• s-Cry-ed

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    S-Cry-Ed
    Taniguchi Gorou - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2001
    5 em 10

    Tempo para mais um anime igual a todos os outros!

    Numa ilha misteriosa vivem pessoas. Algumas têm um poder chamado "Alter" em que conseguem transformar partes do corpo em partes robóticas ou monstruosas (e todo o corpo, mais para o fim). Mas há uma associação maléfica que os quer apanhar a todos sabe-se lá porque razão. Então há lutas diversas e grandes tragédias, mas com a força dos grandes punhos e dos meu tomodachi vamos conseguir vencer as forças do mal!

    Uma história fraca, em tudo semelhante a coisas que nos mostraram na mesma época (início de 00s, fim de 90s), que prima por ser indistinguível e por ter diálogos fraquíssimos. Na verdade, quase não precisava de olhar para as legendas, pois tantas vezes (tantas, tantas) já ouvi estas frases feitas e este sotaque de palavras terminadas em "oy" ou "yo". Para ajudar à desgraça, temos um conjunto de personagens perfeitamente insosso, em que o suporte que dão uns aos outros acaba por cair, outra vez, no lugar comum. De certa forma há um exagero, que poderia ser considerado se não fosse tão foleiro.

    Nisto a música contribui bastante. Temos três tipos de temas, que não se adequam em nada a nenhuma das situações e apenas lhe dão mais sabor a queijo. Primeiramente, umas tonalidades espanholadas que se inserem nas cenas de acção, mas que fazem os personagens parecerem-se com o Enrique Iglesias. Segundamente, umas peças orquestrais ali metidas a martelo. Mas o que ganha a taça são os curtos instrumentais jazzísticos que nos recordam os filmes eróticos marados dos anos 70. Enfim, é tudo absolutamente anti-climático e apenas contribui para que a história seja ainda mais ridícula. As peças, individualmente, não são más. Mas dentro da série...

    Artisticamente, é bastante fraco. Os cenários e as pessoas em geral não têm qualquer tipo de detalhe, sendo que o valor de produção é gasto em transformações espectaculares e designs estranhos e pouco imaginativos.

    Um anime fraco que, digo eu, nem vale a pena ver.

  • AmadoraBD 2015

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    AmadoraBD 2015
    Evento

    Depois da aventura Inglesa, voltamos à terra para visitar aquele que será um dos mais antigos eventos dedicados à banda desenhada em Portugal: AmadoraBD, ou o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora!

    Tudo começa com um acordar matutino e com uma vista da janela absolutamente dantesca: está a chover torrencialmente, a potes, cães e gatos, é o apocalipse aquático vindo do céu! Eu olho para aquilo e penso... "O meu fato é todo branco!" Pois levarei um cosplay para estrear neste evento e participar no desfile. Mas a chuva não nos pára e, depois de apanhar o Qui (que me tem vindo a acompanhar a este evento desde tempos imemoriais), seguimos para a Amadora. Ora, no ano passado estivemos perdidos à grande pelo que desta vez obtive um GPS melhor. Com (ou sem) a sua ajuda descobri que o Fórum Luís de Camões, onde se processa este evento, fica a cinco minutos da minha casa e que até dava para ir a pé! Mas seria um esticãozinho.

    Este ano, mais uma vez, todos os cosplayers tinham convites com direito a acompanhante. Também havia uma opção em que se entregássemos um brinquedo dava direito a um bilhete. O Qui levou três (dois robot s e um dinossauro) pelo que ganhámos três bilhetes extra! Depois pediam-nos que respondesse-mos a um pequeno inquérito sobre onde tínhamos descoberto o evento e tudo o mais. Disse que quem me convidou foi a Associação Portuguesa de Cosplay, o que é mais ou menos verdade.

    Já estando eu equipada com as minhas fabulásticas asas e disfarçada de anjo (mas eu não era um anjo! Isso vos garanto!) procurámos o auditório. Estava no andar de baixo. Lá chegados descobrimos que o desfile, em que me tinha inscrito assim que voltei das Englands, tinha sido adiado para as 17:30... Isso deu-nos tempo para ver toda a exposição! Falemos um pouco dela:

    Exposição Exponencial
     
    Este ano pareceu-me muito menor do que o habitual. O espaço era o mesmo, mas os temas expostos pareceram-me menos, para além de que a zona das lojas estava bastante diminuta. De resto, as BDs expostas (ou HQ: descobri neste evento que HQ significa "Histórias em Quadrinhos") eram muito interessantes, com pequenos pavilhões dedicados a cada uma delas e a vários autores, mostrando todo o processo criativo e de argumento em grande detalhe. De entre os assuntos expostos, achei curiosa a exposição de alguns jornais muito antigos com BDs primordiais. Mas não gostei nada que, mais um ano e mais uma vez, falassem da Mafalda, essa panhonha.












    Para além de gráficos muito curiosos retirados de uma tertúlia de desenhadores, estavam também expostos os participantes dos dois concursos propostos. Um deles era sobre os Direitos da Criança e tinha alguns trabalhos impressionantes. Achei que o mais estranho era o de um senhor de 79 anos, que retratava uns pessoais a dar no cavalo (mas não o fotografei). O outro concurso era uma homenagem aos idosos Quim e Manecas e havia coisas muito simpáticas sobre a vida, o futuro e a esperança nestes.





    Reparei que este ano o Festival parecia estar muito mais dedicado às crianças e ao público infantil em geral. Havia imensas passagens secretas e brinquedos e jogos. Mas eu era demasiado grande para brincar neles...


     Isto era um labirinto!

    De resto, pareceu-me tudo muito ecológico, com quase todos os elementos feitos em cartão, o que dava um efeito visual muito catita.

    No andar de cima estavam as lojas, à volta de um local circular onde estavam encerrados os autografantes. Comprei dois livros, mas num dos casos recebi um de oferta. Foi na Chilli com Carne! Estava a pagar quando o jovem do outro lado me diz que me vai oferecer mais uma BD! Eu pergunto "porquê?" e ele responde "porque sim"! Que fixe! Será um sinal divino? Será porque eu era um anjo? Apesar dessas vantagens, senti-me impossibilitada de circular pela maior parte dos locais, pois estava mais gente do que no resto da exposição (que estava dividida pelos dois andares, sendo que o de cima tinha o tema dos "Direitos da Criança" mais patente. Tinha uma ordem para ver, mas nós fizemos ao contrário). Uma senhora de uma das lojas até me disse "os anjos podem entrar!" ao que eu tive de responder... "Mas eu não caibo!! ;___; "

    De resto, as coisas que obtive foram as seguintes:

    • "O Poema Morre", novo album de David Soares, de que sou grande fã
    • "The Care of Birds", livro que tinha ouvido falar num blog que sigo
    • "Hábito faz o Monstro", o tal que me ofereceram (e que parece altamente tripado)
    • Marcadores diversos
    Entretanto fui falando com gente variada e conhecida, contando-lhes das aventuras britânicas e quês. Por essas alturas, aparece-me uma menininha microscópica que me vem pedir uma fotografia com uma máquina fotográfica da Dora. Ela vinha cheia de vergonha, mas eu saquei do meu coração (um prop, não um coração a sério) e lá me tirou a foto com ajuda do seu pai. Fiquei tão contente por uma coisa canocha como esta ter gostado do meu cosplay! =D

    Seguimos então para o desfile, o que significa que... Sim! Fotos! Bora:

    Fotos de Cosplayers e Desfile

    Curiosamente (ou talvez não, com o que chovia) estavam muito menos cosplayers presentes do que é habitual. Segundo o Qui, que assistiu ao desfile e que foi o autor das fotos que vos apresento, passou-se num instante. Mais ou menos como... "Então estão aqui estas pessoas e agora é boca, acabou!"

    De qualquer forma, um desfile bem organizado e profissional, como a APC nos tem habituado, que talvez tenha pecado por a maioria das pessoas (eu inclusa) não se ter mantido no palco o tempo suficiente para muitas, muitas fotos. Mas é difícil de calcular o tempo que estamos em palco quando não há skit... Ainda assim eu quis participar, para variar um pouco. :)

    Enfim, espero que a falta de cosplayers não signifique o abandono desta actividade em anos futuros. É o tipo de evento que acabou por ser esquecido por não ter animus variados, mas que é muito importante para a nossa comunidade e que devemos valorizar e manter. Até porque eu gosto de entrar gratuitamente todos os anos e vocês também deveriam aproveitar a chance, porque é uma exposição muito interessante!

    Mas vamos às fotos. Foi o Qui que tirou as do desfile e, infelizmente, ele não estava muito bem posicionado. Assim, podem parecer um pouco estranhas.

     A bruxinha quis porque QUIS muito aparecer na foto e não podemos negar este tipo de coisa porque ainda nos lançam um feitiço de fofos!












     Todos juuuntos, todos juuuntos! Eu fiquei bem o no meio! :o

     Já sabem, quem quiser as fotos em maior basta pedir neste espaço ou no Face ou na minha página ou onde quer que me encontrem :)

    Conclusões

    Apesar da variedade mais reduzida da exposição, continua a ser uma visita essencial no circudo dos bedéfilos em Portugal. Para além disso, o número de cosplayers foi muito menos do que o habitual, o que me causa uma certa apreensão... Tenho medo que, se formos cada vez menos, a organização deste evento considere que não queremos realmente ir lá e que não temos interesse, o que não é verdade. Terá sido da chuva? Ou precisamos de mais manga?

    De qualquer forma, foi um bom evento para relaxar e descansar. Também para tirar algumas fotos mais ou menos amorosas com os cenários da exposição. Para encontrar pessoas que já não via há algum tempo e conversar bastante. Ver-nos-emos de novo em breve!

    Até lá fiquem com uma foto do meu coração. Também estou eu na foto, perdão.
     
  • Massugu ni Ikou.

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    Massugu ni Ikou.
    Tsunaki Aki - Yumeta Company
    Anime - 4 Episódios + 5 Episódios
    2003
    6 em 10

    Com toda a certeza já terão percebido que eu adoro cães. Cães, baleias, manatins e peixes-lua, acho que são o top dos meus bichos preferidos. Portanto, foi com muito prazer que assisti a este anime em que os personagens principais são, precisamente, os cães. É um anime muito curto, que se vê num instante.

    Mametarou é um cão sem raça que tem muitos amigos. Em cada episódio ele faz uma nova amizade e ficamos a conhecer um pouco mais sobre outros cães, de várias raças e feitios. De certo modo, gostei deste anime sobretudo porque me deu a conhecer o modo de vida de canídeos no Japão, que é algo pelo qual tenho uma certa curiosidade. Pelo que se vê, têm liberdade de andar na rua e é improvável que lhes façam mal ou que sejam atropelados. Que bom que é ser um cão no Japão!

    Os personagens são amáveis, como só os cães conseguem ser. Infelizmente, fiquei com a ideia de que o conceito de comunicação entre cães e pessoas poderia ter sido abordado de forma diferente e, sem dúvida, mais próxima da realidade científica. De resto, apesar de uma caracterização sólida, não existe qualquer tipo de desenvolvimento pessoal ou relacional, sejam cães ou pessoas. No entanto, as suas personalidades dão azo a muitos momentos simpáticos e grandes sorrisos.

    A arte não é extraordinária, mas acerta relativamente à anatomia animal e à distinção entre raças de cães. Infelizmente, em muitos dos momentos os personagens são reduzidos a rascunhos tipo chibi, o que acaba por tornar os designs aborrecidos e cansativos.

    Musicalmente, temos OP e ED adequadas ao espírito da série e pouca coisa a apontar no parênquima, embora tivesse gostado que houvesse um maior ênfase à comunicação vocal canina.

    Um anime que todos os amantes de cães e pupis devem ver. :)
  • Irmão, Onde Estás?

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    Irmão, Onde Estás?
    Joel Coen e Ethan Coen
    Filme
    2000
    7 em 10
    Mais um filme dos Irmãos Coen, que se mantém com a estrutura que tenho referido anteriormente, a da viagem pelo profundo dos Estados Unidos, mostrando coisas inusitadas e imprevisíveis. Mas este filme tem uma particularidade: o texto foi inspirado e livremente adaptado da Odisseia de Homero.

    Assim, temos três prisioneiros que fogem e procuram chegar até ao sítio onde deve estar um tesouro, que um deles roubou. Pelo caminho, encontram todo o tipo de pessoas estranhas e têm uma viagem muito acidentada. No entanto, há algo que os pode salvar: a música! Porque, de certa forma, este filme é uma espécie de musical. Em todos os momentos há músicas, músicas folk antigas e esquecidas que pertencem a um património cultural com quem tantos, hoje em dia, se recusam a identificar.
     
    Cada cena está carregada de estranheza, mas sem nunca perder o humor improvável tão característico desta dupla de realizadores. O texto em si tem alguns momentos impecavelmente bizarros, que apenas poderiam ser transmitidos por um trio de actores de qualidade que interpretam na perfeição os seus papéis, desenvolvendo uma relação entre as personagens que acaba por ir além da premissa inicial.
     
    Para além disto, podemos assistir a uma sucessão de belas paisagens, caracterizando o interior sulista dos EUA da época com toda a circunstância.
     
    Um filme imperdível.

  • Kill la Kill

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    Kill la Kill
    Imaishi Hiroyuki - Trigger
    Anime - 24 Episódios + 1 Special
    2013
    6 em 10

    Este anime foi-me sugerido num dos clubes portugueses em que participo. Não o apanhei na época e não me sentia com grande vontade de o ver. Afinal, o mais provável seria não gostar (porque eu nunca gosto de nada) e por isso teria de escrever um comentário inadequado para os gostos da maioria da população, o que adviria em gritos e apitos. Mas vá lá, não é assim tão mau.

    A história é altamente simples, baseando-se numa sucessão de lutas infindáveis entre pessoas que possuem umas roupas especiais que lhes dão poderes fabulosos. Tudo começa com os intervenientes de uma escola, com quem a estudante que acabou de ser transferida luta de forma a tentar descobrir quem matou o seu pai, seguindo para uma luta intergaláctica entre o bem e as forças do mal, que - evidentemente - tencionam destruir o mundo. Enfim, a história aparenta existir para que as cenas de acção, com muitas maminhas saltitantes, possa brilhar em toda a sua força. 

    Acompanhando esta história simples e quase vulgar, temos um conjunto de personagens que não se poderia definir de outra maneira que não o estereótipo. Temos uma certa agressividade patente e, no geral, as suas atitudes e gestos combinam com a escolha estilística do anime, o OTT. Esta transmite-se através das personagens, cuja função é lutarem contra a força maléfica e uns contra os outros, e também através de muitos momentos que inspiram a comédia e o riso, sem nunca deixar o exagero para trás.

    Ora, num anime que - como digo - parece viver para as suas cenas de acção, esperaríamos uma arte exemplar. Isso não acontece, de todo. A arte é francamente má. A animação tem um orçamento fraquíssimo e há uma poupança nas frames, assim como a sua repetição, sendo que anatómicamente há uma profusão de erros. No entanto (!) isto acaba por funcionar. Porque, em termos de execução, o anime entrega exactamente o que era a sua premissa: muita acção e muitas mamocas. Assim, poderemos perdoar uma arte e animação puramente defeituosas tendo em conta que, dentro do contexto, funciona lindamente e é fonte de entretenimento gratuito.

    A versão que arranjei vinha sem OPs e EDs, portanto não as poderei avaliar. Isto é, posso ir ouvi-las, mas não é a mesma coisa que as apanhar no episódio em si. De resto, temos uma banda sonora bastante completa, quer em termos de canções quer em termos de efeitos. Por vezes pode tornar-se um pouco repetitiva, mas nada de exasperante. Quanto às vozes, ao início detestei-as, mas depois acabei por me habituar.

    Em conclusão temos um anime muito simples, mas cuja execução pode ser considerada perfeita. Entregam tudo o que prometeram, nem mais nem menos, sem tentar ultrapassar-se filosoficamente ou em teorias extremamente complicadas, mas também sem se levar ao ridículo dentro do seu estilo exagerado e OTT. Compreendo a sua popularidade e aceito-a perfeitamente, mas não é o tipo de anime que recomendaria a todos. Talvez a fãs de shounen que procurem algo diferente para ver.

  • A Montanha Cobria-se de Negro

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    A Montanha Cobria-se de Negro
    Dias de Melo
    2008
    Romance

    Quando fui aos Açores comprei este livro como recordação. Infelizmente, foi muito menos bom do que o que eu estava à espera. Para começar, vim a descobrir que se trata de uma edição de autor que está pejada de erros de tipografia. E depois porque a história, que eu esperava bela, cheia de sentimentos bonitos como as ilhas a que pertencem, era bastante fraca.

    Trata-se de uma narrativa muito simples de dramas e contra-dramas entre pescadores de baleias, os chamados baleeiros, com uma descrição absoluta e mais ou menos exacta da vida destas pessoas na ilha do Pico durante a Segunda Guerra Mundial e algumas coisas que daí advêm. Infelizmente, os personagens -que parecem ser inspirados em pessoas reais - não possuem caracterização bastante que torne esta história em algo interessante. Para além disso, o fim deixa muito a desejar e o livro parece estar incompleto.

    A parte mais curiosa será, sem dúvida, o estilo de escrita. Tem uma linguagem muito própria e única das ilhas (o que me levou a ler o livro todo nesse sotaque), fazendo uso de muitas expressões típicas. Retrata também muito bem a miséria da época e a forma de viver destes baleeiros, muito simples e com boas comidas e bebidas. 

    Infelizmente, palavra sim palavra não, o autor faz uma nota de rodapé a explicar o que significa. Algumas merecem explicação, mas outras são correntes no Português continental também.

    Enfim, acaba por ser uma boa memória da viagem. :)

  • Peach Girl

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    Peach Girl
    Shibuya Kazuhiko - TV Tokyo
    Anime - 25 Episódios
    2005
    6 em 10

    Finalmente aparece-me um shoujo para ver! Já tinha saudades! Talvez por isso tenha perdoado tanta coisa neste anime...

    Momo Adachi é uma rapariga que sofre muito com mal-entendidos. Ela é muito morena porque estava na equipa de natação e, também por causa disso, tem o cabelo descolorado. Isso leva a que pensem que ela é uma moça da má vida e por aí em diante. Pois bem, ela gosta de um rapaz e pensa que ele só gosta de miúdas pálidas. A partir daí sucedem-se mal entendidos atrás de mal entendidos, até um final feliz e muito adolescente.

    Se isto ao início tinha a sua dose de diversão, a partir do meio da série começa a ficar extremamente aborrecido. Isto porque as personagens estão concebidas de forma um pouco errática e acabamos por não perceber o porquê das suas atitudes. Afinal, porque é que Sae (a arqui-inimiga deste anime) gosta tanto de arruinar a vida de Momo? E porque é que Momo é tão passiva que troca de um namorado para outro e ao mesmo tempo salva Sae das forças do mal? Quanto aos rapazes, porque é que não são, pura e simplesmente, honestos perante o que está a acontecer e os seus sentimentos? Todas estas dúvidas levam a que a narrativa seja uma sucessão de problemas que nunca se resolvem plenamente ou, quando se resolvem, passam imediatamente a ser outro problema. Isto acaba por ser cansativo e leva-nos a desejar que, ao menos, acontecesse alguma coisa normal de vez em quando ou que as relações entre os personagens evoluíssem de alguma forma.

    Em termos artísticos, a animação é infeliz na maior parte das vezes, sobretudo nas partes que puxam para a comédia em que os personagens são reduzidos a sombras ou versões chibi de si mesmas. No entanto, fique a nota para o excelente trabalho de design dado aos personagens, que têm uma grande variedade de estilos e roupas que torna cada episódio numa grande surpresa. É um pouco estranho, apesar de tudo, que Momo tenha o corpo *todo* bronzeado, quando a causa do seu tom de pele é a natação: não deveria ter marcas do fato de banho?

    Musicalmente, temos OP e ED com bastante energia que se adequam ao teor da série. O resto da banda sonora é bastante típica do género.

    Foi um bom anime para variar dos estilos que tenho visto, mas não posso dizer que tenha grande qualidade.

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