Shin Getter Robo
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Shin Getter Robo
Kawagoe Jun - Brains Base
Anime - 13 Episódios
2004
5 em 10
Aparentemente este anime é uma versão alternativa de uma coisa do antigamente, de nome Getter Robo. Porque é que eu tinha este na Plan to Watch e não o original é um mistério para mim e pura responsabilidade de quem me recomendou.
Porque é realmente uma coisinha má.
O mundo, presente, passado e futuro e todos misturados, está a ser invadido pelos Oni, criaturas maléficas e demoníacas que têm intenções destrutivas de razão não clarificada. Para lutar contra eles, um grupo de maluquinhos reune-se para conduzir um robot, tipo um Megazord mais redondinho com um machado e um raio laser no umbigo. A história não chega a ser um monstro da semana porque os episódios são poucos, mas a verdade é que eles estão num futuro em que há robots e depois vão à época Edo em que há casas voadoras com metralhadoras incorporadas e depois têm de lutar contra Onis cada vez maiores e mais feios até os vencerem. Pelo meio morre um tipo que se transforma em Oni, mas depois renasce dentro do robot, o que significa que o robot é super... Bem, uma confusão pegada. Em termos narrativos, não tem ponta por onde se lhe pegue.
O ponto forte serão as personagens, que são sem dúvida uma trupe bastante original para combater demónios gigantes. Entre um tipo que sabe o que está a fazer, um monge budista e um chefe de um gang, o nível de psicose eleva-se a um píncaro que é consumado pelo banho de sangue e tripas decorrente de todas as lutas. Fora a sua caracterização inicial, não há mais nada nestes personagens que nos faça dizer "epah, que gente tão interessante!" São assim e já está.
A arte é bastante forte, com traços a negrito e um estilo altamente masculinizado, como um shounen no final da adolescência. A animação, no entanto, não é o ponto mais positivo, pois tem partes muito simplificadas e pouco fluídas, assim como muitas cenas em que estão simplesmente parados à espera do próximo movimentos.
Musicalmente temos um épico típico, força para vencer o mal até ao dia da tua morte.
O conceito poderia ter sido aproveitado de melhor forma, com uma história melhor contada e personagens mais carismáticos. Como está, não lhe posso dar melhor classificação.
By : ladyxzeus
Bombaim - A Um Mundo de Distância
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Bombaim - A Um Mundo de Distância
Thrity Umrigar
2005
Romance
Disseram que este livro era muito bom, portanto inscrevi-me no BookCrossing para o ler. E digo-vos que está a ser o ring mais popular de ultimamente! Infelizmente, não gostei do livro por aí além.
Bombaim, Índia, agora. Uma senhora do bairro da lata é empregada de uma senhora rica. Castas diferentes, vidas diferentes. A senhora rica gosta muito da sua empregada, então dá-lhe todo o apoio possível. Até ao ponto de fractura, que acontece quando a neta da empregada engravida misteriosamente. Tendo este cenário como ponto de partida, observamos a vida passada das duas mulheres e os maus-tratos que lhes foram infligidos pelos respectivos maridos. Também a neta terá sido vítima? Quem sabe...
No fundo, esta é apenas uma história de violência doméstica, nas suas várias perspectivas, e nas violências cometidas para com mulheres. Tanto se podia passar na Índia como noutro sítio qualquer, pois todo este tipo de história, sendo diferente de pessoa para pessoa, se assemelha na sua génese: há pessoas que, por alguma razão, fazem mal a outras. Nisto, o livro é realista.
No entanto, o facto de se passar em Bombaim não é nada concreto. A sinopse, a capa, o título em Português, tudo nos remete para uma viagem à Índia moderna. Mas a verdade é que em poucos momentos os personagens estão puramente inseridos dentro do seu contexto, dado que os seus problemas são - de certa forma - generalistas. Fora algumas expressões indianas cujo significado não compreendemos, e de todas as vezes em que a autora demonstra o seu nojo por todas as coisas pobres, tudo isto poderia passar-se tanto lá como aqui, em Portugal, ou na Alemanha ou na Austrália ou no Polo Norte.
Para além disso, achei que a maneira de escrever, para além de ter certos erros (como por exemplo, frases com tempos verbais no presente e passado ao mesmo tempo: "E ela lembrava-se que faz coisas"), é extremamente negativista. O livro está escrito de tal forma que é quase impossível identificar-mo-nos com as vítimas ou sequer ter pena delas, pois a forma como tudo está contado parece indiferente, quase como "as coisas más são assim e nada se pode fazer"
Enfim, talvez a minha expectativa para o livro fosse diferente, mas não sei se o aconselharia.
By : ladyxzeus
xxxHOLiC
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xxxHOLiC
Mizushima Tsutomu - Production I.G.
Anime - 24 Episódios + 13 Episódios + 1 Filme + 2 OVA + 2 OVA
2006
5 em 10
Lembro-me quando há muito muito tempo, quando começou a aparecer manga em Francês por aí à venda, este me fascinava completamente, pelo título. "xxx deve ser uma coisa pornográfica, um hentai ou algo que o valha". Mas não. Eu ainda não sabia que as CLAMP existiam e que a missão delas é dar nomes aleatórios às coisas. Enfim, de uma forma ou de outra tinha sempre deixado este anime para trás. Finalmente vi-o. A minha expectativa era elevadíssima e foi frustrada.
De natureza semi-episódica, este anime trata de um tema que tantos outros já trataram, antes e depois dele: aventuras com o sobrenatural do folclore Japonês. Watanuki é um jovenzito, sem ligações terrenas fora uma paixoneta na escola, que tem um desejo: deixar de ter de aturar as criaturas estranhas que vê por todo o lado, fantasmas, espíritos, youkai, e outros bicharocos do género. Quando é puxado para dentro de uma casa misteriosa, a sua dona - Yuuko - diz-lhe que se trabalhar para ela (a cozinhar e isso) poderá concretizar esse desejo. E assim começam as aventuras diária de Watanuki e os seus parceiros no mundo da bicharada mística. Cada história por si só não é nada que não se tenha já visto. Em termos de originalidade, não há muito.
Agora, este anime poderia ganhar todas as taças se, com este tema, tivesse um estilo de arte e animação a condizer. E, aqui, é caso para dizer: o manga deve ser muito melhor. O design dos personagens é muitas vezes apelidado de "noodle". E é verdade. Compridos e moles como um tagliatelle aldente. Isto em manga, em que está tudo parado, deve funcionar lindamente. Em anime, é de bradar aos céus, com as dores decorrentes dos olhos partidos em pedaços manejáveis. Há um esforço por tornar as coisas interessantes, com efeitos visuais e padrões, mas é tudo tão pouco detalhado que simplesmente não capta o interesse. Em termos de roupas, objecto de adoração característico das autoras, só Yuuko parece variar nos modelitos. E ainda assim são tão pouco mostrados, têm tão pouco pormenor, que passam ao lado e não têm o efeito pretendido. No filme e nos OVAs a animação está bem melhor, mas isso não pode salvar a classificação geral.
Musicalmente, se no parênquima temos pouco ou nada, nas OPs e EDs temos valiosas músicas, muito estilosas, com um certo beat irónico que nos prepara para a aventura de mistério que vem aí. Saquei-as quase todas, pois fiquei very in love com o seu estilo.
Fiquei curiosa em ler o manga, mas o anime não é para repetir.
By : ladyxzeus
How to Train Your Dragon
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How to Train Your Dragon
Dean DeBlois e Chris Sanders - Dreamworks
Animação - Filme
2010
6 em 10
Dean DeBlois e Chris Sanders - Dreamworks
Animação - Filme
2010
6 em 10
Qual o melhor filme para se ver à uma e meia da manhã? Que tal uns dragonitos?
Hiccup é um viking muito mal adaptado à sua realidade. Pois tal como outras aldeias têm pragas de gafanhotos, eles têm uma praga de dragões. E Hiccup é tão mal jeitoso com o seu machado que não consegue ter sucesso no que respeita a matá-los.
Até ao dia em que ele encontra um dragão, de raça periculosamente rara, e se torna amigo dele, chegando ao ponto de lhe arranjar uma prótese para uma asa que perdeu numa batalha e andar em cima dele. Este dragão, Toothless, assemelha-se muito - coincidência ou não - a um gatinho preto abandonado.
A história é divertida, uma história de respeito e amor pelo próximo, uma história de amizade pelos animais. No fundo, é o conto de um miúdo que encontra um bicho abandonado e, contra todas as expectativas, toma conta dele, sendo recompensado com respeito e carinho. Também nos dá a lição de que nem tudo é o que parece e que às vezes tudo aquilo que sabemos sobre algo pode estar completamente errado: temos de dar sempre oportunidade para as coisas se demonstrarem como elas são, em vez de partirmos logo para a destruição.
No entanto, achei que a narrativa - que não tem muito conteúdo - se desenvolveu demasiado rápido. Por exemplo, a aproximação ao dragão, criatura desconfiada, foi quase imediata. Daí a voarem foi um instante. Também a aceitação por parte da rapariga, Astrid, não correspondeu às expectativas de uma realidade.
Em termos de animação temos muitas coisas boas, com uso a técnicas difíceis e alguns cenários extremamente bonitos. As coreografias não são confusas, embora o dragão grande seja tão grande que acabou por ser um pouco difícil aperceber-me da sua anatomia. Em termos de cores e de texturas, temos escamas muito fofinhas e talvez barbas demasiado leves, mas de resto não tenho nada a apontar. No geral, o efeito está muito bem concebido, com resultados bastante agradáveis à vista.
Uma coisa que falhou, sem dúvida, foi a música. A banda sonora não tem muito por onde pegar, sem temas memoráveis. A música final é simpática, mas para o teor do filme estava à espera de uma coisa diferente, talvez mais instrumental.
Agora terei de ver o segundo. Parece-me um excelente filme para mostrar a miudagem. :)
By : ladyxzeus
Tamako Love Story
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Tamako Love Story
Yamada Naoko - Kyoto Animation
Anime - Filme
2014
7 em 10
Para lerem sobre a série cliquem aqui. :)
A série não deixou grandes memórias, mas ainda assim decidi experimentar o filme. É sem dúvida muito melhor, em todos os aspectos.
A história pega precisamente onde nos deixaram, abordando alguns temas que tinham permanecido duvidosos. São eles coisas como o futuro, o amor e os laços familiares, todos eles interligados por um conjunto de personagens muito agradável. O filme é, de certa forma, uma conclusão simpática para a vida destas pessoas, que acompanhámos ao longo da série. Os assuntos são tocados de forma leve e alegre, sempre com uma onda de grande positividade.
A arte tem momentos de grande beleza, sobretudo as imagens do rio. Todas as cenas passadas dentro de casa têm atenção ao detalhe, sobretudo nos padrões dos cenários, que são muito fofinhos. Em termos de animação, temos uma mistura grande entre cenas muito bem animadas, aliadas ao design extremamente querido dos personagens, e cenas cómicas sem qualquer atenção ao pormenor.
Musicalmente, é um filme bastante completo, com muitos momentos musicais que fazem lembrar um rock mais integral e original. Neste filme há sempre música, seja na abertura, no final ou apenas porque os personagens estão a ouvir rádio. Tal como na série, este elemento é importante para o desenvolvimento da narrativa e das emoções dos personagens.
Senti-me bastante bem ao ver este filme, pois é realmente muito amigo. Não sei se o recomendaria a quem não viu a série, mas é claramente uma boa conclusão.
By : ladyxzeus
Bayonetta - Bloody Fate
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Bayonetta - Bloody Fate
Kizaki Fuminori - Gonzo
Anime - Filme
2013
6 em 10
Há muito, muito, muito tempo atrás, sugeriram-me que fizesse cosplay de Bayonetta. Ora, eu tenho um pequeno problema... É que eu não jogo jogos! Falando disto a uma amiga, ela referiu-me que - ainda por cima - não teria o corpo ideal para fazer a personagem, que é muito alta e musculada. Mas, depois de tudo isto, fiquei extremamente curiosa para com a personagem. Afinal, quem é ela? E o que faz? Assim, quando apareceu a oportunidade de ver o filme de anime baseado no jogo, não a pude perder!
Fiquei, então, a saber que a Bayonetta é uma bruxa, fruto de uma relação proibida. Ela vagueia por aí, a matar umas criaturas que são anjos, em busca do seu passado. Pelo menos neste filme, não sei como será no jogo. No processo encontra alguns personagens que não a ajudam em nada e estão simplesmente lá para acrescentar mistério.
A história pareceu-me bastante incompleta, assim como o desenvolvimento dos personagens. Certamente que isto será melhor desenvolvido no jogo, que o anime almeja publicitar, mas como não estou dentro desse contexto nada poderei dizer. Aquilo que, realmente, me pareceu foi que havia muito material que se poderia explorar. Por exemplo, gostaria de saber mais sobre os reais poderes de Bayonetta, como funcionam aquelas armas, qual o sistema mágico deste universo. A história de volta das memórias tem o seu interesse, mas não está especialmente bem concebida.
O ponto forte do filme será a animação, mas esta tem os seus momentos falhos frequentemente. Se as técnicas utilizadas são bastante fluídas na maior parte das vezes e o CG está admitidamente bem integrado no contexto das lutas, as coreografias tornam-se, muitas vezes, bastante confusas, tornando difícil de perceber qual a posição de cada elemento na luta. Os cenários são bastante simples, com bastante CG, com excepção da única cena em ambiente natural (a do pai do jornalista) que está muito bem pintada e é bem bonita. Se fossem todos os cenários assim, falaríamos de outra forma da arte deste filme.
Musicalmente, não temos nada fora do normal. As lutas têm como ilustração auditiva peças sinfónicas, com bastante órgão, que - solitárias - não têm grande interesse. A música dos créditos pareceu-me demasiado açucarada para o teor altamente sensual do filme.
Fiquei a conhecer a personagem assim por alto. Estou curiosa em jogar o jogo, mas não tenho maneira nem grande vontade, portanto fica para a próxima. De certeza que não irei adicionar Bayonetta aos meus planos de cosplay.
By : ladyxzeus
Dr. Strangelove
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Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb
Stanley Kubrick
Filme
1964
8 em 10
Chegados a casa, vamos ver um filme. Mas a mim não me apetece nada de muito pesado, de muito pensativo, apetece-me algo um pouco mais simples. E, assim, colocámo-nos a ver o Doutor Estranhoamor. :)
Sátira enlouquecida daquilo que foi a Guerra Fria, este filme cria um cenário absurdo - a recordar muito o Catch-22 - em que uma catástrofe nuclear está iminente. E porquê? Porque um general paranóico com a mania dos fluídos corporais decidiu activar o Plano R, que implica que todos os aviões B-52 com bombas atómicas se desloquem até à Russia e as deixem cair lá.
Infelizmente o plano não pode ser parado, devido a uma série de regras impostas pelo próprio plano. Depois de uma conversa entre presidentes, ficamos a saber que para nossa desgraça a queda das bombas irá activar aquilo a que se chama "Dommsday Device". E vamos morrer todos :) Mas Dr. Strangelove tem a solução? E qual é...? Terão de ver o filme. :)
Todo o absurdo das situações, dos diálogos e dos personagens torna este filme uma experiência absolutamente hilariante. Está cheio de pequenos detalhes cheios de graça, completamente gargalhantes. E como está a preto e branco (segundo consta porque não havia dinheiro suficiente para o fazer a cores), tudo isto aparece com um certo ar negativista e gótico que não liga nada com a hilariedade das situações. Tornando-as ainda mais engraçadas!
Este filme não seria a mesma coisa se não fosse o actor Peter Sellers. Decorem este nome, pois foi das melhores performances - seja cinema ou teatro - que vi nos últimos tempos. Apesar de ser antiga, o trabalho de actor é sempre actual. O actor interpreta três personagens distintas, cada uma com as suas características. O general inglês, desesperado por salvar a situação, cheio de paciência. O presidente Americano, passivo-agressivo perante o seu equivalente russo. E o Dr. Strangelove, génio da ciência que tem a solução ideal para todas as coisas e uma mão independente que continua a gostar de fazer as saudações nazis. Cada personagem tem um trabalho corporal completamente diferente, não só nos movimentos mas também nas expressões e na voz. É verdadeiramente extraordinário.
Não me ria tanto num filme há muito tempo. Até o final (catastrófico) foi calmo, bonito e simpático. Porque se tudo pode correr mal, porque não?
Aparentemente este filme foi altamente criticado pelas esferas do governo americano na época, porque eles são paranóicos e não perceberam que o filme era a gozar com a situação toda. Agora, olhando para trás e considerando que estamos praticamente na mesma situação, o meu sentimento é: venha o holocausto nuclear. Vamos morrer todos de qualquer forma! =D
By : ladyxzeus