• Ghost in the Shell: Arise - Border:4 Ghost Stands Alone

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    Ghost in the Shell: Arise - Border:4 Ghost Stands Alone
    Kazuchika Kise - Production I.G.
    Anime - Filme
    2014
    7 em 10
     
    O último filme do conjunto especial "Arise - Border" que saiu ao longo do passado ano 2014. Das quatro instalações, parece-me que este foi, sem sombra de dúvida, o mais bem conseguido. Para mais, joga muito bem como filme de Natal (estamos na época, não é?)
     
    Neste filme a Section 9 enfrenta um misterioso hacker que, à semelhança de outros em situações passadas neste mesmo franchise, se infiltra nos ghosts, os cérebros, as mentes, de pessoas relevantes para a nossa vida social. No caso, infiltra-se nos ghosts de polícias, que imediatamente procedem a matar todos os participantes de uma manifestação pacífica contra a fome no mundo, num pós-guerra imaginário e futurista. A partir daí, desenvolve-se uma narrativa muito delicada, em que ficamos a compreender a dor deste hacker e os seus sentimentos, acabando por o retratar como um ser humano verosímil, apesar de um pouco louco. Isto processa-se de maneira breve, mas muito comovente e apropriada ao ritmo da história, acabando a revelação final por ser muito bela.
     
    Apesar destes elementos, não deixa de ser um filme recheado de cenas de acção deslumbrantes, o melhor que4 este estúdio tem para nos oferecer. As sequências estão altamente detalhadas e bem coreografadas o que, juntamente com a música, transformam o filme num jogo de expectativas que acabam sempre cumpridas. Esta, apesar de tudo, pode parecer um pouco repetitiva comparando com os outros filmes a série Arise, mas dentro deste contexto não deixa de estar totalmente apropriada.
     
    Gostei também, e muito, de ver - finalmente - um retrato fiel da relação Major-Batou, que por fim se vêm juntos numa cena de acção inesperadamente caótica.
     
    Vale a pena ver toda a série de filmes Arise só para chegar a esta última instância. Senti-me de volta aos anos 90 e ao verdadeiro cyberpunk.

  • Duas Publicações Oficina do Cego

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    Duas Publicações Oficina do Cego:
    As Borboletas não têm Dentes do Siso
    O Problema das Cerejas são os Caroços
    Vários
    2015
    Contos

    Como já terei informado algures, tenho agora um novo blog paralelo para as minhas aventuras escriturárias e literárias, de seu nome O Bentivi Urbano. Recentemente, iniciei na Oficina do Cego, uma oficina de tipografia, um curso de escrita narrativa com o formador João Rafael Dionísio e a companhia de mais duas pessoas fofinhas. :) O João deu-nos, então, os volumes anteriormente publicados relativos aos cursos anteriores. Demorei algum tempo a chegar a eles, mas finalmente dei-lhes uma leitura e, por isso, deixo aqui um breve comentário.

    Para começar, é curioso tentar ver a forma como estas histórias foram criadas, que terá sido pelo mesmo método que estamos nós a experimentar agora. Mantive-me sempre atenta a todos os traços dos personagens, de forma a tentar incluí-los naquela "ficha informativa" que também eu fiz.

    De resto, houve histórias que gostei muito, outras que gostei mais ou menos, mas não houve nenhuma que achasse terrível (ao contrário dos meus colegas, que leram apenas o segundo volume. O primeiro terei de lhos emprestar, pois tirámos à sorte quem ficaria com o único exemplar :p )

    Relativamente aos contos, vou deixar algumas notas sobre aqueles que me marcaram mais:

    Conversas de Esquina - Disse-me uma borboleta que este conto foi escrito por um médico, no entanto não está medicamente informado sobre o uso recreativo da ketamina.
    Visões de Um Cego em Terra de Reis - Sem dúvida o conto mais estranho, acho que foi o que gostei mais (apesar de toda a gente odiar a ilustração e de eu também não a compreender). Gostei imenso da forma como o personagem, que nunca é totalmente caracterizado, vê um mundo confuso e desregrado, com uma mistura de memórias e da realidade presente.
    As Incríveis Aventuras do Sherlock do Cacém - O Caso da Vanda - Ao início estava a detestar, mas depois entrei na história e queria mesmo saber quem era o misterioso perseguidor! Uma história cómica e cheia de detalhes.

    Zé, Joaninha, Ivone - Adorei a forma como a perspectiva das pessoas passa para os objectos. A narrativa do carro foi fofinha e fascinou-me um pouco! Na verdade, comecei a pensar que tipo de conversas o Bequi (o meu carro) teria com outros carros :)

    De resto, estas são edições modestas, manuais, mas ainda assim exalam uma aura de carinho e dedicação! Ainda não sabemos qual vai ser o nome da nossa, nem como vai ser a capa, mas prometo que estamos todos os três a trabalhar em histórias bem catitas! Visitem O Bentivi Urbano se quiserem saber um pouco mais sobre o processo. :)
  • A Scanner Darkly

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    A Scanner Darkly
    Richard Linklater
    2006
    Filme
    7 em 10


    Mais um fim de semana e, outra vez, o Qui tentou colocar-me a ver um filme do David Lynch. Mais uma vez consegui recusar-me afirmando que tenho medos (o que é verdade), pelo que acabámos por ver este filme de animação.

    Trata-se de uma película animada em rotoscópio, à imagem e semelhança de um certo anime que todos detestaram, Aku no Hana. Neste filme podemos, finalmente, ver as fantásticas vantagens desta técnica de animação, dentro do contexto. Para começar, os movimentos dos personagens tornam-se altamente detalhados, como apenas seria possível por actores reais. Também a mistura entre elementos reais e animados torna todo o filme numa experiência um pouco alucinada e, por vezes, exasperante e até cansativa. Isso vai de encontro aos objectivos propostos por este filme. No entanto, a grande desvantagem que vejo é precisamente o facto de a animação tornar o filme cansativo para os olhos, assim como o facto de os cenários - altamente detalhados - poderem parecer um pouco confusos.

    De resto, trata-se de uma adaptação de uma história de ficção científica de Philip K. Dick (o já famoso), que fala sobre os efeitos de uma misteriosa e muito potente droga conhecida por Substance D. Um agente infiltrado envolve-se nos meandros do consumo desta droga e deixa de saber quem é: afinal de contas, ele está a perseguir-se a si próprio. Assim, o filme acaba por se tornar no relato de uma viagem psicadélica, em que a trip e a realidade se confundem dentro da cabeça do nosso personagem principal, à medida que as suas ligações ao mundo terreno vão desaparecendo e ele deixa de saber o que é a verdade.

    O final do filme é fatídico e não nos traz qualquer tipo de esperança, sendo que as revelações finais podem ser um pouco misteriosas para um visionante menos atento. Ainda assim, se considerarmos (como eu o fiz) que o filme se trata dos caminhos tripados de um homem perdido no mundo, o filme torna-se bastante mais fácil de interpretar.

    Recomendo vivamente para que vejam que, realmente, o rotoscópio pode ter resultados fascinantes. :)
  • Aura Battler Dunbine

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    Aura Battler Dunbine
    Tomino Yoshiyuki - Sunrise
    Anime - 49 Episódios
    1983
    6 em 10

    Só agora vi que este anime foi realizado pelo Tomino, o génio por trás do meu amado Gandamu. Trata-se, também, de um anime de mechas, mas com uma particularidade: estes robots surgem numa guerra dentro de um universo fantástico, habitado por fadas!

    A partir desta premissa, desenvolve-se uma história que, apesar de tudo, não é muito diferente de uma guerra de mechas habitual. Existem muitos personagens com muitas relações poligonais entre eles, sendo que a busca final é a de uma certa liberdade poética entre o mundo real e o mundo das fadas. Desenvolve-se uma guerra fatal para muitos destes personagens e tudo termina numa nota inconclusiva.

    Quanto aos personagens, são demasiados para o contexto que nos é apresentado, sendo que apenas o principal sofre um desenvolvimento mais coerente, passando de jovem quasi-deliquente para um guerreiro poderoso que perdeu muitas das suas características pessoais originais (tal é visto no confronto com a sua família verdadeira). Talvez a parte mais interessante seja a relação entre este, Shou, e a sua amiga fada. À medida que a narrativa avança, vemo-los juntos cada vez mais vezes, situações de diálogos originais, pontuados por algum sarcasmo e desenvolvimento pessoal dos personagens e da sua relação.

    Artisticamente, temos traços típicos da década, mas não se pode dizer que seja dos melhores exemplos de animação. A paleta de cores é reduzida e os designs improváveis, sendo que senti muita falta de sombras que ajudassem a dar mais profundidade aos cenários e à maquinaria.

    A música é também típica e pouco memorável.

    Valerá a pena ver pelo seu elemento fantástico, bastante original neste género de anime.
  • A Conspiração dos Antepassados

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    A Conspiração dos Antepassados
    David Soares
    2010
    Romance

    E assim se completam os livros que comprei na Feira do Livro deste ano. Como sabem, sou uma grande fã deste autor, seguindo todas as suas publicações de banda desenhada sem falta. Quando soube que ele tinha um livro sobre o misterioso encontro entre as figuras mitológicas de Fernando Pessoa e Alistair Crowley, não podia deixar de o ler!

    Para começar, o autor faz uma caracterização fantasiosa, mas historicamente informada, dos dois personagens. Aparecem como pessoas reais e vivas, com muito mais defeitos do que as qualidades que os tornaram em figuras do nosso imaginário, sem falhas e de génio constante. David Soares mostra-nos uma versão alternativa, e muito mais realista, das duas pessoas, apesar de existirem muitos momentos em que me senti desconfortável (escatologia não está na minha zona de conforto).

    A partir do momento em que os dois se encontram, processa-se uma aventura inusitada e sem precedentes, em que tentam descobrir o paradeiro de D. Sebastião (tido como uma espécie de homunculo artificialmente criado) e tentam escapar-se das garras de uma poderosa e misteriosa organização liderada por híbridos de humanos e insectos. É uma história altamente imaginativa e, como sempre, fruto de uma pesquisa muito detalhada que torna todas as situações, por mais estranhas que sejam, muito realistas.

    Sem dúvida que a minha parte preferida foi a viagem de Crowley ao universo paralelo, que está descrito de maneira não só verosímil como muito original. Quase que sentimos vontade de fazer o tal ritual estranho para lá chegarmos (se é que teríamos essa capacidade) apenas para podermos andar em cima dos esquisitos insectos bovinos.

    Foi um prazer ler este livro e agarrou-me do início ao fim! Agora espero mesmo, mesmo, mesmo que me ofereçam mais livros do autor pelo Natal, porque quero lê-los todos. :)

  • Battle Royale

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    Battle Royale
    Kinji Fukasaku
    2000
    Filme
    6 em 10

    Assistimos a este filme no passado Sábado. Inspirado numa Light Novel com o mesmo nome, é um filme muito animesco que me deixou entusiasmada por essa razão. Apesar de ter muitas mortes e sangue, não me assutou nem perturbou (o que é costume neste tipo de filme) porque está feito de uma forma que me é muito familiar: uma forma pop.

    Uma turma de 40 estudantes é levada para jogar o "Battle Royale": deixados numa ilha, cada um com uma arma, têm de se matar uns aos outros até sobrar apenas um. Acompanhamos momentos da vida, com recuso a flashbacks, e as mortes de quase todos os estudantes, cada uma com as suas características e com o interregno das variadas armas que são apresentadas. Curiosamente, todos eles sabem usar as armas perfeitamente, o que me deixou um pouco duvidosa. Apesar de, logo ao início, se estabelecer que todos pertencem a uma espécie de gang, a sua destreza com o armamento pareceu-me um pouco improvável.

    Numa espécie de interpretação de um "Deus das Moscas" modernizado, podemos ver os estudantes a regredir na sua humanidade até se tornarem simples máquinas que destroem sob o jugo de uma pressuposta sobrevivência. As lutas estão muito bem conseguidas e mantêm o visionante sempre concentrado, à espera da próxima morte. Existem cenas muito bonitas, com recurso a cenários naturais muito belos, mas o foco essencial é dado à forma como cada um se despede da vida, com mais ou menos violência.

    No entanto, a narrativa acaba por se tornar confusa. Como numa novela, todos os personagens estão relacionados uns com os outros, amizades, amores, coisas de adolescentes. Assim, formam-se grandes poliedros amorosos que levam a vinganças e alianças, mas que - devido à falta de caracterização dos personagens - acabam por se tornar numa grande amálgama e é difícil seguir as relações entre eles.

    Achei também curioso um aspecto nos actores: pela primeira vez reparei como nos filmes japoneses parece haver uma imensa influência da biomecânica teatral. Talvez seja por isso que os filmes nipónicos e as suas telenovelas nos parecem tão exageradas e fora do contexto. Com este elemento em conta, talvez experimente ver uma dessas novelas (vocês chamam-lhes doramas, pois...) e talvez... Até a aprecie. :)

    De resto, um filme cheio de acção que se acompanha bem com uma jola.

    Nota: fiquei com vontade de ler a novel e ver o anime, diga-se de passagem

  • Nihon Sekai 2015

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    Nihon Sekai 2015
    Evento
    Como um criminoso depois de ter cometido um homicídio com recurso a uma faca de cozinha, acordei tarde. Facas de cozinha são muito cansativas. Acordei tarde e já um pouco em pânico... Porque nesse dia, era dia de evento, era dia de... Nihon Sekai!

    Preparei minhas coisinhas, pus meu cosplay e peguei no carro, com o qual segui a minha mãe até ao local escolhido, este ano, para o evento: a Faculdade de Medicina Dentária, na Cidade Universitária. Miraculosamente, encontrei um lugar à porta e um parquímetro que funcionava. Pus moedas suficientes para poder deixar lá o carro até segunda-feira à uma da tarde.

    Compro o bilhete, reparo que é mais caro do que nos outros anos. Claro que isto me deixa imediatamente descontente, assim como o facto de ter de pagar para entrar estando no concurso. Mas enfim, cada organização organiza conforme lhe aprouver e uma pessoa tem apenas de apoiar. Porque alugar aquele espaço não deve ter sido nada barato. Trata-se de um espaço grande e bem dividido, em partes superiores e inferiores que se multiplicam. Assim, tínhamos uma zona elevada com bancas de artistas (e acredito ter visto, lá escondidos, o pessoal das cartas e jogos de tabuleiro), um rés do chão com zona de alimentação e algumas bancas mais ou menos profissionais e um auditório gigantesco, onde certamente se fazem muitas palestras sobre dentes. Observem:


    Entretanto, encontrei a Ana-san e devolvi-lhe um livro (enorme) que me tinha emprestado. Eu estava muito carregada de livros, pois tinha um para ler, o que a Ana-san me tinha emprestado (e depois outro que tinha sido eu a emprestar e que me devolveu) e um gigantesco clássico da literatura Americana para o meu sukito. Para mais, tinha também um saco de plástico a dizer "Free Book" com um livro do BookCrossing, que deixei no auditório muito, muito discretamente. Ainda não deu notícias, portanto se alguém o tiver apanhado e ler isto é favor ir ao site dizer que o encontrou :)

    De resto, não tinha grande coisa para fazer. O único workshop a que queria ir, o de Bonsai (eu adoro árvores, sobretudo se forem pequenitas) calhava muito em cima do concurso de cosplay e achei melhor prevenir e não ir de todo. Assim, passei a maior parte do tempo com a Ana-san a er as bancas, a comer coisas e a beber jolas. 

    Quanto às coisas que comprei, meu deus, acho que desta vez me passei mais do que o habitual, porque comprei montes de coisas. Eram todas pequeninas, mas grão a grão apanha a galinha uma indigestão... São as seguintes:


    • Um bloquinho super fofo com estrelinhas
      Uma borracha em forma de cogumelo. Levei uma em forma de pimento para o Qui, que não está aqui retratada
    • Um gato para por no telemóvel, acessório interessante para aparelhos que não permitem a aposição de penduricalhos, como o meu
    • Um porta-chaves do Kero, que comprei porque a senhora me deu um desconto depois de não me ter calhado nada nas rifas
    • Uma pregadeira que, essa sim, ganhei numa rifa
    • Uma figura da Madam Red, que andei a namorar o evento todo e que acabei por comprar com desconto, como veremos.
    Em termos de alimentação, o evento estava muito bem serivdo, para variar um pouco do habitual. Apesar de se manter a opinião vigente de que os cup noodles são saudáveis, havia o próprio bar do espaço, onde um senhor mega simpático me vendeu uma sandes de ovo com salada que soube óptimo e jolas a 85 cêntimos cada uma. Depois não me deixaram sair para a rua com a garrafa por razões de segurança, o que faz todo o sentido: o que eu gosto mais de fazer é partir garrafas de médias em cima da tromba do pessoal, levar-lhes o telemóvel e depois obrigá-los a andar descalços sobre os cacos de vidro. :) Entretanto, descobri (graças à Ana-san) a zona privada do staff, uma espécie de lounge vip com um buffet de comida que parecia altamente apetitosa, mas que me coibi de roubar à cara podre. Ao lado, estavam os vestiários, femininos e masculinos, que me pareceu que ninguém detectou, já que estava toda a gente na casa de banho a vestir-se, despir-se e a gritar aos risinhos. Casas de banho, essas, primorosamente limpas: estava sempre uma senhora a limpá-las e a torná-la confortáveis como espaço de xixi.

    Entretanto encontrámos uns amigos que eu não via há pelo menos dois mil e quinze anos (quando fomos jantar com Jesus, naquela festa, sabem?) e passámos muito tempo na conversa, recordando os antigos eventos e tecendo críticas mais ou menos fundamentadas sobre este em que estávamos. Assistimos a parte do Painel de Dobradores, onde estava apenas o Vegeta (que eu já vi umas 4 ou 5 vezes), que voltou a dizer as coisas que diz sempre com as piadas que o caracterizam. A Ana-san tinha-me requisitado um pedido, que irei fazer por e-mail noutra ocasião (porque dava um vídeo genial, mas guardarei a surpresa), mas não tive coragem de o fazer, porque a situação parecia extremamente desconfortável. Apesar de haverem cadeiras com fartura, as pessoas optaram por formar uma acumulação em frente ao palco, como se fossem atacar o Vegeta a qualquer momento. No final ainda lhe pedi um abraço, talvez mais como forma de o consolar (foi um abraço fixe! :) ) porque deve ter sido, efectivamente, uma experiência muito estranha.

    O que me leva à questão seguinte: o concurso de cosplay. A razão pela qual eu tinha ido ao evento, principalmente... ;) Ora bem, começo por falar do meu sukito (depois colocarei um vídeo na minha página no face. Falarei também dele em mais detalhe no meu Cosplay Portfolio :) ). Considerando que a personagem que eu queria usar era a Haruhi e a Haruhi, portanto, é Deus, pensei em fazer um sukito a gozar com deus e com as pessoas. Assim, pesquisei por uma música e encontrei aquela que acabei por usar. E, eu juro!, quando a ouvi a primeira vez e enquanto estive a fazer o vídeo, achei-a super cómica. Mas depois de a ouvir mais vezes, enquanto ensaiava... Epa, afinal o som não tem assim tanta piada...

    Mas adicionado ao facto de o sukito cómico que eu tinha preparado afinal não ser assim tão cómico (se bem que eu tinha esperança que perante um público adolescente, como o que frequenta os nossos eventos, a coisa ainda pegasse), aconteceu o facto de o público, em si, não estar nada concentrado no que se estava a passar no palco. O palco era gigantesco, muito maior do que eu estava à espera, sendo que eu tinha perparado uma performance bastante minimalista. Mas o que realmente perturbou as festas foi o facto de haver um espaço demasiado grande entre o palco e plateia, o que fez com que houvesse reuniões de pessoas que não queriam ver o concurso e impedisse que as pessoas mantivessem a sua concentração focada no que estava a acontecer. No fundo, trata-se de um erro de estrutura para um evento que, certamente, pensava que iria estar muito mais gente na plateia. Tenho a certeza que este sistema funciona muito bem para as grandes estrelas da noite (uma banda que eu não sei), mas para nós, os pobres do concurso, foi um grande senão.

    Entretanto, mais um imprevisto acontece... Enquanto eu estou cirandando de um lado para o outro tentando descobrir em que sítio devo estar e em que horário, é revelado que só há dois elementos inscritos no concurso: aqui a minha pessoa e um grupo. Assim, muito em cima da hora, organiza-se um desfile que irá competir com os inscritos (a minha pessoa e um grupo). eu já estava a ter um ataque histriónico com a perspectiva de não poder fazer a minha cena, para a qual tinha ensaiado e perdido tempo e vagar... Bem, confesso que não me senti motivada para ensaiar muito... Pois bem, se o meu skit e o do grupo não conseguiram captar a atenção do público, o desfile também não foi capaz de o fazer. Nem uma musiquinha de fundo... Mas fiquei feliz por ver uma pessoa de mobilidade reduzida a participar, achei fantástico! :) Enfim, mal por mal fiquei em segundo lugar, o que era totalmente previsível porque fiz uma coisa sem graça nenhuma, totalmente desinspirada e insípida. Prometo que numa próxima vez vos irei entreter convenientemente!!! Com o prémio, acabei por comprar com desconto a tal figura da Madam Red que andava a namorar. :)

    Falando em próxima vez, anuncio que estou a fechar actividade para o corrente ano de 2015. Agora quero passar Dezembro no quentinho a hibernar.

    Depois fui-me logo embora, porque ainda tinha de fazer uma viagem automobilística por caminhos desconhecidos.

    Portanto, deixo-vos as tão esperadas, desejadas e argumentadas...

    Fotos 







     Este jovem, que tinha um fato super divertido, teve um pequeno momento de revolta porque eu já era a quinta pessoa que o fotografava que não sabia a sua personagem. Prometi-lhe ver a série de onde esta vem e, como o prometido é devido, adicionei-a à minha lista PtW :)



     A moça disse que fez o fato em um dia e o meu coração parou por um bocadinho, com o pânico por afinidade


     Yo, curto bué os teus espanadores


    E é isto. Em jeito de conclusão, devo dizer que este ano o erro foi precisamente o do ano passado: se em 2014 estavam à espera de menos gente do que o suposto, este ano estavam à espera de muito mais gente do que o suposto. Assim, os momentos no auditório acabaram por não funcionar porque a plateia estava demasiado dispersa. De resto, é um evento para manter nos nossos calendários e, já que o espaço (apesar de muito grande) era excelente, espero que o mantenham. :)

    Assim me despeço. Hasta la Vista. Beibi.
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