• The Velvet Underground

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    The Velvet Underground
    Todd Haynes
    2021
    Documentário
    7 em 10

    Apesar de eu conhecer muito mal os Velvet Underground, quis ver o documentário. É um documentário muito bem feito, que conversa com os vários elementos da banda e outros intervenientes por forma a traçar um percurso cronológico, desde a sua fase mais experimental à mais pop.

    Gostei muito de ver as opiniões sobre arte e estética dos vários intervenientes, e de como a música de Velvet Underground precedeu tantos outros movimentos artísticos, quase como um representante da pop-cultura que se manifestava anti pop-cultura.

    Fiquei a saber que a baterista era uma menina, e que ela era psycho como todos os outros.

    As imagens de arquivo são muito interessantes, e mostram-nos uma outra faceta dos anos 60. Uma faceta dura e negra, que não quer paz através do amor, mas sim através da violência. Um pré-punk de sons dolorosos, que previu muito do que veio a acontecer mais tarde.

    Recomendo.

  • A Dança das Andorinhas

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    A Dança das Andorinhas
    Zeina Abirached
    2007
    Graphic Novel

    Mais uma prenda da Chuva de Livros, que se leu numa tarde no café.

    Este livro é um album autobiográfico da guerra do Líbano. A autora conta como a sua casa estava separada do "resto do mundo" pela guerra e de como a noite se passava quando havia bombardeamentos. É um livro curioso porque nos mostra precisamente a união entre os diferentes tipos de pessoas, de vários estratos sociais e religiões, e como estas se esforçam por se proteger umas às outras num cenário trágico.

    Infelizmente não gostei muito da arte. Apesar dos padrões curiosos, estes acabam por se tornar aborrecidos, quando a maior parte do album é passado na completa escuridão. Muitas vezes as personagens confudem-se pelo excesso de padrões, e por vezes parece haver um "desperdício" de vinhetas, em cenas que podiam ter sido reduzidas.

    Não recomendaria, mas vou guardar para referência.

  • Aurora Boreal

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    Aurora Boreal
    Asa Larsson
    2003
    Policial

    Recebido na Chuva de Livros de aniversário, é um policial escandinavo, esse grande território de policiais.

    Não me agradou especialmente o setting deste livro, na medida em que é tudo à volta de igrejas e gente religiosa da treta. Odeio gente religiosa da treta. Enfim, um orador cristão muito famoso é encontrado morto de forma brutal numa igreja. A principal suspeita é a sua irmã, que pede ajuda à melhor amiga, uma advogada especialista em contabilidade.

    E estrutura do livro é bastante confusa, sendo que no final acabei por não conseguir compreender a causa da morte. Existem várias ideias em conflito, sendo que muitas delas não são desenvolvidas por forma a encaixar nas vivências da personagem. Por exemplo, que me interessa se a personagem da polícia está grávida se isso em nada influencia a sua caracterização nem tem qualquer tipo de consequência na história?

    As descrições também são bastante acinzentadas e, no fundo, este livro podia passar-se noutro lugar qualquer.

    Assim, fiquei algo desapontada.

  • The Power of the Dog

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    The Power of the Dog
    Jane Campion
    2021
    Filme
    7 em 10

    Um filme que tem dado que falar, nem que seja pelo excelente papel de Benedito Cocumbo (como se eu soubesse escrever o nome do actor...)

    Trata-se de um western solitário e doloroso, que aborda a relação entre irmãos, entre cunhados, entre família. Os personagens têm uma caracterização profunda, o que leva a que as suas acções e que cada descoberta sejam baseadas numa faceta totalmente humana. Assim, este filme eleva o western a outro lugar, a um lugar de realidade palpável, de pessoas que são como nós em toda a sua complexidade.

    No entanto, não me agradou a limitação da única personagem feminina, que acaba por ser apenas o que as personagens femininas usualmente são nos filmes americanos: uma pessoa frágil, dependente, descompensada e louca, sem mais nenhuma característica além da sua dependência que a estabeleça dentro desta realidade.

    De resto, a cinematografia é excelente, com um olhar calmo mas detalhado sobre este ambiente.

    Recomendo.

  • Deltas

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    Deltas
    Concerto

    Com o levantamento parcial das medidas de restrição, voltaram os concertos à Cine Incrível e, desta vez, decidiram colocar alguns originais. Fomos atraídos para este concerto pela tag de "World Music" e eu não podia ter ficado mais satisfeita, porque foi um belo serão!

    A banda tem origem no Brasil mas, mudando-se para Portugal, integraram novos elementos e novas tradições audiófilas na sua música. Assim, temos uma banda com um conjunto de instrumentos pouco usual que, todos juntos, nos dão uma perspectiva dançante, emocionante e muito animada da música tradicional ibérica.

    Com várias referências, nas músicas, a elementos do paganismo, a minha vontade era por a coroa de flores e ir dançar para a floresta. Foi mesmo divertido e a banda transmitiu um ambiente óptimo para o público!

    Um nome para nos mantermos atentos.

  • Slayers Next

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    Slayers Next
    Mizushima Seiji - E&G Films
    Anime - 26 Episódios
    4 em 10

    Obrigada a dar mais uma oportunidade ao detestável Slayers, por motivos de PTW, lá fui ver mais uma season deste anime execrável.

    Com esta season compreendi que este anime teve uma elevada influência nos Isekais modernos: personagens absolutamente estúpidas, piadas secas com referência a outros animes e uma party de meninas idiotas acompanhadas por rapazes bastante parvos.

    Não existe neste anime qualquer tipo de ponto positivo, sendo que a sua influência tem uma positividade duvidosa.

    Espero nunca mais ter de por os olhos em cima desta coisa.

  • O Padrinho

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    O Padrinho
    Francis Ford Copolla
    1972
    Filme
    7 em 10

    Depois de ler o livro, obviamente que fui ver o filme. É uma boa adaptação, mas tiveram a opção narrativa de tirar vários arcos de vários personagens, que para mim eram os mais interessantes.

    Segundo consta, este filme é uma lição de cinema, no entanto não o senti de forma assim tão forte. É certo que tem todas as competências no seu lugar, e que não há grandes defeitos a serem apontados, mas em comparação com a riqueza descritiva do livro, o filme fica muito aquém.

    Perdeu-se no filme parte da caracterização social das personagens, e o papel importante da figura feminina. Penso que o realizador se decidiu focar mais na comunidade italiana americana, nas suas festas, nos seus hábitos, nas suas comidas, do que realmente no plano da comunidade da "máfia" propriamente dita.

    Segundo consta também, as performances dos actores são exemplares, mas simplesmente não consegui ver o "meu" padrinho neste actor.

    Tecnicamente perfeito, mas emocionalmente desapontante.

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