divertida, rica e interessante. As referências são mais que muitas, de Santana a Dire Straits, mas a banda sonora em si trás efeitos inesperados e uma emoção muito especial. E fez-me ir conhecer algumas coisas que não sabia.

    Sem dúvida o melhor anime do Outono de 2012 e se calhar o melhor do ano. Não posso confirmar porque não vi tudo. Vale a pena e recomendo. Não é por ser bom. É por ser deliciosamente divertido.
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