• Ma Vie de Courgette

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    Ma Vie de Courgette
    Claude Barras
    2016
    Animação
    7 em 10

    Consagrado e premiado filme de animação, esta foi uma das revelações do panorama cinéfilo do ano passado.

    Courgette é um rapazinho. Não é um vegetal, não. Só gosta de ser chamado assim. Apesar de viver uma vida um pouco estranha, é feliz. Mas... A sua mãe morre num trágico e patético acidente. Então, ele vai para um abrigo de crianças em situações difíceis, onde terá de enfrentar um grupo de miúdos da sua idade que tem muito mais problemas do que possa imaginar, acabando por criar laços de amizade com eles e, talvez, conseguir salvar alguns dos seus próprios fantasmas.

    Este é um filme pesado, forte, que se fosse feito de outra forma que não fosse animação seria demasiado sério para passar numa televisão. Não será de todo um filme dirigido a crianças, apesar de falar sobre crianças. Fala apenas sob uma perspectiva que raramente observamos: a das criaqnças frágeis, com pais que não as puderam ajudar. É um filme que dá uma grande lição sobre o verdadeiro significado de uma família e como nos podemos integrar num grupo que, aparentemente tão diferente de nós, pode tornar-se muito importante.

    A animação é de excelência, com uma atenção ao detalhe imbatível e um excelente uso de texturas. Apenas me pareceu que os detalhes de espaço e de objecto poderiam ter sido um pouco melhor trabalhados, pois perdem um pouco de realismo dentro do contexto. As cores são suaves, embora haja secções em que se tornam ligeiramente monótonas.

    A música integra-se bem, mas a variação do tema acaba por não impressionar grandemente.

    Talvez o ponto menos positivo deste filme sejam os momentos cómicos, que - na infantilidade dos personagens - parecem um pouco forçados.

    De resto, recomendo vivamente!

  • Nazo no Kanojo X

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    Nazo no Kanojo X
    Watanabe Ayumu - Hoods Entertainment
    Anime - 13 Episódios + 1 OVA
    2012
    4 em 10
    Se por vezes vemos um anime excelente, é quase certo que o próximo será terrível. Nazo no Kanojo X começa como se fosse um anime de romance perfeitamente normal. Até que percebemos que o poder especial da rapariga é que quem come a sua saliva consegue sentir o que ela está, pois, a sentir.

    Assim se sucede uma sequência de cenas sem sentido algum que envolvem partilha de fluídos salivares, escarretas, babas e nhanhas, e - de vez em quando - um ataque com uma tesoura mágica que se guarda na cueca.

    Para adicionar a uma história que não faz sentido, com personagens que são menos densos que uma folha de papel de cenário, temos uma arte pavorosa, sem detalhe, cheia de erros, em que aparentemente a única parte que teve orçamento foi a animação das escarretas emocionais.

    A música é  inexistente e fala, também ela, sobre coisas a babar.

    Portanto, um anime para fetishistas de baba de  camelo. Sugiro que arranjem um S. Bernardo.

  • Clássicos da Banda Desenhada: Batman

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    Clássicos da Banda Desenhada: Batman
    Vários
    2003
    Banda Desenhada

    Este volume é uma colectânea de histórias curtas, organizadas por ordem cronológica, dentro do universo do Batman.

    Conhecemos, então, a primeira história em que aparece Joker, que se revela de imediato um psicopata capaz de tudo para destruir e roubar. Conhecemos também a Batgirl, que tem uma história muito mais interessante do que se possa imaginar. Aliás, deu-me logo uma ideia para um skit de cosplay, que certamente nunca se irá concretizar. :p

    Podemos apreciar a evolução do estilo de arte de década para década, sendo que nas primeiras histórias é tudo muito colorido, sem grande atenção ao cenário e vinhetas um pouco monótonas e, mais tarde, evoluímos para algo muito mais dinâmico, fazendo uso de diversos tipos de desenho.

    Nestas histórias Batman não é o herói frágil e emocional que conhecemos de algumas graphic novels, mas sim um poderoso e imbatível morcego que consegue sempre vencer graças à sua estupenda inteligência. Conhecemos também Robin, que se revela ser o personagem mais inútil de toda a história da banda desenhada: apenas está ali para se meter onde não é chamado e ser raptado, para depois ser miraculosamente salvo pelo herói.

    De todos os modos, foi uma leitura muito interessante!

  • Aliens: Inhuman Condition

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    Aliens: Inhuman Condition
    John Layman, Sam Kieth & John Kalisz
    2012
    Graphic Novel

    Ofereci este livro ao Qui a propósito de um aniversário (ou seria de um Natal)? Comprei-o na altura, na Kinpin Books, porque estávamos sempre a gozar com os aliens e gostei da arte.

    Como não conheço nada sobre o universo do Alien, este livro caiu-me de forma um pouco estranha. Passa-se num planeta gelado, onde uma mulher ensina sociologia e empatia a cyborgs que serão utilizados para diversas funções. Uma delas é a de destruir as terríveis criaturas que têm vindo a ensombrar o destino da humanidade. No entanto, quando ela vê que os cyborgs são brutalmente utilizados para benefício dos humanos, ela esforça-se por provar que eles também possuem sentimentos humanos.

    Esta história é uma mistura entre a relação máquina-pessoa e o desenvolvimento de uma personagem que vive afligida por um trauma do passado, que depois se vem a revelar menos verdadeiro do que se pensava. Trata-se de um bom estudo, embora não passe muito mais informação sobre o universo em que se passa a narrativa.

    A arte é estranha, pois em termos anatómicos está bastante descuidada. No entanto, devido à pintura difusa isto acaba por funcionar bem de alguma forma.

    Continuo sem vontade de ver o filme original, pois sei que morreria de medo.

  • Capitão América: Série Ouro

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    Capitão América: Série Ouro
    Vários
    2005
    Banda Desenhada

    Outro livro do Qui, uma colectânea com quatro histórias do Capitão América. Não conhecia esta personagem, mas depois de ler estes exemplos... Não fiquei a gostar nada dele.

    Para começar, não gosto nada de nacionalismos obsessivo-compulsivos, sobretudo quando são dirigidos a um país tão ilógico com os US of A. Em todas estas histórias aparece-nos um inimigo super poderoso, sempre relacionado com alguma guerra que esteja em curso. E, evidentemente, é na América que está o lado do bem. Evidentemente. Porque esse belo país de liberdade e justia não fez nada de errado para ter inimigos. Nada de todo.

    É esse pretensiosismo que me irrita no personagem e me impossibilita de o apreciar.

    No entanto, temos de admitir que a arte da primeira história (Inimigos) é brilhante. Com cores suaves, lápis de cor, cenários muito detalhados e uma anatomia perfeita, é um prazer ler esta história nem que seja só pelos desenhos. Quanto às outras, são muito mais antigas, mas também são curiosas, embora a qualidade da arte deixe muito a desejar.

    Enfim, não me verão com um cosplay de menina américa. Nunca.

  • A Misteriosa Ligação Entre Três Habitantes de Brooklyn

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    A Misteriosa Ligação Entre Três Habitantes de Brooklyn
    Pedro Zamith
    2000
    Zine

    Trouxe este exemplar da colecção Bedeteca 2000 da LFL da Quinta das Conchas. :) Esta colecção foi editada no ano cito, tendo por objectivo publicitar novos autores do panorama da banda desenhada portuguesa da época. Neste volume é-nos mostrada uma história de Pedro Zamith.

    Que é horrorosa. 

    Isto é, a história em si é engraçada. Tem um gag final com piada e alguns momentos que fazem rir. Mas a arte... A arte! Simplesmente grotesca. Com traços largos a preto sobre fundo branco, torna-se numa confusão estilística em que o ponto essencial é a deformação de todos os objectos. Isto seria interessante se os elementos de cada vinheta não se confundissem, tornando a leitura muito difícil e a distinção dos lugares, pessoas e eventos muito hermética.

    Para além disso, diz que se passa em Brooklyn, mas pelos cenários poderia passar-se na Baixa da Banheira.

    No me gustou.

  • Batman: Ano Um

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    Batman: Ano Um
    Frank Miller & David Mazzucchelli
    1986
    Graphic Novel
    Ok, estamos em 86 outra vez. Passa-se aqui algo de muito estranho...
     
    Ofereci este livro ao Qui por um Natal anterior, já que ele gosta do Batima. Agora foi a minha vez de o ler: gostei mesmo muito!
     
    Nesta história, o início da personagem de Batman é reinventada. Numa Gotham assolada pelo crime e por uma força policial corrupta, aparece esta estranha figura que, pela primeira vez, experimenta lutar contra as forças do mal. Ao início, nem tudo corre bem. São-nos mostradas as fragilidades do herói enquanto pessoa, enquanto ser humano que, não possuindo nenhum poder especial, pode apenas contar com a sua inteligência, a sua tecnologia e a sua forma física.
     
    Mas o herói desta história é Gordon, que ainda não é comissário: acabado de chegar à cidade, tem de enfrentar todas as vertentes dos acontecimentos. Por um lado, tem de prender os criminosos, claro. Por outro lado, tem de lutar contra a pressão de uma esquadra corrupta que não só não o deixa trabalhar como o ameaça. E depois existe Batman: quem é ele e o que faz aqui? Devemos prendê-lo? Quando se começa a revelar o porquê da existência desta figura e Gordon descobre o que se passa na polícia, tudo poderá mudar.
     
    Também nos é apresentada uma versão muito interessante da Catwoman, degenerada de um submundo em que a figura feminina nunca poderia vencer. Assim, apresenta a figura feminina com uma grande força colectiva: Catwoman como representação do feminismo.
     
    A arte é crua, bruta, com cores simples e escuras. Existe um uso de sombras paisagísticas excelentes que, não adicionando muito detalhe, transmitem na perfeição o ambiente desta cidade feita de lixo e que deseja continuar assim.
     
    Não conheço muitos comics americanos, mas parece-me que este é um excelente exemplo!

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