Battle Royale
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Battle Royale
Kinji Fukasaku
2000
Filme
6 em 10
Assistimos a este filme no passado Sábado. Inspirado numa Light Novel com o mesmo nome, é um filme muito animesco que me deixou entusiasmada por essa razão. Apesar de ter muitas mortes e sangue, não me assutou nem perturbou (o que é costume neste tipo de filme) porque está feito de uma forma que me é muito familiar: uma forma pop.
Uma turma de 40 estudantes é levada para jogar o "Battle Royale": deixados numa ilha, cada um com uma arma, têm de se matar uns aos outros até sobrar apenas um. Acompanhamos momentos da vida, com recuso a flashbacks, e as mortes de quase todos os estudantes, cada uma com as suas características e com o interregno das variadas armas que são apresentadas. Curiosamente, todos eles sabem usar as armas perfeitamente, o que me deixou um pouco duvidosa. Apesar de, logo ao início, se estabelecer que todos pertencem a uma espécie de gang, a sua destreza com o armamento pareceu-me um pouco improvável.
Numa espécie de interpretação de um "Deus das Moscas" modernizado, podemos ver os estudantes a regredir na sua humanidade até se tornarem simples máquinas que destroem sob o jugo de uma pressuposta sobrevivência. As lutas estão muito bem conseguidas e mantêm o visionante sempre concentrado, à espera da próxima morte. Existem cenas muito bonitas, com recurso a cenários naturais muito belos, mas o foco essencial é dado à forma como cada um se despede da vida, com mais ou menos violência.
No entanto, a narrativa acaba por se tornar confusa. Como numa novela, todos os personagens estão relacionados uns com os outros, amizades, amores, coisas de adolescentes. Assim, formam-se grandes poliedros amorosos que levam a vinganças e alianças, mas que - devido à falta de caracterização dos personagens - acabam por se tornar numa grande amálgama e é difícil seguir as relações entre eles.
Achei também curioso um aspecto nos actores: pela primeira vez reparei como nos filmes japoneses parece haver uma imensa influência da biomecânica teatral. Talvez seja por isso que os filmes nipónicos e as suas telenovelas nos parecem tão exageradas e fora do contexto. Com este elemento em conta, talvez experimente ver uma dessas novelas (vocês chamam-lhes doramas, pois...) e talvez... Até a aprecie. :)
De resto, um filme cheio de acção que se acompanha bem com uma jola.
Nota: fiquei com vontade de ler a novel e ver o anime, diga-se de passagem
By : ladyxzeus
Nihon Sekai 2015
3
Nihon Sekai 2015
Evento
Como um criminoso depois de ter cometido um homicídio com recurso a uma faca de cozinha, acordei tarde. Facas de cozinha são muito cansativas. Acordei tarde e já um pouco em pânico... Porque nesse dia, era dia de evento, era dia de... Nihon Sekai!
Preparei minhas coisinhas, pus meu cosplay e peguei no carro, com o qual segui a minha mãe até ao local escolhido, este ano, para o evento: a Faculdade de Medicina Dentária, na Cidade Universitária. Miraculosamente, encontrei um lugar à porta e um parquímetro que funcionava. Pus moedas suficientes para poder deixar lá o carro até segunda-feira à uma da tarde.
Compro o bilhete, reparo que é mais caro do que nos outros anos. Claro que isto me deixa imediatamente descontente, assim como o facto de ter de pagar para entrar estando no concurso. Mas enfim, cada organização organiza conforme lhe aprouver e uma pessoa tem apenas de apoiar. Porque alugar aquele espaço não deve ter sido nada barato. Trata-se de um espaço grande e bem dividido, em partes superiores e inferiores que se multiplicam. Assim, tínhamos uma zona elevada com bancas de artistas (e acredito ter visto, lá escondidos, o pessoal das cartas e jogos de tabuleiro), um rés do chão com zona de alimentação e algumas bancas mais ou menos profissionais e um auditório gigantesco, onde certamente se fazem muitas palestras sobre dentes. Observem:
Entretanto, encontrei a Ana-san e devolvi-lhe um livro (enorme) que me tinha emprestado. Eu estava muito carregada de livros, pois tinha um para ler, o que a Ana-san me tinha emprestado (e depois outro que tinha sido eu a emprestar e que me devolveu) e um gigantesco clássico da literatura Americana para o meu sukito. Para mais, tinha também um saco de plástico a dizer "Free Book" com um livro do BookCrossing, que deixei no auditório muito, muito discretamente. Ainda não deu notícias, portanto se alguém o tiver apanhado e ler isto é favor ir ao site dizer que o encontrou :)
De resto, não tinha grande coisa para fazer. O único workshop a que queria ir, o de Bonsai (eu adoro árvores, sobretudo se forem pequenitas) calhava muito em cima do concurso de cosplay e achei melhor prevenir e não ir de todo. Assim, passei a maior parte do tempo com a Ana-san a er as bancas, a comer coisas e a beber jolas.
Quanto às coisas que comprei, meu deus, acho que desta vez me passei mais do que o habitual, porque comprei montes de coisas. Eram todas pequeninas, mas grão a grão apanha a galinha uma indigestão... São as seguintes:
- Um bloquinho super fofo com estrelinhas
Uma borracha em forma de cogumelo. Levei uma em forma de pimento para o Qui, que não está aqui retratada - Um gato para por no telemóvel, acessório interessante para aparelhos que não permitem a aposição de penduricalhos, como o meu
- Um porta-chaves do Kero, que comprei porque a senhora me deu um desconto depois de não me ter calhado nada nas rifas
- Uma pregadeira que, essa sim, ganhei numa rifa
- Uma figura da Madam Red, que andei a namorar o evento todo e que acabei por comprar com desconto, como veremos.
Em termos de alimentação, o evento estava muito bem serivdo, para variar um pouco do habitual. Apesar de se manter a opinião vigente de que os cup noodles são saudáveis, havia o próprio bar do espaço, onde um senhor mega simpático me vendeu uma sandes de ovo com salada que soube óptimo e jolas a 85 cêntimos cada uma. Depois não me deixaram sair para a rua com a garrafa por razões de segurança, o que faz todo o sentido: o que eu gosto mais de fazer é partir garrafas de médias em cima da tromba do pessoal, levar-lhes o telemóvel e depois obrigá-los a andar descalços sobre os cacos de vidro. :) Entretanto, descobri (graças à Ana-san) a zona privada do staff, uma espécie de lounge vip com um buffet de comida que parecia altamente apetitosa, mas que me coibi de roubar à cara podre. Ao lado, estavam os vestiários, femininos e masculinos, que me pareceu que ninguém detectou, já que estava toda a gente na casa de banho a vestir-se, despir-se e a gritar aos risinhos. Casas de banho, essas, primorosamente limpas: estava sempre uma senhora a limpá-las e a torná-la confortáveis como espaço de xixi.
Entretanto encontrámos uns amigos que eu não via há pelo menos dois mil e quinze anos (quando fomos jantar com Jesus, naquela festa, sabem?) e passámos muito tempo na conversa, recordando os antigos eventos e tecendo críticas mais ou menos fundamentadas sobre este em que estávamos. Assistimos a parte do Painel de Dobradores, onde estava apenas o Vegeta (que eu já vi umas 4 ou 5 vezes), que voltou a dizer as coisas que diz sempre com as piadas que o caracterizam. A Ana-san tinha-me requisitado um pedido, que irei fazer por e-mail noutra ocasião (porque dava um vídeo genial, mas guardarei a surpresa), mas não tive coragem de o fazer, porque a situação parecia extremamente desconfortável. Apesar de haverem cadeiras com fartura, as pessoas optaram por formar uma acumulação em frente ao palco, como se fossem atacar o Vegeta a qualquer momento. No final ainda lhe pedi um abraço, talvez mais como forma de o consolar (foi um abraço fixe! :) ) porque deve ter sido, efectivamente, uma experiência muito estranha.
O que me leva à questão seguinte: o concurso de cosplay. A razão pela qual eu tinha ido ao evento, principalmente... ;) Ora bem, começo por falar do meu sukito (depois colocarei um vídeo na minha página no face. Falarei também dele em mais detalhe no meu Cosplay Portfolio :) ). Considerando que a personagem que eu queria usar era a Haruhi e a Haruhi, portanto, é Deus, pensei em fazer um sukito a gozar com deus e com as pessoas. Assim, pesquisei por uma música e encontrei aquela que acabei por usar. E, eu juro!, quando a ouvi a primeira vez e enquanto estive a fazer o vídeo, achei-a super cómica. Mas depois de a ouvir mais vezes, enquanto ensaiava... Epa, afinal o som não tem assim tanta piada...
Mas adicionado ao facto de o sukito cómico que eu tinha preparado afinal não ser assim tão cómico (se bem que eu tinha esperança que perante um público adolescente, como o que frequenta os nossos eventos, a coisa ainda pegasse), aconteceu o facto de o público, em si, não estar nada concentrado no que se estava a passar no palco. O palco era gigantesco, muito maior do que eu estava à espera, sendo que eu tinha perparado uma performance bastante minimalista. Mas o que realmente perturbou as festas foi o facto de haver um espaço demasiado grande entre o palco e plateia, o que fez com que houvesse reuniões de pessoas que não queriam ver o concurso e impedisse que as pessoas mantivessem a sua concentração focada no que estava a acontecer. No fundo, trata-se de um erro de estrutura para um evento que, certamente, pensava que iria estar muito mais gente na plateia. Tenho a certeza que este sistema funciona muito bem para as grandes estrelas da noite (uma banda que eu não sei), mas para nós, os pobres do concurso, foi um grande senão.
Entretanto, mais um imprevisto acontece... Enquanto eu estou cirandando de um lado para o outro tentando descobrir em que sítio devo estar e em que horário, é revelado que só há dois elementos inscritos no concurso: aqui a minha pessoa e um grupo. Assim, muito em cima da hora, organiza-se um desfile que irá competir com os inscritos (a minha pessoa e um grupo). eu já estava a ter um ataque histriónico com a perspectiva de não poder fazer a minha cena, para a qual tinha ensaiado e perdido tempo e vagar... Bem, confesso que não me senti motivada para ensaiar muito... Pois bem, se o meu skit e o do grupo não conseguiram captar a atenção do público, o desfile também não foi capaz de o fazer. Nem uma musiquinha de fundo... Mas fiquei feliz por ver uma pessoa de mobilidade reduzida a participar, achei fantástico! :) Enfim, mal por mal fiquei em segundo lugar, o que era totalmente previsível porque fiz uma coisa sem graça nenhuma, totalmente desinspirada e insípida. Prometo que numa próxima vez vos irei entreter convenientemente!!! Com o prémio, acabei por comprar com desconto a tal figura da Madam Red que andava a namorar. :)
Falando em próxima vez, anuncio que estou a fechar actividade para o corrente ano de 2015. Agora quero passar Dezembro no quentinho a hibernar.
Depois fui-me logo embora, porque ainda tinha de fazer uma viagem automobilística por caminhos desconhecidos.
Portanto, deixo-vos as tão esperadas, desejadas e argumentadas...
Entretanto encontrámos uns amigos que eu não via há pelo menos dois mil e quinze anos (quando fomos jantar com Jesus, naquela festa, sabem?) e passámos muito tempo na conversa, recordando os antigos eventos e tecendo críticas mais ou menos fundamentadas sobre este em que estávamos. Assistimos a parte do Painel de Dobradores, onde estava apenas o Vegeta (que eu já vi umas 4 ou 5 vezes), que voltou a dizer as coisas que diz sempre com as piadas que o caracterizam. A Ana-san tinha-me requisitado um pedido, que irei fazer por e-mail noutra ocasião (porque dava um vídeo genial, mas guardarei a surpresa), mas não tive coragem de o fazer, porque a situação parecia extremamente desconfortável. Apesar de haverem cadeiras com fartura, as pessoas optaram por formar uma acumulação em frente ao palco, como se fossem atacar o Vegeta a qualquer momento. No final ainda lhe pedi um abraço, talvez mais como forma de o consolar (foi um abraço fixe! :) ) porque deve ter sido, efectivamente, uma experiência muito estranha.
O que me leva à questão seguinte: o concurso de cosplay. A razão pela qual eu tinha ido ao evento, principalmente... ;) Ora bem, começo por falar do meu sukito (depois colocarei um vídeo na minha página no face. Falarei também dele em mais detalhe no meu Cosplay Portfolio :) ). Considerando que a personagem que eu queria usar era a Haruhi e a Haruhi, portanto, é Deus, pensei em fazer um sukito a gozar com deus e com as pessoas. Assim, pesquisei por uma música e encontrei aquela que acabei por usar. E, eu juro!, quando a ouvi a primeira vez e enquanto estive a fazer o vídeo, achei-a super cómica. Mas depois de a ouvir mais vezes, enquanto ensaiava... Epa, afinal o som não tem assim tanta piada...
Mas adicionado ao facto de o sukito cómico que eu tinha preparado afinal não ser assim tão cómico (se bem que eu tinha esperança que perante um público adolescente, como o que frequenta os nossos eventos, a coisa ainda pegasse), aconteceu o facto de o público, em si, não estar nada concentrado no que se estava a passar no palco. O palco era gigantesco, muito maior do que eu estava à espera, sendo que eu tinha perparado uma performance bastante minimalista. Mas o que realmente perturbou as festas foi o facto de haver um espaço demasiado grande entre o palco e plateia, o que fez com que houvesse reuniões de pessoas que não queriam ver o concurso e impedisse que as pessoas mantivessem a sua concentração focada no que estava a acontecer. No fundo, trata-se de um erro de estrutura para um evento que, certamente, pensava que iria estar muito mais gente na plateia. Tenho a certeza que este sistema funciona muito bem para as grandes estrelas da noite (uma banda que eu não sei), mas para nós, os pobres do concurso, foi um grande senão.
Entretanto, mais um imprevisto acontece... Enquanto eu estou cirandando de um lado para o outro tentando descobrir em que sítio devo estar e em que horário, é revelado que só há dois elementos inscritos no concurso: aqui a minha pessoa e um grupo. Assim, muito em cima da hora, organiza-se um desfile que irá competir com os inscritos (a minha pessoa e um grupo). eu já estava a ter um ataque histriónico com a perspectiva de não poder fazer a minha cena, para a qual tinha ensaiado e perdido tempo e vagar... Bem, confesso que não me senti motivada para ensaiar muito... Pois bem, se o meu skit e o do grupo não conseguiram captar a atenção do público, o desfile também não foi capaz de o fazer. Nem uma musiquinha de fundo... Mas fiquei feliz por ver uma pessoa de mobilidade reduzida a participar, achei fantástico! :) Enfim, mal por mal fiquei em segundo lugar, o que era totalmente previsível porque fiz uma coisa sem graça nenhuma, totalmente desinspirada e insípida. Prometo que numa próxima vez vos irei entreter convenientemente!!! Com o prémio, acabei por comprar com desconto a tal figura da Madam Red que andava a namorar. :)
Falando em próxima vez, anuncio que estou a fechar actividade para o corrente ano de 2015. Agora quero passar Dezembro no quentinho a hibernar.
Depois fui-me logo embora, porque ainda tinha de fazer uma viagem automobilística por caminhos desconhecidos.
Portanto, deixo-vos as tão esperadas, desejadas e argumentadas...
Fotos
Este jovem, que tinha um fato super divertido, teve um pequeno momento de revolta porque eu já era a quinta pessoa que o fotografava que não sabia a sua personagem. Prometi-lhe ver a série de onde esta vem e, como o prometido é devido, adicionei-a à minha lista PtW :)
A moça disse que fez o fato em um dia e o meu coração parou por um bocadinho, com o pânico por afinidade
Yo, curto bué os teus espanadores
E é isto. Em jeito de conclusão, devo dizer que este ano o erro foi precisamente o do ano passado: se em 2014 estavam à espera de menos gente do que o suposto, este ano estavam à espera de muito mais gente do que o suposto. Assim, os momentos no auditório acabaram por não funcionar porque a plateia estava demasiado dispersa. De resto, é um evento para manter nos nossos calendários e, já que o espaço (apesar de muito grande) era excelente, espero que o mantenham. :)
Assim me despeço. Hasta la Vista. Beibi.
By : ladyxzeus
Apocalipse - O Despertar
1
Apocalipse - O Despertar
Pedro Pereira
2010
Romance
Da série "livros que me vêm parar às mãos por causa do BookCrossing". E também da série de "livros que estragam a sequência de livros óptimos que eu estava a ler". Para mim, o grande mistério é porque é que a pessoa que mo mandou tinha este livro...
Enfim, trata-se do segundo de uma "saga" (o que significa que ainda aí vêm mais...), mas o autor faz a fineza de fazer um resumo do primeiro livro da colecção. Essencialmente, são uns demónios que vêm matar toda a gente, pelo que toda a gente vive em bunkers. Excepto que os bunkers são casas e palácios perfeitamente iguais a todos os outros, onde se come pizza, cereais com leite e lasanha. Para lutar contra os demónios há um grupo de jovens em estância de férias, os "Escolhidos", liderados por um mentor que pouco mais faz que ser salvo e que não os consegue ajudar em nada.
Tudo bem, é uma típica história de um adolescente para outros adolescentes.
Mas está mal escrito. É simples. Está mal escrito. Existem demasiadas cenas de acção, que são subitamente interrompidas para falar de outros assuntos, intercaladas com outras cenas, uma espécie de episódio de anime mal estruturado. As descrições são desinspiradas e básicas: o autor tem imaginação mas não tem a capacidade de a transcrever para o papel de forma a que o livro seja emocionante. Todas as coisas que aparecem são demasiado ridículas para serem assustadoras ou inspirar algum tipo de sentimento e os momentos menos bons que deveriam fazer o nosso coração saltar passam indiferentes no meio de páginas e páginas de um calhamaço sem fim. As próprias palavras... São sempre as mesmas... "Tonalidade"; "Extremamente trabalhado"; "Tom violeta". E os erros ortográficos, meu deus. Seria preciso um editor muito bom para salvar isto... "Cela" em vez de "Sela"... "Acento" em vez de "assento". Parece-me que o jovem tem uma distrofia com a letra S. Vocabulário simples e tantas, tantas vezes mal utilizado...
E o pior é que isto ainda continua. Como fazer uma história de 1500 páginas (este segundo livro são apenas 500 mais um glossário...?) com personagens completamente transparentes, sem nada que se lhes diga, diálogos fraquíssimos, antagonistas patéticos... Enfim.
Pedro Pereira, tens o nome do meu afilhado. Mas ainda tens muito por onde melhorar. Desculpa lá.
By : ladyxzeus
Kanon
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Kanon
Masuda Nobuhiro - Toei Animation
Anime - 13 Episódios + 1 OVA
2002
5 em 10
Por alguma razão tinha adicionado os dois Kanon à minha PtW. Para saberem sobre o horror que foi o remake, que vi primeiro, cliquem aqui. Mas bem, não sei porquê, mas gostei um pouco mais desta versão. Talvez estivesse mais disponível emocionalmente para a ver. Ou simplesmente porque é mais curta, tem metade dos episódios.
Enfim... A história é essencilamente a mesma, cortando em alguns pontos menos essenciais. Continua com todos os defeitos estranhíssimos que caracterizavam a narrativa do remake e todos os mistérios sem sentido que estão lá apenas, penso eu, para dar mais densidade a uma história que não tem qualquer tipo de conteúdo.
As personagens são exactamente iguais em termos de complexidade, que é nenhuma. Inócuas, ocas, sem qualquer motivação e sem qualquer tipo de caracterização essencial. Os designs são um pavor e nenhuma das raparigas é distinguível.
A arte é um pavor. Os designs são a coisa menos bem pensada de que se podiam ter lembrado, a animação é descuidada e amadora, a paleta de cores é demasiado vibrante para o ambiente que tentam recriar, os cenários não têm qualquer tipo de detalhe. Mesmo assim, a versão KyoAni irritou-me mais que esta.
A música está aceitável, muito romântica e isso.
Portanto, conclui-se que não vale a pena ver nenhum dos Kanon.
By : ladyxzeus
Amy
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Amy
Asif Kapadia
2015
Filme
6 em 10
Tinha esquecido de comentar sobre este filme, que vimos o fim de semana passado. Trata-se de um documentário sobre a famosa Amy Winehouse, artista que (por acaso) conheço bem. Isto é, conheço bem a música, o resto das coisas pouco conhecia, porque todos os eventos dos últimos anos da sua vida - os mais famosos - me passaram ao lado.
Fazendo recurso a vídeos caseiros e fotografias oferecidas pela família e amigos, assim como os seus relatos e entrevistas, este filme faz um retrato emotivo da vida desta rapariga que, no fundo, queria apenas cantar. Trata com delicadeza a sua ascenção e posterior descida espiralada até ao mundo da droga, fazendo também foco na sua doença psicológica, a bulimia.
Fiquei, então, com a ideia de que Amy era apenas uma rapariga normal que tinha dificuldades em controlar-se e em encontrar um equilíbrio em si própria, procurando-o na música que fazia, mas a quem não foi permitida uma salvação, por diversos factores pessoais. Simplesmente, ela dependia demasiado das pessoas "erradas" e nem os seus amigos poróximos a conseguiram convencer do contrário.
Achei curiosa a evolução do estilo de vestir, que era mesmo foleiro ao início.
No entanto, o filme acaba por ser um bocadinho inócuo devido ao ênfase dado às letras das canções que, apesar de ficarem no ouvido e serem muito apropriadas a cada uma das situações, não são exactamente belos poemas líricos e pecam pela simplicidade extrema na sua estrutura..
Um filme que vale a pena ver, mesmo para quem não conhece a artista, e que mostra - mais uma vez - a tristeza da fragilidade humana.
By : ladyxzeus
Rebecca
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Rebecca
Daphne du Maurier
1938
Romance
Foi a minha primeira experiência com esta autora, sobre a qual vinha nutrindo alguma curiosidade. Recebi este livro numa troca do BookCrossing e foi, assim, o momento ideal para o ler.
É um romance misterioso, em que uma personagem (cujo nome não sabemos) vive atormentada pelo fantasma da ex-mulher do seu novo marido. Esta, está morta desde há algum tempo, mas a sua presença na casa senhorial do homem, Max, continua muito vívida e não há maneira de a afastarem para poderem ter uma vida feliz e normal.
A história evolui pela perspectiva desta personagem, um rapariga tímida e sem grandes qualidades sociais. É a parte mais interessante do livro, de facto, a caracterização desta rapariga. É uma pessoa sem qualquer interesse, totalmente passiva, cuja solução para qualquer problema é roer as unhas. Assim, todas as coisas que lhe acontecem não são infundadas, mas sim fruto da sua incapacidade de lidar com esses momentos.Existe uma evolução patente a partido do momento em que é feita a primeira revelação, sendo muito interessante ver a mudança que se opera na personagem.
No entanto, as revelações (há duas mais importantes) acabam por ser um pouco previsíveis, cortando com a aura de mistério que rodeia toda a situação. Para além disso, há um ênfase dado às descrições do mundo natural, o que pode tornar a leitura um pouco maçuda, tendo em conta que está escrito num inglês clássico que pode ser difícil de enfrentar (para um ignorante como eu, um nativo terá certamente outra facilidade).
Descobri mais tarde, informação do Qui, que este livro é também um filme do Hitchcok. Acredito que o seu efeito visual seja ainda mais forte, pelo que fiquei com vontade de ver o filme. :)
Uma excelente leitura, apesar dessas pequenas coisas, que recomendo a todos. Sobretudo porque não é muito comum ver uma perspectiva clássica do feminino nos anos 30, que é o ambiente retratado. :)
By : ladyxzeus
Ping Pong
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Ping Pong
Yuasa Masaaki - Aniplex
Anime - 11 Episódios
2014
7 em 10
Trata-se de um curioso anime de desporto, altamente atípico e uma verdadeira viagem na maionese! Ou será numa mesa de ping pong?
Dois amigos são muito diferentes um do outro. Smile nunca se ri, é tido como um robot. Se calhar, é mesmo um robot. Peco diverte-se, extrovertido e altamente emocional. São o oposto um do outro, mas há algo na infância que os une. E o ping pong também. Smile podia ser melhor jogador se se esforçasse. Peco achamq que é o melhor dos jogadores mas não se esforça. Explorando a relação entre eles, este anime leva a que as personagens avancem nos termos das suas limitações e realmente evoluam de alguma forma. é na exploração do seu passado e nas atitudes presentes que o anime estabelece um futuro risonho para estes personagens, estabelecendo uma maior ligação emocional entre eles, o que funciona extremamente bem.
No entanto, a narrativa peca por ser demasiado curta e por não dar Ênfase suficiente aos personagens secundários, que aparecem simplesmente como propulsores da evolução de Peco e Smile. Teria sido interessante se houvesse alguma espécie de rival que os remetesse ao passado (apesar de isto poder, também, cair facilmente no cliché). Por este aspecto, coibi-me de dar uma nota mais alta na minha avaliação final.
A arte é, pura e simplesmente, genial. Há muito tempo que não via tanta experimentação, tanta emoção nas linhas, uma arte tão única e característica como a deste anime. Tornam momentos de jogo altamente intensos, mas não deixa de manter um certo foco melancólico nas cenas do passado. A paleta de cores está usada de forma excelente e todo o conceito por detrás de cada design é puramente original e livre de preconceitos.
Finalmente, a música. Com OP e EDs muito energéticas, estabelecemos logo um ritmo veloz e sem tempo para respirar para todo o anime. No entanto, isto acaba por funcionar contra o seu objectivo, porque pode tornar a visualização numa experiência um pouco stressante. Ainda assim, existem momentso musicais de génio, como por exemplo a música que fizeram com os sons de bolas de ping-pong a bater nas mesas.
Um anime que recomendo vivamente, pelo simples facto de ser um raio de luz no meio desta indústria tempestuosa! E por ser completamente diferente de tudo aquilo a que já nos habituámos!
By : ladyxzeus