• Squid Game

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    Squid Game


    Hwang Dong-hyuk
    2021
    Série


    Não tinhamos visto esta série quando saiu em 2021 porque estava demasiado popular e eu não gosto muito disso. Mas agora saiu a segunda season e lá me convenci a ver. E foi em boa hora, porque agora percebo a popularidade de Squid Game e o porquê de andar toda a gente vestida de formas geométricas.

    No fundo, trata-se de um battle royale, em que para ganhar uma fortuna imensa várias pessoas são presas numa ilha remota e obrigadas a jogar jogos de vida ou morte. A distinção de Squid Game é que estes são jogos infantis de tradição coreana.

    De todos os modos, conseguimos conhecer bem as personagens, as suas motivações e também uma certa crítica social aos estratos mais baixos da sociedade coreana mas também aqueles que se endividam de uma forma ou de outra mesmo tendo inicialmente muito dinheiro. 

    Gostei muito e agora estou ansiosa pela próxima season.

  • DJ Zanova

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    DJ Zanova
    DJ-Set

     

    Começamos o ano com Mandy e com a DJ Zanova no seu DJ Set em Cacilhas pela noite de ano novo.

    Desta vez o fogo de artifício não me assustou tanto porque estava com umas pessoas a descrever as diarreias dos seus respectivos bebés. Depois começou o concerto e eu quis logo ir lá para a frente.

    Não é que esta DJ faça um trabalho espectacular, mas a verdade é que deu para dançar horrores. Ela passa sons populares de electrónica e até rock clássico com um pequeno twist das suas máquinas, e a verdade é que faz uma grande festa.

    E foi assim a festa, em que dancei tanto que umas miúdas ficaram especadas a olhar para mim. Por isso ainda dancei mais, woo

  • Mandy

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    Mandy
    Diane Morgan
    2020
    Série

     

    Pensei que seria boa ideia escrever as reviews no fim de cada mês, mas parece que não funcionou porque já estamos no fim do segundo mês e não peguei em nada.

    Adiante.

    Mandy foi a primeira série do ano e é uma comédia absurda sobre essa criatura de nome "Mandy", uma mulherzinha burra e saloia que não consegue manter nenhum emprego devido à sua fabulosa incompetência a tudo o que se propõe.

    O resultado não podia ser mais engraçado, porque cada emprego é pior que o outro (desde martelar aranhas numa fábrica de bananas até ser uma mesa humana para sushi) e a consequência da incompetência e estupidez da personagem é sempre top-notch.

    Esta série apresenta também uma crítica muito evidente a essa franja da população inglesa que vive à margem da segurança social. Chamar Mandy de idiota é pouco, e também não temos bem a certeza de que ela seja boa pessoa.

    Foi um bom início de ano.

  • POPTOP Festival Lisboa

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    POPTOP Festival Lisboa
    Evento


    Fomos ao último evento do ano, para também eu fazer um último cosplay do ano. Fui vestida da minha Mukashi Mukashi, a Bruxinha das Histórias, só para passear e haver um bocadinho de fun.

    O evento começou logo problemático por causa da sua publicidade e da venda de bilhetes através de "influencers digitais" (muitos deles pessoas minhas conhecidas e amigas), o que levou a um grande backlash pela parte de algumas pessoas. Ainda assim, decidi dar uma oportunidade e lá fomos nós no Domingo, que era o dia do concurso de cosplay, já que várias migas com entrecosto iam participar. Sábado havia uma palestra que me parecia interessantíssima sobre cosplay na era digital, mas eu estava a trabalhar e não podia comparecer, pelo que espero que alguém tenha gravado.

    Anyway, chegámos mesmo na hora do início do concurso, que foi muito engraçado e criativo. Os cosplayers estão cheios de criatividade nos seus skits, e estou muito orgulhosa por todos terem feito um trabalho excelente nas suas performances, isto está cada vez melhor. Os meus preferidos foram os skits vencedores, sem dúvida, sobretudo o de Minecraft, em que ri histericamente.

    Depois, uma coisa que não via acontecer HÁ ANOS: todos a dançar, a cantar, a fazer o comboio no público e no palco, uma diversão delirante e absoluta em colectivo. Foi um ambiente fantástico de comunidade como já não via há imenso tempo, e isso encheu-me de grande alegria.

    Infelizmente, assim que o concurso terminou, apagaram as luzes todas e mandaram-nos embora, o que foi uma tristeza porque assim não pudemos ver o resto do espaço, coisa em que tinhamos muito interesse porque tinhamos muita curiosidade em ver o Pavilhão Carlos Lopes que é um edifício muito bonito. Do pouco que vimos, havia carros (?), muitas arcadas e alguns jogos para jogar. Mas fiquei com muita pena de não ter visto o resto.

    De resto, passeámos pela Wonderland (que estava ao lado) em cosplay e uma menina disse-me "Olá". Fiquei conti.

    Foi uma excelente maneira de finalizar o ano de cosplay. Até para o ano malta!

  • The Substance

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    The Substance
    Coralie Fargeat
    2024
    Filme
    4 em 10


    ATENÇÃO: eu só vi dois terços do filme enquanto colava cristais numa renda de uns bloomers. Então esta review é um bocado skewed, mas não queria deixar de falar deste filme de quem toda a gente anda a falar histericamente.

    Do bocado que vi do filme, entendi que uma mulher velha arranja um corpo mais jovem e que esse corpo toma uma identidade própria absorvendo a juventude da outra mulher que se torna numa velhota caquética e horrenda. Tudo ok, só que a parte que eu vi era absolutamente HILARIANTE, porque estava TÃO MAL FEITA.

    Garanto que para mim isto foi uma comédia pegada, desde o momento em que comecei a ver o filme (mais ou menos quando Demi Moore tem um ataque de qualquer coisa e começa a destruir comida) até ao fim (em que Demi Moore explode num blob de carne e sangue e eu chorei de rir). Eu sei que o objectivo era dizer que "somos belas para sempre mesmo quando velhas e não precisamos de ser substituídas por pessoas mais jovens" ou então "as influencers jovens que andam por aí roubaram a beleza a uma velha qualquer e substituiram-na", mas para mim este filme apenas disse "a Demi Moore é um blob de carne e sangue".

    Por isso, ficarei para sempre com essa imagem na memória e vou rir sempre que me lembrar dela.

  • O meu marido dorme no congelador

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    O meu marido dorme no congelador
    Yazuki Mizaka & Takara Yaku
    Manga - 2 Volumes / 14 Capítulos
    2020
    6 em 10


    Comprei este manga por impulso (tipo anteontem) e já o li.

    Uma mulher é vítima de violência doméstica de todo o tipo, desde porrada a violação e traição. Portanto, decide matar o seu marido e guardá-lo numa arca congeladora que tem em casa. Qual a sua surpresa quando, na manhã seguinte, o marido surge feliz e contente a pedir o pequeno almoço. Nisto começa uma espiral de loucura. Será que ela o matou realmente? Quem é este homem? E ela começa a alimentá-lo com a carne do cadáver que está no congelador.

    Se as cenas de violência são realmente impressionantes e conseguimos compreender no nosso íntimo o sofrimento desta mulher, Nana (sobretudo porque o marido é especialmente atraente, isto torna tudo ainda mais perturbador), a conclusão do manga acaba por ser bastante óbvia e parecer uma cópia de vários media que já vimos anteriormente no cinema e comics ocidentais. Gostei bastante da arte e da forma como Nana duvida da sua própria sanidade mental, mas a conclusão realmente não é muito boa, e acaba por frustrar bastante o leitor.

    Tendo isso em conta, não posso dar mais do que uma nota mediana a um manga que, com um argumento pensado de outra forma, poderia ter sido excelente.

  • Ramayana: The Legend of Prince Rama

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    Ramayana: The Legend of Prince Rama
    Sakou Yuugou - Nippon Ramayana Film Co.
    Anime - Filme
    1993
    7 em 10


    Uma obra rara e extremamente curiosa, porque foi produzida no Japão e teve um release exclusivo para a Índia, tendo sido re-lançado recentemente em blu-ray pelos seus 30 anos de existência.

    Conta o mito de Ramayana, um mito tradicional indiano que conta a história do príncipe Rama, uma das faces do Deus Vishnu. A história é extremamente complexa e cheia de aventuras que, com todo o respeito, só posso classificar de mágicas e mirabolantes, com deuses, demónios, seres mágicos e assustadores e inimigos poderosíssimos que só a bondade divina de Rama poderá vencer.

    A animação é o ponto forte deste filme, com cenários de uma beleza incrível e cenas de acção fabulosas, de uma criatividade sem limites.

    Aparentemente, todas as crianças da Índia algum dia viram este filme, sem saberem de que se tratava de um anime. Por isso, fiquei muito feliz por ter tido oportunidade de o ver com a original dub indiana. Recomendo.

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