• Bayonetta - Bloody Fate

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    Bayonetta - Bloody Fate
    Kizaki Fuminori - Gonzo
    Anime - Filme
    2013
    6 em 10

    Há muito, muito, muito tempo atrás, sugeriram-me que fizesse cosplay de Bayonetta. Ora, eu tenho um pequeno problema... É que eu não jogo jogos! Falando disto a uma amiga, ela referiu-me que - ainda por cima - não teria o corpo ideal para fazer a personagem, que é muito alta e musculada. Mas, depois de tudo isto, fiquei extremamente curiosa para com a personagem. Afinal, quem é ela? E o que faz? Assim, quando apareceu a oportunidade de ver o filme de anime baseado no jogo, não a pude perder!

    Fiquei, então, a saber que a Bayonetta é uma bruxa, fruto de uma relação proibida. Ela vagueia por aí, a matar umas criaturas que são anjos, em busca do seu passado. Pelo menos neste filme, não sei como será no jogo. No processo encontra alguns personagens que não a ajudam em nada e estão simplesmente lá para acrescentar mistério.

    A história pareceu-me bastante incompleta, assim como o desenvolvimento dos personagens. Certamente que isto será melhor desenvolvido no jogo, que o anime almeja publicitar, mas como não estou dentro desse contexto nada poderei dizer. Aquilo que, realmente, me pareceu foi que havia muito material que se poderia explorar. Por exemplo, gostaria de saber mais sobre os reais poderes de Bayonetta, como funcionam aquelas armas, qual o sistema mágico deste universo. A história de volta das memórias tem o seu interesse, mas não está especialmente bem concebida.

    O ponto forte do filme será a animação, mas esta tem os seus momentos falhos frequentemente. Se as técnicas utilizadas são bastante fluídas na maior parte das vezes e o CG está admitidamente bem integrado no contexto das lutas, as coreografias tornam-se, muitas vezes, bastante confusas, tornando difícil de perceber qual a posição de cada elemento na luta. Os cenários são bastante simples, com bastante CG, com excepção da única cena em ambiente natural (a do pai do jornalista) que está muito bem pintada e é bem bonita. Se fossem todos os cenários assim, falaríamos de outra forma da arte deste filme.

    Musicalmente, não temos nada fora do normal. As lutas têm como ilustração auditiva peças sinfónicas, com bastante órgão, que - solitárias - não têm grande interesse. A música dos créditos pareceu-me demasiado açucarada para o teor altamente sensual do filme.

    Fiquei a conhecer a personagem assim por alto. Estou curiosa em jogar o jogo, mas não tenho maneira nem grande vontade, portanto fica para a próxima. De certeza que não irei adicionar Bayonetta aos meus planos de cosplay.
  • Dr. Strangelove

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    Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb
    Stanley Kubrick
    Filme
    1964
    8 em 10

    Chegados a casa, vamos ver um filme. Mas a mim não me apetece nada de muito pesado, de muito pensativo, apetece-me algo um pouco mais simples. E, assim, colocámo-nos a ver o Doutor Estranhoamor. :)

    Sátira enlouquecida daquilo que foi a Guerra Fria, este filme cria um cenário absurdo - a recordar muito o Catch-22 - em que uma catástrofe nuclear está iminente. E porquê? Porque um general paranóico com a mania dos fluídos corporais decidiu activar o Plano R, que implica que todos os aviões B-52 com bombas atómicas se desloquem até à Russia e as deixem cair lá.

    Infelizmente o plano não pode ser parado, devido a uma série de regras impostas pelo próprio plano. Depois de uma conversa entre presidentes, ficamos a saber que para nossa desgraça a queda das bombas irá activar aquilo a que se chama "Dommsday Device". E vamos morrer todos :) Mas Dr. Strangelove tem a solução? E qual é...? Terão de ver o filme. :)

    Todo o absurdo das situações, dos diálogos e dos personagens torna este filme uma experiência absolutamente hilariante. Está cheio de pequenos detalhes cheios de graça, completamente gargalhantes. E como está a preto e branco (segundo consta porque não havia dinheiro suficiente para o fazer a cores), tudo isto aparece com um certo ar negativista e gótico que não liga nada com a hilariedade das situações. Tornando-as ainda mais engraçadas!

    Este filme não seria a mesma coisa se não fosse o actor Peter Sellers. Decorem este nome, pois foi das melhores performances - seja cinema ou teatro - que vi nos últimos tempos. Apesar de ser antiga, o trabalho de actor é sempre actual. O actor interpreta três personagens distintas, cada uma com as suas características. O general inglês, desesperado por salvar a situação, cheio de paciência. O presidente Americano, passivo-agressivo perante o seu equivalente russo. E o Dr. Strangelove, génio da ciência que tem a solução ideal para todas as coisas e uma mão independente que continua a gostar de fazer as saudações nazis. Cada personagem tem um trabalho corporal completamente diferente, não só nos movimentos mas também nas expressões e na voz. É verdadeiramente extraordinário.

    Não me ria tanto num filme há muito tempo. Até o final (catastrófico) foi calmo, bonito e simpático. Porque se tudo pode correr mal, porque não?

    Aparentemente este filme foi altamente criticado pelas esferas do governo americano na época, porque eles são paranóicos e não perceberam que o filme era a gozar com a situação toda. Agora, olhando para trás e considerando que estamos praticamente na mesma situação, o meu sentimento é: venha o holocausto nuclear. Vamos morrer todos de qualquer forma! =D
  • Interstellar

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    Interstelllar
     Cristopher Nolan
    Filme
    2014
    7 em 10
     
    Fomos ao cinema! Quarta feira é um dia um pouco estranho, mas foi o que se combinou com o pessoal. Até se reuniu bastante gente. :)
     
    PAra vermos este filme temos de partir de um princípio, uma verdade inabalável: o mundo está a acabar. Pragas assolam os terrenos de cultivo e imensas tempestades de pó perturbam todos os habitantes que restam neste planeta. Cooper costumava ser engenheiro e astronauta antes de se dedicar às ceifeiras debulhadoras. Mas quando um misterioso "fantasma" envia uma mensagem, descobre que tem a capacidade de ir ao espaço e descobrir um mundo novo para a humanidade viver. 
     
    E a partir daqui tudo poderá ser um spoiler grave.
     
    No aspecto das viagens espaciais, o filme está bastante bem construído. As ideias têm um fundamento científico, o que as torna bastante realistas. Existe uma dinâmica importante relacionada com a teoria da relatividade e o factor "tempo", que está explorada de forma interessante através das relações entre os personagens.
     
    Estas, são muito fortes e são aquilo que dão a humanidade ao filme. Vive-se um drama familiar, não só pela distância mas também pelo tempo, que apenas tem resolução no final e que é muito bonita e comovente. Os actores participam nisto com excelentes capacidades, transmitindo com emotividade estes valores. Pois a certo ponto, não queremos saber muito mais sobre se vão salvar a humanidade ou não. Infelizmente, aparentamos estar todos condenados. Queremos saber apenas se Cooper se vai reunir com a família ou não.
     
    Dentro da teoria dos wormholes e buracos negros, o final dá uma perspectiva muito interessante, em que o tempo se torna uma dimensão física. Ficou apenas a dúvida: se foram os seres humanos do futuro que enviaram o wormhole e deram a Cooper a capacidade de encontrar a solução para o problema, como é que eles chegaram lá ao início? É um argumento circular, uma pescadinha de rabo na boca, e se alguém tiver algum esclarecimento lógico pode por favor por aqui como comentário... Pois foi essa a minha dúvida principal.
     
    Gostei também da perspectiva extremamente negativa do nosso futuro, dado que os três planetas visitados são todos horríveis. E são também muito originais! Um tem água, outro tem gelo, outro é um deserto... Parece uma perspectiva bem triste. Mas fiquei com a ideia de que, certamente, nos iremos safar. :>
  • Star Driver The Movie

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    Star Driver The Movie
    Igarashi Takuya - Bones
    Anime - Filme
    2013
    6 em 10

    Antes de mais, vamos esclarecer algo: a minha estupidez não tem limites. Por isso, quando me apareceu no feed este filme acabado de lançar, eu fui toda contente sacá-lo. Nem eu sabia que isto era o filme resumo de uma série. Uma série que eu não vi. Portanto... -_________- 

    Talvez por não ter visto a série original, foi extremamente difícil acompanhar este filme. Simplesmente não compreendi, de todo, a história. Por aquilo que percebi, um jovem deu à costa e torna-se amigo de outros jovens. Depois cada um deles usa uma máscara e tem um poder, que é um robot e lutam uns com os outros. Ou algo do género. Sem contexto é realmente difícil perceber o que se passa. Mas como isso é mea culpa mea culpa, não vou mandar abaixo o filme por essa razão.

    Nem por outra razão qualquer, porque é um filme realmente agradável. Apesar de o ter visto em duas levas (uma a noite passada, outra esta manhã) porque é muito longo, duas horas e meia, é um filme muito giro. Os designs são muito interessantes, tanto dos personagens como dos robots e a arte é extremamente colorida, com muitas formas diferentes para olharmos e nos entretermos. Os cenários também estão bastante bem feitos. No respeitante a animação, temos alguns bons momentos, mas outros podem ficar aquém das expectativas, considerando que é um filme e não uma série.

    O que gostei mais foram todos os momentos musicais, que são muitos e variados, com várias músicas diferentes. São momentos inspirados e muito bonitos dentro do contexto.

    De certa forma o filme conseguiu o seu objectivo: deu-me vontade de ver a série! Vou já adicioná-la aos meu planos e, mais tarde ou mais cedo, lá chegarei :)
  • A Bruxa de Oz

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    A Bruxa de Oz
    Gregory Maguire
    1995
    Romance Fantástico

    Desde que vi este livro numa livraria que tinha vontade de o ler. Assim, quando apareceu no BookCrossing não perdi a oportunidade. É um livro longo e complexo e não tenho a certeza se gostei dele ou não, embora tenha estado estes quinze dias absolutamente imersa no seu universo.

    O Feiticeiro de Oz é um livro infantil muito simples, bastante chato diria até. Mas o universo de Oz, este país estranho, tem muito para explorar. Pegando na personagem da Bruxa Má do Oeste, o autor faz precisamente isso. Oz passa a ser, então, um universo altamente politizado, apesar de ter as suas características fantásticas.

    O livro está dividido em quatro partes. Na primeira, acompanhamos a infância de Elphaba, a Bruxa, uma menina estranha, de cor verde. Depois, podemos vê-la na universidade, onde conhece Glinda, que virá a ser a Bruxa Boa do Sul e uma série de outros amigos. Neste momento acontece o primeiro momento altamente político e altamente confuso: a luta pelos direitos dos Animais (animais com consciência). O grande problema é que os personagens têm elevadas conversas filosóficas e teóricas sobre este assunto. No entanto, o assunto é-nos estranho, a nós que somos do Planeta Terra e não de Oz. Portanto, torna-se bastante difícil de acompanhar estas conversas. A terceira parte, e para mim a mais interessante, é a história de amor, num ambiente escondido e revolucionário. A imagética desta parte tem uma grande simplicidade e beleza, pelo que foi a que gostei mais. Finalmente, Elphaba retira-se do mundo e torna-se a Bruxa Má. Numa quinta parte que serve de epílogo, em que aparecem as personagens que conhecemos do conto original, tudo me pareceu extremamente confuso, como se Elphaba tivesse ficado bêbada para sempre e perdesse completamente todas as características que foi obtendo ao longo do livro.

    Tudo isto está escrito com uma linguagem bastante confusa, com muitas palavras estranhamente desnecessária. As descrições não são especialmente ricas e ficamos apenas a aprender o aspecto das coisas quando os personagens se referem a elas.

    É um livro um pouco bizarro, mas que certamente me marcou, pois vou lembrar-me dele durante muito tempo.
  • Uchuu no Stellvia

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    Uchuu no Stellvia
    Satou Tatsuo - Xebec
    Anime - 26 Episódios
    2003
    5 em 10

    Tinha escrito uma review toda catita, mas o firefox crashou e apagou-ma toda. Portanto fica aqui mais resumida:

    A história tem partes que não fazem sentido e no fundo isto é um fatia-de-vida no espaço, em ambiente escolar. Só que não tem as cenas espaciais, portanto podia passar-se noutro sítio qualquer.

    Os personagens são bastante simples e o seu desenvolvimento é relativo apenas às suas relações interpessoais de amor e amizade, sendo que não se explora o facto de poderem todos morrer a qualquer momento com excepção de uma lágrima ou outra.

    A arte é bastante má. Não aprecio o estilo da época, mas neste caso parece-me especialmente desiquilibrado. A maquinaria está em CG e é medonha. Podiam ter aproveitado o facto de estarem a flutuar no vácuo para mostrar coisas bonitas, mas não o fizeram.

    Das músicas, só a OP tem interesse, pois estabelece um ambiente calmo para o anime.

    Não recomendaria.

    E a minha review original era muito, mas muito, mas infinitamente muito mais interessante. Odeio o firefox, mas também odeio a google, portanto nada posso fazer.
  • Venus Wars

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    Venus Wars
    Yasuhiku Yoshikaze - Shochiku
    Anime - Filme
    1989
    6 em 10

    Vi este filme por recomendação do Qui, que o tinha em cassete quando era um Qui pequenino. Depois vim a reparar que já estava na minha Plan to Watch, o que é sempre uma coisa boa. :)

    Filme que pertence bem à sua época, trata de uma guerra em Vénus, planeta que sofreu com a aquosidade de um asteróide e, agora, se encontra habitado. E em guerra, mas isso é um detalhe. Os nossos personagens principais, no meio de uma grande confusão e de forma puramente acidental, vêem-se envolvidos nesta guerra de ataques e contra-ataques, sendo que o nosso jovem protagonista vai parar mesmo às linhas da frente. A sua sorte é que tem um talento inato para conduzir umas motas-monociclo e vai-se safando das explosões.

    O filme poderia ter apresentado muito mais complexidade no tema, se falasse com mais profundidade dele. O dilema da guerra foi apenas abordado num curto diálogo, sem dúvida o mais interessante do filme. Em termos de personagens, parecem-me ser demasiados, o que torna a sua existência bastante inconsequente. Eles vão desaparecendo ao longo do filme sem qualquer tipo de explicação e o seu envolvimento na narrativa fica muito limitado. Assim sendo, questionamo-nos porque apareceram em primeiro lugar. Se de certa forma podem existir para ilustrar a vida normal, fora da guerra Venusiana, estas imagens não duram tempo suficiente para nos convencer da sua veracidade.

    AA animação tem momentos bastante interessantes, sendo que as cenas de acção são quase todas perseguições nestas máquinas de uma só roda e explosões bastantes. Em algumas partes há uma bizarra mistura de imagens fotográficas com animação. De resto, o filme aparenta ter uma boa produção mas não há nada de especialmente distinguível de outros filmes da época com temas semelhantes. Fica a nota de que a maquinaria tem um design bastante interessante e realista, sobretudo porque na maioria das vezes (como seria normal na realidade) não funciona muito bem.

    No som, há uma variedade de efeitos sonoros muito habituais dentro desta década, com pequenas peças nas cenas de acção que nos remetem para outros trabalhos. A ED é o power-pop de sempre, mas tem uma boa energia para finalizar toda a sequência de acções.

    Sem dúvida que o melhor do filme são os pequenos detalhes que poderão passar desapercebidos a um olhos menos treinado. Pequenos dizeres espalhados por todo o lado (como um tanque a dizer "Limusine" ou o símbolo "Proibido Fumar" num camião cisterna que carrega gasolina), um bom range de expressões faciais e corporais nos personagens, tudo isso torna o filme divertido e uma boa experiência.

    Gostava que tivesse sido um dos filmes da minha infância, mas o meu clube de vídeo não tinha muito anime...
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