• Dog Day Afternoon

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    Dog Day Afternoon
    Sydney Lumet
    1975
    Filme
    8 em 10


    Dois homens vão roubar um banco. No entanto um deles é muito simpático e não quer matar ninguém (Dustin Hoffmann). Vamos ficar a saber porque é que ele quer o dinheiro a meio do filme e a resposta vai surpreender TODA A GENTE.

    Um filme surpreendentemente romântico e comovente, que fala sobre os direitos queer, sobre a liberdade de sermos quem somos, e sobre até onde estamos dispostos a ir pelo verdadeiro amor. Tudo isto com muito suspense à mistura, e um grito patente sobre direitos sociais.

    Com um papel extraordinário, Hoffmann mostra-nos um homem dividido, com facetas secretas e com uma desenvoltura na personagem que é digna apenas de um grande actor. Ele suporta todo o filme, que tem os seus momentos calmos e engraçados mas também tem momentos altamente stressantes e emocionantes.

    ATTICA nunca sairá das nossas memórias enquanto este filme existir.

  • Kramer vs Kramer

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    Kramer vs Kramer
    Robert Benton
    1979
    Filme
    6 em 10


    A modos que fizemos uma maratona de Dustin Hoffmann, e de seguida irei falar sobre esses filmes.

    Começamos com Kramer vs Kramer, um filme que fala sobre o divórcio, sobre o papel da mulher na família e sobre a parentalidade. Kramer-esposa decide abandonar Kramer-esposo e o seu filho pequeno para procurar uma nova vida. Kramer-esposo não sabe o que fazer, pois tem um emprego extremamente exigente. Terá de se adaptar. Quando Kramer-esposa regressa para buscar o seu filho e lutar por ele em tribunal, o que irá fazer o Kramer-esposo?

    Este é um filme importante na sua altura, porque coloca em causa o papel do homem e da mulher no contexto familiar, fala de famílias divorciadas e de pais sozinhos enquanto educadores, e fala do homem enquanto figura paternal, o que era um tema muito pouco tocado nesta época. No entanto, creio que o filme pode ter envelhecido um pouco mal, pois este assunto - nos tempos modernos - passou a ser quase um não-assunto.

    Apesar de tudo, é um filme bonito e comovente, que nos faz tomar uma posição.

  • Inside Out 2

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    Inside Out 2
    Kelsey Mann
    2024
    Filme
    6 em 10


    A sequela de Inside Out esforça-se por falar da adolescência, mas simplifica-a bastante. Introduz uma série de novos sentimentos: o Ennui (aborrecimento), a Vergonha, a Inveja e a famigerada Ansiedade. Estes novos sentimentos apoderam-se da maquinaria dos sentimentos antigos e enviam-nos embora para o cacete, tomando conta da cabeça da nossa personagem principal e fazendo-a tomar decisões bizarras e estranhas, o que poderá vir a ter consequências no seu futuro.

    Apesar deste filme querer abordar os sentimentos da adolescência, fá-lo de uma forma tão simplificada que acabamos por não tirar muita coisa de valor da narrativa. Temos alguns momentos cómicos, mas as novas personagens não acrescentam grande coisa ao que tinhamos antes, e no fundo acabamos por ter um conceito infinito: à medida que vamos crescendo, a variedade de sentimentos que vão surgindo é virtualmente infinita. Por isso podemos ter Insides Outs para sempre.

    Não sei se gosto disso.

    De resto, fica a nota pela excelente animação, como não podia deixar de ser de um filme Pixar.

  • Beetlejuice Beetlejuice

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    Beetlejuice Beetlejuice
    Tim Burton
    2024
    Filme
    6 em 10


    Uma sequela do famoso Beetlejuice, que tem um bocadinho de aterrorizante mas que, no fundo, é mais algo engraçado das esquisitas mãos de Tim Burton.

    Lydia agora tem uma filha, que não compreende o seu poder de ver fantasmas. Aquando a morte do seu pai, regressa à casa onde tudo começou, e essa filha conhece um rapaz muito fascinante, que afinal está morto e a leva para o submundo dos mortos. Agora Lydia tem de a ir lá buscar antes que ela apanhe o comboio para o destino final.

    É um filme divertido, cheio de efeitos práticos muito giros, com uma história de coming of age familiar que joga bem com as emoções do público. No entanto, creio que o autor colocou demasiados elementos na história (a fatídica mulher de Betelgueuse, por exemplo, não sei se foi algo essencial), e acaba por ficar uma amálgama de coisas por onde é difícil escolher.

    Apesar de tudo, gostei, embora não seja tão engraçado nem original como o primeiro.

  • The Last Unicorn

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    The Last Unicorn
    Arthur Rankin Jr. & Jules Bass
    1982
    Filme
    7 em 10


    Um maravilhoso clássico de animação que sempre tinha querido ver e que nunca tinha tido oportunidade.

    Um unicórnio percebe que é o último da sua espécie e decide partir numa viagem para encontrar outros unicórnios. Irá correr muitos perigos e lutar contra um poderoso feiticeiro e perceber que a sua magia nunca pode ser perdida sob o risco de toda a magia do mundo desaparecer.

    Com uma animação primorosa, designs encantadores, este é um filme de pura magia, que nos deixa com estrelinhas nos olhos do início ao fim. A história é um conto de fadas como já não se fazem hoje em dia, que tem tanto belas princesas (que já acrescentei aos meus cosplans) como vilões tão maléficos que não cabem na nossa imaginação.

    Um clássico imperdível, que poderá assustar os mais miúdos, mas que irá certamente levar para o mundo da mais maravilhosa fantasia os mais graúdos.

  • Smack the Pony

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    Smack the Pony
    Victoria Pile
    1999
    Série


    Porque o humor britânico nunca falha, temos aqui uma série que me fez chorar de rir, protagonizada por mulheres e a fazer piadas sobre coisas.. De mulheres.

    Com um humor perfeitamente surreal, piadas que nunca se repetem apesar dos sketches recorrentes, protagonizado por actrizes físicamente preparadas e com expressões mais do que cómicas, esta série só podia ter sido um sucesso na altura e, comigo, foi um sucesso pegado, porque ri-me mais com esta série do que no resto do ano inteiro.

    Pior que no final de cada episódio tem um número musical a gozar com uma música da altura (precisavam de estar no início do milénio para perceber a referência), e cada música é mais parva que a outra. Gostei sobretudo da "Dressage", porque "I'm a simple girl: I'm a horse"

    Recomendo vivamente esta série que, para mim, foi a série do ano.

  • Megalopolis

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    Megalopolis
    Francis Ford Coppolla
    2024
    Filme
    5 em 10


    Anunciado como "a maior obra prima do cinema", este filme é megalómano no título, na apresentação e no conceito, mas muito pobre em narrativa e ideias.

    Um arquitecto mágico que inventou um material (megalon?) altamente sustentável e mágico também, este arquitecto consegue parar o tempo. Numa América paralela a um suposto Império Romano em decadência, este personagem terá de lutar contra as forças políticas e sociais por forma a por em acção o seu projecto de cidade ideal.

    O que me pareceu, neste filme aborrecidíssimo que me fez literalmente adormecer no cinema (e é raríssimo eu adormecer em filmes), é que Megalopolis tem muito enfeite para muito pouco conteúdo. É um filme todo feito de artifícios, mas por baixo dessa casca toda feita de ouro, o ovo nem sequer tem gema.

    Nem a performance dos actores salva este filme, porque eles parecem nem sequer saber o que estão ali a fazer.

    Para a "maior obra prima do cinema", este filme é uma ilusão.

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