• A Minha Europa/My Europe

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    A Minha Europa/My Europe
     Produções Acidentais
    2017
    Teatro

    Inserida na Mostra de Teatro de Almada, apesar de já ter andado a correr mundo nos últimos tempos, "A Minha Europa" é uma peça num formato que nunca tinha visto: teatro documental. Espectáculo bilingue, apresenta-nos dois actores de diferentes nacionalidades mas que têm algo em comum: são europeus.

    Esta peça fala, então, de uma memória colectiva do que é a Europa e do que é a emigração. Remetendo-nos a memórias pessoais de um passado não tão longínquo, de uma infância fantástica plena de pobreza (o que, de certa forma, é um pouco exibicionista) e do interesse pela viagem e pelo outro país.

    O encontro entre os dois actores faz-se apenas no palco pois as suas histórias não se interligam de forma alguma, com excepção dos emigrados (expatriados) dos dois países.

    De todos os modos, é uma importante reflexão sobre os nomes dados a cada tipo de situação e sobre a comparação entre a pobreza portuguesa e a riqueza dos pobres ingleses. Ainda assim, o manifesto do "não temos nada" acaba por passar um pouco burguês e nada realista.
  • Revista Al-Madan

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    Revista Al-Madan
    Centro de Arqueologia de Almada
    1998
    Revista
    Quando estive na Feira da Cova da Piedade deste ano, joguei em todas as rifas que encontrei e ganhei em todas. Esta revista, a Revista Al-Madan, foi o prémio simpático que recebi na tômbola do Centro de Arqueologia de Almada. Veio a revelar-se uma leitura interessantíssima, embora um pouco desactualizada (já que este volume é o relativo ao ano de 1998, portanto com 20 anos de idade).

    Uma edição luxuosa, longa e detalhada, apresenta diversos artigos científicos que expõem o trabalho desenvolvido por diversas entidades relacionadas com a geografia. A sua leitura, embora possa ser um pouco difícil quando não se possui o conhecimento técnico-científico específico a este tema (como era o meu caso) é muito educativa e esclarecedora.

    Por exemplo, fiquei a saber que a tuberculose raramente era diagnosticada no s+eculo XV  e que pode ser detectada pelo espessamento das costelas. Também fiquei a saber que na Margem Sul do paleolítico existiam hienas!

    Fiquei com pena de não ter descoberto esta revista quando ainda estava a estudar anatomia, pois certamente teria sido uma grande motivação para encontrar algum tipo de fascíneo na arte de observar ossos!

    Vou guardá-la com carinho e, para o ano, espero ganhar mais outra!
  • Horácio

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    Horácio
    Novo Núcleo Teatro, FCT -  A partir dos textos: “O Horácio”, Heiner Müller, “Os horácios e os curiácios”, Bertolt Brecht e “Horácio”, Pierre Corneille 
    2018
    Teatro
    Fomos ver esta peça inserida na Mostra de Teatro de Almada 2018. Ia com as expectativas um pouco em baixo, devido a algumas conversas anteriores com outras pessoas, mas acabei por ficar muito surpreendida e gostar imenso desta peça!

    A partir de um conjunto de textos que exploram o mito de Horácio e Curiácio, seis actores e um cozinheiro repetem um conjunto de ideias até uma quase náusea. Os dois oponentes, horácios e curiácios, repetem-se uma e outra vez numa coreografia de movimentos e ideias, até o espectador deixar de saber quem é quem: quem tem razão, quem está no lado do bem, quem é o horácio.

    Através de movimentos exactos e marcações no espaço que nos remetem para uma série de imagens geométricas, observamos esta guerra de Roma em busca de uma conclusão desesperada, em busca de saber quem é quem, quem está do lado do bem. Mas a conclusão, inusitada e divertida, mostra-nos que mais importante do que obter uma filosofia é contar uma história e contá-la de muitas maneiras.

    Um exercício fascinante de texto e corpo, que demonstra uma grande capacidade de todo o grupo e todo o esforço que deve ter sido exercido nos seus ensaios. Ficam de parabéns!

  • Miracleman - A Idade de Ouro

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    Miracleman - A Idade de Ouro
    Neil Gaiman e Mark Buckingham
    1993
    Banda Desenhada

    Depois da paixão por Miracleman, não resisti em comprar na CCPT18 o volume da "Idade do Ouro", colecção de histórias curtas com argumento de Neil Gaiman.

    Estas histórias exploram os acontecimentos depois da tragédia de Londres e do novo mundo de Miracleman. No entanto, falam das pessoas "normais". Isto é, das pessoas que não arranjaram novos corpos e que, neste mundo encantado de maravilhas muitas, tentam encontrar um objectivo para a vida que não seja orar ao seu novo "deus", Miracleman.

    Ficamos a conhecer algumas mudanças no mundo, como novos feriados, novos deuses, novas peregrinações. E ficamos a ver que nem tudo é maravilhoso para as pessoas vulgares, que não compreendem exactamente o que se passou, que não conseguem enfrentar muito bem todas as mudanças que ocorreram precisamente para que sejam plenas de felicidade.

    Assim, temos um conjunto de histórias um pouco triste, realista e plena de humanidade. A atrte, numa variedade de estilos, ajuda a que encontremos um pouco de melancolia dentro de cada história. O artista, aliás, faz uso de várias técnicas para criar um ambiente diferente para cada uma das histórias, o que funciona muito bem a nível estético e narrativo.

    Um excelente complemento ao original, embora lhe falte um pouco do brilho e originalidade queque o caracterizavam.
  • Wild Adapter

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    Wild Adapter
    Kozuya Naoyuki - Anpro
    Anime OVA - 2 Episódios
    2014
    3 em 10
    Acho que, até agora, tinha reservado a classificação de "3 em 10" apenas para os mais estúpidos hentais. Mas agora um boyslove figurativo recebe essa bela nota. A pior coisa que vi nos últimos tempos, digno de se gregar em cima.

    Uns rapazes mal desenhados ficam envolvidos numa trama misteriosa que envolve uma droga misteriosa que, à imagem e semelhança de muitas outras drogas dos animes, causa a morte por loucura a quem a consumir. Um destes rapazes horrorosos é arrastado para isto por nenhuma razão especial excepto estar ali (que boa coincidência). Depois vem outro, que usa óculos (forma de os distinguir) que o vai salvar apesar de não se conhecerem bem.
     
    Depois penso que se irão apaixonar e fazer o amor anal de forma convicta, sensual e não pretensiosa. Isso não acontece no anime pelo que, claro, teremos de ir comprar o manga para saber.
     
    PAara pontuar esta história vulgar, com personagens sem qualquer tipo de característica sem ser um estereótipo dos óculos, temos a pior animação que tive o desgosto de ver em muito, muito, muito, muito, muito tempo. Além de estar tudo mal desenhado e torto, com erros anatómicos absurdos e imperdoáveis, as próprias cenas de acção são pavorosas, não convencendo ninguém da seriedade do assunto que tentam apontar.
     
    Uma coisa horrorosa que dá vontade de terminar com a vida. E de não comprar o manga.

  • Imawa no Kuni no Arisu

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    Imawa no Kuni no Arisu
    Tachibana Hideki - Silver Link
    Anime OVA - 3 Episódios
    2014
    5 em 10

    Tenho alguns OVAs guardados há algum tempo para ver e parece-me que agora é o momento certo. Começamos por este, um anime de três episódios que aparece numa linha muito "Gantziana", se é que podemos falar disso.

    Três rapazes mal encarados vêm-se num mundo maravilhoso em que, para sobreviverem, têm de jogar jogos. São jogos de sorte e azar, de apanhada, das escondidas, assim por diante. Para sobreviverem têm de usar os seus dotes físicos e os seus dotes intelectuais. O que é muito semelhante a Gantz, como dizíamos. Mas adiante.

    As personagens que nos são apresentadas neste OVA têm um fim inútil e servem apenas para caracterizar Arisu (Alice) e permitir um pouco do seu desenvolvimento. O facto de elas terem estado envolvidas nisto desde o início parece, então, um pouco inconsequente e não toca o espectador de forma alguma.

    Temos uma animação satisfatória mas incongruente, com momentos de qualidade mediana intercalados com erros de design bastante óbvios que tornam os movimentos feios e com pouco sentido. Os cenários são interessantes mas pouco desenvolvidos. O mesmo acontece com os jogos, que parecem bastante mais simples do que - penso - o autor gostaria.

    De certa forma, penso que este é apenas um teaser para o manga e pouco mais. Não fiquei com grande vontade de o ler.
  • Yuru Camp △

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    Yuru Camp △
    Kyougoku Yoshiaki -  C-Station
    Anime - 12 Episódios
    2018
    6 em 10

    Há algum tempo que não via nada recomendado pelo meu clube e calhou ver este fatia-de-vida sobre campismo.

    O que podemos dizer sobre campismo. Pessoalmente, é uma actividade que detesto, tendo por prova as muitas Festas do Avante a que fui. Mas este anime mostra as coisas de forma um pouco diferente. Acompanhando algumas raparigas que gostam de estar ao ar livre e fazer actividades do género comer e beber chá, quase que parece que é uma coisa agradável!

    Talvez fazer uma actividade que pode ser irrelevante parecer algo agradável seja uma pouca razão para gostar de um anime, mas a verdade é que me senti muito bem enquanto o via e gostei muito de acompanhar as pequenas aventuras destas meninas, tão bem agasalhadas, enquanto viam novas paisagens e encontravam novos lugares para acampar.

    Não temos uma animação espectacular e o principal valor da imagem está nos cenários. Mas acompanhando estas personagens - simples e directas, sem grande desenvolvimento, - acabamos por nos sentir no mesmo grupo do campismo. Pontuado com algumas músicas bonitas, ficamos a ver como é bom dormir ao relento!

    Não é que vá acampar voluntariamente no futuro, mas quase quase quase que deu  vontade!

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