• John Lennon

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    John Lennon
    Alan Posener
    1987
    Biografia

    Iniciei uma nova TBR! Consiste em ler todos os livros desta casa que ainda não li, isto é, todos os livros do Qui. :) Comecei por este, que é uma biografia do John Lennon (o Beatle, para quem não sabe, que, bem, é ninguém), de uma colecção que havia saído no Expresso. Esta personalidade é uma figura mitológica do ideário Qui, portanto foi bom ficar a saber um pouco mais sobre ele.

    E que se fica a saber? Que esta pessoa era muito mais execrável e insuportável do que se poderia pensar. Ficamos a saber que a maior parte das canções de amor iniciais são dedicadas a pessoas imaginárias e que ninguém na banda sentia essas coisas. Falam-nos um pouco do primeiro casamento e da autodestruição do artista por causa de ciúmes associados a crenças místicas relacionadas com o consumo de drogas.

    Tudo isto é interessante, mas o autor deveria ter tomado uma distância um pouco mais profissional na descrição destes factos. Refere muitas vezes as suas preferências pessoais, os discos que comprou e onde estava quando X ou Y aconteceram. Isto não só não é importante como ainda tira muito do foco dosa factos.

    Para além disso, os próprios factos, estando documentados, parecem apresentar uma perspectiva muito unilateral dos acontecimentos.

    Confesso que não fiquei com vontade de ouvir os Beatles.

  • Pom Poko

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    Pom Poko
    Studio Ghibli - Isao Takahata
    Anime - Filme
    1994
    7 em 10

    Como havíamos visto um filme de terror sem o meu consentimento, fui eu a decidir o que iríamos ver a seguir. Escolhi o filme de anime mais fofinho que tinha em disco. Não esperava grande coisa, mas é um filme fascinante!

    Como todos sabemos, existem animais com a capacidade de se transformarem: raposas, guaxinins e alguns gatos. Quando se estabelece um projecto imobiliário que irá destruir a montanha onde vivem os guaxinins (tanuki), eles decidem fazer uso dos seus poderes. Começam por destruir a obra e depois decidem assombrá-la. Será que conseguem proteger a sua casa?

    Esta é uma história que debate vários assuntos. Falamos aqui da protecção da naturesza e do habitat da fauna indígena dos lugares. Mas também falamos da luta pelo poder, da perda da tradição, da transformação do antigo em novo, da substituição de hábitos. Os tanuki podem ser uma metáfora para cada uma destas coisas, mas a própria personalidade da espécie, que brinca, canta e dança a toda a hora, faz como que estas ideias estejam perspectivadas de uma forma muito bem-humorada.

    Com personagens únicos, que revelam mais humanidade do que se poderia esperar, acompanhamos as peripécias cómicas deste grupo. Mas nem tudo é bom: afinal, um animal não deixa de ser um animal e continua a correr perigos. E, pelo menos neste filme, os perigos têm consequências que podem ser fatais.

    A animação é, também, exctraordinária. Se ao início os designs me deixaram um pouco de pé atrás (os tanuki têm testículos!), as sequências de transformação, em especial a parada dos yokai, revelam uma capacidade extraordinária, sobretudo considerando a década de produção dest efilme. Temos uma loucura, entre designs, perspectivas e cores, que formam uma amálgama que não precisa de fazer sentido para ser fascinante. Além disso, testículos para-quedas. E pronto.

    A música é também muito variada, com coros diversos que cantam letras muito engraçadas. Talvez a parte que tenha gostado menos tenham sido as vozes e o facto de o filme ter um narrador.

    No entanto, parece-me que este filme aparece numa posição difícil, pois é um pouco incatalogável. Se por um lado trata de temas (como a reprodução) quer não são apropriadas a um público infantil, os designs não são atraentes para um público mais velho.

    De todos os modos, recomendo que o vejam!

  • Tokyo Marble Chocolate

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    Tokyo Marble Chocolate
    Shiotani Naoyoshi - Production I.G.
    Anime OVA - 2 Episódios
    2007
    6 em 10

    Na realidade, pensava que este OVA era sobre um assunto completamente diferente. Na verdade, trata-se de uma história de amor, cândida e simples, entre duas pessoas que poderiam ser nós.

    Uma rapariga tem tudo para ter sucesso no amor, mas por alguma razão tudo falha na hora H. Logo a partir daí, identifico-me plenamente com ela: penso que outras raparigas que passaram pelo mesmo também o sentirão. :) Entretanto, ela conhece um rapaz que tem uma caixa com um mini-burro. E apaixonam-se.

    Parece-me que o elemento que está muito fora neste OVA é, precisamente, o mini-burro. É feito, é chato e não contribui em grande coisa para o desenvolvimento na história. Servindo como alívio cómico, poderia ter sido substituído por outro objecto qualquer e, sobretudo, poderiam ter-lhe dado um melhor design.

    De resto, a animação é muito boa, exibindo o melhor que o estúdio tem para oferecer. Apesar de os designs serem muito simples, são utilizados de uma forma muito eficiente, fazendo uso de cores muito suaves e tendo um efeito tão exuberante como relaxante.

    Não se dá pela música, o que não sei se seria uma boa coisa.

    Um anime que se vê bem e que é muito curto.

  • Baby Steps

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    Baby Steps
    Masashiko Murata - Studio Pierrot
    Anime - 25 Episódios
    2014
    6 em 10

    Há algum tempo que não via um anime de desporto, portanto este aparece como uma lufada de ar fresco.

    Um rapaz muito estudioso decide começar a fazer ténis. Começa a envolver-se no desporto e a competir cada vez mais, sempre acompanhado pelos seus apontamentos. Vemos como o seu interesse desperta e os métodos que usa para melhorar, que são realmente pouco ortodoxos.

    É um anime muito simples, sem grande desenvolvimento de narrativa ou personagem, que se foca especialmente nas estratégias utilizadas nos jogos. Estas tornam-nos bastante emocionantes, o que é um ponto a favor. Não existem demasiados momentos mortos, se bem que sempre me faz um pouco de estranheza a maneira como nos animes as pessoas masterizam um desporto: pela repetição ad nauseum.

    A animação também não é extraordinária. Apesar de não ter erros, os jogos processam-se sobretudo com imagens paradas em pensamentos e teorias. Assim, poderíamos ter um anime muito mais curioso se ao menos tivesse havido um pequeno esforço para mostrar movimentos.

    A música também é pouco distinguível, com uma banda sonora um pouco repetitiva e sem dúvida vulgar.

    Um anime para comer bolachinhas ao mesmo tempo. Não me deu vontade de jogar ténis.


  • A Passageira

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    A Passageira
    Jeanne Cordelier
    1981
    Romance
    Este livro foi-me emprestado pelo pai do Qui, que mo apresentou como sendo um livro muito, muito bom. Curiosamente, tinha uma dedicatória: um tal Francisco oferecia um livro com um beijo. :)

    Ao início a leitura estava a ser engraçada. A história é muito simples: uma mulher é amante de um traficante de droga que é apanhado. Então ela viaja até aos Estados Unidos para o tentar salvar, sendo então interrogada pela polícia. O romance desfia-se revelando o passado desta mulher, Sara, momentos que ela passou com família ou supostos amigos e o amor que ela tem pelo traficante, um amor obsessivo e realmente pouco saudável.

    Mas a autora parece perder-se na sua própria história, demasiadas vezes. Assim, a leitura começa a tornar-se muito cansativa. Para começar, está sempre a mudar de narrador, muitas vezes até no meio da mesma frase. Depois, dedica-se a detalhes que não contribuem nem para a história nem para a caracterização da personagem, sobretudo em momentos de violência física ou verbal ou momentos supostamente eróticos que, não sendo horríveis, são bastante desnecessários.

     Portanto, não é que o livro seja especialmente bom. Mas lê-se.
  • A Mosca

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    A Mosca
    David Cronenberg
    Filme
    1986
    6 em 10

    Sabendo em toda a perfeição que eu tenho pânico de filmes de terror, o Qui decidiu que haveríamos de ver este, que se trata de um dos seus filmes preferidos. Considerando que passei a maior parte do filme aos gritos, cheia de medo, não lhe posso dar uma nota superior em termos pessoais. Mas existem muitas coisas neste filme que estão muito bem feitas e delas falaremos.

    Um cientista mostra a uma nova amiga a sua mais recente invenção: uma máquina de teletransporte. Um dia, para provar que consegue transportar matéria orgânica, teletransporta-se a si próprio. Não reparou que, juntamente com ele, foi transportada uma mosca que acidentalmente entrara no mecanismo. E assim começa a sua transformação.

    Apesar de a história de amor ser muito emocionante, pareceu-me que se desenvolveu demasiado rápido para ser realista. Os personagens não são especialmente convincentes na sua concepção, apesar de os actores fazerem um bom trabalho com o pouco que tinham. Após a aplicação de maquilhagem, temos um jogo de olhares, mais que diálogo, que transmite muito do que estes personagens possam estar a sentir.

    Falando em maquilhagem, deve dizer-se que é absolutamente grostesca. Num bom sentido, claro. A transformação é um horror e conseguimos perceber o desespero destas pessoas perante a situação.

    Apesar destes pontos positivos, foi um filme que me aterrorizou. Nunca mais olharei para uma mosca da mesma maneira.

  • Half Baked

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    Half Baked
    Tamra Davis
    1998
    Filme
    6 em 10

    Depois do Iberanime, fomos ver um filme. Estávamos numa de comédia, portanto o Qui escolheu este, cujo tema principal é a broa.

    Um grupo de gajos (broados) apanha broas. Quando um deles é preso por assassinar um cavalo diabético, os outros decidem que precisam de ganhar dinheiro para lhe pagar a fiança. Então, começam a vender marijuana e a ficar cada vez mais broados. No entanto, um deles conhece uma rapariga que é straight edge e quer conquistá-la. O que fazer?

    É um filme nostálgico e muito engraçado. Este pessoal tem grandes trips depois de fumar o que quer que seja, o que é muito cómico: nada faz grande sentido e não precisa de todo de fazer. Temos uma grande mistura de cores e os actores fazem um bom trabalho, apesar de uma evidente inexperiência.

    Os diálogos não são nada de especial, mas os actores imprimem-lhe uma grande personalidade, apesar de um pouco estereotipada.

    Um filme bom para relaxar.

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