• Baby Steps

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    Baby Steps
    Masashiko Murata - Studio Pierrot
    Anime - 25 Episódios
    2014
    6 em 10

    Há algum tempo que não via um anime de desporto, portanto este aparece como uma lufada de ar fresco.

    Um rapaz muito estudioso decide começar a fazer ténis. Começa a envolver-se no desporto e a competir cada vez mais, sempre acompanhado pelos seus apontamentos. Vemos como o seu interesse desperta e os métodos que usa para melhorar, que são realmente pouco ortodoxos.

    É um anime muito simples, sem grande desenvolvimento de narrativa ou personagem, que se foca especialmente nas estratégias utilizadas nos jogos. Estas tornam-nos bastante emocionantes, o que é um ponto a favor. Não existem demasiados momentos mortos, se bem que sempre me faz um pouco de estranheza a maneira como nos animes as pessoas masterizam um desporto: pela repetição ad nauseum.

    A animação também não é extraordinária. Apesar de não ter erros, os jogos processam-se sobretudo com imagens paradas em pensamentos e teorias. Assim, poderíamos ter um anime muito mais curioso se ao menos tivesse havido um pequeno esforço para mostrar movimentos.

    A música também é pouco distinguível, com uma banda sonora um pouco repetitiva e sem dúvida vulgar.

    Um anime para comer bolachinhas ao mesmo tempo. Não me deu vontade de jogar ténis.


  • A Passageira

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    A Passageira
    Jeanne Cordelier
    1981
    Romance
    Este livro foi-me emprestado pelo pai do Qui, que mo apresentou como sendo um livro muito, muito bom. Curiosamente, tinha uma dedicatória: um tal Francisco oferecia um livro com um beijo. :)

    Ao início a leitura estava a ser engraçada. A história é muito simples: uma mulher é amante de um traficante de droga que é apanhado. Então ela viaja até aos Estados Unidos para o tentar salvar, sendo então interrogada pela polícia. O romance desfia-se revelando o passado desta mulher, Sara, momentos que ela passou com família ou supostos amigos e o amor que ela tem pelo traficante, um amor obsessivo e realmente pouco saudável.

    Mas a autora parece perder-se na sua própria história, demasiadas vezes. Assim, a leitura começa a tornar-se muito cansativa. Para começar, está sempre a mudar de narrador, muitas vezes até no meio da mesma frase. Depois, dedica-se a detalhes que não contribuem nem para a história nem para a caracterização da personagem, sobretudo em momentos de violência física ou verbal ou momentos supostamente eróticos que, não sendo horríveis, são bastante desnecessários.

     Portanto, não é que o livro seja especialmente bom. Mas lê-se.
  • A Mosca

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    A Mosca
    David Cronenberg
    Filme
    1986
    6 em 10

    Sabendo em toda a perfeição que eu tenho pânico de filmes de terror, o Qui decidiu que haveríamos de ver este, que se trata de um dos seus filmes preferidos. Considerando que passei a maior parte do filme aos gritos, cheia de medo, não lhe posso dar uma nota superior em termos pessoais. Mas existem muitas coisas neste filme que estão muito bem feitas e delas falaremos.

    Um cientista mostra a uma nova amiga a sua mais recente invenção: uma máquina de teletransporte. Um dia, para provar que consegue transportar matéria orgânica, teletransporta-se a si próprio. Não reparou que, juntamente com ele, foi transportada uma mosca que acidentalmente entrara no mecanismo. E assim começa a sua transformação.

    Apesar de a história de amor ser muito emocionante, pareceu-me que se desenvolveu demasiado rápido para ser realista. Os personagens não são especialmente convincentes na sua concepção, apesar de os actores fazerem um bom trabalho com o pouco que tinham. Após a aplicação de maquilhagem, temos um jogo de olhares, mais que diálogo, que transmite muito do que estes personagens possam estar a sentir.

    Falando em maquilhagem, deve dizer-se que é absolutamente grostesca. Num bom sentido, claro. A transformação é um horror e conseguimos perceber o desespero destas pessoas perante a situação.

    Apesar destes pontos positivos, foi um filme que me aterrorizou. Nunca mais olharei para uma mosca da mesma maneira.

  • Half Baked

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    Half Baked
    Tamra Davis
    1998
    Filme
    6 em 10

    Depois do Iberanime, fomos ver um filme. Estávamos numa de comédia, portanto o Qui escolheu este, cujo tema principal é a broa.

    Um grupo de gajos (broados) apanha broas. Quando um deles é preso por assassinar um cavalo diabético, os outros decidem que precisam de ganhar dinheiro para lhe pagar a fiança. Então, começam a vender marijuana e a ficar cada vez mais broados. No entanto, um deles conhece uma rapariga que é straight edge e quer conquistá-la. O que fazer?

    É um filme nostálgico e muito engraçado. Este pessoal tem grandes trips depois de fumar o que quer que seja, o que é muito cómico: nada faz grande sentido e não precisa de todo de fazer. Temos uma grande mistura de cores e os actores fazem um bom trabalho, apesar de uma evidente inexperiência.

    Os diálogos não são nada de especial, mas os actores imprimem-lhe uma grande personalidade, apesar de um pouco estereotipada.

    Um filme bom para relaxar.

  • Iberanime Lx 2017

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    Iberanime Lx 2017
    Evento
    Um ano maléfico. Um ano sem grupo para ir ao Iberanime. Um ano sem bilhetes grátis. Observei o preço. Dezoito euros. Agressivo, porque há milhentas coisas para pagar. Mas estava com tanta vontade de ir na mesma... Então comprei o bilhete! E descobri, por mero acaso, que comprando na Fnac com o cartão Fnac tinha um desconto de 20%! Assim, ficou o bilhete por apenas treze euros e meio, o que foi óptimo.

    Chegado o dia propriamente dito, pus o meu cosplay no corpitxo (fui de Bela, da Bela e o Monstro) e arranquei por ali fora, para apanhar a meio do caminho a pessoas que faria o extraordinário favor de me manter acompanhada. Afinal, sendo que eu sou um animal irracional, preciso sempre de supervisão quando vou a lugares, para que não me perca, seja raptada ou morta, por esta ordem de conceitos. A vítima foi... Tabby! Aliás, Tarzan! =D
     
    Ela tinha um bilhete grátis, pelo que tivemos de dar algumas voltas para que ela o pudesse encontrar. Enquanto aguardava, tive logo um feedback muito positivo do meu cosplau: uma menina pequenina, com os pais, gritava "olha, olha, é a Bela!" E os pais respondiam "deve estar aí para algum espectáculo". E eu ria. :)
     
    A entrada foi rápida, com uns seguranças que não fizeram um excelente trabalho de revisão de corpos, já que eu poderia ter entrado com antrax no evento e ninguém daria por nada. Este ano não ouvi falar sobre problemas de props de cosplay bloqueados à porta, o que apesar de tudo é uma boa coisa.  Desta feita o espaço estava organizado de maneira ligeiramente diferente: na parte de cima estavam dois palcos secundaríssimos, bar e os artistas (que são bons artistas). Algumas das entradas davam para o palco principal (só descobri isso depois) e em cada ponta podíamos descer pelos backstages até ao pavilhão propriamente dito, onde estava a zona do gaming - que se pagava à parte - as lojas e um palco secundário.
     

     
     
    Olhámos para o programa e concluímos imediatamente que não havia nada para fazer. Mais uma vez, os workshops disponibilizados não nutriam qualquer interesse para uma pessoas que vai a muitos eventos: são sempre os mesmos temas, dados pelas mesmas pessoas, o que é muito repetitivo. Portanto, decidimos andar por aqui e por ali enquanto aguardávamos pela final do CWM (Cosplay World Masters). Era a única coisa que queríamos ver, pois a nossa amiga Tatiana estava nesse concurso e queríamos apoiá-la. 
     
    Por lá andámos a tirar fotos. Lanchei. A Tabby ofereceu-me uma imperial a preço de festival e comprei uma sandes de queijo por três (3) euros (€) (3€). Passo a descrever a sandes: tratava-se de uma carcaça com três dias e uma fatia de queijo do continente. Nem direito a manteiga tive! D: Como é que um evento cobra tanto por um bilhete e cobra, ao mesmo tempo, tanto por uma sandes!? É que as outras opções de comida não me pareciam nada, nada, nada agraáveis (aqueles noodles horrorosos D: )
     
    Encontrei uma série de pessoas que não via há imenso tempo, desde pessoal do Porto (<3) até uma amiga de Almada que não via há praí uns sete mil anos! Gostei imenso de falar com toda a gente, obrigada por me terem aturado! *-* Também gostei imenso de todas as pessoas que quiseram tirar uma foto comigo, não estava nada à espera  que o meu fato fosse tão popular! Na eventualidade de alguém ter uma foto com a Bela, podem dar-ma? :) Aliás, eu até perguntei num grupo se haveria um grupo de Disney neste evento, para me encontrar com outras princesas, mas nada foi combinado. Posso mesmo dizer que quase no vi Disney neste evento.
     
    Comprei poucas coisas, mas acho que são giras. Mostro-vas:
     
    • Um bloco com barquinhos
    • Um marcador fofinho
    • Cartões diversos de pessoas giras
    • Um jornal Jan-Ken-Po
    Entretanto, descubro que circular pelo evento é bem mais difícil do que parece. Houve grandes melhorias nesse campo em relação ao ano passado, com a divisão do gaming, a forma de aceder às lojas e a localização dos palcos. Mas os palcos da parte de cima faziam uma acumulação de pessoas muito semelhante a rolhão de ranho e cera de ouvido e as lojas na parte debaixo continuavam demasiado juntas umas das outras. Não deu, realmente, para ver grande coisa.



    Marcámos um ponto de encontro, mas perdemo-nos todos uns dos outros. Acabei por esperar que começasse o CWM num palco que não tinha nada a ver com nada, onde assisti a uns artistas japoneses a falar das suas artes, quaisquer que fossem.


    Depois lá encontrei o palco principal e pus-me a assistir. A minha experiência como público foi simplesmente aterradora: as bancadas estavam demasiado longe para que se pudesse ver os cosplayers no palco (o que seria importante, pois estes fatos têm muitos detalhes) e o sistema de audio era absolutamente terrível. Tentei tirar umas fotografias de lá de cima, mas foi impossível... Só vimos até à quarta concorrente, que era a Tatiana, mas gostei bastante dos fatos (o que dava para ver) que vieram antes, embora os skits fossem pouco convincentes. Aliás, tenho de ver melhor o vídeo que fiz do sukito da Tatis, para lhe fazer as minhas críticas maldosas, injustificadas, feias, porcas e más. ^____^ Mas gostei muito da ideia do skit, embora possa adiantar desde já que me pareceu que algo não correu como esperado. Beijins na Tats! =D

    E pronto, vamos ao que interessa, vamos? É que a seguir fomo-nos logo embora. :p E o que interessa são as....

    FotoFotos!

     Uma Tabby a tabar







     Esta cena andava completamente alucinada a abanar os bracinhos, weee!




     Encontrei esta linda pessoa...










     E esta linda pessoa que não via há que tempos!


    Portanto, este foi um evento um pouco diferente, porque fui como espectadora em vez de ir como participante em actividades. Penso que o evento tem vindo a melhorar, embora haja dramas recorrentes relacionados com o próprio conceito do Iberanime. Eu penso que é um evento focado nas famílias, embora eu não levasse a minha família (sobretudo se houvesse crianças pequenas, que poderiam ser esmagadas na multidão e feitas em puré infantil). 

    Apesar dos seus defeitos, foi divertido, falei com montes de gente simpática e fofinha e bonita e gira e cheguei a casa prontinha para enfardar uma pizza gigante. :)

    Até ao próximo!

  • Feira Medieval de Corroios 2017

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    Feira Medieval de Corroios 2017
    Feira
    Uma amiga fez anos e sugeriu que os celebrássemos nesta feira, que decorre (ainda hoje) na Quinta da Marialva em Corroios. O lugar onde costumam ser aquelas feiras e festas a que a gente vai o Verão. :)
     
    Chegámos de noite, já passada a hora do jantar, para não ficar muito tempo, pois a hora de fecho é sempre por volta da meia-noite.
     
    Para começar, a feira medieval não aparentava nada ser medieval, pois logo ao início estavam uma série de carroceis e carrinhos de choque. Só depois é que vimos um palco, onde um grupo de pessoas vestidas à época estava a fazer uma dança. As lojinhas eram engraçadas, sendo que havia muita comida tradicional (perdemos a sorte de ter cinco queijos a cinco euros, por exemplo) e objectos assim meio góticos, como bolsas de cabedal, vestidos pretos e cálices com um ar maléfico.
     
    Bebemos um vinho quente em que, por três euros, nos ofereciam o vinho mais a taça de barro. Portanto, agora temos duas taças de barro muito giras! Também havia a opção de ser um corno, mas a gente não quer cá cornos.
     
    Depois foi os parabéns e encontrámos umas bruxas que, silenciosas, andavam muito devagarinho. Vimos também camelos, que são bem mais enormes do que o esperado.
     
    Foi engraçado e espero para o ano voltar também, talvez dessa feita para petiscar alguma coisa!

  • Mushi-Uta

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    Mushi-Uta
    Sakai Kazuo - Zexcs
    Anime - 12 Episódios
    2007
    5 em 10

    Este é um anime que tentou ser uma série de coisas diferentes e que acabou por não conseguir ser nenhuma delas.

    Tudo começa alguns anos depois de ter havido um misterioso ataque por insectos (mushi) que se alimentam dos sonhos e esperanças das pessoas. Portanto, temos de considerar que isto é plausível neste mundo misto de ficção científica com a vida real. Um rapaz conhece uma rapariga que tinha sido atacada por esses insectos. Desenvolve-se uma história de amor, que depois se torna num triângulo amoroso, mas subitamente também o governo e o exército estão envolvidos, já para não falar dos aliens.

    A narrativa é um caos tão grande e os personagens tão pouco convincentes que este anime se vê com um misto de admiração e horror. Esta salganhada acaba por ser completamente inconsequente, o que é muito irritante.

    A arte é infeliz, tem muitos erros quer de animação quer de anatomia. Também os designs são pouco concretos, tornando os personagens difíceis de distinguir. Não existem momentos musicais relevantes.

    Um anime que esquecerei com toda a rapidez.

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