14.8.11

Os Pássaros da Morte

Os Pássaros da Morte
Mo Hayder
Policial
2001

Este livro ganhei-o na promoção da Editorial Presença, que fizeram no Facebook. Escolhi-o pelo título (bem, só dava para escolher pelo título...), porque tinha Pássaros e eu gosto de pássaros. Afinal é um policial dos 00s, coisa que nunca tinha lido na vida. E, sinceramente, acho que os policiais têm mais interesse quando são antigos.

 Esta história passa-se em Inglaterra, em que se descobrem uma série de corpos pertencentes a prostitutas, mutilados e abandonados. E com pássaros cosidos aos pulmões, que divertido. O Detective Caffery, personagem principal, vai somando dois mais dois e chega às suas conclusões, enquanto se separa de uma gaja maluca, se apaixona por uma stripper e tenta encontrar a solução para o desaparecimento do seu irmão mais velho, que se evaporou quando eram putos. Ah, e há uma competição irrelevante com um outro idiota do seu serviço que é racista e quer matar pretos. Enquanto isso, o assassino também é descrito. Por isso sabemos quem ele é desde o início. Enfim...

 A história é pavorosa, no sentido literal. Há descrições ricas de como as vítimas são mortas, violadas e encontradas. e também de como estão envolvidas na droga entre outras coisas mais. Aliás, um dos defeitos deste livro é precisamente esse. Tem descrições completamente inúteis e situações absolutamente desnecessárias para o desenvolvimento da história. Parece que já foi feito a pensar na série ou no filme (que nunca há-de acontecer, espero eu?), com uma série de apartes para encher chouriços.

 Os personagens são pouco memoráveis e mal caracterizados. A autora exige descrever o que eles vestem todos os dias, mas recusa-se a descrever as suas personalidades, quer através de acções, situações ou outra coisa qualquer. Para mim o melhor personagem foi o secundário Gemini, que na sua simplicidade acava por ser o mais sólido.

 O final está bem apresentado e a história bem atada. Chegou a haver um momento surpreendente de grande suspense, mas a autora decidiu estragá-lo tentando caracterizar o personagem envolvido. E falhando. Desenvolver personagens com recurso a flashbacks já está demasiado batido.

 Não desgostei do livro, mas este é sem dúvida um género que não consigo aturar. O culpado é sempre o mordomo, mesmo que não haja mordomo.

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