I Am Nora
I Am Nora
Megan Fitts
2016
Banda Desenhada
Este curtíssimo volume de banda desenhada foi criado num Kickstarter, e eu recebi através do BookCrossing uma cópia autograda.
Num hospital em que todas as enfermeiras são clones umas das outras, Noras, uma Nora começa a ganhar individualidade. Nessa individualidade ela encontra injustiças hospitalares, e esforça-se por fugir por forma a encontrar uma vida para si própria.
Esta BD quase não tem diálogo, e a paleta de cores pode tornar a leitura confusa. É um pouco difícil descobrir qual das Noras é a Nora principal, e a narrativa é tão curta que ficamos à espera de mais sumo, de mais desenvolvimento, de saber o que é que esta Nora vai fazer agora que fugiu do hospital.
Foi uma leitura rápida, que acabei por oferecer numa prenda num jantar de Natal.
Histórias de Amor
Histórias de Amor
Rúbem Fonseca
1997
Contos
Livro duplo que o meu pai me ofereceu. Este primeiro volume que li contém contos muito curtos e uma novela também curta.
Amei este livro: logo a abrir começa logo com uma história traumática. Chorei muito a lê-la na paragem do autocarro. De resto, uma escrita cristalina, com histórias originais e nem sempre felizes. O tema comum de todos os contos é o amor, mas o amor não é sempre alegre e apaixonado. Por vezes é violento, arrebatado e feio. Por vezes o amor é um anti-amor, e Rúbem Fonseca fala-nos aqui dessa destruição, desse rasto negro que por vezes fica quando se ama e quando se deixa de amar.
É um livro lindíssimo que recomendo vivamente.
Hot Fuzz
Hot Fuzz
Edgar Wright
2007
Filme
6 em 10
Um filme da dupla Wright & Pegg, portanto sabemos desde já que vai ser cómico.
Um polícia altamente dedicado a prender todos os criminosos é deslocado da grande cidade para um vilarejo perdido no nada. A primeira coisa que faz é prender todos os bêbados e vândalos, o que é tido como um grande exagero. Torna-se parceiro de um polícia parolo que quer ser detective e juntos irão investigar uma misteriosa onda de assassinatos, e o caso de um cisne perdido.
Este filme não tem tanta violência gratuita como o outro que vi do par (Shaun of the Dead), nem tantos momentos absurdos. Na verdade, é até estranho o filme ter uma lógica tão certa, sendo que as piadas nem sequer calham muito bem: a história é chocante e triste, aparentemente, e parece que a graça está deslocada.
No entanto, quando nos habituamos ao ritmo do filme, não podemos deixar de querer acompanhar as aventuras hilariantes desta dupla inusitada, até descobrir o cerne do crime que é - sem dúvida - original e muito engraçado.
Agora só me falta um filme desta trilogia.
The Gentlemen
The Gentlemen
Guy Ritchie
2020
Filme
4 em 10
Também apanhámos este filme na televisão.
Um filme completamente incompreensível, que mistura alguns factores de comédia com uma forte carga de violência no mundo da droga. Pelo que entendi um barão das ervas aromáticas (daquelas) vinga-se de alguém que lhe queria vender o bizz a uma malta das seringas.
Isto tem perseguições de bicicleta, tem metralhadoras, tem acção até dizer chega... Mas e contexto? A miríade de personagens que se sucedem não tem qualquer tipo de caracterização e apenas com um grande exercício imaginativo chegamos a perceber quem é quem.
Por isso, não gostei nada deste filme e dou-lhe uma nota infeliz.
Marte Ataca!
Marte Ataca!
Tim Burton
1996
Filme
5 em 10
Apanhámos este filme na televisão e ficámos a ver.
Quando a Terra é finalmente visitada pelos alienígenas de Marte, uma grande festa acontece, é um grande acontecimento. No entanto, de forma imprevisível, estes marcianos começam a atacar tudo e todos, a fanar pessoas para experiências e a destruir toda a civilização humana. O que os poderá destruir?
O filme é hilariante do início ao fim, não tanto pela sua escrita de diálogos mas pela improbabilidade dos acontecimentos que se sucedem, cada um mais bizarro que o outro. Com uma aura campy e um humor infalível, queremos acompanhar o que mais farão estes marcianos, e sobretudo como é que a humanidade se irá safar disto.
Apesar de ser um dos filmes mais mal-amados deste realizador, achei-o mesmo muito giro, e só não lhe atribuo melhor nota porque os efeitos especiais - a maior parte das vezes - metem medo ao susto.
A Clockwork Orange
A Clockwork Orange
Anthony Burgess
1962
Novela
Como gosto muito do filme homónimo, agarrei logo a oportunidade que o BookCrossing me deu para ler este livro. É surpreendentemente minúsculo, mas nem por isso é uma leitura fácil ou rápida.
Não me fez confusão a linguagem, passado o primeiro terço do livro já estamos habituados. Mas a verdade é que esta leitura não me despertou interesse nenhum. As descrições caóticas de ultraviolência fizeram-me muito mais impressão no livro do que no filme, e as consequências dessa ultraviolência parecem minimizadas porque Alex não passa de uma criancinha com apenas 17 anos.
As descrições são pouco ricas e os personagens caricaturais. No fundo, foi um livro extremamente aborrecido que me levou a adormecer várias vezes durante a sua leitura, e não recomendo.
Comic Con Portugal 2022
Comic Con Portugal 2022
Evento
Para começar este comentário sobre a Comic Con nacional tenho de informar que o meu objectivo era, e sempre foi, participar no concurso de skits. Aguardei até dois dias antes para me inscrever (para não ser a primeira no palco) e.... Já não fui a tempo. Por isso fui ao concurso de Makers fazer o meu skit.
Para este concurso era pedido que estivessemos lá às 7:30. Ora, para estar lá a essa hora teria de fazer directa ou algo do género, porque é conhecido e sabido que aos fins de semana uma pessoa não se pode deitar cedo. Felizmente havia a oportunidade de chegar lá mais tarde, então marquei para estar lá às 10:00. Era necessário ficar na fila para entrar, e ser revistado por polícias, e isso foi altamente stressante. Um segurança simpático, após várias tentativas, lá nos passou à frente da lenta fila que avançava como uma lagarta doente, e um polícia ainda mais simpático perguntou apenas se eu tinha tesouras quando me revistou a mala (eu disse "claro que tenho tesouras, venho para o concurso de cosplay, mas ok, não tenho tesouras).
Este ano a zona do cosplay teve um upgrade fabuloso, com vestiários e largas casas de banho com espelhos, uma secção de SOS Cosplay, mini estúdio fotográfico e um belo lounge para podermos descansar os pézinhos. Com alguma dificuldade montei as minhas asas nas costas, pus o meu fatinho e a peruca pesadíssima que estava sempre a saltar e fui para o pre-judging. Segundo consta o jurado estrangeiro estava mal-disposto e com tonturas (supusemos que fosse uma grande ressaca) e não estava presente. Assim, eu que me tinha preparado para dizer tudo em inglês, tive de me reinventar para explicar tudo em português. Desta feita levei o meu build book no tablet, e funcionou muito bem.
Apressando-nos para o concurso, passando por cima de poças de água com o meu delicado sapatim, encontrámos o palco, com uma plateia reduzida e cheia de gente. Deixaram-nos num local escondido, que parecia uma mistura de filme de terror com o E.T do Spielberg, onde nos entretemos a ordenar-nos numericamente, cantando, dançando e dizendo abobrinhas variadas. Gostei sobretudo de uma menina que, confrontada com o facto de outra concorrente ter um bebé, ter gritado muito espantada "mas tu não pareces ser velha!" Com a minha provecta idade acho estas manifestações divertidas.
Quanto ao meu skit, a recepção foi fabulosa. Era para ser um skit muito parvo sobre o Thor e o Loki, mas o meu Loki de vinil e cartão foi um sucesso, sendo que até foi raptado pelo apresentador para voltar a dançar em palco. Toda a gente riu muito, e quando vi o vídeo em casa até fiquei emocionada pelo amor todo que o skit recebeu. Obrigada! (breve brevemente irei colocar o vídeo oficial, que está belíssimo, online)
Apesar de haver alguns comentários sobre os vencedores que poderia fazer, vou coibir-me para evitar a dramatologia inerente. Gostaria apenas de felicitar a Mayushii, que mais uma vez estava ao meu lado na entrega dos prémios, e que não acreditava muito bem quando lhe atribuíram a Melhor Costura. Fiquei muito feliz por ela <3
Depois regressámos, troquei de roupa, fiz xixi, fiz cocó e fui pesquisar o resto da con.
Essencialmente havia... Nada. Umas estátuas em escala 1:1 de personagens da Marvel. Uma exposição curiosa de réplicas de arte com temática Spongebob. Vários passatempos que ao domingo ao fim do dia já nem prémios tinham. Uma iluminação absolutamente decrépita que fez todas as fotografias parecerem estar localizadas em 1996.
Passando à Artist Alley, cujo caminho foi bem difícil de descobrir, encontrámos uma variedade muito fraca, com artistas afastados uns dos outros por metros sem fim, ninguém a visitar as suas bancas e os artistas com um ar muito infeliz. Aos artistas, que são bons artistas, comprei uma série de presentes para o Natal. Consegui até uma linda taça de mica para a minha avó: quem diria que na Comic Con se encontraria um presente para uma senhora de 97 anos.
Num pavilhão exterior estavam as lojas, plenas de falsificações e objectos com interesse relativo, todos caríssimos. Bem que procurei um hoodie geek para me aquecer nessa noite fria e insensível, mas a 45€ é preferível passar frio e insensibilidade. A única loja que realmente tinha coisas interessantes era a Heimdall Geek Store, mas o facto de não ter falsificações também se reflecte no preço das coisas, e eu tenho estado a tentar (a tentar muito) fazer poupanças.
Ficou em falta a parte dos jogos, mas já estávamos muito cansados.
Chegando a casa dormi profundamente, com um sentimento de dever cumprido. Deixo-vos por agora até ao próximo evento com... FOTOS DE COSPLAYERS LINDES E MARAVILHOSES
Fantásticos vencedores da categoria "Grupo"
O cosplay do cosplayNós. Eu = Medo























