White Album 2
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White Album 2
Ando Masaomi - Satelight
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
E aqui fica o último anime a terminar na Season de Outono. Sem dúvida o melhor, apesar de o ter classificado com uma nota mediana.
Quem acompanha este espaço, deverá ter visto a minha opinião dividida em relação ao White Album (Primeira Season e Segunda Season). Assim, estava em dúvidas sobre se veria este ou não. Quando me disseram que o único ponto em comum é o facto de se passarem na mesma cidade, decidi-me pela positiva. E gostei bastante, por isso ainda bem!
Fala de um triângulo amoroso entre os membros do Clube de Música Ligeira (uma banda, portanto). Primeiro conhecem-se, formam o grupo e depois há amor pelo ar. O bom desta história é que, apesar de se passar na escola secundária, tem um forte realismo. O detalhe dado às relações entre os personagens é muito humano e a sinceridade dos seus actos e sentimentos acaba por dar ao anime uma tonalidade um pouco diferente do habitual. As personagens são, portanto, pessoas como eu e vós: a história apoia-se neles e o resultado está muito bem conseguido.
Outro ponto forte é a música. É um anime muito musical, muito mais do que o primeiro White Album. Existem alguns temas que piscam o olho ao original e que são recorrentes, mas não cansam. Depois, há uma banda sonora instrumental muito bonita, que me recorda os shoujos do antigamente. Com uma personagem pianista, muitas vezes ouvimos peças, originais e clássicas, que me pareceram sempre apropriadas à situação e bem interpretadas.
No entanto, o anime peca pela animação. Não é que esteja mal feita, mas é muito parca. A história não potencia grandes momentos de acção em que se possa demonstrar a técnica da animação, mas mesmo assim poderia ser melhor. Daí a nota mediana.
Um bom anime. Se tiver de recomendar um anime desta season que passou, seria este.
By : ladyxzeus
Granta Portugal 2 - Poder
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Granta Portugal 2 -Poder
Vários
2013
Revista
Mais uma vez, assim que saiu a nova Granta fui logo comprá-la assim que consegui. Desta vez o tema era "Poder". Como vimos anteriormente, esta é uma revista literária que publica inéditos Portugueses e alguns contos já publicados na Granta original. Questionava-me sobre que tipo de história poderia ser concebida a partir do tema "Poder". A ler a revista, cheguei à conclusão de que não é um tema assim tão complicado. Já tenho ideia sobre a história que vou escrever sobre isto (coloquei a mim mesma o desafio de escrever uma história com o tema da revista sempre que ela sair). Enfim, existem dois temas essenciais: a acção do poder político e a acção do poder individual.
Desta vez houve alguns contos que gostei bastante.
"O bom déspota" é o relato de um presidente de um país Africano, que temos por Angola, e a maneira como ele impõe o seu poder. Mas o que gostei foi do toque pessoal dado à narrativa, que revela que mesmo uma pessoa tão poderosa tem os seus medos e inseguranças.
"É Perigoso ser Feliz Duas Vezes", uma história Portuguesa passada em Cuba. É muito divertida por causa da visão da autora sobre os acontecimentos, que apesar de aterrorizantes estão tratados com um certo humor que se aceita a si próprio. Também está estruturada de uma forma muito interessante, pois não é linear.
"O Verão Depois da Guerra" é um conto Japonês. Conta sobre a influência do avô na vida do personagem, com um toque do pós-guerra. O mais bonito são as imagens delicadas e fotográficas que nos são oferecidas. No entanto, achei que a tradução poderia ser mais cuidada, pois não se adequa aos conceitos Japoneses que conheço tão bem (por excesso de animus).
Finalmente, achei muito interessante a partilha de correspondência entre Jorge de Sena e Carlos Drummond de Andrade. Apesar de não conhecer o primeiro, conheço alguma da obra do segundo e gosto muito. É sempre giro ver as palavras entre dois amigos, sobretudo quando são escritores.
Estou neste momento a contemplar assinar a revista... Gosto muito!
By : ladyxzeus
Coppelion
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Coppelion
Suzuki Shingo - Starchild Records
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
Era o anime para o qual tinha mais expectativas, de todos os da season de Outono. Veio a revelar-se um desapontamento.
A cidade de Tóquio foi destruída num desastre nuclear. Devido a este tema delicado, a série chegou a ser adiada aquando o desastre de Fukushima, sendo que passou agora. Ninguém pode viver nesta cidade se não estiver protegido por fatos especiais. Excepto os Coppelion, humanos geneticamente modificados para sobreviverem aos ares nucleares. Acompanhamos um grupo de três moças que, na sua farda de colégio Coppelion, procuram pessoas normais que ainda possam estar perdidas na cidade.
Isto era ao início. O início prometia. Antes de mais, os cenários eram qualquer coisa de maravilhoso e lindo. Imensamente detalhados e numa perspectiva pós-apocalíptica original, em que o mundo urbano foi dominado por plantas. No entanto, as personagens não se integravam com este cenário de traços delicados: as suas linhas limítrofes eram muito grossas, estavam a "bold". De certa forma, isto dava uma estética única à série e, por isso não me importei. Mas à medida que foi progredindo, os traços dos cenários foram perdendo a supremacia e as personagens passaram a ser o elemento mais importante. Também passaram a ser desenhadas de forma mais fina e, assim, a distinção boneco-fundo passou a ficar muito difusa. Isto não foi uma vantagem, porque apenas nos fez reparar nos defeitos da animação, em vez de chamar a atenção para as partes boas, que eram as referentes à estrutura cénica.
O mesmo se passou com a história. Ao início, era uma viagem melancólica de três raparigas, encontrando pessoas diferentes com histórias de vida diferentes. Mas há um momento de viragem em que, de episódico, o anime passa a ter uma história concreta, que é a de salvar um grupo de pessoas que inclui uma grávida. Enquanto fogem de duas Coppelion malucas e de uma organização que quer matar toda a gente. As razões por detrás destas atitudes está mal concebida, é demasiado fácil e, no caso da organização, está mal explicada.
A isto se adicione uma mudança profunda na personalidade das personagens. Estavam bem estabelecidas, na realidade bem estabelecidas demais. O grupo era a Sensível, a Fixe e a Infantil. À medida que a série progride, as suas características acabam por se misturar. O resultado é muito choro, muitas lágrimas, muito ranho, muitos gritos. A qualquer momento, elas podem começar a chorar e a gritar. Sem razão para além de "esta situação com estas pessoas que não conhecemos é muito muito triste".
Assim, a nota que lhe dou, a minha média, só pode existir devido ao brilhantismo da arte no início da série. Se recomendasse, recomendaria apenas os três primeiros episódios. Tudo o resto, não vale a pena. Este podia ter sido o melhor anime da season, mas....
Nota: o que aconteceu ao cão?
Nota 2: Feliz Dia! :)
By : ladyxzeus
A Gaiola Dourada
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A Gaiola Dourada
Ruben Alves
2013
Filme
6 em 10
O filme que mais Portugueses viram em 2013 foi o filme que vi na noite de Natal, enquanto esperávamos pelos presentes. Estava à espera de me rir muito mais, mas nem foi mau de todo. Mas as expectativas estavam demasiado altas...
Pois bem, este filme fala de uma família de portugueses emigrados em França, uma porteira e um pedreiro e seus filhos. Claramente inspirado por factos da vida real, apresenta os problemas dos emigrantes em França com uma dose de humor e leveza. Retrata os Portugueses como pessoas trabalhadoras que sonham com o seu país mas que se dedicam ao local onde estão de corpo e alma. Também fala da inadaptação da geração seguinte, que se sente dividida entre duas culturas e não sabe muito bem para qual se deve virar.
O melhor do filme são aqueles momentos que só os Portugueses conseguem compreender, como as músicas de fundo, a culinária ou o fascínio pelo futebol. Mas tudo tem uma aura novelística que acaba por ser um pouco superficial.
Os actores mais velhos estão bastante bem, o que é mais um aprova de que a experiência conta. Os mais novos, pouco fazem e acabam por ter reacções muito exageradas que são pouco realistas no contexto do filme.
Mas foi uma boa fita para ver na noite de ontem, porque contas feitas... É bem divertido!
By : ladyxzeus
Miss Monochrome
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Miss Monochrome
Iwasaki Yoshiyaki - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
Não estava para ver este anime quando saiu, mas convenceram-me dizendo que só tinha três minutos por episódio. O que é verdade: três minutos num episódio e um minuto de ED.
Isto é quase um anime promocional da personagem de uma cantora, Horie Yui, que canta com a sua voz em autotune. Neste anime acompanhamos as aventuras de um adroid monocromático, Miss Monochrome, na sua luta para se tornar um aidoru.
É um anime muito simples, cujo ponto forte é o humor das situações da vida deste android que, não compreendendo a vida humana, faz coisas um pouco desviadas da norma e que acabam por ser muito engraçadas. Acompanhada do seu Manager e de Ruu-chan (um circulozinho robótico) ela vive muitas aventuras plenas de graça.
O anime é muito musical e a voz em autotune da personagem dá mais humor a todas as coisas. Em termos de animação, não acontecem muitas coisas, se bem que a coreografia da ED é muito interessante e - diria eu, que não sei dançar - feita para ser reproduzida.
Um animezinho que pode ser visto a qualquer altura e num instante.
By : ladyxzeus
Nisemonogatari
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Nisemonogatari
Shinboy Akiyuki - Shaft
Anime - 11 Episódios
2012
7 em 10
A noite já se iniciou e já é altura de deixar a bonecada para ir conviver com as pessoas. Antes de fechar a loja, aqui fica mais um comento de mais um anime. Este foi visto a propósito da personagem Kaiki, que estava para votação no clube. Abstive-me porque o anime não tinha informação suficiente sobre ele.
Como referido anteriormente, deteste com todas as forças Bakemonogatari. Decidi dar uma oportunidade a Nekomonogatari e não desgostei. Por isso, ainda com um certo pé atrás, fui ver Nisemonogatari. E gostei bastante!
Após os primeiros episódios em que nos são (re)apresentadas as personagens da primeira instância desta série, o anime foca-se nas duas irmãs de Araragi, Tsukihi e Karen. São vítimas (de certa forma, como verão na série) de fenómenos sobrenaturais que apenas o seu irmão mais velho pode resolver. Tanto a história como as personagens são inócuas, mas não foi por isso que gostei da série.
Se ao início toda a arte me parecia pretensiosa, desta vez olhei para ela sob outra perspectiva. E foi a minha parte preferida. Os cenários são dotados de uma grande dose de surrealismo, sendo os espaços referenciados como elemento importante da história, de forma simbólica. Infelizmente existe algum CG desadequado, mas perante tanta mistura de cores e - sobretudo - o uso do branco, quase nem se dá por ele. A animação também está bastante boa, sobretudo no que respeita aos movimentos dos personagens. Estes primam sobretudo por serem um remate visual ao diálogo, elemento no qual a série se baseia. O diálogo não tem qualquer fundo filosófico nem é útil em nenhum aspecto, mas está lá e toda a Monogatari é feita dele.
O que mais me impressionou foi a carga sensual dada a todas as cenas. Sendo que não são sexuais de nenhuma forma, são subtilmente eróticas e carregadas de um simbolismo que poderá passar desapercebido ao olho menos atento. Isto é, estas cenas - todas elas - são uma metáfora para uma realidade que é comum ao harem normal. Mas da maneira como estão feitas, isto passa de um harem normal para uma festa visual em que não é necessária a existência de cuequinhas. Aliás, esses momentos que normalmente são de comédia, em Nisemonogatari são da maior seriedade possível e tão intensos que uma pessoa é incapaz de se rir.
Fiquei feliz por ter dado outra oportunidade a este conjunto de séries. Agora é altura de fechar a lojinha e ir celebrar o Inverno. :)
By : ladyxzeus
Walkure Romanze
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Walkure Romanze
Yamamoto Yuusuke - Lantis
Anime - 12 Episódios
2013
4 em 10
Como está a ser interessante esta véspera de Natal, a chuva está cada vez mais agressiva e nunca mais é hora de comer os trinta sonhos que a minha avó encomendou.
Levanta-se, portanto, a questão: porque é que eu me pus a ver este anime? Porque sou estúpida, é essa a resposta. Quando olhei para a sinopse e para o design das personagens, a minha ideia foi "isto é tão parecido com Utena!" e pensei "se é parecido com Utena deve ser Utena!". E eu adoro Utena. Mas não podia ser nada de mais diferente. Fica a lição: nunca começar a ver animes da nova season sem antes ver os PVs. Estou, neste momento, à espera dos PVs dos animes que penso em seguir na season de Inverno.
Esta coisa, este coiso - não há outro termo para o definir - é um harem ecchi sobre cavalaria. Lembram-se dos tempos do Rei Artur em que pessoas com grandes paus iam em direcção umas das outras em cima de cavalos? É isso. É um desporto muito antigo, cujo nome desconheço. Eles chamam-lhe "jousting". Em Português deve ter outro nome, suponho. Se é que semelhante coisa se fazia em Portugal nos tempos da cavalaria. Enfim, como anime de desporto, a ideia até está bastante boa. É muito original. O que é verdadeiramente terrível é a execução.
Sendo um anime harem ecchi, o que mais há, por todo o lado, frequentemente e exageradamente, são maminhas e rabiosques, com muita lingerie mal desenhada. Isto seria aceitável se as possuidoras de tais atributos fossem mais para além deles. Todas as personagens e todas as situações parecem existir em função de se mostrar os momentos de estranheza do personagem principal, que se vê frequentemente confrontado com gajas desnudas. Presonagem principal, esse, que está completamente em branco. Apesar de ter uma variação do personagem principal de harem ecchi normal: ele até é uma pessoa com confiança. Não é um miúdo falhado. Mas essa diferença mal se nota devido às situações em que se encontra.
A arte é qualquer coisa de muito horrível. Iniciemos pelos designs das personagens. Com toda a naturalidade, é suposto mostrarem os seus atributos anatómicos. Mas não faz sentido, sentido prático quero dizer, que as armaduras tenham maminhas e que não tenham protecção para o rabo. Em vez disso são cuecas ou saias. Mas a desgraça não se limita a isto. O CG. Os cavalos, as batalhas de "jousting", são todas feitas num CG pavoroso, sem solidez, sem fluidez e sem anatomia.
A música mal se nota, se bem que podemos ouvir uma tonalidade um pouco épica que se adequa à história e à "época". A "época" está entre aspas porque aqui não há época histórica nenhuma, mas podemos inferir pelo desporto retratado que seria alguma coisa de medieval.
Fica a lição, para todo o sempre. Ver sempre PVs antes de escolher o anime da season.
By : ladyxzeus
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