Uta no☆Prince-sama♪ Maji Love 1000%
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Uta no☆Prince-sama♪ Maji Love 1000%
Kou Yuu - A-1 Pictures
Anime - 13 Episódios
2011
6 em 10
Okokokokokokok.... Explosão ovárica!
Nanami Haruka é uma moçita que só quer compor músicas para o seu cantor preferido. Por isso ingressa numa escola de talentos, uma escola que tem por intenção produzir ídolos (tipo Fame, mas num edifício desproporcional em termos de rococó. Parece que no Japão estes estates estão por todo o lado, oh sim). E lá conhece ídolos. Não um, nem dois, nem três. Seis! Todos lindos de morrer. A cantar!
Cada um encaixa num estereótipo (sendo que o meu preferido é o Natsuki. Porque loiro e fofo e tal) e não tem muito que se lhe diga. Do Genki Bói ao Samurai Tímido, passando pelo Baixinho Emo e pelo Playboy Que Lança Rosas. Mas isto não é importante. Porque são girooos! Kyaaaaa~~~~* Os conceitos artísticos por detrás de cada um dos rapazinhos estão muito apropriados e o design de Haruka também é interessante, apesar dos seus olhos bizarros. Por estranho que pareça, ela não é uma personagem detestável nem alvo a abater. Os rapazes não competem por ela, mas antes trabalham juntos para ela e com ela.
Animação é quase nenhuma, se bem que é interessante o uso de CG para reproduzir os instrumentos musicais em questão (nomeadamente piano e saxofone)
Mas o que eu adorei neste anime foi a onda de positividade e a música. É um anime que nos faz sentir bem, que nos faz querer gostar de música e fazer música. Os dramas dos personagens estão relacionados com a sua descoberta no mundo musical e no aprimoramento dos seus talentos inatos. Foi um anime que me deu vontade de tocar piano. Para quem não sabe, toquei ininterruptamente por cerca de 12 anos, e estou à praticamente 6 anos sem me aproximar do piano, com medo dele (história triste, de facto). Depois de ver este anime, estou com vontade de estudar, de tocar, de aprender uma nova música e mostrá-la a toda a gente. Mantenham-se ligados, pode ser que tenham uma surpresa! E a música deste anime é absolutamente deliciosa. É pop. É foleira. Mas adoro-a. Precisava do álbum disto na minha vida e, deus meu!, não há um! Há seis! Já os tenho todos na minha vida e estão aqui à espera de ser ouvidos.
Para quem gosta de harém invertido e música está aqui uma coisa excelente para se ver! Não, não é bom. Mas é divertido? Com toda a certeza.
By : ladyxzeus
The Snow Queen
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The Snow Queen
Osamu Dezaki - NHK Enterprises
Anime - 36 Episódios
2005
7 em 10
Sabem, eu tenho numa das minhas estantes, na que fica no topo da parede onde está encostada esta mesa onde escrevo, um livro de contos para crianças. Era da minha avó, depois foi da minha mãe e agora é meu (e não vai ser de mais ninguém). De todas as histórias há meia dúzia que eu adoro de paixão. A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, é uma delas. Por isso não podia perder o anime.
Ao início eu pensava que isto era World Master Theatre. Não é, por estranho que pareça. Mas podia ser. A história remete-nos para a fantasia do antigamente que entretanto se perdeu para ser substituída por espadas e dragões. Gerda e Kay são dois amigos que se adoram, até ao dia em que o pó do espelho da Rainha da Neve entra no olho de Kay. Ele depois é levado pela Rainha da Neve para o seu palácio e Gerda enceta uma viagem monumental para o encontrar e o trazer de volta.
O anime foca-se nas aventuras de Gerda enquanto percorre o mundo, parte da viagem acompanhada por Regi (um artista), Holster (um lobo com tendências sagradas) e Amor (um macaco). Nas suas viagens encontra muitas pessoas e muitas histórias, algumas delas do mesmo autor - nomeadamente uma das minhas preferidas, a história dos Sapatinhos Vermelhos - mas todas elas com o mesmo nível de fantástico infantil. Absolutamente fascinante. Gerda, enquanto personagem, é uma menina forte, teimosa e decidida, mas que demonstra um elevado nível emocional quando é confrontada com situações adversas. Todos os outros estão apenas limitados e não têm grande conteúdo. Nem a própria Rainha da Neve, que tinha potencial para ser uma personagem de uma misticidade profunda, é mais que um coração mole (e não de gelo, como devia).
Não há grandes cenas de acção, mas os fundos são belos e mais uma vez nos levam de volta a WMT. O facto de estar permanentemente a nevar poderia ter tornado a arte muito monótona, mas em vez disso eles utilizaram a situação em seu favor para mostrar imensas paisagens nevadas, todas diferentes umas das outras.
A música é muito repetitiva ao longo da série. Não apreciei a ED mas achei a OP muito apropriada ao teor do anime e ao teor da história.
Gostei bastante. Só me irritou que tenham mudado o fim da história original. No fim da história original, quando Gerda salva Kay e eles voltam a casa, reparam "que já eram os dois pessoas crescidas", demonstrando que passou muito, muito tempo até se encontrarem. E eu acho isso absolutamente comovente, coisa que não foi possível no anime. Ainda assim, recomendado pela fantasia para onde nos leva.
By : ladyxzeus
Kara no Kyoukai - The Hollow Shrine
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Kara no Kyoukai - The Hollow Shrine
Iwakami Atsuhiro - ufotable
Anime - Filme
2008
6 em 10
Antes de mais, remeto-vos para as reviews dos três primeiros filmes da saga: clickai.
Este quarto filme vem em sequência directa do segundo, Murder Speculation. Shiki acaba de acordar de um coma de dois anos e perdeu SHIKI, ganhando outras coisas que ninguém desejaria. Ficamos, em termos de história, a compreender um pouco melhor como Shiki virou Shiki e, o mais importante, quem é Touko e o que é que ela faz da vida. Iniciação ao mundo mágico a partir de agora, go! E, devo confessar, sinto-me tentada a adicionar a Shiki aos meus planos de cosplay.
Em termos artísticos, este filme trás-nos uma onda ligeiramente melancólica, com paisagens profusamente detalhadas debaixo de uma chuva constante. Se bem que a chuva significa coisas diferentes para toda a gente (por exemplo, hoje estou a adorá-la) Nada de extraordinário ou portentoso de cortar a respiração, mas ainda assim muito adequado. A cena de luta tem um momento brilhante, que é a fuga da rapariga cega ao monstro, mas de resto foi bastante simples.
Musicalmente, mantemos o que foi dito para os outros filmes, com adição de uma música final muito bonita e muito épica.
Continuo a recomendar a série no geral, mas vamos esperar para ver o veredicto final.
By : ladyxzeus
Cidade de Deus
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Cidade de Deus
Fernando Meirelles
Filme
2002
8 em 10
Ah filmes que se apanham às três da manhã no Hollywood.
Pois bem, eu já sabia deste filme. Mas nunca o tinha visto. Isto é a história de um menino da favela e das suas aventuras com outros meninos da favela. Bonito não é? Excepto que na favela, pelo menos na caracterizada aqui, vive-se num constante ambiente de guerrilha. É cada um por si e pela sua arma, nos assaltos, no tráfico de droga, no assim por diante. E como é que as criancinhas lidam com isto? Com uma brutalidade indescritível.
Caracterização da favela impecável, desenho dos personagens também. O filme corre sem interrupções, a um ritmo galopante e com a escala da violência a aumentar constantemente.
Banda sonora brilhante, cheia de músicas que eu adoro e que se adequam na perfeição.
E, coisa curiosa, nenhum dos actores era actor. Eram todos faveleiros que foram colocados a improvisar em situações de guerrilha encenada. O resultado está à vista. E, repare-se, "eram". A produção do filme fez questão de lhes dar uma segunda oportunidade.
De resto, o filme pode ser muito violento, mas tem uma sensibilidade muito própria e muito vívida. Não posso deixar de o recomendar.
p.s. O Seu Jorge era o único gajo bacano....
By : ladyxzeus
Um Litro de Lágrimas
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Um Litro de Lágrimas
Aya Kitou/KITA
Manga - 4 Capítulos/1 Volume
1990
5 em 10
Quando
estive na Bienal de São Paulo (vide Quinta Dimensão) havia lá montanhas
de molhos de manga. Então pedi ao empregado que me trouxesse aqueles
que só tivessem um tomo. Apareceu com dois e este parecia ser o mais
interessante (o outro tinha umas mamas na capa) por isso trouxe-o.
E bem, isto é trágico em todos os aspectos.
Foi
um manga inspirado no diário de Aya Kitou, uma jovem adolescente que
descobre que tem uma doença cerebelar degenerativa. Por isso não é
novidade dizer que isto é a crónica de uma morte anunciada. É muito
triste neste aspecto e suponho que o diário propriamente dito (que foi
publicado em 1988, pouco antes da morte de Aya) seja de chorar que nem
uma madalena. Mas o manga não é. Simplesmente o motto não está bem
aproveitado.
O
texto é muito triste e as dúvidas de Aya são compreensíveis e muito
relevantes. Mas o manga põe-na sempre a sorrir, como se ela fosse uma
mártir (pelo que percebo ela própria não acreditava nisto) e não tem
momentos de intensidade adequada.
A
arte é muito simples, muito jogo de fundos de tramas. Isto dá a
sensação de que tudo isto é quase um sonho, quando é uma realidade muito
definida.
Em resumo, insatisfatório.
By : ladyxzeus
Cello Hiki no Gauche
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Cello Hiki no Gauche
Takahata Isao (Kenji Miyazawa) - Studio Ghibli
Anime - Filme
1982
6 em 10
Também conhecido por "O Violoncelista Gauche", este pequeno filme (uma hora e um minuto e trinta segundos) conta a história de Gauche, que tem um violoncelo e toca numa pequena orquestra intregrada num ambiente de Japão rural. Gauche tem alguns atritos com o seu maestro, que continua a pedir-lhe cada vez mais e mais. E então entramos no mundo fantástico de Ghibli. Todas as noites, quando Gauche está a ensaiar, aparecem animais que lhe pedem para tocar e tocam/cantam/interagem com ele. E assim o violoncelista redescobre o seu amor pelo instrumento e pela música.
Não existem grandes fundos nem cenas de animação profusas, mas mesmo assim o filme evoca cenas muito belas, enquanto interage com as pequenas criaturas que lhe pedem que toque. Cada música é uma imagem distinta que, sendo muito simples, é bastante tocante. Gostei especialmente dos ratinhos.
Em termos musicais não podia ser melhor, conjugando peças clássicas que integram o meu imaginário infantil (sim, o meu imaginário infantil é música clássica... Não perguntem...) com uma peça original muito intensa e impressionante.
Um filmezinho simples, sem nada que o distinga sem ser os pequenos momentos belos.
By : ladyxzeus
Kuroko no Basket
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Kuroko no Basket
Tada Shunsuke - Production I.G.
Anime - 25 Episódios
2012
6 em 10
E mais um anime de desporto! Delicioso! Este é sobre Basket, aquele jogo com uma bola redonda em que se dribla e se passa e se salta e se marca, sabem qual é? É mesmo esse.
Ora então, tudo começa um uma premissa interessantíssima e com a recomendação expressa dos elitistas (alguns). É simples: Kuroko é um gajo sem presença nenhuma. Quase invisível. Isto trás-lhe uma vantagem no basket, jogo para o qual ele não revela grande talento excepto no que respeita a fazer passes. "Isto tem potencial", pensei eu. Aliás, "Isto tem muito potencial", pensei eu. Mas não. No fundo no fundo o basket de Kuroko é só mais um rapazinhos a fazerem coisas de rapazinhos, enquanto suam em calções de seda atrás de uma bola.
O potencial que eu referia não estava tanto na história (realmente, o que se pode fazer a uma história num anime de desporto?) mas no personagem. Como será viver invisível? Será que não se sente mal com isso? Será feliz assim? Será que consegue estabelecer relacionamentos viáveis? Será que o desporto é um escape? Respondem a tudo isto, mas da forma mais cliché possível.
Animação acima da média, com grandes momentos de efusão desportiva pouco realista. Mas é disso que a gente gosta! Os jogos frequentes têm um ritmo muito bom, ajudado pela música (por vezes um techno muito agradável), que não cansam facilmente.
Mas infelizmente não é o desporto que faz o anime de desporto. Também não é o desporto que faz o desporto verdadeiro, basta olhar para as capas das revistas róseas.
By : ladyxzeus